Birdman (ou a Inesperada Virtude da Ignorância)
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3,9
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Thiago C.
Thiago C.

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1,0
Enviada em 27 de janeiro de 2015
Gosto é gosto. Mas achei um bosta esse filme. Não sei como vai concorrer a Oscar, mas gosto é gosto... Keaton está bem no filme mas não supera o ator de Teoria de tudo.
Francisco P.
Francisco P.

14 seguidores 2 críticas Seguir usuário

0,5
Enviada em 18 de fevereiro de 2015
De uma maneira geral, considero Birdman um péssimo filme. Além do filme se auto-superestimar, toda a trama de Riggan tentando se reerguer e todos os problemas que passa para conseguir ter sucesso em sua peça fazem com o que filme seja nem um pouco cativante, as cenas se tornam repetitivas, cansativas e parecem, de uma certa forma, caçoar da noção do ridículo e do poder de discernimento do telespectador.
Talvez, se não fosse toda a expectativa gerada pela crítica, ou a forma errônea como estavam vendendo o filme nos últimos meses, eu o encararia de forma diferente. Para um filme que estava com tanta divulgação e inclusive sendo citado como um dos grandes favoritos ao Oscar, esperava muito mais. A sensação que fica é de que Birdman está concorrendo apenas porque a Academia também possui um interesse especial em tocar na ferida das superproduções cinematográficas que buscam entreter. Ocorre que a crítica "velada" em Birdman é tão ridícula e mal construída que faz o filme parecer mais uma piada do que algo que tenha o mínimo de fundamento.
Renata T.
Renata T.

14 seguidores 3 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 16 de fevereiro de 2015
Filme bom mas não excepcional. Ótima atuação do protagonista e dos demais atores.
Carlinhos S.
Carlinhos S.

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0,5
Enviada em 18 de fevereiro de 2015
Filme totalmente sem noção. Só para pseudo-intelectuais. Nem percam seu tempo assistindo...
Bianca V.
Bianca V.

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4,0
Enviada em 10 de fevereiro de 2015
Um filme de muitos acontecimentos, ainda que a maioria deles se façam mais nítidos e envolventes no âmbito da história de vida dos personagens e suas lacunas emocionais. Com as cenas praticamente contínuas, emendadas uma na outra sem a preocupação de definir com exatidão a mudança do tempo, o filme é de uma carga emocional enorme, e leva o espectador a se adaptar e aos poucos se envolver com a complicada mente do ator e os laços que ele estabelece. Com atuações muito expressivas, bem como cenas marcantes (que precisam de tempo pra serem digeridas) e diálogos intensos tanto da personagem principal com outros quanto dele consigo mesmo, o filme leva a uma abordagem psiquiátrica capaz de impactar e gerar reflexões que vão desde a mais angustiada até a mais libertadora.
Fabio H.
Fabio H.

13 seguidores 7 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 25 de fevereiro de 2015
Chega a ser ridículo o fato desse filme ter ganhado o Óscar. Esse filme faz qualquer um se arrepender da compra do ingresso. As historias e acontecimentos não tem desfechos e ele não consegue engrenar em nada.... é um filme sem direção e não acrescenta em nada, mas tem uma ou duas cenas legais. ;)
Ronaldo G.
Ronaldo G.

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4,5
Enviada em 18 de janeiro de 2015
Ótimo o filme , onde as atuações de Keaton e Norton se sobressaem , apesar de um destaque também para Emma . O que mais me impressionou no filme foi a sua originalidade , assim como a analogia feita entre o teatro e a vida real . Quanto ao final ? Os olhos de Emma dizem tudo ...
Ericson M.
Ericson M.

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5,0
Enviada em 19 de fevereiro de 2015
Birdman, de Alejandro G. Iñárritu, e a irônica necessidade de seu cinismo.

