Birdman (ou a Inesperada Virtude da Ignorância)
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3,9
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252 Críticas do usuário

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Marco G.
Marco G.

538 seguidores 244 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 30 de janeiro de 2015
Sensacional, o diretor mexicano extrapola emoções e densidade psicológica, descrevendo os conflitos de um ator da Broadway. Critica a industria de filmes americanos e a banalização da sociedade por meio da internet e também mostra a dificuldade do ser humano em manter a sanidade. Recoloca o cinema americano em alto nível em um mercado com ótimos filmes europeus sendo feitos. Nota dez para o protagonista e para o diretor e corram para o espetáculo.
anônimo
Um visitante
2,5
Enviada em 17 de fevereiro de 2015
Entendo toda a crítica ao cinema "Hollywoodiano" e a repercussão do filme quanto a tudo isso. Porém ainda sim não consigo achar ele com uma crítica tão fiel a quanto ouvi falar. Talvez pelas atuações que não me convenceram tanto (e olha que tem bons atores no elenco). Achei ele em si bastante parado, tentando ser impactante, e até reflexivo, porém acho que no meio de todas essas tentativas faltou, pra mim, um enredo mais desenvolvido, e que não digo que é ruim, porém achei que ele foi mal aproveitado.
anônimo
Um visitante
2,5
Enviada em 29 de janeiro de 2015
O principal objetivo do filme é mostrar as coisas que acontecem na vida dos atores, seus problemas e o seu dia a dia. Apesar de eu ter entendido a mensagem do filme e de ter achado isso interessante, não posso dizer que lhe achei ótimo, e que assistiria novamente. Birdman não chega a ser ruim, mas também não é bom.

Leiam a minha resenha completa no link abaixo:
Khemerson M.
Khemerson M.

61 seguidores 74 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 29 de janeiro de 2015
Não é de hoje que certos filmes costumam criticar a própria indústria que os sustenta. Na verdade, tirando algumas autoparódias bacanas, mas esquecíveis, este é um subgênero que volta e meia gera uma bela obra-prima no processo. Crepúsculo dos Deuses, O Jogador, O Artista, a lista é infinita. Entretanto, o que torna estas obras tão ricas tematicamente é a capacidade de perceber as nuances acerca do objeto que estão criticando, não se contentando com a crítica pela crítica, mas buscando traçar um perfil verossímil e por vezes impiedoso, sobre aqueles que fazem a indústria: seus personagens – executivos, produtores, cineastas, roteiristas e, no caso de Birdman, os atores, pois neste mais novo filme de Alejandro Gonzalez Iñarritu, não é somente a obsessão de Riggan Thompson (Michael Keaton) que está em foco, pois a câmera sempre onipresente do mestre Emanuel Lubezki trata de ir atrás de cada personagem que “orbita” em volta de Thompson: sua filha problemática (Stone), sua coadjuvante insegura (Watts), seu agente (Galifianakis) e seu parceiro de cena, o instável e imprevisível “galã” Mike Shinner (Norton).

Abrindo o filme num fabuloso e simbólico plano, vemos o protagonista “flutuando” em seu quarto só para, logo em seguida, sermos levados a centrar foco naquilo que realmente importa: a trajetória de Riggan e as razões que o levaram até ali... (LEIA O RESTANTE DO TEXTO CLICANDO NO LINK ABAIXO)
rogerio.sjrp
rogerio.sjrp

