Beleza Americana
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4,4
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104 Críticas do usuário

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samukagoes
samukagoes

12 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 17 de março de 2026
O filme mais brilhante que há sobre PROJEÇÃO DE IMAGENS FALSAS. Crítica ágil, irônica e contundente ao estilo de vida americano que, mais tarde, seria o estilo de boa parte do mundo. O final é acachapante. Interpretações belíssimas. Vi no cinema e já o revi umas tantas vezes em casa. Sempre gosto de tudo que vejo. Curiosamente, é um filme quase adolescente.
Miss World
Miss World

2 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 29 de julho de 2025
O filme "Beleza Americana" é um drama originalmente escrito pelo roteirista norte-americano, Allan Ball, e dirigido por Samuel Mendes, um renomado diretor e produtor britânico. A trama exibida pela primeira vez no final da década de 90, traz à tona uma questão bastante polêmica: A vida de aparências e como ela tem influenciado as pessoas desde aquela época.

A história começa sendo narrada pelo protagonista, Lester Burnham (Kevin Spacey),um adulto que enfrenta a crise da meia-idade. Lester está cansado de tudo; da rotina repetitiva, do novo supervisor do trabalho, e até de sua própria esposa, Carolyn (Annette Bening), e sua única filha, Jane (Thora Birch). Mas, certa vez, Lester é cativado por Angela Hayes (Mena Suvari ), uma garota de beleza encantadora, e a melhor amiga de Jane. O encontro inusitado entre os dois, leva Lester a perceber que sua vida não precisa ser a mesma para sempre, desde que ele esteja disposto a dar a volta por cima.

Em seu roteiro de qualidade, Allan Ball não hesita em explorar atentamente a atmosfera dos personagens, focando em suas mais profundas inseguranças, desejos e a forma como cada um deles lida com seus próprios sentimentos. Sam Mendes, diretor reconhecido pelo seu trabalho bem requisitado em obras como "007 SkyFall", se empenhou fielmente em desenvolver a atuação do elenco de "Beleza Americana", tornando as cenas do filme mais reais possíveis. Esse feito despertou sentimentos genuínos aos espectadores, como aflição, indignação e surpresa.

Um dos exemplos mais notáveis da capacidade do elenco, é o papel bem executado por Kevin Spacey, o qual foi muito aplaudido pelos críticos cinematográficos, rendendo-lhe até mesmo o Oscar de Melhor Ator. Sua prestígiada atuação, não só deu vida ao personagem principal, Lester Burnham, mas também revigorou um dos ápices do filme: A possível relação proíbida entre Angela Hayes e o pai de sua melhor amiga. A dinâmica apresentada torna o filme ainda mais intrigante, levando o espectador à especular as verdadeiras motivações do protagonista, e de que modo a história acabará.

Por trás de uma estética melancólica, a narrativa entrega uma poderosa mensagem oculta, capaz de induzir qualquer um à questionar seus próprios atos. O filme, de maneira sútil, faz uma crítica aos esteriótipos norte-americanos e suas vidas aparentemente perfeitas. Através dos conflitos da família Burnham, a trama expõe o comportamento egocêntrico dos seres humanos em seu cotidiano, e como a intolerância, ingratidão, decisões impulsivas, e a busca insessável por uma aparência perfeita influenciam na qualidade de vida das pessoas. Esses ideais alavancaram o sucesso estrondoso de "Beleza Americana", não apenas nos Estados Unidos, mas também nos cinemas brasileiros, tornando-se um clássico contemporâneo, e ferramenta de debates socioculturais até os dias de hoje."
Diogo Codiceira
Diogo Codiceira

24 seguidores 885 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 26 de fevereiro de 2025
Beleza americana teve a direção de Sam Mendes e roteiro de Alan Ball. O filme recebeu diversas indicações ao oscar de 2000: melhor atriz (Annette Bening), melhor montagem, Melhor ator (Kevin Spacey), melhor direção, melhor fotografia e melhor filme (vencendo as 4 últimas indicações). A trama gira em torno de Lester Burham (Kevin Spacey) que ao passar por uma crise de meia-idade, começa a agir de forma estranha e irresponsável diante de sua família, sua filha Jane (Thora Birch) e Carolyn (Annette bening). As coisas começam a ficar mais estranha quando conhece a melhor amiga de sua filha, Angela (Mena Suvari). Praticamente durante todo a trama, o filme procura criticar os padrões de vida que são colocados pelos norte-americanos de vida perfeita (casa própria e bem localizada, carro na garagem, emprego dos sonhos e família feliz), mas não é isso que ocorre na vida de Lester, mesmo tendo tudo isso, o ele percebe que sua vida pode ser mais do que isso, pois se sentia infeliz. Tudo isso começou com uma simples atração pela melhor amiga da sua filha. Metaforicamente seria a beleza americana. Destacamos a incrível atuação de Spacey, que não precisa muito para brilhar (suas caras e bocas, além do tom de sua voz é suficiente). Vale lembrar que mesmo com elenco de peso, Spacey brilhou bem mais do que os demais. A direção também foi espertar ao colocar o local da casa favorita para Lester seria a bagunçada garagem, pois o restante da casa estava em perfeita ordem, muito por conta de sua esposa que dava mais valor aos objetos do que a ele mesmo. O terceiro ato é bastante revelador, pois acaba caindo a mascara de alguns personagens e o que é belo não é tão belo assim.
Mário
Mário

