Birdman (ou a Inesperada Virtude da Ignorância)
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3,9
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anônimo
Um visitante
4,5
Enviada em 18 de janeiro de 2015
É engraçado como o cinema pode nos proporcionar momentos únicos.Quem acompanha a muito tempo essa arte,sabe que é bem fácil acontecer certas coisas,a certos artistas.Birdman une vários momentos bem interessantes.Mostra como Michael Keaton ainda tem muita lenha pra queimar.Conseguem trazer de volta o diretor Alejandro Gonzáles a um novo e bom drama,assim como ele conseguiu realizar 21 Gramas,Babel e Biutiful.Consegue dar um pequeno personagem ao comediante Zach Galifianakis,mais que ainda assim consegue ser bem sugestivo e bem feito por ele.Sem contar em ter ainda Edward Norton,Naomi Watts e a estrela em ascensão Emma Stone.Birdman é interessante,porque vimos atuações,dentro de outras atuações.Onde existe uma peça,que todos almejam realizar com bastante sucesso.Mais que é diariamente atrapalhada.Seja por falta de um ator fixo,ou até mesmo por momentos de "stress" e loucura dos integrantes da peça.Todos sem exceção tem algum motivo para sair do eixo,e causar um certo tipo de brigas entre eles.O que chama bastante atenção.Pois esses momentos temos o máximo da atuação de cada um.E principalmente porque temos belas dinâmicas.Tanto com Edward Norton com Emma Stone.Michael Keaton com Zach Galifianakis.Naomi Watts com Norton,e assim segue até o fim.Birdman é admirável,e com certeza foi uma das grandes surpresas desse ano.Pois era um filme que vinha correndo por fora,e agora é um dos destaques.
Ricardo L.
Ricardo L.

63.289 seguidores 3.227 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 19 de dezembro de 2017
Um filme bacana! Uma História melancólica do personagem interpretado pelo Michael Keaton, que por sinal tem sua melhor interpretação já feita para o cinema, que lhe rendeu a indicação a melhor ator de 2015, estando fortemente cotado para ganhar!!! Roteiro bem enquadrado e um elenco poderoso! Um filme marcante de 2015!!!
Felipe S.
Felipe S.

15 seguidores 3 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 21 de janeiro de 2015
Não é um filme convencional, entretanto é um ótimo filme. Keaton está sensacional!
Isis Lourenço
Isis Lourenço

7.622 seguidores 772 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 24 de setembro de 2016
O filme é narrado pelo ponto de vista do protagonista que tem uma luta interna com seu eu artístico e uma crítica ao Teatro,ao cinema e a necessidade de ser querido a todo custo que temos através das redes sociais,é criativo,não é maçante mas a realidade também se mistura com a ficção.
Eduardo Santos
Eduardo Santos

340 seguidores 183 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 11 de fevereiro de 2015
Alejandro Gonzáles Iñarritu é um cineasta com filmografia bem interessante. Seus filmes sempre tratam de conflitos pessoais, buscando reflexões acerca de escolhas e dilemas que grande parte das pessoas passa, fazendo com que o espectador facilmente se identifique e se interesse por suas histórias. Aqui não é muito diferente, embora seja um filme bem distinto se comparado ao restante de seus longas que são conhecidos por abusarem da tristeza, melancolia e dramas pessoais de forma bem dura. Pela primeira vez ele cria uma comédia dramática em sua essência, mas com um humor bem raro e interessante. Um ator de cinema no ostracismo aposta toda sua carreira e seu dinheiro em uma peça da Broadway com o intuito de mostrar que é muito mais que Birdman, personagem que lhe deu dinheiro e fama no cinema há mais de 20 anos atrás. Não vale a pena detalhar mais sobre o filme. Basta dizer que se trata da melhor performance da carreira de Michael Keaton, no papel de sua vida. E os outros atores do elenco não ficam muito atrás, já que o roteiro dá margem para todos darem pequenos shows à parte, principalmente Edward Norton (que também estava precisando dar uma diversificada maior, pois com exceção de suas participações nos filmes recentes de Wes Anderson, ele parecia estar parado no tempo) e a talentosíssima Emma Stone. Zach Galifianakis (outro que está bem diferente do que normalmente faz) e Naomi Watts também merecem destaque. O roteiro do filme é bem original, por vezes causa estranheza e segue uma forjada, contudo interessante, continuidade temporal de cenas. Um filme que causa reflexão, flerta com a fantasia nonsense e que por fim causa uma interessante sensação de bem estar. Sua cena final pode ser meio broxante para muita gente, mas é poética e coerente em relação ao que foi mostrado anteriormente. Pode não ser uma obra prima genial, mas é um filme extremamente belo e interessante, e que foge um pouco da mesmice reinante.
Rodrigo C.
Rodrigo C.

15 seguidores 21 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 28 de abril de 2015
Birdman,o grande vencedor do Oscar 2015, não poderia ser um filme qualquer. Com críticas intensas a indústria cinematográfica, ao próprio público e a cultura atual, Birdman incentiva ao telespectador a ver o mundo do cinema de outra forma, sem glamour, sem encanto e sem magia.