6 seguidores 5 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 29 de janeiro de 2015
A trama da história de "Birdman" se passa em apenas três dias, período no qual uma peça teatral da Broadway dirigida por Riggan Thomson (interpretado por Michael Keaton) entra em pré-estreia. No passado, Riggan teve seus tempos de glória e fama em Hollywood ao interpretar o personagem fictício "Birdman", papel que lhe rendeu mais duas sequências de muito sucesso. Porém, recusou o papel na sequência seguinte, vendo sua carreira como ator entrar em decadência desde então. Ora, mas essa é quase uma autobiografia do próprio ator Michael Keaton!! Correto. Quem conhece a carreira de Keaton logo sacará que uma das grandes jogadas de "Birdman" é na verdade uma sátira ao próprio ator. Keaton interpretou "Batman" em 1989 e "Batman - O Retorno" em 1992 (mesmo ano de estreia de "Birdman 3" no roteiro do filme), ambos dirigidos por Tim Burton. As duas primeiras longa metragens do homem morcego nas telonas rendeu a Keaton críticas positivas e grande aceitação do público. Por não gostar do roteiro, recusou o papel na sequência seguinte, "Batman Forever", sendo então substituído por Val Kilmer. Desde então, Michael Keaton não havia recebido nenhum papel de prestígio no cinema. Assim como seu personagem Riggan, Keaton tenta se reerguer e provar que ainda tem talento. E consegue! Já recebeu prêmios importantes de melhor ator este ano, como o Globo de Ouro, Critic´s Choice Awards, e é um dos favoritos ao Oscar (o primeiro de sua carreira). Keaton se mostra mesmo exposto, sem maquiagem ou artifícios, calvo, as cenas em que aparece só de cueca mostram um homem não mais em forma (parece que a mania de Walter White pegou!). É como se a personagem "Birdman" se fundisse a Riggan, que por sua vez se funde a Keaton. Atuação brilhante. Na verdade, a maior parte do elenco tem seus méritos também. Edward Norton (sou fã desde "Fight Club"), com seu personagem coadjuvante e inescrupuloso; e Emma Stone, como a filha problemática, também concorrem a estatueta por suas atuações. Enquanto a personagem protagonista é uma autobiografia do ator principal, o filme em si é metalinguagem pura. A locomoção das câmeras nos corredores do estúdio do teatro e o que rola nos bastidores nos faz parecer estar lá, como em um documentário, um "behind the scenes". Até a luz do cenário do filme é natural do ambiente, quase realista. O que vemos seria uma crítica cômica, se não fosse trágica, à indústria cinematográfica e sua relação com a Broadway, aos atores em busca de fama a qualquer preço, aos argumentos dos críticos de cinema e arte, e até mesmo a nós telespectadores. Em certo ponto "Birdman" me fez lembrar "Cisne Negro". Ambos são dramas psicológicos cujos protagonistas vivem uma crise existencial, questionam a realidade e criam um mundo fictício, no qual são capazes de cometer exageros em busca da perfeição à arte (o que pode explicar o subtítulo do filme: A Inesperada Virtude da Ignorância). O final fica por conta da imaginação de cada um.
Jorge Manuel G.
Jorge Manuel G.

6 seguidores 21 críticas Seguir usuário

1,5
Enviada em 28 de janeiro de 2015
Filme que obviamente fará as delicias do pessoal do teatro, televisão, cinema, etc porque o argumento é sobre uma peça num teatro da Broadway e tem alguma profundidade e originalidade.

No entanto é um bocado chato e um exagero total estar nomeado para melhor filme de 2015.
Sobre Filmes & Lobos
Sobre Filmes & Lobos

12 seguidores 2 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 28 de janeiro de 2015
Chegará nas próximas semanas nos cinemas brasileiros um dos grandes concorrentes ao Oscar, o filme Birdman (A Inesperada Virtude da Ignorância). O novo filme de Alejandro González Iñárritu, mesmo diretor de filmes incríveis como “Biutiful” e “Babel”, traz um história nada convencional, mas repleta de pitadas de surrealismo.

Contando com um elenco de peso com nomes como Michael Keaton, Edward Norton e Emma Stone, Birdman (A Inesperada Virtude da Ignorância) narra a história de Riggan Thomson (Michael Keaton). Riggan é um ator em uma fase decadente, porém glorioso no passado por interpretar o personagem “Birdman” (Homem-passáro) em três filmes da série. Este começa a ver sua fama ir ladeira abaixo ao se recusar a dar vida ao personagem em uma nova sequência, assim neste processo de recuperar a fama perdida o ator começa a produzir, dirigir e estrelar uma adaptação de um famoso texto da Broadway.

Em meio a uma rotina conflituosa seja dentro ou fora dos bastidores, o ator também tem que lidar com as mais diferentes personalidades encontradas no seu elenco formado por Mike Shiner (Edward Norton), Lesley (Naomi Watts) e Laura (Andrea Riseborough). Como se já não bastasse essas adversidades Riggan ainda administra uma relação no mínimo delicada com sua filha Sam (Emma Stone) e com uma voz em sua cabeça, que insiste em rebaixar o ator e questionar toads suas decisões.

Diante de um cenário tão complexo e situações absurdas a obra mescla doses de comédia e drama, com passagens surrealistas que hora encantam o público pelos rebuscados dialógos mas que por vezes entendiam e caiem numa mórbida repetição de problemas e crises, sem aparente desfecho.

A proposta da obra de criticar todo o sistema de entretenimento e a efemeridade da fama é algo a ser destacado. Iñárritu apresenta um filme com um brilhante trabalho de fotografia e edição e a partir disso coloca a por em cheque uma por uma das instituições de Hollywood, onde a glória do ator se esvai certamente com o tempo, e a batalha por fama é algo diário e enlouquecedor.

Em Birdman parece que o ditado “a vida imita a arte” é ratificado, pois este é o grande trabalho de Keaton depois de anos. Famoso por ser o “homem-morcego” no passado, o ex-batman parece está reescrevendo sua história deixando um recado claro a toda Hollywood: eu ainda existo e consigo atuar.
Thiago C.
Thiago C.

14 seguidores 16 críticas Seguir usuário

1,0
Enviada em 27 de janeiro de 2015
Gosto é gosto. Mas achei um bosta esse filme. Não sei como vai concorrer a Oscar, mas gosto é gosto... Keaton está bem no filme mas não supera o ator de Teoria de tudo.
Eduardo D
Eduardo D

27 seguidores 62 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 26 de janeiro de 2015
Vamos lá: o favoritaço ao Oscar (ora sim ora não) é tecnicamente perfeito.

