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Carlos Taiti
10 seguidores
341 críticas
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4,5
Enviada em 17 de fevereiro de 2026
**Everest (2015) – 121 min** é uma obra que transcende o rótulo de filme de montanha para se tornar um estudo profundo sobre ambição, fragilidade humana e o preço dos sonhos. Baseado na tragédia real de 1996, o longa mistura **drama, aventura e suspense** com uma sensibilidade quase documental. No centro da narrativa está **Jason Clarke** como Rob Hall, o líder que carrega nas costas não apenas a responsabilidade da expedição, mas também a sobrevivência financeira da própria empresa, ao lado de **Emily Watson** como Helen Wilton. Entre os alpinistas, destacam-se **Josh Brolin** (Beck Weathers), **John Hawkes** (Doug Hansen) e **Jake Gyllenhaal** (Scott Fischer), cada um representando um motivo diferente para desafiar a montanha — dinheiro, reportagem, sonho pessoal ou legado.
**Enredo e construção dramática:** o filme começa como uma jornada de conquista coletiva, quase festiva, mas aos poucos se transforma em um estudo sobre desgaste físico e emocional. A subida por cada campo revela conflitos internos, limitações e escolhas que mais tarde se tornam fatais. O momento da escalada final é angustiante não pela ação em si, mas pela sucessão de pequenos erros: as cordas que não estavam fixadas, o oxigênio que não chegou, a decisão de esperar alguém mais lento. Aqui o roteiro acerta ao mostrar que tragédias não nascem de um único fator, mas de uma cadeia de decisões humanas.
**Produção, fotografia e efeitos especiais:** tecnicamente o filme é monumental. A fotografia transforma o Everest em algo ao mesmo tempo majestoso e opressor — um lugar onde a beleza e a morte coexistem no mesmo plano. Os efeitos visuais são tão orgânicos que o frio parece atravessar a tela; o espectador sente a falta de ar, a cegueira da neve e o peso de cada passo. A produção recria com precisão os acampamentos e a logística das expedições, reforçando a imersão e o realismo.
**Atuações e carga emocional:** Jason Clarke entrega um líder humano e trágico, guiado pela compaixão até o último momento. Josh Brolin constrói uma das jornadas de sobrevivência mais impactantes do cinema de desastre, enquanto John Hawkes representa o sonho tardio que se torna fatal. Jake Gyllenhaal surge como o contraponto filosófico — alguém que entende a montanha não como inimiga, mas como força indomável. Não há exageros heroicos: todos são vulneráveis, e isso torna o impacto emocional ainda maior.
**Reflexão final:** *Everest* não é sobre chegar ao topo, mas sobre o que cada pessoa está disposta a sacrificar para isso. É um filme que fala de ego, paixão, altruísmo e limites humanos diante da natureza. Mesmo sem sequência direta, dialoga com obras como *Vertical Limit* e *Free Solo*, mas se diferencia pela carga dramática e pelo respeito à história real.
**Vale a pena assistir?** Sem dúvida. É uma experiência imersiva, emocionalmente pesada e tecnicamente impecável — um dos grandes filmes de sobrevivência já feitos. **Nota:** 9/10 #cinema #filme #everest #filmreview #drama #aventura #suspense #baseadoemfatosreais #cinematografia #atores #critica #movies
Assistido (talvez pela segunda vez) em 16/5/2021, no Netflix. O filme começa "morno", mas o suspense vai aumentando junto com a expectativa de atingir o cume. Um ótimo programa para o início de férias!
Filme muito bom, inicialmente você pode sentir um cansaço, mas faz parte do desenvolvimento da história. O filme se preocupa em não apenas mostrar de forma realista o que os alpinistas passaram para subir a montanha everest, mas também se preocupou em mostra todo o processo de preparação antes deles realmente realizarem a Façanha. E com isso ele mostra detalhes importantes para realizar essa tarefá. Além disso entendemos as motivações dos personagens em querer embarca nessa aventura, que vai de uma simples realização pessoal, e chega a ser até por orgulho de alguns. O filme tem imagens belíssimas, com fotografias incríveis. Tem momentos que conseguimos perceber e compreender a sensação dos personagens, conseguimos compreender o que está se passando porque o filme se preocupa em explicar isso, os problemas enfrentado em relação as condições climáticas extremas, tempestades, ar rarefeito e as baixas temperaturas. Mas ainda sim, o filme não demostrou ter tensão o suficiente, mas consegue ser comovente e impactante.
️ Um retrato detalhado e impressionante dos riscos vivenciados pelos alpinistas. Enfrentando várias situações de risco.
Filme muito realista
Vocábulo brasileiro: Um ótimo filme e creio que vale apena assistir. Claro que, do início até a metade do filme, devemos ter um pouco de paciência, por conta da estória. Porém, para aqueles como eu, que gosta da estória + ação e não só ação. irá entender e apreciar essa película.
O filme baseia-se na tragédia ocorrida em 1996, na maior montanha do mundo, o Evereste. O longa dispõe de uma fotografia perfeita e imagens belíssimas, contudo em alguns momentos percebe-se a falta de ritmo e tensão em algumas cenas, mas em um contexto geral o filme agradou, retratando de um modo interessante como se transformou em um ponto turístico e comercial a escalada ao monte, muitas vezes por pessoas sem o devido preparo para as subidas, apenas acompanhados de guias.
Um filme baseado em fatos reais que claramente parece se esquecer disso na maior parte do tempo. Com isso, acerta em apostar na convencionalidade de sua estrutura, propiciando uma aventura emotiva levada por um ótimo elenco e fotografia deslumbrante.
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