Críticas mais úteisCríticas mais recentesPor usuários que mais publicaram críticasPor usuários com mais seguidores
Filtrar por:
Tudo
Willian M.
17 seguidores
46 críticas
Seguir usuário
4,5
Enviada em 11 de março de 2015
São vários pontos a favor de Relatos Selvagens, para começar, o filme está dividido em seis contos. Cada um totalmente diferente e com uma temática diferente, e a partir daí entra o primeiro ponto positivo para esse filme, pois, a maioria dos filmes teria dentre alguns desses contos, um de qualidade inferior, mas não é o que ocorre no “Relatos Selvagens”.
Todos os contos são perfeitamente montados, muito bem filmados e com uma envolvência digna de um grande filme. Tanto foi que entro para a lista de indicados a filme estrangeiro no Oscar de 2015. Poderia o diretor, Damián Szifron, colocar contos com uma diferença a fim de exaltar a outro, mas não é isso que acontece, todos os contos são lindo e com histórias bem marcantes.
Outra questão bem interessante sobre esse filme é: qual a classificação mais correta para esse filme? Sempre, classificamos filmes em romances, comédias, terror ou até indie. Pois, o primeiro conto tem um ar de tragédia, mas vem sendo construída numa situação um tanto quanto hilária. O segundo com teor de raiva e vingança, com suposto sentimento de ressentimentos. O terceiro muito revoltoso e violento. E assim, o filme rola nos seis contos.
O conto, onde Dárin é o protagonista, vem com teor de problema social, com uma grande critica a burocracia. Chega serem cômicos os passos burocráticos, expostos no filme, para retirar o carro apreendido erradamente. E por último, mas não menos importante, e diria mais, o diretor fechou com chave de ouro este belo filme. Com uma história que mistura uma imensa variedade de sentimentos, seja, raiva, revolta, alegria, e claro, amor.
Na bem da verdade, esse filme, se divide em pequenas histórias que, quase sempre começam com uma naturalidade que qualquer um pode dizer já passou por essa situação, e é claro, termina de forma bem inusitada. Com uma dose de humor negro, violência e raiva, essas histórias vem para confundir a naturalidade do dia a dia, ou vem mostrar o extremismo diário.
Filme bem criativo que mostra diversas histórias de uma forma bem única e interessante de ser vista. Apesar de algumas dessas histórias não terem um desfecho surpreendente, são todas bem feitas e cumprem o seu propósito, que é de mostrar como o ser humano tem o ''dom'' de estragar a vida do próximo e a de si mesmo.
Histórias criativas, inovadoras e divertidas. Um filme 100% criativo. Há tempos não se via um enredo tão inusitado. Quando começa subir os créditos, você pensa: poxa, acabou!?!
Um dois melhores filmes que assisti em 2014. fantástico, belo e divertido, além de levar à uma reflexão de como ceder aos impulsos mais primitivos pode ser fatal.
O diretor argentino Damián Szifron consegue realizar uma obra de arte com histórias simples que podem acontecer em nosso cotidiano e ao mesmo tempo consegue evocar um humor negro em que conseguimos rir de situações que não tem nada de engraçado. Ele é o diretor, roteirista e montador desse filme que mostra o ser humano desfilando seu lado selvagem, e assim mostrando que por vezes encaramos o irracional como racional e vice versa. Isso ainda recheado de cenas muito bem elaboradas, de críticas sobre corrupção, com planos bem pensados e atores que atuam de forma no mínimo consistente, ele consegue esmiuçar o ser humano no tênue conflito entre ser uma pessoa civilizada ou selvagem. O filme se divide em seis episódios com uma situação diferente em cada um. Primeiro episódio é Pasternak em que uma mulher irá pegar um voo e por coincidência começa a conversar com uma pessoa que conhece uma pessoa em comum a eles. O segundo episódio é As Ratazanas que coloca frente a frente um homem mafioso e uma mulher que no passado sua família sofreu devido a este homem. O terceiro episódio é O Mais Forte conta a história de um homem que dirige calmamente na estrada até que tenta ultrapassar outro carro, mas este tenta o impedir. Quando ele consegue passar acaba xingando-o. O quarto é A Bombinha narra a história de Simon Fisher (Ricardo Darín), especialista em demolições e pai de família que se atrasa para o aniversário da filha por conta de um reboque de seu carro. O quinto é A Proposta em que um filho de um homem rico