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Pretensioso, sub-Tarantino de 5º categoria. A maior perda de tempo do ano.
Incrível! Edição, atuações, fotografia! Virei fã... Destaque pra última história
No limite selvagem da razão
Se tem um filme que você não pode deixar de ver é “Relatos Selvagens”. Atualmente em cartaz somente no Cine Belas Artes, na capital, esse longa argentino consegue ser agonizante e divertido, intenso e empolgante, e te faz perceber como o ser humano é volúvel, fraco e forte ao mesmo tempo. Diante de uma realidade imprevisível, os personagens de seis histórias diferentes caminham sobre a linha tênue que separa a civilização da barbárie. Uma traição amorosa, o retorno do passado, uma tragédia ou mesmo a violência de um pequeno detalhe cotidiano são capazes de empurrar esses personagens para um lugar fora de controle. Uma pérola do diretor Damián Szifron, que conta com a produção de Pedro Almodóvar e que, eu repito, você tem que ver!
A cada história independente, sempre movida pelo sentimento de vingança, o diretor mostra justamente que a violência e a corrupção não são exclusividade de ninguém. Todos nós estaríamos, de alguma forma, sujeitos a momentos de descontrole. Alguns descontrolados demonstram ter esse sentimento ainda mais aflorado, mas todos em momentos de desespero podem chegar ao limite da violência. E é aí que Damián toca no ponto: ele trabalha a humanidade nas relações cotidianas até que, com humor negro e sátira social, chega ao estopim – como uma discussão no trânsito se transformando numa luta corporal pela vida, ou até onde vai parar um caso de corrupção policial para alguém se livrar da cadeia.
Nesse sentido, como nas cenas iniciais dos créditos, em que animais fogem de predadores ou buscam suas presas, todos nós somos como bichos predispostos ao combate. Não há muito o que explicar, mas ninguém quer ser passado pra trás e, se for para ter vantagem em algo, o ser humano reúne uma força animal indescritível e corre, sim, atrás de sua presa, ou melhor, de sua salvação. Quer um exemplo? Em uma das histórias, talvez uma das melhores (só perdendo para o episódio final do casamento ou para o pastelão da briga de trânsito), o personagem do ator Ricardo Darín se revolta com a burocracia do sistema argentino e parte para a violência extrema, lembrando muito o filme “Um Dia de Fúria”, com Michael Douglas. Ele perde tudo na vida, inclusive a razão, mas o único valor que ainda importa e não quer perder de jeito nenhum é a moral. Ele quer sair por cima da situação e, por isso, reage feito um animal irracional.
O mais fantástico disso tudo é que “Relatos Selvagens” traz um roteiro de suspense fantasioso e engraçado, com a narração dos curtas sem cair no problema clássico desses tipos de filmes de episódios independentes: não fica nada solto ou inacabado no fim de cada história, e isso é sensacional – e ao mesmo tempo viciante –, pois você não precisa recuperar o ritmo quando começa a próxima narrativa; você apenas quer mais e mais! E o melhor: a edição trabalha com nossas expectativas, nos surpreendendo e alternando desfechos óbvios. É tudo aquilo que queremos para um cinema de domingo.
Talvez o filme seja essa unanimidade toda justamente porque toca num ponto muito natural do ser humano: o seu dia a dia. Estressamos, pegamos no pé, brigamos, enlouquecemos diariamente. Mas, graças à sensatez, sempre de leve. O nosso limite está muito longe, não precisa ser alcançado, muito menos ultrapassado. Acima de tudo, somos feitos de carne, osso e gentileza. Não vamos perder a razão para, então, destruir nossa nobreza.
Se tem um filme que você não pode deixar de ver é “Relatos Selvagens”. Atualmente em cartaz somente no Cine Belas Artes, na capital, esse longa argentino consegue ser agonizante e divertido, intenso e empolgante, e te faz perceber como o ser humano é volúvel, fraco e forte ao mesmo tempo. Diante de uma realidade imprevisível, os personagens de seis histórias diferentes caminham sobre a linha tênue que separa a civilização da barbárie. Uma traição amorosa, o retorno do passado, uma tragédia ou mesmo a violência de um pequeno detalhe cotidiano são capazes de empurrar esses personagens para um lugar fora de controle. Uma pérola do diretor Damián Szifron, que conta com a produção de Pedro Almodóvar e que, eu repito, você tem que ver!
