Beleza Americana
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Babi M.
Babi M.

21 seguidores 1 crítica Seguir usuário

4,0
Enviada em 15 de junho de 2013
Achei o filme sensacional. A principio, até a metade do filme, a historia parece sem sentido e sem um foco preciso: não se sabe se o protagonista é o pai ou a filha. Mas no desenrolar da história podemos perceber a sacada que o filme quer mostrar.
Beleza americana pode ser considerado uma critica às aparências que tentamos manter, e é demonstrado isso em vários momentos: na menina que diz ter uma vida sexual ativa mas na verdade é virgem, no casamento dos pais, no pai do menino, que na verdade é gay, por exemplo. Os diálogos são todos MUITO bem construídos e as cenas finais com certeza ficarão pra sempre na minha memória: O diálogo entre o vizinho e o protagonista, a cena em que a menina diz ser virgem, e a morte que a princípio parece óbvia, mas no final fica dúbia. É um filme que dá para ser levantadas várias discussões interessantes.
Ah, vale ressaltar também a possível metáfora presente no menino que grava com a câmera: que é preciso olhar por outros olhos as coisas simples para enxergar a beleza delas.
anônimo
Um visitante
4,0
Enviada em 8 de abril de 2020
Beleza Americana é uma obra multifacetada, existem vários pontos relevantes envolvendo o longa que gostaria de externar aqui, então vou a principio expressar meu ponto de vista acerca de alguns fatos relacionados ao longa. PRIMEIRO: De fato, o filme apesar de ter seus méritos, foi absurdamente supervalorizado tanto pela crítica, quanto por boa parte do público na época de seu lançamento, no já distante ano de 1999. Foi certamente um dos melhores filmes daquele ano, mas com certeza não o melhor como bradaram vários críticos norte-americanos na época. SEGUNDO: Também é certo que seu sucesso nas premiações foi fruto principalmente do lobby de seus realizadores(Spielberg, produtor executivo, quer mais?), não há como negar o corporativismo que existe nessas temporadas de premiação. Irmãos Weinstein, Spielberg e vários outros quase todo ano emplacam filmes dirigidos ou escritos/produzidos por eles. É aquela velha máxima, quando o show business deixa de ser show e passa a ser só ''business'', você já sabe o que vem em diante...TERCEIRO: Não é um filme artisticamente lá muito relevante mesmo, pode até ter alguns recursos inovadores, ideias originais e tal, mas nada excepcional ou que se destaque mesmo. Óbvio, está muito longe de ser dispensável, surpreende com sua estética sofisticada e visual belo(sobretudo a fotografia, linda, uma coisa rara em filmes com essa temática). Enfim, uma obra com muitos méritos, realmente não é de se jogar fora, mas também não é a obra-prima bradada por muitos. Beleza Americana é um filme sensível sobre paixão, redenção, e principalmente, hipocrisia. Várias parábolas sobre o estilo de vida da sociedade estadunidense estão presentes no filme, elaboradas com extrema sensibilidade e perspicácia por Allan Bell. Mas a força do filme está mesmo no elenco afiado, se Annette Bening entrega uma de suas melhores performances em décadas como a desnaturada Carolyn, Kevin Spacey arrebenta de vez na pele do já icônico Lester Burnham, sem dúvida um de seus melhores trabalhos. O cast coadjuvante também não decepciona, Tora Birch segue a linha crescente de começo de carreira promissor, que se confirmaria mais tarde em Mundo Cão. E não me esqueci de Mena Suvari, a bela atriz apesar de limitada consegue convencer no papel de gostosona insegura. Outro aspecto positivo do filme é a direção contida, mas eficiente de Sam Mendes, o então jovem diretor não arriscou muito, apostou em planos simples e cenas rápidas, não quis inventar muito, principal mal dos diretores de filmes deste gênero. Mas justamente pelo fato de seu trabalho ser contido e sem inspiração (embora bem eficiente), torna-se ainda mais absurda sua vitória(ainda mais diante de um então brilhante M. Night Shyamalan), uma vitória claro, fruto do lobby mercadológico. É um filme muito bom, mas que poderia ser excelente se não tivesse algumas falhas que chegam até a irritar bastante o público, como por exemplo, a narração em off que marca principalmente a primeira metade do longa, um recurso narrativo que no meu ponto de vista não cabe em um filme com esta temática, além de ser usado de forma absolutamente dispensável para fins principalmente cômicos(sem sucesso). O dispensável recurso de narração em off também é muito mal utilizado no final, que aliás, é um dos poucos pontos fracos do roteiro, era pra ter sido emocionante(confesso que me emocionei da primeira vez que vi), mas depois de repetidas vezes assistido acaba soando forçado e até meio piegas. Enfim, é um filme que está longe de ser uma obra-prima, que contém sim algumas falhas bem irritantes, mas que não afetam o resultado geral, e não tem como terminar o filme não pensando nos personagens e em seus dilemas morais. Muito bom!
Júnior S.
Júnior S.