atropela uma mulher grávida, mas não socorre a vítima. Por último é Até Que A Morte Os Separe onde o desenrolar acontece em uma festa de casamento. Para assistir esse filme não devemos levar tão a sério o roteiro de cada episódio e sim como ele é contado e a essência de cada um. O filme apesar da violência consegue passar ao mesmo tempo um humor interessante, pois mesmo assistindo coisas absurdas é difícil não rir. Isso até de certa forma não é para se censurar, mas sim para termos consciência de que somos seres, que diferente dos animais irracionais, temos a capacidade de rir de nós mesmos. Cada episódio consegue ter um humor que é difícil não rirmos em alguma cena. Poderia citar cada momento que no mínimo esbocei um sorriso. Digo até de situações que soariam clichês, mas que o diretor consegue fazer com muito humor. O importante é que através desse riso consigamos tirar proveito para nossas vidas. Todos os episódios terminam de forma nada correta, mas o último não poderia deixar de passar a mensagem final do filme. Todos os episódios estão passando de forma bruta o que o episódio final diz tão bem. Em cada caso o diretor consegue narrar através de uma montagem que consegue passar o essencial. Além disso consegue através de cenários colocar os atores em enquadramentos que conseguem contar algo. Por exemplo no segmento As Ratazanas ele filma as duas atrizes de fora da cozinha enquanto assistimos elas em um quadrado que dá acesso a cozinha e a parede é de azulejos que nos traz um sentimento de prisão. Parece que ele ao contar está dizendo, se vocês fizerem isso é cadeia. Como já falei ele critica a corrupção na Argentina, seja ela uma corrupção moral ou em sua essência. Em vários episódios ele vem falando sobre isso. O roteiro cita pelo menos de forma clara nos casos: As Ratazanas, A Proposta e A Bombinha. Nesse último há uma cena em que o personagem de Ricardo Darín sai de um lugar e o diretor trabalha com uma profundidade de campo que enxergamos justamente que há um carro da polícia parado em frente a uma faixa amarela, traduzindo que a polícia, que é a própria lei, não a respeita e enaltecendo mais o sentimento de falta de justiça e de corrupção que esse capítulo evoca. Conseguindo desde os créditos iniciais estabelecer o tema com os animais aparecendo na tela, Damián Szifron consegue realizar um filme envolvente, sem ter uma fórmula original, mas consegue construir um filme coeso e que nos faz refletir sobre a barbaridade que no mínimo já tomamos conhecimento através das mídias. Sem cair em banalidades consegue através de histórias aparentemente simples fazer uma obra eficiente.
Relatos selvagens começa como um filme qualquer, mas apenas no primeiro minuto. Uma mulher vai pegar um vôo, conversa com um passageiro, eles conhecem alguém em comum e começa a tensão. Tensão esta que é ponto de partida para que todo relato selvagem permeie áreas como o políticamente incorreto, drama, humor e crítica social. Relatos selvagens é o filme mais contemporâneo lançado em 2014 e lhes digo os porquês.
O filme é dividido em várias histórias, que são unificadas através da temática principal: a violência. A violência do estado ("Bombita"), a violência das tradições ("Hasta que la muerte nos separe"), a violência do capital ("Las ratas"), a violência do amor ("La propuesta"), a violência canalizado no outro (El más fuerte) e, por fim, que na verdade é o começo do filme: a violência de todas as istâncias sociais ("Pasternak"). Não dá pra contar muito o que acontece na trama, pois as surpresas são fatores fundamentais para o envolvimento do expectador com a obra, para os risos (são muitos, e estamos falando de violência) e para as tensões. Vale ressaltar que cada história pode ser interpretada com diversos olhares, o que amplia a riqueza de conteúdo e do debate sobre o filme.
O filme impressiona pelo seu estilo original não só na construção de cada história, em ângulações distintas captadas pela câmera, nas atuações ou no excelente texto, mas por fazer de cada cena algo nunca antes visto daquela forma. Não se vê aqui cópia de estilos europeus ou estadunidenses: o filme é argentino e latino pra caramba! (crítica completa no site)
Caso você continue navegando no AdoroCinema, você aceita o uso de cookies. Este site usa cookies para assegurar a performance de nossos serviços.
Leia nossa política de privacidade