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Fabi Botelho
1 seguidor
83 críticas
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4,0
Enviada em 20 de julho de 2025
Um bom documentário. Não tem como culpar os animais que são seres irracionais, por cometerem o “crime”, sendo que eles foram tirados forçadamente do seu habitat natural, sua família, e foram “adestrados” e viviam 2/3 do dia em cubículos de espaço que nem conseguiam se mexer.
Visceral e comovente, Blackfish trabalha para entregar uma verdade chocante ao público enganado pelo entretenimento de parques que abusam e exploram animais.
Tratando especificamente dos espetáculos realizados por orcas, o documentário reuni uma montagem perfeitamente coesa e organizada, posicionando os artifícios abordados de forma clara. Observar o background do tratamento dos animais já é esperado ao assistir ao longa. Ele se destaca por buscar desde a captura dos animais no habitat natural até a forma como as pessoas envolvidas são persuadidas pelas mentiras e fazem-os crer, com naturalidade, de que tudo é normal e bom.
Uma critica expositiva como essa se faz essencial a conscientização e destaca-se por não apontar o dedo diretamente e sim apresentar os fatos de forma imparcial, dando liberdade as opiniões dos entrevistados.
O filme é muito bom, porem tem certos momentos do filme que deixa ele cansativo. Esse filme deve ser visto por todos pois mostra o que realmente acontece com as baleias que são treinadas para fazerem espetáculos em parques aquáticos. Fiquei até envergonha pois já fui SeaWorld e achei lindo o que as baleias faziam mas este documentário abriu o meu olho em relação a isto.
ótimo documentario! Ele não é tão imparcial como poderia ser, ele consegue equilibrar e ouvir depoimentos de todas as partes.. Destaque para os vídeos dos acidentes, que geralmente não são públicados na mídia ,e são mostrados na íntegra no filme. A história vai alem,e mostra caracteristicas especificas das baleias assassinas, ajudando nos a compreender seus hábitos e personalidade.
É difícil alguém não ter ouvido falar no Seaworld. Uma das atrações turísticas mais conhecidas dos Estados Unidos, é um parque aquático famoso pelos shows que promove com animais como as orcas (popularmente conhecidas como “baleias assassinas”) e os golfinhos, os quais interagem diretamente com seus treinadores. Nem sempre essa interação termina bem e o documentário “Blackfish: Fúria Animal”, dirigido e co-escrito por Gabriela Cowperthwaite, faz um cruel retrato da vida desses animais em cativeiro e mostra isso como causa preponderante para que as baleias, especialmente, joguem suas frustrações em cima dos seus treinadores.
O caso principal que motivou a realização de “Blackfish: Fúria Animal” foi a morte de Dawn Brancheau, treinadora experiente do SeaWorld, durante um dos shows promovidos pelo parque. A treinadora foi vítima de um ataque de agressividade da orca de sexo masculino Tilikum. O roteiro do documentário é centrado em Tilikum, mais precisamente na tentativa de responder à seguinte pergunta: como uma orca com um histórico de agressividade como Tilikum (além de Dawn, o animal vitimou uma treinadora do parque Sealand of the Pacific, no Canadá, em 1991; e um turista desavisado que caiu, acidentalmente, no tanque em que Tilikum “vivia”, em 1999) continuava a manter contato com seres humanos?
As respostas para essas perguntas encontram-se na série de depoimentos vistos em “Blackfish: Fúria Animal”. Ex-treinadores do SeaWorld e do Sealand of the Pacific, profissionais da Administração de Saúde e de Segurança Ocupacional do Departamento de Trabalho dos Estados Unidos, especialistas nos comportamentos de orcas, caçadores de orcas e espectadores dos shows promovidos pelos parques aquáticos oferecem os pontos de vista da atividade multimilionária por trás dos parques aquáticos e, principalmente, a maneira como a dureza que lhes são impostas pelo cativeiro acabam influenciando o comportamento de animais que foram feitos para viver uma existência selvagem, porém são tratados como mercadoria, em condições totalmente inumanas.
Por essas e outras, “Blackfish: Fúria Animal” é um filme muito difícil de ser assistido. Com imagens fortes, chama a atenção, no documentário, especialmente o arrependimento por trás de gente como o caçador de orcas que ajudou a colocar esses animais na vida em cativeiro e por trás dos treinadores que, livres de uma lavagem cerebral impostas pelo negócio que serviam, fazem uma análise extremamente crítica e reflexiva da realidade que, um dia, eles conheceram. Ao mesmo tempo, também revolta o silêncio do SeaWorld diante de tantas evidências incontestáveis. Esta é uma obra que nos incita a fazer uma reflexão sobre a maneira como utilizamos a natureza para o nosso bem (e interesses) comuns e que modificou a forma como esses parques trabalhavam (hoje em dia, os treinadores são proibidos judicialmente de interagir com os animais durante os shows). Porém, “Blackfish: Fúria Animal” ainda não cumpriu o seu papel de conscientizar as autoridades de que animais como Tilikum não devem continuar trabalhando. O lugar deles é no vasto oceano, livres para exercerem as suas funções de predadores.
Dei 5 estrelas para esse documentário pois o filme cumpre perfeitamente o papel de informar como é a vida das baleias que vivem fazendo shows em parques aquáticos. O documentário é muito completo e apresenta o assunto de uma forma bem clara, sendo assim, completamente leigos no assunto, como eu era(rs), podem entender perfeitamente todo o mecanismo da coisa. Tocante, chocante... um must see para quem gosta de animais ou apenas quer adquirir algum conhecimento além do que a mídia comum pode fornecer do assunto. (não contêm imagens muito pesadas, existem cenas de ataques mas as cenas são bem moderadas)
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