Michael Keaton protagoniza Riggan Thomson, um ator que fez sucesso na década de 90 ao interpretar o herói Birdman, mas que, após recusar o papel para o terceiro filme, acaba caindo no esquecimento cinematográfico. Para tentar alavancar novamente sua curta carreira de ator de sucesso, Thomson decide roteirizar, dirigir e estrelar uma peça teatral para Broadway. Porém, o reconhecimento tão almejado, pode ser difícil de ser alcançado.

A sinopse parece se confundir com a carreira de alguns atros do cinema. A começar pelo próprio Michael Keaton. Para quem não se lembra, ele foi o Batman em 1989 e em 1992, ambos dirigidos pelo famoso Tim Burton. Apesar de nunca ter ficado de fora do cinema, sua participação como protagonista e até em filmes de destaque foi decaindo.

O diretor Alejandro González Iñárritu não economiza ao criticar os filmes de heróis ou os blockbusters, que hoje fazem parte do calendário atual do cinema. O público não se interessa mais por filmes com boas discussões, nas próprias palavras de Birdman "[...] eles querem sangue, explosões e ação." A crítica vai mais além. Os egos inflados, tão presentes nesse universo, também são alvos da análise do diretor. Ultimamente, parece que todos querem a fama, o reconhecimento, querem ser celebridades, lembrados por seus feitos, e buscam isso até o ultimo minuto de sua existência.

Além de uma boa discussão acerca da própria personalidade humana, "Birdman" tenta ser diferente até mesmo na sua trilha sonora ou no seu plano sequência. A trilha sonora é composta somente de uma bateria. Mas utilizada de uma maneira fantástica. Com uma sincronia incrível entre as emoções, sentimentos e as próprias ações dos personagens, podemos sentir um pouco do caos que é o relacionamento e a vida de Thomson. O plano sequência longo, contínuo sem cortes dão outra característica interessante ao filme. A câmera está sempre ali, acompanhando nossos personagens aonde quer que vão, tentando não perder cada detalhe da vida deles. Um experiência incrível pra quem realmente gosta de cinema.

Seria uma transgressão se não falássemos do elenco, afinal, Michael Keaton não está sozinho. Edward Norton (ex-Hulk) interpreta de forma magistral Mike Shiner, um ator famoso, com o ego um pouco inflado, de difícil temperamento, mas que pode salvar a peça de Thomson. Norton quase rouba a cena, mostrando que ainda está em plena forma, com uma atuação impecável. Emma Stone (ex- Gwen Stacy) é Sam Thomson a filha meio revoltada de Riggan. Seus diálogos com o pai são sempre ótimos, bem-humorados e alguns reflexivos. Stone parece a alguns passos do Oscar. Completando o elenco temos Naomi Watts que já emplacou diversos sucessos no cinema como "King Kong", "O Impossível", "Diana" e agora na "Série Divergente", encarna Lesley uma atriz que almeja o sucesso e o reconhecimento; Zach Galifianakis (o gordinho Alan Garner de "Se beber, não case") como Brandon, um advogado/empresário estressado que tenta dar sentido a vida de Thomson, apesar do papel pequeno, Galifianakis mostra que tem o dom da boa atuação.

"Birdman" é muito mais que um filme. É uma reflexão sobre o cinema atual, sobre a cultura, sobre a personalidade humana, sobre nossa constante busca de reconhecimento e nossa necessidade de ser reconhecido.

Por fim, entendo todo o filme como uma crítica do diretor ao cenário atual do cinema. Sendo uma opinião, podemos concordar ou discordar.

Na minha humilde opinião, vejo o cinema como uma forma de entretenimento. Os diferentes gêneros e possibilidades nos dá diferentes formas de entretenimento. "Birdman" é um filme mais introspectivo, um drama que ao final nos faz refletir e pensar. Os inúmeros filmes blockbusters como "Os Vingadores", "Velozes e Furiosos", "Jurassic Park" e outros que estão por vir, são filmes que tem o único e exclusivo objetivo de divertir seu público, e também não vejo mal nenhum nisso. São diferentes propósitos, e devem ser vistos como tal.

Acredito que o cinema tem espaço para todas essas discussões, para todos os gêneros e para todos os filmes. Se ele for bom, tiver roteiros coesos, trilhas sonoras fantásticas, cenários incríveis, efeitos surpreendentes e atuações impecáveis, e se, antes de tudo, fizer parte do universo do telespectador (pois não adianta nada você não gostar, por exemplo, de ficção científica e assistir "Interestelar", com certeza a sua opinião vai estar embasada na sua péssima experiência de assistir a um gênero que você não gosta) ele deve ser visto. Então, acho válido ir ao cinema sim ver "Vingadores", "Star Wars", "Mad Max" e todos os blockbusters que estão por vir, se for para te entreter, compre o ingresso, e tenha um bom filme.
Luis R.
Luis R.

