Flores Raras
Média
4,1
257 notas

43 Críticas do usuário

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Rodrigo V.
Rodrigo V.

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3,5
Enviada em 9 de março de 2014
A poetisa norte-americana Elizabeth Bishop tem sua vida fluída em um rio que desbrava os diferentes territórios de seu íntimo, resguardada por suas inseguranças, em leitos tão profundos e por muitas vezes rasos. Suas ideias apenas fluem, contra as rochas, em direção a uma foz ainda desconhecida, onde cada curva representa novos caminhos para preencher de vida. Quando a velocidade das águas se tornam um terrível lago calmo, ela decide transbordar em novas terras. Ao chegar ao sul em busca de familiaridades encontra a pujança e a imensurável fluidez do mar, derramada no caldo imperativo esta a arquiteta Lota de Macedo.

O filme "Flores Raras" do diretor Beto Barreto não só mostra a mescla da cultura incisiva dos EUA com o perdido cenário político brasileiro, mas, também, a comunhão de duas almas criativas em seus polos mais contraditórios.

Bishop se apresenta com uma personalidade fragilizada pelos intensos conflitos que seu dom faz emergir de seus sentimentos. Solitária e melancólica, se vê perdia não só no entendimento de seu talento, como também, na desesperadora busca das palavras que estruturam suas emoções. Encontrar Lota, de personalidade dominadora e confiante além de prática é um choque desavisado contra as correntes da escritora.

Tanto Miranda quanto Glória desenham de uma forma singular os traços de seus personagens. Por estarmos acostumados em ver a atriz brasileira atuando em novelas, poderemos ter certo preconceito com seu personagem, o que não pode tirar seu mérito.

A personagem da poetisa acaba sendo mais profunda e dramática, o que a faz, na minha opinião, ser o melhor personagem. A arquiteta brasileira, apesar de bem interpretada, com o desenrolar do filme não ganha muita simpatia. Seus traços autoritários e frios sufocam Bishop que apesar de começar o filme de uma forma meio antipática, ganha formas mais emocionais com sua relação com Lota.

spoiler: Mesmo desaguando no imenso mar de Lota, Bishop encontra ao final, um novo afluente independente do amor do passado.


De ponto negativo o início do romance das duas, aconteceu de forma muito rápida, principalmente, contando que Mary ex-mulher de Lota era melhor amiga de Elizabeth.

Apesar de um bom roteiro e de boas cenas entre as duas, senti falta de cenas mais prolongada de diálogos entre ambas.

O filme demonstra que quando pessoas competentes são colocadas no projeto de um filme brasileiro, nossos talentos conseguem sim ser muito bem aproveitados.
Caio A.
Caio A.

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5,0
Enviada em 26 de setembro de 2013
Filme brasileiro ganhando novos formatos, tal como este, cultural e histórico, com um toque de sedução. Vale a pena conferir. !!
Lilian F.
Lilian F.

15 seguidores 9 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 19 de setembro de 2013
excelente... gloria pires excepcional com um inglês perfeito... mto curiosola a historia. bem filmado. adorei
Leandra R.
Leandra R.

5 seguidores 1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 2 de outubro de 2013
Esse filme deve ser excelente ainda não tive tempo de ver e estou ansiosa ....♥♥♥.....
Sidnei C.
Sidnei C.