18 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 28 de outubro de 2024
O multi-premiado filme Beleza Americana é uma das coisas mais loucas que já assisti. A proposta do filme em si é muito maluca: uma família desestruturada onde cada parte dela entra conflito com a outra. O pai se sente depressivo e só reencontra suas energias ao se sentir atraído pela Angela, amiga de sua filha; a filha começa a se relacionar com um maluco que é oprimido pelo próprio pai; e a esposa trai seu marido ao começar a dormir com o seu rival do ramo.
Começar a tecer meus elogios à edição e montagem desse filme, que para mim foi o ponto alto da obra e fez todo o impacto do filme ser o que é. Nos primeiros 30 segundos do filme nos é apresentado que Lester, o pai, vai morrer no final, e a edição brinca com isso ao decorrer do longa de forma brilhante! E a montagem só ajuda nesse ponto ao incluir detalhes sutis para nos mostrar mais da personalidade de cada personagem e fazer o impacto ser maior e as coisas fazerem mais sentido. A direção é inteligentíssima, principalmente nas cenas em que o Ricky, namorado da filha, está projetando a imagem de sua câmera numa televisão. O roteiro é muitíssimo bem amarrado e inteligente. As atuações de quaisquer personagens são muito boas, e até quando um personagem está atuando fica muito bom. A trilha sonora é outro show a parte que alavanca a experiência.

Dito isso, a mensagem do filme é boa, mas já muito batida (o que justifica minhas 4.5 estrelas). Não estou dizendo que o filme falha ao passar a mensagem ou que ela não é forte; pelo contrário. Mas a mensagem em si já é uma das mais passadas em qualquer filme, e essa desconstrução trazida aqui é bem feita e boa, mas já muito clichê. A conclusão e as últimas falas do personagem do Lester nem se fala. É quase uma obra-prima e me deixou tenso durante 2 horas e ainda fez meu coração dar umas boas palpitadas no final, mas não espere muito da mensagem, pois você já a viu em outros lugares.
Sebastian Silva
Sebastian Silva

6 seguidores 100 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 31 de agosto de 2024
Este filme só não é nota 10 por conta de algumas falhas, uma que posso citar é o tédio da primeira uma hora de filme. A moral dele sobre spoiler: a faxada da família americana perfeita
ficou boa, mas o cartaz não demonstra isso... Curti o drama dos personagens e spoiler: a obsessão de serem perfeitos
. Foi bem feito até. A moral faz tudo fazer sentido.
Isa Castro
Isa Castro

3 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 18 de abril de 2023
quando comecei a assistir, não sabia muito bem o que esperava, ou o que vinha pela frente, mas conforme o filme foi se construindo, senti um interesse, como se estivesse presa a ele, vale a pena!
Mary M
Mary M

18 seguidores 55 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 30 de julho de 2021
Não sei o que comentar sobre o fato dele ter sido colocado como bom (3 estrelas e meia) da primeira vez que eu vi. Revendo, agora, eu percebo meu erro. Esse filme está longe de ser bom...ele é fenomenal! Excelente. Atuações majestosas, dando destaque para o Kevin Spacey e a Annette Bening, que estão simplesmente fantásticos! Oscar pelas atuações merecidíssimos. A direção de Sam Mendes é espetacular. Engraçado como o filme aborda um assunto tão simples, mas transforma ele em algo genial, inovador. Todos os estereótipos da cultura americana representados num show de horror e confusão que nos diverte, nos fascina e nos deixa de boca aberta, principalmente na parte final. O filme é literalmente um mal entendido! Tudo nele é mal entendido e eu amo isso! Assistam: não vão perder tempo, isso eu garanto.
Tamara P.
Tamara P.