Esplêndido! Uma crítica ferrenha à arte de seu tempo e domínio. Birdman não se sobressai apenas pela fantástica e segura direção de Iñárritu e nem mesmo por suas também fantásticas atuações. O filme vai além disso. O que torna Birdman, a meu ver, esse prato tão cheio ao espectador, é sua sinceridade cínica. Essa "humildade" descarada e - por que não? - corajosa de expor, por meio de uma abordagem metalinguística, os meandros que compõem o Cinema e a Dramaturgia contemporânea – mesmo ele sendo parte integrante dessa indústria tão solapada por sua própria "arte" –, é o que faz deste um filme tão importante aos dias de hoje. E, não parando por aí, Birdman também explora criticamente o nosso papel não apenas como meros espectadores sem importância, mas como indivíduos constituintes da sociedade, sobre os rumos que tomamos e sobre a necessidade (e o que isso representa para nós) de sermos importantes, relevantes... Lembrados.

Iñárritu conduz o filme com um virtuosismo de encher os olhos. É realmente mágico. Planos sequências e planos longos se ligam constantemente, dando vida a curiosa história de Riggan Thomson. Longe de serem simples aparatos atrativos, o modo como os planos foram utilizados por Iñárritu, assumem claramente um papel em sua narrativa, dando ainda mais voz à subjetividade de sua trama e, principalmente, de seu protagonista. E boa parte desse acréscimo narrativo se deveu a forma ímpar que Alejandro omitiu os cortes entre cada um desses planos, dando, com essa constância, um tom de exaustão e inquietude à vida de Thonsom. Contando, ainda, com um jogo de câmera que aparenta dançar em cena, circundando seus personagens, uma maravilhosa fotografia e sua trilha sonora bastante curiosa (e não menos importante), Birdman se estabelece também como um trabalho de técnica irremediável. Eu diria que Birdman – correndo propositalmente o risco de sofrer algumas correções semânticas – é uma colcha de retalhos do mesmo pano, um amálgama de si mesmo.

O roteiro – escrito a oito mãos – é, assim como cada segmento que o compõe, um espetáculo a parte. Seu texto é recheado de referências ao atual cenário cinematográfico, onde embasa suas críticas ao quadro blockbusteriano e a função que a crítica especializada desempenha nesse meio. Ao abordar a realidade externa à dramaturgia, onde, no filme, se aloja o papel do virtual na existência do sujeito; atando as divagações de seu protagonista junto a Birdman, seu alter ego; contando também com os diálogos milimetricamente elaborados, que os personagens tecem durante o filme, o longa traça todo um panorama sobre a nossa vida enquanto plateia, a vida dos atores (e como nós a imaginamos), o universo onde nos inserimos e os papéis que nós, concomitantemente, encarnamos e desempenhamos uns nas vidas dos outros. Birdman, ainda imerso em sua crítica tenaz ao cenário hollywoodiano de cinema, dá ao desfecho de sua projeção o caráter mais ambíguo de todo o filme, ao ironizar o modo repetitivo e complacente que Hollywood, na maioria dos casos, encontra para encerrar suas histórias: os finais felizes. E o final, a propósito, além de uma das cenas mais belas e sutis de Birdman, é também uma de suas sacadas mais geniais. Portanto, acredite: ter o que pensar é o que não vai faltar ao espectador que se dispor a assistir esse filme. Já num pequeno aparte a respeito das atuações, só me restam os mais óbvios elogios. Todo o elenco principal merece uma ressalva particular e fica difícil, dessa forma, encontrar adjetivos e sinônimos o suficiente para elogia-los. Competência e brilhantismo foi o que não faltou nesse filme. E, sem que eu esqueça: me foi de uma alegria muito particular ver Michael Keaton na melhor e mais inspirada atuação de sua carreira.

Em tempos onde o Cinema perde, lenta e gradativamente, sua identidade, sua força reflexiva e, sobretudo, sua diversidade criativa, Birdman se apresenta não apenas como um dos melhores filmes de 2014, mas também como uma espécie viva de consciência, que, através de suas críticas, suas metáforas, da forma como brinca com a fantasia e a realidade, de toda sua composição, tenta dar um lampejo de luz tanto em sua própria casa, quanto àquele que faz mover as engrenagens que dão vida a essa tão amada Arte: você.

Birdman ou (Obrigatório).
Renata M.
Renata M.

