Documentário que por conta de seu objeto – a vida e sobretudo a obra do fotógrafo Sebastião Salgado – faz uso de um recurso raramente explorado pelo cinema, que é a foto fixa, habitualmente utilizada como cacoete estilístico pelos cinemas novos dos anos 60 ou até mesmo como material para um curta quase completamente sustentado por ela (La Jetée, de Chris Marker).
mais em: https://magiadoreal.blogspot.com/2024/04/filme-do-dia-o-sal-da-terra-2014.html
Grande sucesso de critica, aqui temos um documentário indicado ao óscar em 2015, onde fala da trajetória de um dos melhores fotógrafos do mundo, o Brasileiro Sebastião Salgado Mostra sua essência em fotografias belíssimas em redor do mundo, com suas visitas em regiões pouco habitada e ele transcende o melhor dos trabalhos num documentário bonito.
Explendoroso, radiante, reflexivo, devastador, contemplativo, crítico. O Sal da Terra é mais uma grande obra de arte entre a união de João Salgado , seu filho Juliano Ribeiro Salgado e o veterano Wim Wenders. Indo do âmago do planeta até sua terra natal , Vale do Rio Doce , fazenda Bucão, o documentário nos prende e fascina por belas ou terríveis imagens de desespero humano. João nos redime ao contemplar , juntamente com sua mulher a atuação do seu Instituto Terra, mais de 7.000 hectares de áreas degradadas estão em processo de recuperação na região e mais de 4 milhões de mudas de espécies de Mata Atlântica apontam para um futuro promissor. Imperdível.
Um presente que encontrei, meio que por acaso, enquanto buscava um filme p assistir nessa tarde preguiçosa de carnaval. A história de um homem e seu sonho. Um homem e seu talento. Um homem que percebe o mundo em que habita. É denso quando mostra o sofrimento em várias partes do mundo. É silêncio, quando vemos a morte na África ou no nordeste do Brasil. A fome, a guerra... Humano, forte, desumano. "Quantas vezes pus minha câmera no chão para chorar com o que via... Depois de Ruanda, o que mais poderia ver? Não acreditava mais na raça humana. Minha alma adoeceu." Sebastião Salgado tinha visto o coração das trevas. E começou a questionar profundamente seu trabalho como fotógrafo social e testemunha da condição humana. O que restava a ele fazer depois de Ruanda? Então, veio o Instituto Terra. 2,5 milhões de árvores plantadas, pela primeira vez tentou-se reflorestar a Mata Atlântica. E deu certo. A terra curou a alma de Sebastião. No projeto seguinte, Gênesis, Sebastião fotografou a natureza. Sua grandiosidade. Seus detalhes. Fez amigos e se sentiu, novamente, parte do Todo. Mas de uma forma de diferente. Não na dor da guerra e da morte insana. Mas na beleza e na integridade das paisagens e dos animais. Genesis seria sua carta de amor ao Planeta.
Um fotógrafo que é quase uma unanimidade, mas que também tem seus críticos, e as críticas chegam a ser mordazes, ainda que ele passe longe de ser um equivalente a Romero Britto: assim pode ser bem resumida e grosseiramente apresentado Sebastião Salgado. Outra descrição poderia ser “um mineiro interiorano que em meio à ditadura exilou-se em Paris e lá começou a ter gosto pela fotografia, e com o tempo ganhou o mundo com suas fotos da miséria humana do mundo”, o que não deixaria de ser verdade também, ainda que seja igualmente um resumo grosseiro (além de estranho, por dar a entender que captou miseráveis na capital francesa). O filme O sal da Terra é justamente para apresentar a pessoa do Sebastião Salgado, e especialmente sua fotografia. Como um está intimamente ligado ao outro, termina sendo um filme com essa espécie de foco dúbio. Mas não torna-se, é bom ressaltar, um filme confuso. Pode-se estranhar a falta de abordagens mais profundas nas questões técnicas da fotografia (já que boa parte dos que viram, e verão, a produção são fotógrafos), especialmente acerca de questões filosóficas que envolvem o trabalho de Salgado, porém não uma temática confusa. De qualquer forma, percebe-se, ao final, ser mais um filme-portfólio do que propriamente um documentário discutindo a obra de um dos mais reconhecidos fotógrafos no Brasil e no mundo — o que não impede um posterior debate, claro.