1.193 seguidores 269 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 4 de janeiro de 2018
Beleza Americana é uma obra multifacetada, existem vários pontos relevantes envolvendo o longa que gostaria de externar aqui, então vou a principio expressar meu ponto de vista acerca de alguns fatos relacionados ao longa. PRIMEIRO: De fato, o filme apesar de ter seus méritos, foi absurdamente supervalorizado tanto pela crítica, quanto por boa parte do público na época de seu lançamento, no já distante ano de 1999. Foi certamente um dos melhores filmes daquele ano, mas com certeza não o melhor como bradaram vários críticos norte-americanos na época. SEGUNDO: Também é certo que seu sucesso nas premiações foi fruto principalmente do lobby de seus realizadores(Spielberg, produtor executivo, quer mais?), não há como negar o corporativismo que existe nessas temporadas de premiação. Irmãos Weinstein, Spielberg e vários outros quase todo ano emplacam filmes dirigidos ou escritos/produzidos por eles. É aquela velha máxima, quando o show business deixa de ser show e passa a ser só ''business'', você já sabe o que vem em diante...TERCEIRO: Não é um filme artisticamente lá muito relevante mesmo, pode até ter alguns recursos inovadores, ideias originais e tal, mais nada excepcional ou que se destaque mesmo. Óbvio, está muito longe de ser dispensável, surpreende com sua estética sofisticada e visual belo(sobretudo a fotografia, linda, uma coisa rara em filmes com essa temática). Enfim, uma obra com muitos méritos, realmente não é de se jogar fora, mas também não é a obra-prima bradada por muitos. Beleza Americana é um filme sensível sobre paixão, redenção, e principalmente, hipocrisia. Várias parábolas sobre o estilo de vida da sociedade estadunidense estão presentes no filme, elaboradas com extrema sensibilidade e perspicácia por Allan Bell. Mas a força do filme está mesmo no elenco afiado, se Annette Bening entrega uma de suas melhores performances em décadas como a desnaturada Carolyn, Kevin Spacey arrebenta de vez na pele do já icônico Lester Burnham, sem dúvida um de seus melhores trabalhos. O cast coadjuvante também não decepciona, Tora Birch segue a linha crescente de começo de carreira promissor, que se confirmaria mais tarde em Mundo Cão. E não me esqueci de Mena Suvari, a bela atriz apesar de limitada consegue convencer no papel de gostosona insegura. Outro aspecto positivo do filme é a direção contida, mais eficiente de Sam Mendes, o então jovem diretor não arriscou muito, apostou em planos simples e cenas rápidas, não quis inventar muito, principal mal dos diretores de filmes deste gênero. Mas justamente pelo fato de seu trabalho ser contido e sem inspiração (embora bem eficiente), torna-se ainda mais absurda sua vitória(ainda mais diante de um então brilhante M. Night Shyamalan), uma vitória claro, fruto do lobby mercadológico. É um filme muito bom, mas que poderia ser excelente se não tivesse algumas falhas que chegam até a irritar bastante o público, como por exemplo, a narração em off que marca principalmente a primeira metade do longa, um recurso narrativo que no meu ponto de vista não cabe em um filme com esta temática, além de ser usado de forma absolutamente dispensável para fins principalmente cômicos(sem sucesso). O dispensável recurso de narração em off também é muito mal utilizado no final, que aliás, é um dos poucos pontos fracos do roteiro, era pra ter sido emocionante(confesso que me emocionei da primeira vez que vi), mas depois de repetidas vezes assistido acaba soando forçado e até meio piegas. Enfim, é um filme que está longe de ser uma obra-prima, que contém sim algumas falhas bem irritantes, mas que não afetam o resultado geral, e não tem como terminar o filme não pensando nos personagens e em seus dilemas morais. Muito bom!