11 seguidores 16 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 17 de maio de 2021
O sonho americano visto por outros ângulos. As dificuldades familiares, conjugais, de trabalho, preconceitos e busca por um ideal de felicidade utópico.
valmyr b
valmyr b

59 seguidores 275 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 21 de abril de 2021
Filmaço! Um desnude da hipócrita sociedade americana; oh, não!, de toda a sociedade humana! A obra vai fundo no âmago das carências das mentes. Spacey dá um show, mas todo o elenco investe no esforço de passar o máximo de dramaticidade, buscando sempre envolver o telespectador na trama, mantendo sempre o tom de suspense quanto ao destino final de cada personagem. Acabo de assistí-lo pela segunda vez. Pareceu a primeira. Só grandes filmes proporcionam nova experiência e novas sensações; enfim, releitura! A impressão que se teve há vinte anos, ou um determinado entendimento da ideia passada pode mudar numa segunda oportunidade. "E quando somos normais, somos tudo menos isso"; "Me desculpe mas você está com a ideia errada". O título do filme bem poderia ser "Beleza humana". O desfecho é um desbunde! Quatro estrêlas e meia!!!
anônimo
Um visitante
4,0
Enviada em 10 de fevereiro de 2021
Beleza Americana é uma obra multifacetada, existem vários pontos relevantes envolvendo o longa que gostaria de externar aqui, então vou a principio expressar meu ponto de vista acerca de alguns fatos relacionados ao longa. PRIMEIRO: De fato, o filme apesar de ter seus méritos, foi absurdamente supervalorizado tanto pela crítica, quanto por boa parte do público na época de seu lançamento, no já distante ano de 1999. Foi certamente um dos melhores filmes daquele ano, mas com certeza não o melhor como bradaram vários críticos norte-americanos na época. SEGUNDO: Também é certo que seu sucesso nas premiações foi fruto principalmente do lobby de seus realizadores(Spielberg, produtor executivo, quer mais?), não há como negar o corporativismo que existe nessas temporadas de premiação. Irmãos Weinstein, Spielberg e vários outros quase todo ano emplacam filmes dirigidos ou escritos/produzidos por eles. É aquela velha máxima, quando o show business deixa de ser show e passa a ser só ''business'', você já sabe o que vem em diante...TERCEIRO: Não é um filme artisticamente lá muito relevante mesmo, pode até ter alguns recursos inovadores, ideias originais e tal, mas nada excepcional ou que se destaque mesmo. Óbvio, está muito longe de ser dispensável, surpreende com sua estética sofisticada e visual belo(sobretudo a fotografia, linda, uma coisa rara em filmes com essa temática). Enfim, uma obra com muitos méritos, realmente não é de se jogar fora, mas também não é a obra-prima bradada por muitos. Beleza Americana é um filme sensível sobre paixão, redenção, e principalmente, hipocrisia. Várias parábolas sobre o estilo de vida da sociedade estadunidense estão presentes no filme, elaboradas com extrema sensibilidade e perspicácia por Allan Bell. Mas a força do filme está mesmo no elenco afiado, se Annette Bening entrega uma de suas melhores performances em décadas como a desnaturada Carolyn, Kevin Spacey arrebenta de vez na pele do já icônico Lester Burnham, sem dúvida um de seus melhores trabalhos. O cast coadjuvante também não decepciona, Tora Birch segue a linha crescente de começo de carreira promissor, que se confirmaria mais tarde em Mundo Cão. E não me esqueci de Mena Suvari, a bela atriz apesar de limitada consegue convencer no papel de gostosona insegura. Outro aspecto positivo do filme é a direção contida, mas eficiente de Sam Mendes, o então jovem diretor não arriscou muito, apostou em planos simples e cenas rápidas, não quis inventar muito, principal mal dos diretores de filmes deste gênero. Mas justamente pelo fato de seu trabalho ser contido e sem inspiração (embora bem eficiente), torna-se ainda mais absurda sua vitória(ainda mais diante de um então brilhante M. Night Shyamalan), uma vitória claro, fruto do lobby mercadológico. É um filme muito bom, mas que poderia ser excelente se não tivesse algumas falhas que chegam até a irritar bastante o público, como por exemplo, a narração em off que marca principalmente a primeira metade do longa, um recurso narrativo que no meu ponto de vista não cabe em um filme com esta temática, além de ser usado de forma absolutamente dispensável para fins principalmente cômicos(sem sucesso). O dispensável recurso de narração em off também é muito mal utilizado no final, que aliás, é um dos poucos pontos fracos do roteiro, era pra ter sido emocionante(confesso que me emocionei da primeira vez que vi), mas depois de repetidas vezes assistido acaba soando forçado e até meio piegas. Enfim, é um filme que está longe de ser uma obra-prima, que contém sim algumas falhas bem irritantes, mas que não afetam o resultado geral, e não tem como terminar o filme não pensando nos personagens e em seus dilemas morais. Muito bom!
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