Um Limite Entre Nós
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4,0
615 notas

74 Críticas do usuário

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Juarez Vilaca
Juarez Vilaca

2.918 seguidores 393 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 18 de março de 2017
O filme é bom, tem cara de uma peça de teatro, de pouco custo, com poucos cenários e muitas discursões. Apenas um pouco cansativo, 2h20min. O elenco é bom e a direção de Denzel Washington atende a expectativa e está excelente no papel principal. Na verdade é um drama/tragédia na vida de uma família de negros americanos, de baixa renda, na década de 50. Tem tudo de ruim e bom em uma família de baixa renda. Pai superprotetor, tirano e infiel. Mãe do lar, passiva e sem perspectiva de uma vida melhor. Filhos insatisfeitos e sem espaço para dirigir a própria vida. Vale a pena para entender um pouco mais a sociedade americana.
Ricardo M.
Ricardo M.

13.444 seguidores 697 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 13 de março de 2017
Marcação em Família.

Troy Maxson (Denzel Washington) mora com a esposa Rose (Viola Davis) e o caçula Cory (Jovan Adepo). Apesar de vida simples e com o pequeno sustento oriundo da função de recolher lixo nas ruas, o patriarca alimenta uma profunda frustração por não ter se tornado jogador de baseball. Rancoroso e mão pesada em suas decisões, ele sempre entra em conflito com os filhos, por menor que sejam as conclusões antecipadamente tomadas. Considerando o profundo respeito pela esposa, Troy embarca em atividades diárias que prometem aproximar a família, algo que não leva exatamente aos rumos esperados.

Fazendo uso de um bom elenco, em especial Washington e Davis, UM LIMITE ENTRE NÓS é um passeio na arte de interpretação, demonstrando a grande habilidade do casal principal em expor seus sentimentos das maneiras mais críveis possíveis, sejam eles na base da imposição de respeito ou após decisões drásticas que se tornam inevitáveis no cotidiano. A relação da família simples que é afetada para sensação do forte preconceito funciona bem, embora o elemento étnico não se mostre tão corrosivo dentro da narrativa quanto pretendia o roteiro de August Wilson.

É um bom filme de drama, contendo uma edição simples e fotografia também modesta, pois aposta mais na dura relação entre pai e filhos nos anos 50 do que em um desenvolvimento cinematográfico mais técnico. Denzel Washington demonstra boas habilidades atrás das câmeras, mas brilha mesmo diante delas, moldando um personagem carismático que se tona surpreendentemente opaco ao longo da vida.
Entrando  Numa Fria
Entrando Numa Fria

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3,0
Enviada em 11 de março de 2017
Esperei muito tempo para ver “Um Limite Entre Nós” e minhas expectativas estavam no céu. Um elenco primoroso que representa uma verdadeira escola de atuação; um ator sensacional arriscando na direção; Denzel e Viola reprisando papéis que lhe renderam Tonys na versão da Broadway; uma peça de um autor celebrado e premiado com um Pulitzer; um filme importante, de cor, uma história diferente a ser contada. Todos esses fatores me deixaram ansiosa e na certeza de que o filme seria bom, ótimo, favorito. Acho que essas expectativas atrapalharam um pouco o resultado final…

Quando montado na Broadway em 1987, Fences ganhou 4 Tonys, incluindo o T do EGOT de James Earl Jones, a voz mais famosa do cinema. Quando remontada em 2010, ganhou 3 Tonys, sendo um para Denzel e outro para Viola. Até então era considerada uma história fantástica, um presente para atores devido a seus diálogos longos, complexos e intensos, porém impossível de se levar ao cinema. Até que em 2005 o próprio autor, August Wilson, completou o roteiro, que caiu nas mãos de Denzel Washington para levar a um outro palco, outro público.

Wilson morreu antes de ver seu roteiro ganhar vida, mas tenho certeza que ficaria satisfeito. O poder de Um Limite entre Nós foi ainda mais intensificado e o filme ganhou ainda mais relevância e importância depois da controvérsia do ano passado, o #oscarsowhite, onde a indústria e o público criticaram a Academia pela ausência de diversidade em seus indicados. A própria presidente da Academia, Cheryl Boone Isacs, uma mulher negra, se manifestou sobre a necessidade de mudanças.

Sobre Um Limite entre Nós, o filme é excelente: diálogos ricos, bem escritos, bem feitos, maravilhosamente atuados. Viola Davis merecidamente vai ganhar o Oscar por este papel (embora na categoria errada, uma “fraude” de categoria que tem ficado cada vez mais comum na tentativa de garantir prêmios para os filmes – exemplo de Alicia Vikander no ano passado – e evitar derrotas traumáticas, como quando a própria Viola perdeu para a terceira estatueta de Meryl Streep), e Denzel corre sério risco de levar seu terceiro Oscar para casa. Viola, em seus discursos de agradecimento durante essa temporada de premiações, faz questão de enaltecer o roteiro de August Wilson, dizendo a importância de contar a história do “homem comum”, alguém como seu pai, seu tio, seu vizinho. Eu concordo, e essa é a beleza do filme: o homem comum, o homem de cor comum tem seu lugar, seus problemas, sua intensidade, e merece destaque. Talvez é uma história tão específica que foge um pouco do público não estadunidense. Mas mesmo assim, é um primor, denso, elaborado, e profundo.

