Birdman (ou a Inesperada Virtude da Ignorância)
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3,9
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252 Críticas do usuário

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Felipe F.
Felipe F.

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5,0
Enviada em 20 de junho de 2019
Que filmaço, isso é o que Birdman é, um filmaço, uma obra-prima.
A atuação de Michael Keaton é um espetáculo, assim como todo o cast envolvido, seja Edward Norton, Emma Stone, Naomi Watts, todos estão estupefadamente ótimos.
A história é crítica, sarcástica, o roteiro é ótimo, diálogos adiados.
A fotografia é inquieta, repleta de planos sequências, a câmera não para de vagar pelos bastidores do teatro. A trilha sonora apenas com som de bateria é ótima.
Resumindo tudo, Birdman é um filme brilhante, um espetáculo, é bizarro, é engraçado, é crítico, é perfeito.
Juarez Vilaca
Juarez Vilaca

2.918 seguidores 393 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 24 de janeiro de 2015
Um bom filme, nada mais. Um drama sobre a vida de artistas de teatro da Broadway. É um filme feito nos bastidores de um grande teatro. O centro do enredo é a vida de um artista e produtor, Rigghan Thonsom, que havia feito muito sucesso interpretando o artista de revista em quadrinhos Birdman. Acontece que esse sucesso do passado lhe escravizou e o atormentou. Nunca mais teve tanto sucesso e isso lhe tirava o sossego. Essa situação deve ter se repetido com inúmeros outros atores, que interpretaram personagens marcantes e de sucesso. Em torno dele outras vidas eram afetadas e todos sofreram. Uma boa direção e elenco de primeira, mas nada que justifique o Oscar, na minha opinião.
Cid V
Cid V

271 seguidores 668 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 1 de dezembro de 2021
Riggan (Keaton) é um ator decadente que obteve grande sucesso no cinema com Birdman tempos atrás e procura emplacar um sucesso na Broadway com uma adaptação de Raymond Carver.

Mais em: https://magiadoreal.blogspot.com/2021/12/filme-do-dia-birdman-ou-inesperada.html
Guilherme M.
Guilherme M.

197 seguidores 163 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 23 de maio de 2015
Com a sensacional direção de Alejandro G. Iñárritu, um elenco fantástico (com a melhor atuação na carreira de Michael Keaton) e um roteiro brilhante, fazem de Birdman um grande espetáculo !!
Marcio A.
Marcio A.

165 seguidores 134 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 20 de janeiro de 2015
É um bom filme mas está longe de outras obras de Innarittú como 21 gramas e o sensacional Amores Brutos. Vale em alguns momentos como uma crítica a crítica especializada. O maior trunfo do filme é lidar com a dúvida do que realmente é insano. O maior mérito do filme é a interpretação esplêndida de Keaton e maior bola fora é tentar ser uma obra como cisne negro ou Requiem para um sonho, filmes estes - que lidam magistralmente com alucinações que se fundem com a realidade. Mas como um filme do quilate de Amores brutos não ganhou absolutamente nada, vem a academia e tenta realinhar a péssima impressão de desprezar filmes ou diretores estrangeiros mas depois tentar consertar. Embora o ritmo seja morno, mesmo diante de cenas maravilhosas como o vôo do protagonista, tem sem dúvida instantes anticlímax, que pontuam uma certa lentidão a obra. O talento de Innarittú é inegável mas mesmo tendo sido impecável na ótima escolha do seu ator principal, desta vez fez um filme abaixo de todas as expectativas possíveis, afinal o trailer não faz jus ao que o filme promete. Marcio Arruda - Desgarr@do
Sidnei C.
Sidnei C.

