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3,5
Enviada em 11 de setembro de 2022
Viola Davis está ótima como Rose. Mykelti [pronuncia-se “Michael T”] Williamson é brilhante como irmão de Troy. A única atuação que está um pouco fora é Denzel Washington, que oferece uma performance estereotipada. De qualquer maneira, vale assistir pelo conjunto da obra.
Denzel é um dos melhores atores de todos os tempos. O filme é muito chato, mas a atuação dele derruba tudo de negativo que o filme tem. Um ritmo que particularmente eu nao gosto, porém é bem reflexivo e retrata com muita fidelidade o cotidiano de uma grande parcela dos homens criados antes dos anos 50. Uma época que negros eram tratados como lixos e claramente mesmo diante de leis de conduta quanto a isso, indiretamente os negros ainda eram discriminados igual hoje em dia. O personagem Troy se mostra inconformado com a falta de oportunidade e igualdade e dentro do proprio trabalho busca uma "justica" pra todos, porem se notarem bem, tem uma passagem rapida no filme que mostra um negro na mesma empresa que ele trabalha sentado em um cargo de escritorio. Isso dá a entender que os tempos que ele foi criado e o que estava vivendo havia sim tido mudanças, mas a teimosia e porque não o trauma que tem não o deixa enxergar isso. Ele acaba descontando no filho, o fazendo perder diversas oportunidades de melhorar de vida. Enfim, o filme pra quem gosta de muito dialogo e ritmo lento vai adorar. No meu caso, prefiro mais ação no filme, mais dinamica e seguido de um otimo roteiro. Recomendo o Livro de Eli, tambem interpretado por Denzel.
Com cenários espartanos minúsculos e bem apertados de uma residência construída em madeira para pessoas de baixa renda, que se resume a parte da frente da casa e dos fundos em um bairro de pobres, onde uma família negra vive suas agruras, o filme se desenrola como se fosse uma peça de teatro, o que, provavelmente, explica um roteiro repleto de diálogos densos, cortantes e sucessivos. Em nenhum momento do filme alguém deixa de falar, especialmente o pai, vivido pelo premiado ator que dirige o filme, Denzel Washington, que não consegue parar de reclamar e de trabalhar feito um cavalo para manter a família com míseros recursos que recebe na função de lixeiro. Sua atuação lhe rendeu indicação merecida ao Oscar de melhor ator e de melhor diretor em 2017, essa última menos merecida e um tanto exagerada. No papel de esposa a consagrada atriz Viola Davis segura com maestria várias sequencias intermináveis de diálogos e também, dessa vez muito merecidamente, foi indicada ao Oscar de melhor atriz. As cenas são padronizadas e com foco e ângulo repetidos, com câmeras fixas, bem posicionadas e sem novidade na edição e nas tomadas, o que deixa o filme tradicional e interessante. Direção sem riscos em um clássico com os protocolos bem amarradinhos.
Começa muito lento o filme, muito diálogo inútil, apenas para mostrar um pouco dos personagens, mas sem o desenrolar do enredo. Talvez tenha sido algo que não foi bem 'transformado' do teatro para o cinema. Com o passar do tempo evolui um pouco, principalmente pela atuação de Viola e Denzel, que dão mais credibilidade ao roteiro. Mas com exceção de alguns diálogos o filme não alcança uma nota maior.
É um filme Ok, no entanto tem momentos onde os diálogos se estendem com falas sem propósito. O grande destaque fica paras as atuações e a boa direção de Denzel.
"...Tudo se vive imediatamente pela primeira vez sem preparação. Como se um ator entrasse em cena sem nunca ter ensaiado. Mas o que vale a vida se o primeiro ensaio da vida já é a própria vida? É o que faz com que a vida pareça sempre um esquisso. ..." Trecho de A Insustentável Leveza do Ser resume bem o filme.
Gosto muito de filmes que me fazem refletir sobre a vida, este é um deles. Todos nós nos perguntamos, o que poderíamos fazer diferente se tivéssemos uma nova chance? Nem todos tem a convicção que fez as opções certas como disse na canção: "Se eu soubesse antes o que sei agora / Erraria tudo exatamente igual / Não quero ser o que eu não sou" (Surfando Karmas & DNA - Engenheiros do Hawaii). O filme busca essas questões: do que você abriu mão pelas outras pessoas? o quê a sua rotina não permitiu você viver? Quem são os culpados pelo seu destino? É difícil perceber que as escolhas são únicas, não há mais de um caminho a ser seguido. Nada garante que outro você seria mais feliz que a escolha que fez. O filme "Dona da sua história" (http://www.adorocinema.com/filmes/filme-202014/) retrata bem essas questões.
Um belo filme, com atuações extremamente fortes principalmente por Denzel Washington e Viola Davis, que dão um show de interpretação. A primeira metade do filme é cansativo, pois são diálogos longos e talvez não tão bem dirigido pelo próprio Denzel Washington que assina a direção, mas do meio para o final o filme vai crescendo e ganhando força, principalmente na interpretação de Viola Davis que sempre brilha em suas cenas.
Eu esperava muitooo mais desse filme. Amo os atores e a atuação foi perfeita. Mas a historia é muito monótona. Tem muita narrativa, o que as x fica meio cansativo.
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