A cada história independente, sempre movida pelo sentimento de vingança, o diretor mostra justamente que a violência e a corrupção não são exclusividade de ninguém. Todos nós estaríamos, de alguma forma, sujeitos a momentos de descontrole. Alguns descontrolados demonstram ter esse sentimento ainda mais aflorado, mas todos em momentos de desespero podem chegar ao limite da violência. E é aí que Damián toca no ponto: ele trabalha a humanidade nas relações cotidianas até que, com humor negro e sátira social, chega ao estopim – como uma discussão no trânsito se transformando numa luta corporal pela vida, ou até onde vai parar um caso de corrupção policial para alguém se livrar da cadeia.
Nesse sentido, como nas cenas iniciais dos créditos, em que animais fogem de predadores ou buscam suas presas, todos nós somos como bichos predispostos ao combate. Não há muito o que explicar, mas ninguém quer ser passado pra trás e, se for para ter vantagem em algo, o ser humano reúne uma força animal indescritível e corre, sim, atrás de sua presa, ou melhor, de sua salvação. Quer um exemplo? Em uma das histórias, talvez uma das melhores (só perdendo para o episódio final do casamento ou para o pastelão da briga de trânsito), o personagem do ator Ricardo Darín se revolta com a burocracia do sistema argentino e parte para a violência extrema, lembrando muito o filme “Um Dia de Fúria”, com Michael Douglas. Ele perde tudo na vida, inclusive a razão, mas o único valor que ainda importa e não quer perder de jeito nenhum é a moral. Ele quer sair por cima da situação e, por isso, reage feito um animal irracional.
O mais fantástico disso tudo é que “Relatos Selvagens” traz um roteiro de suspense fantasioso e engraçado, com a narração dos curtas sem cair no problema clássico desses tipos de filmes de episódios independentes: não fica nada solto ou inacabado no fim de cada história, e isso é sensacional – e ao mesmo tempo viciante –, pois você não precisa recuperar o ritmo quando começa a próxima narrativa; você apenas quer mais e mais! E o melhor: a edição trabalha com nossas expectativas, nos surpreendendo e alternando desfechos óbvios. É tudo aquilo que queremos para um cinema de domingo.
Talvez o filme seja essa unanimidade toda justamente porque toca num ponto muito natural do ser humano: o seu dia a dia. Estressamos, pegamos no pé, brigamos, enlouquecemos diariamente. Mas, graças à sensatez, sempre de leve. O nosso limite está muito longe, não precisa ser alcançado, muito menos ultrapassado. Acima de tudo, somos feitos de carne, osso e gentileza. Não vamos perder a razão para, então, destruir nossa nobreza.
Simplesmente imperdível. 6 historinhas para alegrar sua vida. Vale muito a pena conferir. Para quem gosta de humor negro ou quase isso, irá se divertir. Recomendo.
Muito boa esta geração de filmes argentinos, ao contrário dos filmes brasileiros atuais eles retratam com realismo e desesperança a realidade atual,,..
Muito bom. Humor contado de uma forma muito diferente.
acabei de ver o filme!!! e só posso dizer que é o melhor filme que eu vi nos últimos tempos!!!! impossível não se identificar com nenhuma das historias!!!! aconselho muito a ir verem
Filme excelente. Fui assistir sem saber que havia o dedo do Almodóvar nele, na abertura já percebi e me preparei para o estilo. O filme consegue nos colocar dentro das estórias, isso porque já tivemos os mesmos impulsos, mas freamos. Também é um alerta para aprendermos a nos domar diante das adversidades. Conseguimos ficar tensos com a sequência das cenas e no final o inesperado acontece.
Histórias interessantes demais! Produção muuuuito boa! Tem um teor bem humorístico.
Situações tão cotidianas como brigas de trânsito, ou buscar um bolo encomendado, nos fazem refletir sobre como a efemeridade da vida é constituída e combatida na velocidade que o mundo vive. O diretor nos faz perceber isso a todo momento quando muda o foco de vermos as coisas, em cenas como uma briga dentro de um automóvel temos o áudio interno do veiculo e o do mundo externo, mostrando a falta de objetividade da briga, e outras imperdíveis cenas de como a força do stress tão cotidiano nos leva a tomar conta de quão patéticos podemos ser...
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