127 seguidores 101 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 14 de setembro de 2013
A primeira vez que ouvi falar em Flores Raras foi quando ele foi apresentado no último Festival de Tribeca, em Nova York, e Glória Pires recebeu muitos elogios dos críticos por sua interpretação. Foi preciso esperar um pouco até o filme chegar ao Brasil. Mas bem menos que os 17 anos que a produtora Lucy Barreto levou para ver realizado seu projeto, sempre esbarrando no preconceito em relação a uma história de amor entre duas mulheres. Neste tempo todo, uma coisa estava definida: a presença de Glória Pires no papel de Lota. Vendo o filme, não se pode imaginar outra atriz brasileira melhor para interpretá-lo. Quanto ao papel de Elizabeth Bishop, a atriz Miranda Otto não passaria pela minha cabeça, mas seu desempenho, igualmente, não poderia ser melhor.
Flores Raras talvez tenha se beneficiado do seu longo tempo de "gestação". Neste tempo todo, o roteiro foi escrito e re-escrito muitas vezes, para chegar à forma enxuta final, onde não é possível conceber que alguma cena sequer seja excluída, ou pareça desnecessária. Além disso, é sem dúvidas o melhor trabalho até hoje do diretor Bruno Barreto. Direção segura, que conseguiu arrancar 3 ótimas interpretações do trio principal, além de uma caprichada reconstituição de época, bela fotografia, excelente trilha sonora e até o uso surpreendente e competente de recursos digitais.
Bruno Barreto provavelmente sabia o que tinha em mãos, como produto acabado, por isso o filme está focado em conquistar o mercado internacional. Basicamente falado em inglês - justificando-se ao retratar como uma das personagens principais uma famosa personalidade americana - o filme tem estreia marcada para os Estados Unidos em novembro, onde pretende reavivar as excelentes críticas que recebeu quando exibido em diversos festivais pelo mundo, e não esconde suas pretensões de entrar na corrida das premiações. Apesar de seu tema difícil, cercado ainda de muitos preconceitos, Flores Raras consegue abordar este amor entre mulheres de uma forma natural, elegante e sensível. Os dramas e as alegrias pelos quais passa o relacionamento de Lota e Elizabeth é comum a todo tipo de relacionamento amoroso e as dificuldades estão mais ligadas a suas diferenças culturais. Há muita verdade e entrega nos papeis por parte das atrizes, facilitando o envolvimento de quem assiste, que livre de preconceitos poderá se emocionar realmente com a história. Além do mais, o filme não pretende abordar e discutir a questão do homossexualismo e sim contar uma boa história, onde a pedra de toque parece estar mais focada na questão da perda e sua aceitação.
É interessante notar o desenvolvimento, a evolução das personagens. De início, de aparência e atitude tão frágeis, Elizabeth demonstra ao longo do tempo um preparo maior para lidar com a perda e as transformações da vida - muito provavelmente porque já havia vivido isso na infância, como mostra o filme. Lota, ao contrário, tão firme, determinada e aparentemente tão auto-suficiente, acabará sucumbindo aos revezes da vida, demonstrando uma fragilidade insuspeita.
O filme não possui a mesma densidade dramática que Brokeback Mountain - cujo mote era não se permitir a felicidade frente às convenções da sociedade - ou Direito de Amar - cujo mote era permitir-se um novo relacionamento após a dor da perda. Flores Raras está mais para a linha de Milk - A Voz da Igualdade, onde o mais importante é a história de pessoas interessantes que, eventualmente, são homossexuais, mas sem ser este o interesse principal do filme. Li um crítico comentar que este talvez seja o principal mérito do filme: ao abordar esse assunto não levanta bandeiras ou soa panfletário.
Lota de Macedo Soares ou Elizabeth Bishop foram mulheres talentosas e reconhecidas pelo seu trabalho numa época em que a maioria quase absoluta das mulheres buscavam ser apenas boas esposas ou donas-de-casa. Por si só, descobrirmos a história individual e o talento de cada uma dessas mulheres já seria motivo suficiente para tornar o filme interessante. Flores Raras consegue, a seu modo, proporcionar ao espectador aquele prazer de assistir um bom drama que somente ocorre, às vezes, dentro da sala de cinema. E demonstra, inequivocamente, que o cinema brasileiro atingiu a sua maturidade.
Wagner Brotto
Wagner Brotto

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5,0
Enviada em 7 de setembro de 2013
Sempre lia as poesias pela minha ótica!

Procurava sempre um ponto de contato, um link ou uma emoção que me levasse a mim mesmo.

Fabricava meus filminhos mentais, através da poesia alheia.

 Isso se deve, talvez, pelo fato de ter lido poesias de poetas mortos!

 Mas não é argumento. Já li poesia de poetas vivos e cai na mesma tentação!!! Rsrsrs

 Mas ontem, pela primeira vez, tive a oportunidade de ler uma poesia através dos olhos do poeta, uma poetisa na verdade, que a escreveu.

 Foi uma experiência única. Deu pra entender de verdade a arte de ser poeta. A arte de traduzir em palavras: pensamentos, sentimentos e emoções.
Cristiano R.
Cristiano R.

11 seguidores 9 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 5 de setembro de 2013
O início do filme da pra bocejar sem nem fazer esforço. Mas conforme vc vai se acostumando com os personagens vai dando pra gostar. Gloria Pires se esforçou bastante mas o inglês dela é estranho. A trama é bem feita, com cenas picantes. Um bom filme, nada mais que isso.
Victor O.
Victor O.

3 seguidores 6 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 2 de setembro de 2013
Filme muito bem dirigido!
Atrizes em sintonia !
Destaque para a Direção de Arte e para as atuações de Glória Pires e principalmente de Miranda Otto !
Igor R.
Igor R.

13 seguidores 3 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 1 de setembro de 2013
Sensacional + impecável + justo + lindo
Glória Pires em um papel corajoso e emocionante...
Marcia Cristina R.
Marcia Cristina R.

1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 31 de agosto de 2013
Maravilhoso e emocionante, tema muito bem abordado. Gloria Pires no tom certo: Forte, sensível e elegante. O filme me prendeu do início ao fim.
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