127 seguidores 101 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 3 de abril de 2015
Há 15 anos atrás, eu duvidei que Beleza Americana pudesse ganhar o Oscar de Melhor Filme, quando o assisti. Afinal, o filme era tão crítico em relação à sociedade americana, e além disso tocava em assuntos delicados que não faziam parte do padrão de filmes que ganham o Oscar: homossexualismo, infidelidade, uso de drogas, crise da meia-idade. Bom, felizmente, eu estava errado, e o filme saiu vencedor. Felizmente porque o filme era e ainda é muito bom, e sua vitória foi merecida. Até 1 ou 2 meses atrás a vitória de Boyhood para o Oscar deste ano era dada como certa. Para a crítica americana era o "filme do ano", e venceu a maioria das premiações importantes. Isto até Birdman vencer o prêmio dos Produtores (PGA) e o prêmio de melhor elenco do Sindicato dos Atores (SAG). Os 2 prêmios servem como termômetros seguros quanto ao vencedor do Oscar, mas será que um filme tão ácido e cínico a respeito do mundo do espetáculo vai ganhar fãs junto exatamente aos atores, roteiristas, produtores e diretores que o filme retrata com tanta ironia e sarcasmo?
Hitchcock iria babar de inveja ao ver o que Iñarritu e o fotógrafo Emmanuel Lubezki conseguiram: a ilusão de um filme inteiro como um plano-sequência único, sem cortes, coisa que o diretor inglês tentou fazer no seu mal-sucedido Festim Diabólico. Mas isto é apenas um detalhe técnico, um tour-de-force que é possível que passe desapercebido aos olhos do espectador comum, mas que fará a delícia de cinéfilos como eu. A câmera de Lubezki acompanha os atores, corre atrás deles e da ação, chegando às vezes um pouco "atrasada", como se a câmera fosse um personagem escondido sob o manto de invisibilidade de Harry Potter, tentando espreitar tudo que ocorre no teatro, ouvir tudo e todos.
Mas Birdman não é só uma proeza técnica. É a qualidade de sua história, de seus diálogos, de sua agilidade e concisão, da interpretação dos atores, do uso inusitado da música e de seu humor que fazem a diferença. Sem esquecer o inesperado lirismo onírico de quando Riggan (Keaton) "voa", uma cena linda que me fez lembrar da primeira cena de Oito e Meio de Fellini. Ouvi muitas risadas dos espectadores, risadas gostosas e altas, porque Birdman é acima de tudo uma comédia, muito divertida em sua crítica ao mundo do espetáculo e sua interatividade com o mundo conectado de hoje, e seus blogs, twitter, virais e visualizações no youtube. Sobram farpas para todos os lados, até mesmo para o próprio espectador, como na cena em que o "Birdman" tenta convencer Riggan a voltar a vestir a roupa de super-herói, porque segundo ele é isto que o público quer: ação, explosões, e não a filosofia e a profundidade de um texto de uma peça de teatro. Talvez a única farpa que não seja justa seja a dirigida aos críticos, na personificação caricatural da personagem Tabitha Dickinson - o nome é ótimo, diga-se de passagem, mas a caricatura de um crítico que já decidiu por antecipação "matar" o espetáculo é exagerada.
Iñarritu parece ter bebido na fonte de escolas de vanguarda da década de ´60, como a Nouvelle Vague e o nosso Cinema Novo. Sua concepção é verdadeiramente "uma ideia na cabeça e uma câmera na mão". Por isso seu filme se parece mais com uma obra de um Alain Resnais, mas com um pé no acelerador típico do cinema americano. Mas não se engane quem pensar que Birdman é um filme intelectualizado. Longe disso. Birdman é uma deliciosa comédia, muito divertida e estruturada como tal, mas com um ousado "pacote" na sua forma de apresentar a história visualmente.

Embora esteja longe ainda do meu aniversário, este "pacote" do Sr. Iñarritu foi para mim como um presente. Uma "festa-surpresa" antecipada, que fez meu coração bater mais forte dentro da sala do cinema - ao ritmo da bateria da trilha sonora de Antonio Sanchéz - coisa que não acontecia faz tempo. Obrigado, Sr. Iñarritu. Em retribuição a este filme-presente, vou torcer por você na festa do Oscar.
F. V. Fraga
F. V. Fraga