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5,0
Enviada em 22 de fevereiro de 2015
Birdman e crença que podemos voar

Esse ano coloquei no meu "to do list" ver todos os filmes que estão concorrendo ao Oscar. Estava com tempo sobrando e pensei, "por que não?".

Não vou entrar em detalhes dos filmes, até porque não tenho base nenhuma para ser crítica de cinema, mas dos que eu vi, o que me chamou a atenção foi Birdman. E ps- se você não viu o filme, talvez não entenda o que vou falar a seguir.

Não achei o filme sensacional. Parei na metade (até ai, faço isso com a maioria dos filmes), mas quando terminei, fiquei feliz pelo simples fato de o ter visto. Me senti menos sozinha.

Cena 1: ator principal aparece, levitando, sozinho, olhando pela janela.

Acho que as pessoas gostam daquilo que se identificam e eu me identifiquei com Birdman. Como não costumo prestar muita atenção e tenho esse problema sério de memorização de nomes, vou chamar o ator principal de "personagem", porque não faço ideia do nome dele (poderia dar um Google, mas não acho que muda nada, até porque não estou falando de um personagem em si, mas sim de um padrão de comportamento).

Cena x: o personagem se revolta e com um simples movimento e sem tocar em nada, joga coisas no chão, quebra lâmpadas (ou uma lâmpada, não lembro e não importa). Ninguém, além do personagem, vê isso acontecer e quando outros entram no quarto, veem apenas o resultado de atos impulsivos e não a origem dos atos.

Outra cena: o personagem acorda, meio bêbado ainda e decide quer voar. E então, ele voa. Olha para baixo, embriagado e voa. Aproveita seu momento, se sente ótimo, o melhor de todos. Continua voando, enquanto isso pessoas "comuns", "medíocres" ou "normais" olham e apontam para esse ser, que está "voando". O que seria isso? Isso que voa tão alto? E é isso o que ele pensa, nos questionamentos alheios, na admiração desse ser "que voa".

Sofro desse mesmo mal. Acredito que posso voar. Ainda não decidi se isso é a melhor coisa que posso acreditar ou o pior dos sentimentos. Ao mesmo tempo que acho que posso tudo, sofro com o medo de não poder, com a crítica; a opinião dos outros tem um peso imenso. Se me achasse medíocre, acho que seria "ok" poder não ser tudo. Mas não, ser "ok" não é suficiente, na verdade, ser "ok" está longe de bastar e é isso que o personagem pensa.

Voltando ao fato de que ninguém vê o que o personagem é capaz de fazer. É isso que ele sente. Que ele tem um potencial enorme que o mundo simplesmente não enxerga. Mas por que, talvez, ele não se expõe e mostra ao mundo do que é capaz? No filme, ele tenta fazê-lo através de sua peça, mesmo tendo muito medo do modo como isso pode ser recebido e desejando, desesperadamente, sinais de aprovação. Será que ele é mesmo capaz? Penso de onde vem essa necessidade de reconhecimento. Não sei responder essa pergunta, porque como já disse, sofro do mesmo mal.

Cena final: sua filha entra no quarto do hospital e não o encontra. Então olha pela janela. Olha para baixo e não vê nada. Olha para cima e então sorri. Sorri como se o visse voando. Como se entendesse que ele estava ali, voando, fazendo o que sempre fez.

Se ele se jogou pela janela, ou se o filme, por licença poética, o permitiu voar, de novo, não importa. Não vou ler as possíveis interpretações desse final, pois as minhas possíveis análises, no meu contexto, servem para mim.

Nas minhas inquietações, ou nos meus "desassossegos", lanço a seguinte pergunta: o que fazer quando você voa, mais alto do pensou que poderia voar. Seria isso mais um delírio de mais um "Birdman" ou realmente é possível voar mais alto ou tão alto quanto outros um dia voaram?

spoiler:
Rene V.
Rene V.

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0,5
Enviada em 26 de fevereiro de 2015
Filme muitoooo fraco. Pior filme que já assisti em 2015.
Isso só mostra como funciona o Oscar, quem paga leva o trofeúzinho falso.

Não recomendo ninguém ver esse filme!
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