As cenas que aparentam ser sem cortes, os planos sequências, a psique de cada personagem, a discussão entre a atual decadência versus perseguição pelo sucesso ou vice-versa, a batida da trilha, além da excepcional fotografia e do seu Iñárritu mostrar-se cada vez mais versátil na Direção, são dignos de aplausos.

E, apesar de tudo isso, Michael Keaton não parece mais tão favorito ao Oscar de melhor ator e Boyhood corre firme pela estatueta de melhor filme (sem minha torcida também).

Os vários momentos de entrada e saída em atos nesse filme e os diversos elementos trabalhados pelo Diretor em cena por vezes dispersam o expectador. Por vezes, a dúvida do que é dramatização e realidade perde o sentido. Tanto que, mesmo com um final aberto, é no fechamento do filme que o Diretor resolve trazer de vez a discussão de que a perseguição pelo eterno sucesso em Hollywood pode ser apenas mais uma atuação, quase fantasiosa. Aliás, isso comprova-se quando Keaton anda de cueca pela rua a fim de entrar em cena novamente e fazer uma performance magistral.

O ponto negativo é a personalização desnecessária do Birdman. Não acrescentou nada ao filme e se trabalhado de forma mais sutil poderia ter dado maior relevância ao final.

Mas como no filme, a dramatização é mais interessante que a realidade, sempre.
Diego S.
Diego S.

16 seguidores 6 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 24 de janeiro de 2015
Caso você esteja se perguntando sobre o que é o filme "Birdman" , você já poder saber de antemão que ele é praticamente sobre tudo. O filme funciona muito bem como sátira para o caso de "a arte imita a vida'', e uma grande sobre o perfil de Hollywood e seus filmes blockbusters. A mais nova obra de Alejandro González discute vários panoramas ,entre eles a diferença em fazer algo pela arte- pelo amor que tem a uma determinada coisa- entre fazer algo para se provar relevante . O filme também mostra de maneira explícita que nem sempre o sucesso comercial e qualidade andam de mãos dadas. Que é necessário saber separar a fama do talento. Como hoje em dia, você pode ganhar milhões de visualizações no youtube por fazer bizarrices sem ter feito nada de significante. Birdman tem um certo ressentimento a essa onda de blockbusters de filmes de super-heróis , filmes que faturam bilhões e que não são nenhuma obra-prima da sétima arte. É como o personagem Birdman disse "ninguém quer saber desse papo filosófico e depressivo, eles querem ver explosões e violência". Há também sátiras e retóricas à críticos de cinema que falam mal de uma produção sem nem ao menos analisar sua estrutura , só pelo fato de não terem conseguido se tornar artistas. Mas o filme não é sobre criticas , ele ainda consegue falar sobre valores,relações e existência.
O filme apresenta personagens incríveis com uma carga emocional e dramática muito boa. E o elenco que da vida a esses personagens não poderia estar melhor. Todos estão perfeitos e tem seus momentos e relevância , com destaques para Emma Stone, Naomi Watts, Edward Norton e ,é claro , Michael Keaton. É incrível o fato do filme parecer ter sido filmado e executado em apenas uma longa e única tomada. E de fato, o diretor fez isso ao máximo, o que prova o nível da produção,dos cinegrafistas e do elenco ao fazer cenas extremamente longas sem nenhuma interrupção. E as pouquíssimas transições de cenas que existem são tão bem editadas que parecem que elas não existem. A trilha sonora é muita peculiar sendo na maior parte do filme, sustentada apenas por percussão.E o engraçado é que tem uma cena que você ouve uma bateria como musica de fundo, ai o ator passa por um quarto e tem realmente um baterista tocando lá dentro.
O filme conta a história de um ator que na década de 90, foi o dono das maiores bilheterias do mundo graças a franquia de um super-herói chamado Birdman. Mas depois de rejeitar o quarto filme da franquia, sua carreira foi para o abismo.Então ele decidiu investir todo o seu dinheiro em uma peça da Broadway na esperança de que esta poderia traze-lo de volta ao mundo do show business. Ele tem que atuar e dirigir uma peça com atores de ego e estrelismo elevados. E ao mesmo tempo, ele precisa lidar com sua filha Sam que acabou de sair da reabilitação com quem tem nenhuma relação pelo fato dele ter sido um pai ausente. E em seus momentos mais angustiantes , ele escuta uma voz assombrosa e reconfortante do seu alter ego, Birdman. Outra coisa interessante é que o personagem do filme é como uma metáfora da vida do próprio Michael Keaton.
O resultado disso tudo é que "Birdman" é um filme maravilhoso, rico,original e poético. Garante uma ótima experiencia para quem realmente é apaixonado por cinema e ao mesmo tempo, garante uma experiencia meio estranha para as pessoas que nunca saem da sua zona de conforto(que querem sempre o mais do mesmo).
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