anônimo
Um visitante
4,0
Enviada em 10 de fevereiro de 2021
Beleza Americana é uma obra multifacetada, existem vários pontos relevantes envolvendo o longa que gostaria de externar aqui, então vou a principio expressar meu ponto de vista acerca de alguns fatos relacionados ao longa. PRIMEIRO: De fato, o filme apesar de ter seus méritos, foi absurdamente supervalorizado tanto pela crítica, quanto por boa parte do público na época de seu lançamento, no já distante ano de 1999. Foi certamente um dos melhores filmes daquele ano, mas com certeza não o melhor como bradaram vários críticos norte-americanos na época. SEGUNDO: Também é certo que seu sucesso nas premiações foi fruto principalmente do lobby de seus realizadores(Spielberg, produtor executivo, quer mais?), não há como negar o corporativismo que existe nessas temporadas de premiação. Irmãos Weinstein, Spielberg e vários outros quase todo ano emplacam filmes dirigidos ou escritos/produzidos por eles. É aquela velha máxima, quando o show business deixa de ser show e passa a ser só ''business'', você já sabe o que vem em diante...TERCEIRO: Não é um filme artisticamente lá muito relevante mesmo, pode até ter alguns recursos inovadores, ideias originais e tal, mas nada excepcional ou que se destaque mesmo. Óbvio, está muito longe de ser dispensável, surpreende com sua estética sofisticada e visual belo(sobretudo a fotografia, linda, uma coisa rara em filmes com essa temática). Enfim, uma obra com muitos méritos, realmente não é de se jogar fora, mas também não é a obra-prima bradada por muitos. Beleza Americana é um filme sensível sobre paixão, redenção, e principalmente, hipocrisia. Várias parábolas sobre o estilo de vida da sociedade estadunidense estão presentes no filme, elaboradas com extrema sensibilidade e perspicácia por Allan Bell. Mas a força do filme está mesmo no elenco afiado, se Annette Bening entrega uma de suas melhores performances em décadas como a desnaturada Carolyn, Kevin Spacey arrebenta de vez na pele do já icônico Lester Burnham, sem dúvida um de seus melhores trabalhos. O cast coadjuvante também não decepciona, Tora Birch segue a linha crescente de começo de carreira promissor, que se confirmaria mais tarde em Mundo Cão. E não me esqueci de Mena Suvari, a bela atriz apesar de limitada consegue convencer no papel de gostosona insegura. Outro aspecto positivo do filme é a direção contida, mas eficiente de Sam Mendes, o então jovem diretor não arriscou muito, apostou em planos simples e cenas rápidas, não quis inventar muito, principal mal dos diretores de filmes deste gênero. Mas justamente pelo fato de seu trabalho ser contido e sem inspiração (embora bem eficiente), torna-se ainda mais absurda sua vitória(ainda mais diante de um então brilhante M. Night Shyamalan), uma vitória claro, fruto do lobby mercadológico. É um filme muito bom, mas que poderia ser excelente se não tivesse algumas falhas que chegam até a irritar bastante o público, como por exemplo, a narração em off que marca principalmente a primeira metade do longa, um recurso narrativo que no meu ponto de vista não cabe em um filme com esta temática, além de ser usado de forma absolutamente dispensável para fins principalmente cômicos(sem sucesso). O dispensável recurso de narração em off também é muito mal utilizado no final, que aliás, é um dos poucos pontos fracos do roteiro, era pra ter sido emocionante(confesso que me emocionei da primeira vez que vi), mas depois de repetidas vezes assistido acaba soando forçado e até meio piegas. Enfim, é um filme que está longe de ser uma obra-prima, que contém sim algumas falhas bem irritantes, mas que não afetam o resultado geral, e não tem como terminar o filme não pensando nos personagens e em seus dilemas morais. Muito bom!
Rodrigo o que?
Rodrigo o que?