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Hugo D.
Hugo D.

1.892 seguidores 318 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 1 de março de 2017
A grandeza do filme está na atuação impecável de Viola Davis, que vai tomar conta de cena após a metade do longa. Até então é uma história arrastada, com diálogos longos, ou melhor monólogos chatos pra caramba de Denzel Washington que fala desenfreadamente. A história mostra os limites de uma relação de 18 anos, onde cada parte tem que abrir de um pedaço de sua vida para conviver com a outra pessoa, mas tudo tem um limite. É um filme que merece ser visto com calma e analisado como roteiro e atuações e não pelo nome conquistado ao longo da carreira, caso de Denzel. O filme só é forte por causa da Viola, que merecidamente faturou um Oscar no fim de semana.
Gabriella Tomasi
Gabriella Tomasi

128 seguidores 106 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 1 de março de 2017
(...)É como se a obra transitasse entre as duas linguagens (teatral e cinema) sem saber lidar com nenhuma delas. O resultado é completamente confuso.(...), portanto, é um filme que traz emoção pelos seus personagens, mas que não impressiona por sua estética.
Thiago C
Thiago C

172 seguidores 152 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 26 de fevereiro de 2017
Apoiando-se no longo texto da peça homônima, Denzel Washington faz do retrato do patriarcado um combustível para atuações inflamadas e que fazem jus aos seus prêmios.
João victor c.
João victor c.

3 seguidores 13 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 17 de fevereiro de 2017
Denzel Washington não consegue traduzir a peça teatral para a linguagem cinematográfica e acaba fazendo uma peça de teatro, o filme é praticamente ambientado em apenas um cenário e os personagens secundários não têm nenhuma utilidade senão servirem para mais diálogos e monólogos do personagem principal.
Espere 2 horas de Denzel Washington gritando e falando sem parar com um sotaque forçado. Um personagem chato, detestável e que não consegue trazer nenhum afeto para si.

As atuações salvam o filme. Viola Davis prova cada vez mais que é uma das melhores atrizes de Hollywood, os fãs de How to Get Away With a Murder vão se familiarizar.
Denzel Washington também consegue entregar uma excelente atuação.
Denzel como ator: 9
Denzel como diretor: 5
Cristiana G.
Cristiana G.

3 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 13 de fevereiro de 2017
Fences (Um Limite Entre Nós) tem sido criticado por alguns pelo excesso de diálogos. Mas é exatamente isso que enriquece a narrativa proposta pela direção (que é do próprio Denzel Washington), além de ser coerente com o fato do filme ser baseado na peça de teatro homônima. Nas primeiras cenas Denzel fala pra caramba mesmo, mas são momentos fundamentais para apresentação e construção do personagem: um cara rancoroso por não ter alcançado o sonho de sua vida, porém orgulhoso do cumprimento das suas "obrigações familiares". Daí o filme segue com a apresentação dos 3 conflitos do personagem: com o filho mais velho, o filho mais novo, e por fim, com a esposa. Com os filhos, um evidente choque de gerações, interesses e formas de enxergar o mundo; com a esposa, a desconstrução da imagem de chefe de família responsável. A opção pelos cenários de Fences, basicamente os ambientes da casa da família, não poderia ser diferente disso, pois o filme efetivamente se restringe ao universo familiar. A própria cerca que o personagem de Denzel constrói aos poucos é um delimitador desse universo. Particularmente me emocionou uma das cenas finais, quando o filho mais novo (que se torna o filho do meio) percebe que o pai foi o pai que poderia ter sido, e não o pai que ele, o filho, gostaria de ter tido.
anônimo
Um visitante
3,5
Enviada em 8 de fevereiro de 2017
É um filme com uma carga dramática acima da média.Com situações que te fazem encarar a tela com espanto.Com atuações exemplares,que não excedem o limite do exagero.
"Fences" me chamou atenção primeiramente por conta do elenco.Denzel Washington já fez alguns trabalhos que se tornaram meus favoritos rapidamente.O mesmo posso falar de Viola Davis.Já nessa trama,temos Denzel mais rude,cheio da razão,que acaba tornando Troy parecido com alguns outros personagens que o ator já viveu.Isso já é uma marca registrada,acho interessante suas atuações.Ele sempre trabalha em cima de ótimos roteiros,consequentemente daí vem ótimos diálogos.Já Viola é mais contida,na dela,tipo a mãezona mesmo.É toda ouvidos para o que der e vier.Sua personagem é fria e muito calculista,fala nahora que tem que falar e pronto.O filme passa muito bem essa mensagem de relação entre pais e filhos,entre marido e mulher.

A direção de Denzel é eficiente.Não atropela alguns momentos importantes para a continuação da trama,não há uma edição exagerada,o que faz tudo ficar em seu devido lugar,por isso o filme se torna fácil de se entender.O clima do filme é triste na maioria das vezes,a fotografia é cinzenta,acho que isso funciona de forma proposital.E funciona muito bem.Senti falta de uma trilha sonora mais constante,em muitos momentos o filme precisa demais disso,mas nada que faça "Fences" ser um bom drama.
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