108 seguidores 64 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 21 de julho de 2016
‘BIRDMAN’ – CINEMA ARTE VERSUS CINEMA ENTRETENIMENTO
[[[parágrafo]]]'Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)' filme com o qual o diretor mexicano Alejandro González Iñárritu venceu o Oscar 2015, nas categorias Melhor Diretor e Melhor Filme, é uma crítica explícita às adaptações de quadrinhos que se proliferaram em Hollywood nos últimos anos (você pode encontrar nossa crítica do longa-metragem, publicada na época da estreia, neste link: 'Birdman': crítica). Em seu discurso, ao receber o prêmio de direção, o cineasta falou sobre a “verdadeira arte”, reacendendo uma discussão antiga entre o “cinema arte” e o “cinema entretenimento”. Essa já é uma briga de longa data, que começou antes mesmo do advento do cinema, provavelmente desde que se iniciou a produção de uma “cultura de massa”, através de uma “indústria cultural”.
[[[parágrafo]]]Essa cultura de massa, mais conhecida como cultura popular ou “pop” já passou por todo tipo de análise e discussão nos meios acadêmicos, abordadas por intelectuais como Theodor Adorno, que foi um dos cunhadores do termo “Indústria Cultural” e afirmava, entre outras coisas, que “o valor crítico dessas formas artísticas é neutralizado por não permitir a participação intelectual dos seus espectadores”. Hannah Arendt, em ‘A Crise da Cultura’, disse, que “tópicos ‘tépidos, suaves e sem sentido’ estão se tornando a norma”). Também, Noam Chomsky, considera que “a massificação da cultura se dá através de um artifício totalitário, servindo a interesses econômicos”, entre outros inúmeros pensadores que abordaram e ainda estudam o tema. Sobre a briga “arte falsa versus arte verdadeira” ou “cultura ruim versus cultura boa”, durante a história das artes, o teatro já foi considerado um tipo de arte “menor”, por adaptar textos escritos para um público “iletrado”. O trabalho de atores, no início do cinema, já foi considerado inferior ao dos atores de teatro, como os das cobiçadas peças da Broadway. Da mesma forma a música popular sempre foi depreciada em comparação com a música clássica, assim como os quadrinhos em relação a literatura de prosa e poesia.
[[[parágrafo]]]Ainda que geralmente as críticas questionem a “qualidade artística”, o maior problema da cultura de massa, apontado por intelectuais de todas as áreas, como sociólogos, filósofos, pesquisadores de estudos culturais, entre outros, é quanto ao caráter social, padronizador e alienante deste tipo de arte. Ao que tange aos filmes de quadrinhos, o público geralmente está mais interessado em um entretenimento escapista, onde o visual e os efeitos especiais são a atração principal, mesmo considerando que esses longa-metragens estejam tentando diversificar seu formato narrativo e de debate social, nos últimos anos, como em ‘Capitão América 2: O Soldado Invernal’ de 2014 e ‘Capitão América: Guerra Civil’ de 2016. No mundo do cinema, não só os filmes de adaptações de quadrinhos, são alvos das críticas mais negativas, pois, a indústria de Hollywood como um todo é constantemente questionada, principalmente por causa de seus longas de ação, comédias, terror e romances, o popularmente chamado “cinema pipocão”, que produz refilmagens e continuações, em geral, muito parecidos entre si e que se aproveitam da tendência da vez, majoritariamente voltados para um público adolescente.
[[[parágrafo]]]Além de discutir a qualidade destas produções, os maiores críticos questionam, também, a concorrência desleal destes produtos, que na maior parte do ano, ocupam a maioria das salas de cinema e a agenda dos melhores atores. No enredo do próprio ‘Birdman’, em um diálogo entre o ator, personagem principal, (Riggan Thomson) e o produtor (Brandon), interpretados por Michael Keaton e Zach Galifianakis, eles questionam a dificuldade de contratar atores, para participarem de sua peça, por estarem todos envolvidos com filmagens de filmes comerciais, como ‘Jogos Vorazes’ e ‘Vingadores’. Este não é o único longa-metragem recente, a questionar o mercado cinematográfico norte-americano, no filme francês, ‘Acima das nuvens’, de 2014, com Juliette Binoche, que vive o papel de uma atriz de renome, que é contestada por algumas pessoas, por causa do fato de ter se rendido a um papel em um filme de super-herói, mais especificamente da franquia ‘X-Men’, considerado inferior ao seu talento. Aliás, trabalho que premiou Kristen Stewart, com o Prêmio César de Melhor Atriz Coadjuvante, de certa forma, também um tapa da cara de Hollywood, que desperdiça o talento de alguns atores e atrizes, em franquias como ‘Crepúsculo’.
[[[parágrafo]]]A própria biografia de Keaton, como ator, é um exemplo de como esses filmes podem aumentar o cache de um artista por um tempo, mas por vezes, acabam limitando sua oferta de trabalho. Esse fenômeno aconteceu durante anos, também, com atores intérpretes de outros personagens como o Super-Homem, com os atores Christopher Reeve e Brandon Routh, no cinema e ocorre, também, em séries de TV, como com os atores George Reeves de Super-Homem de 1953, Dean Cain de ‘Lois & Clark - As Aventuras do Superman’ e Tom Welling de ‘Smallville’, que ficaram marcados por seus papéis nas séries e que não conseguiram outros papeis relevantes. Claro que o talento deles deve ser considerado, também, nesta conta, mas é inegável que sua identificação com a figura do personagem, atrapalha que consigam outros trabalhos. O enredo inteiro de ‘Birdman’ é uma construção metalinguística, que critica a indústria cinematográfica como um todo, fazendo uma analogia com a própria carreira de Keaton, que interpretou Batman nos dois filmes dirigidos por Tim Burton e depois trabalhou em poucos longas de sucesso. Mesmo os longa-metragens de Burton não levavam seu personagem a sério, pois já eram uma sátira do mundo dos quadrinhos, que depois viraram um escárnio ridículo na direção de Joel Schumacher, sendo que Batman só foi tratado com maior respeito, no cinema, com a trilogia de Christopher Nolan.