24.053 seguidores 759 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 25 de agosto de 2016
Filme é conduzido de maneira muito boa e interessante,a trama agrada com roteiro bem equilibrado,que prende a atenção do telespectador com situações do real e surreal.
Cid V
Cid V

271 seguidores 663 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 1 de dezembro de 2021
Riggan (Keaton) é um ator decadente que obteve grande sucesso no cinema com Birdman tempos atrás e procura emplacar um sucesso na Broadway com uma adaptação de Raymond Carver.

Mais em: https://magiadoreal.blogspot.com/2021/12/filme-do-dia-birdman-ou-inesperada.html
Sidnei C.
Sidnei C.

127 seguidores 101 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 3 de abril de 2015
Há 15 anos atrás, eu duvidei que Beleza Americana pudesse ganhar o Oscar de Melhor Filme, quando o assisti. Afinal, o filme era tão crítico em relação à sociedade americana, e além disso tocava em assuntos delicados que não faziam parte do padrão de filmes que ganham o Oscar: homossexualismo, infidelidade, uso de drogas, crise da meia-idade. Bom, felizmente, eu estava errado, e o filme saiu vencedor. Felizmente porque o filme era e ainda é muito bom, e sua vitória foi merecida. Até 1 ou 2 meses atrás a vitória de Boyhood para o Oscar deste ano era dada como certa. Para a crítica americana era o "filme do ano", e venceu a maioria das premiações importantes. Isto até Birdman vencer o prêmio dos Produtores (PGA) e o prêmio de melhor elenco do Sindicato dos Atores (SAG). Os 2 prêmios servem como termômetros seguros quanto ao vencedor do Oscar, mas será que um filme tão ácido e cínico a respeito do mundo do espetáculo vai ganhar fãs junto exatamente aos atores, roteiristas, produtores e diretores que o filme retrata com tanta ironia e sarcasmo?
Hitchcock iria babar de inveja ao ver o que Iñarritu e o fotógrafo Emmanuel Lubezki conseguiram: a ilusão de um filme inteiro como um plano-sequência único, sem cortes, coisa que o diretor inglês tentou fazer no seu mal-sucedido Festim Diabólico. Mas isto é apenas um detalhe técnico, um tour-de-force que é possível que passe desapercebido aos olhos do espectador comum, mas que fará a delícia de cinéfilos como eu. A câmera de Lubezki acompanha os atores, corre atrás deles e da ação, chegando às vezes um pouco "atrasada", como se a câmera fosse um personagem escondido sob o manto de invisibilidade de Harry Potter, tentando espreitar tudo que ocorre no teatro, ouvir tudo e todos.
Mas Birdman não é só uma proeza técnica. É a qualidade de sua história, de seus diálogos, de sua agilidade e concisão, da interpretação dos atores, do uso inusitado da música e de seu humor que fazem a diferença. Sem esquecer o inesperado lirismo onírico de quando Riggan (Keaton) "voa", uma cena linda que me fez lembrar da primeira cena de Oito e Meio de Fellini. Ouvi muitas risadas dos espectadores, risadas gostosas e altas, porque Birdman é acima de tudo uma comédia, muito divertida em sua crítica ao mundo do espetáculo e sua interatividade com o mundo conectado de hoje, e seus blogs, twitter, virais e visualizações no youtube. Sobram farpas para todos os lados, até mesmo para o próprio espectador, como na cena em que o "Birdman" tenta convencer Riggan a voltar a vestir a roupa de super-herói, porque segundo ele é isto que o público quer: ação, explosões, e não a filosofia e a profundidade de um texto de uma peça de teatro. Talvez a única farpa que não seja justa seja a dirigida aos críticos, na personificação caricatural da personagem Tabitha Dickinson - o nome é ótimo, diga-se de passagem, mas a caricatura de um crítico que já decidiu por antecipação "matar" o espetáculo é exagerada.
Iñarritu parece ter bebido na fonte de escolas de vanguarda da década de ´60, como a Nouvelle Vague e o nosso Cinema Novo. Sua concepção é verdadeiramente "uma ideia na cabeça e uma câmera na mão". Por isso seu filme se parece mais com uma obra de um Alain Resnais, mas com um pé no acelerador típico do cinema americano. Mas não se engane quem pensar que Birdman é um filme intelectualizado. Longe disso. Birdman é uma deliciosa comédia, muito divertida e estruturada como tal, mas com um ousado "pacote" na sua forma de apresentar a história visualmente.

Embora esteja longe ainda do meu aniversário, este "pacote" do Sr. Iñarritu foi para mim como um presente. Uma "festa-surpresa" antecipada, que fez meu coração bater mais forte dentro da sala do cinema - ao ritmo da bateria da trilha sonora de Antonio Sanchéz - coisa que não acontecia faz tempo. Obrigado, Sr. Iñarritu. Em retribuição a este filme-presente, vou torcer por você na festa do Oscar.
anônimo
Um visitante
4,0
Enviada em 30 de janeiro de 2019
Filme muito interessante. Sobretudo por aspectos técnicos. Tapes únicos. Filmagem que aproxima bem o espectador do que acontece. A questão de um herói preso a um personagem do passado se confunde entre autor e obra, o que vejo ser algo muito legal. Confesso que não é um filme muito fácil de se acompanhar, por isso só recomendo que seja visto com atenção e até paciência.
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