118 seguidores 211 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 16 de dezembro de 2020
American Beauty realmente foi muito valorizado em sua época de lançamento (até o diretor deste filme: Sam Mendes) reconhece isso.
Porém American beauty não deixa de ser uma sátira ácida e bem calibrada ao "American War life"
Igor San
Igor San

34 seguidores 95 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 10 de agosto de 2019
Um dos melhores filmes de 1999, "Beleza Americana " reflete as maiores tragédias da personalidade humana, sempre de forma sombria, filosófica e psicológica. Simplesmente inesquecível, curioso e profundo.
Tamara P.
Tamara P.

11 seguidores 16 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 17 de maio de 2021
O sonho americano visto por outros ângulos. As dificuldades familiares, conjugais, de trabalho, preconceitos e busca por um ideal de felicidade utópico.
Diogo Codiceira
Diogo Codiceira

24 seguidores 879 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 26 de fevereiro de 2025
Beleza americana teve a direção de Sam Mendes e roteiro de Alan Ball. O filme recebeu diversas indicações ao oscar de 2000: melhor atriz (Annette Bening), melhor montagem, Melhor ator (Kevin Spacey), melhor direção, melhor fotografia e melhor filme (vencendo as 4 últimas indicações). A trama gira em torno de Lester Burham (Kevin Spacey) que ao passar por uma crise de meia-idade, começa a agir de forma estranha e irresponsável diante de sua família, sua filha Jane (Thora Birch) e Carolyn (Annette bening). As coisas começam a ficar mais estranha quando conhece a melhor amiga de sua filha, Angela (Mena Suvari). Praticamente durante todo a trama, o filme procura criticar os padrões de vida que são colocados pelos norte-americanos de vida perfeita (casa própria e bem localizada, carro na garagem, emprego dos sonhos e família feliz), mas não é isso que ocorre na vida de Lester, mesmo tendo tudo isso, o ele percebe que sua vida pode ser mais do que isso, pois se sentia infeliz. Tudo isso começou com uma simples atração pela melhor amiga da sua filha. Metaforicamente seria a beleza americana. Destacamos a incrível atuação de Spacey, que não precisa muito para brilhar (suas caras e bocas, além do tom de sua voz é suficiente). Vale lembrar que mesmo com elenco de peso, Spacey brilhou bem mais do que os demais. A direção também foi espertar ao colocar o local da casa favorita para Lester seria a bagunçada garagem, pois o restante da casa estava em perfeita ordem, muito por conta de sua esposa que dava mais valor aos objetos do que a ele mesmo. O terceiro ato é bastante revelador, pois acaba caindo a mascara de alguns personagens e o que é belo não é tão belo assim.
Luis R.
Luis R.

24.052 seguidores 759 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 27 de julho de 2020
Trama do filme é muito boa,o personagem de Kevin Spacey é desenvolvido de maneira interessante e singular,mesmo sendo um drama o filme tem muito sarcasmo e ironia.
valmyr b
valmyr b

59 seguidores 275 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 21 de abril de 2021
Filmaço! Um desnude da hipócrita sociedade americana; oh, não!, de toda a sociedade humana! A obra vai fundo no âmago das carências das mentes. Spacey dá um show, mas todo o elenco investe no esforço de passar o máximo de dramaticidade, buscando sempre envolver o telespectador na trama, mantendo sempre o tom de suspense quanto ao destino final de cada personagem. Acabo de assistí-lo pela segunda vez. Pareceu a primeira. Só grandes filmes proporcionam nova experiência e novas sensações; enfim, releitura! A impressão que se teve há vinte anos, ou um determinado entendimento da ideia passada pode mudar numa segunda oportunidade. "E quando somos normais, somos tudo menos isso"; "Me desculpe mas você está com a ideia errada". O título do filme bem poderia ser "Beleza humana". O desfecho é um desbunde! Quatro estrêlas e meia!!!
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