O filme é quase todo em preto-e-branco, como é padrão nas imagens produzidas por Salgado (inclusive as do projeto Gênesis, apesar deste abordar paisagens naturais, um dos pontos controversos passados ao largo). Difícil saber até onde foi a contribuição de Juliano Salgado (filho de Sebastião e um dos diretores, junto com Wim Wenders), mas é fácil notar que o filme, ao mesmo tempo que vagueia por entre a vida e a obra de Salgado (o pai), também passeia entre filmagens de expedições/bastidores de cliques e relatos sobre fotografias específicas. Esses relatos foram captados de uma forma interessante, em que ora está o fotógrafo em foco; ora a foto, estando esta em uma tela translúcida, entre quem assiste e o fotógrafo, que vê a imagem e a comenta — assim como o fotógrafo também conversa com Wenders. As fotos, é bom que se diga, tornam o filme algo impróprio para assistir em meio a uma gostosa reunião entre amigos e/ou família, pois são evidentemente chocantes. Não são apenas fotos de guerra esteticamente bem-resolvidas e algo emocionantes como as de Horst Faas, por exemplo, são fotos que primam por seus contrastes e composições, mas parecem querer por vezes embelezar algo extremamente trágico, de forma que muitas fotos, apesar do apuro técnico, são bastante chocantes. O choque da violência que parece ser mais cotidiana do que a ocorrida durante grandes guerras é mais agressivo.
Como boa parte do filme é baseado nos trabalhos de Salgado retratando situações lamentáveis, o trecho dedicado ao Gênesis termina não conseguindo quebrar totalmente o niilismo do restante do documentário. Assim não é difícil terminar de assistir com um sentimento algo misantropo. Seu último trabalho lançado, que leva o nome do primeiro livro da Bíblia, baseia-se em paisagens e populações afastadas da ‘civilização’. Porém a esperança parece meio exagerada, após ver tanto da parte ruim do mundo e ouvir Salgado contar, inclusive, o quanto os trabalhos anteriores o desgastaram mentalmente — e, volto ao ponto, ter paisagens e populações autóctones em fotos preto-e-branco não ‘soa’ otimista. Em suma: mais interessante é assistir McCullin, sobre Don McCullin, que aborda mais firmemente questões do fotojornalismo e não esconde a descrença na capacidade de renovação da Humanidade.
Excelente documentário dos cineastas Wim Wenders e Juliano Ribeiro Salgado sobre a trajetória do fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado. O filme no formato de um documentário mostra a origem dos principais livros fotográficos que fizeram a fama do fotógrafo retratado mundo afora, incluindo as implicações humanas e psicológicas sobre o próprio protagonista. Felizmente, em meio a tantas tragédias humanas clicadas com sensibilidade inigualável, as quais afetaram o artista em sua alma, provocando depressão e desencanto, Sebastião contou com o apoio dos amigos e principalmente da família para se dedicar a um projeto cheio de esperança com o qual brindou a si mesmo, mas principalmente a todos os brasileiros: o Instituto Terra. Salgado ensina com seu exemplo que em vez de lastimar pelos infortúnios que acometem a humanidade, o sal da terra, ou ficar procurando culpados, é possível reconstruir e encontrar nos escombros uma motivação para reconstruir, até mesmo a Natureza. Altamente recomendável.
Excelente documentário, definitivamente vale a pena ver. O filme evita polêmicas que sempre rondam a obra do fotógrafo, mas isto não torna o filme menos interessante. O tom é de homenagem, e no caso, merecida. Indicado principalmente a fotógrafos que se acham grande coisa, para se ver como se constrói uma sólida carreira de fotografia.
É muito difícil descrever... é um filme que temos o "dever" de assistir! É uma linda denúncia contra o acúmulo de riqueza e a "destruição do humano entre os homens"... suspiro... será que quem precisa ver e entender este filme o verá, o entenderá? Acho que não.
Caso você continue navegando no AdoroCinema, você aceita o uso de cookies. Este site usa cookies para assegurar a performance de nossos serviços.
Leia nossa política de privacidade