[[[parágrafo]]]Definir o que é arte ou o que é “cultura boa” ou “cultura ruim” é uma pretensão, praticamente impossível e geralmente quem as diferencia, o faz com alguma arrogância preconceituosa ou elitista. Quase sempre o tipo de arte ou cultura consideradas “superiores ou verdadeiras” são as produzidas por uma elite econômica ou intelectual. Obviamente que existem produções artísticas e culturais que utilizam técnicas mais elaboradas ou com maior grau de inventividade e erudição e que a maior parte do público que lota as salas de cinema para assistir os filmes de maior sucesso, não é intelectualmente muito exigente. No entanto, a importância de um produto artístico cultural deve ser medida pela sua capacidade de significar, representar ou expressar caraterísticas de determinado indivíduo ou grupo social. Porém, é inegável que o mercado do entretenimento, não abre muito espaço, para o que não é tendência e o que é ditado por quem domina os meios de comunicação e por isso produções estrangeiras, como filmes europeus e orientais, além dos documentários, tem dificuldade de chegar a públicos maiores e são considerados “chatos” por espectadores despreparados e desacostumados com produções que fogem do “senso comum”. Entretanto, não é por que algum produto artístico é feito com o intuito de entreter e ganhar dinheiro com isso, que é exatamente ruim. A primeira trilogia ‘Star Wars’ e ‘O Senhor dos Anéis’, estão aí para provar isso.
[[[parágrafo]]]A crítica de Iñárritu feita através de seu filme, como forma de expressão de suas frustrações como cineasta, que começou com todas as dificuldades de se produzir uma obra audiovisual, no México, sem a o auxílio das grandes corporações é válida e deve ser refletida. Principalmente quando levamos em conta o monopólio que as grandes distribuidoras têm das salas de cinema, que impedem que filmes como os que concorrem todos os anos, no Oscar, na categoria de Melhor Filme Estrangeiro e Melhor Documentário, ou mesmo os de festivais internacionais e independentes, mesmo os mais prestigiados, que na maioria das vezes, alcançam um público muito reservado, por falta de distribuição mais ampla. Isso tudo fundamenta a reclamação do diretor mexicano.
[[[parágrafo]]]No entanto, não podemos negar a hipocrisia desse julgamento ser feito em uma premiação, onde a maior parte dos atores indicados, estavam trabalhando em adaptações de longas baseados em quadrinhos. Os próprios trabalhos mais recentes de Iñárritu, não são exatamente o que se pode chamar de cinema “não-comercial”, pois ele também teve que se adaptar para conseguir espaço na indústria. Deve-se também levar em consideração, que esses filmes que arrecadam quantias aproximadas de cifras bilionárias, sustentam toda uma cadeia cinematográfica que mantém diretores consagrados, mas que lucram pouco, como a Woody Allen, até diretores iniciantes e independentes que captam recursos junto a empresas menores associadas a grandes estúdios. Críticos de cinema e estudiosos das artes e estudos culturais mais experientes, reconhecem o valor de produtos culturais comercias, ainda que admitam seu caráter majoritariamente hedonista, politicamente totalitário e de caráter aculturador. Acima de tudo, defendem que cabe ao público buscar conhecimento e educação, que os permita apreciar todo tipo de manifestação cultural e que seria ainda mais errado censurar a cultura popular, mesmo a mais comercial, de forma moralista, ao invés de esclarecer os espectadores.
[[[parágrafo]]]Apó s a declaração do diretor de ‘Birdman’ no Academy Awards, entre outras críticas aos filmes de quadrinhos, como a música cantada por Jack Black, na mesma cerimônia, o diretor James Gunn (‘Guardiões da Galáxia’), saiu em defesa do gênero, em sua conta do Facebook. Entre outras coisas, mencionou que as adaptações de quadrinhos são feitas com o mesmo amor, que qualquer outro, em suas palavras: “ Se você acha que as pessoas que fazem longa-metragens de super-heróis são idiotas, levante-se e diga que nós somos bobos. Mas se você, como um cineasta independente ou um cineasta ‘sério’, acha que coloca mais amor em seus personagens do que os irmãos Russo fizeram com o Capitão América, ou Joss Whedon faz com o Hulk, ou eu com um guaxinim falante, você está simplesmente equivocado.” Independente das opiniões de Gunn ou Iñárritu, o certo é que existe espaço para todos os tipos de produção artística e um público que cada vez menos sai de casa, a ser conquistado e convencido a continuar frequentando as salas de cinema, na era da internet. Os próprios filmes adaptados de quadrinhos têm tentado evoluir e explorar gêneros narrativos diferentes, como o do cinema de espionagem, comédia e policial, para manter o interesse dos espectadores mais exigentes.
[[[parágrafo]]]Mesmo ações como leis de reserva de mercado, como a existente no Brasil, que obriga as salas a ter um mínimo de exibição de longas nacionais, não consegue garantir a competitividade e a qualidade do que é exibido, já que mesmo dentro da nossa produção nacional, temos filmes de qualidade artística questionável. Se o cinema de ficção, que não é voltado exclusivamente para o entretenimento, tem cada vez mais dificuldades de levar o público ao cinema, isso é ainda mais difícil para os longa-metragens mais autorais e documentários. Resta ter esperança que no futuro, serviços de streaming equilibrem um pouco a balança e levem a um público maior, longas que não encontram espaço nas salas de cinema e criem um mercado sustentável para cineastas que fazem produções “não tão comerciais”.
[[[parágrafo]]]Aind a que Iñárritu tenha razão ao criticar a indústria do entretenimento em ‘Birdman’, seu discurso no Oscar, como disse James Gunn, está um pouco “equivocado”. Principalmente pelo fato de ele julgar que os filmes que critica, disputam o mesmo público de suas histórias, generalizando os espectadores, pois as pessoas que assistem as produções mais autorais, no cinema, não são necessariamente os mesmos que assistem documentários, longas franceses, animações, filmes de ação, etc. Da mesma forma, comparar a qualidade artística de cada tipo de produção cinematográfica com os mesmos critérios, incide em erro, pois cada um é feito com um propósito e para um universo cultural diferente.
#FÃ CULT #Fancult #PipocadePimenta
Miguel Neto
Miguel Neto

75 seguidores 99 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 21 de fevereiro de 2015
Talvez Birdman seja o filme mais falado dos últimos tempos. esperava muito dele e sinceramente não me agradou.
Não consigo entender o porque da expectativa de se levar muitos "Oscar", talvez seja um filme para um público específico, pessoas que vivem no meio, respiram cinema e teatro. Eu, simples mortal, não me encaixo nesse perfil.
Achei o filme apenas mediano, achei a estória chata, arrastada, trilha sonora irritante, apenas as interpretações agradaram, mas é pouco quando se pensa no filme todo.
Talvez o melhor do filme seja a "vida copiando a arte" ou vice-versa. O que também não entendi porque não fez parte das "curiosidades" do Adoro Cinema. O melhor mesmo foi olhar todas as vezes para o Michael Keaton e lembrar do Batman. Da mesma maneira que o personagem principal não se livrava do Birdman o Keaton também não se livra do Batman.
anônimo
Um visitante
4,0
Enviada em 30 de janeiro de 2019
Filme muito interessante. Sobretudo por aspectos técnicos. Tapes únicos. Filmagem que aproxima bem o espectador do que acontece. A questão de um herói preso a um personagem do passado se confunde entre autor e obra, o que vejo ser algo muito legal. Confesso que não é um filme muito fácil de se acompanhar, por isso só recomendo que seja visto com atenção e até paciência.
Barboza Wagner
Barboza Wagner

47 seguidores 58 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 14 de fevereiro de 2015
Sem duvidas Birdman é um dos melhores filmes do ano. Um filme que consegue fazer uma sequencia praticamente sem cortes ( existem cortes, mas, é tão bem feito, que passa desapercebido). O modo que o diretor Alejandro González Iñárritu conduziu a historia sem separar o que é fantasia e o que é real, mostra como é a cabeça do personagem central (uma grande confusão ), feito com grande competência por Michael Keaton.
Difícil classificar esse filme, apesar do Globo de Ouro ter apontado como comédia, acredito que esta longe disso. A trilha sonora, o roteiro, atuação são simplesmente impecável. Um filme que consegue ser feito de forma simples, mas, com tamanha perfeição e originalidade.
Merecedor de todas as indicações, um filme que lhe faz refletir, que faz critica ao cinema atual ( onde historia de super heróis, são os grandes destaques), critica aos críticos de cinema, e uma homenagem a atores, que acabam sendo esquecidos no decorrer dos anos, por grande injustiça. Um filme primoroso, vale apena ser visto e revisto!
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