Birdman (ou a Inesperada Virtude da Ignorância)
Média
3,9
2914 notas

252 Críticas do usuário

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Crismika
Crismika

1.192 seguidores 510 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 12 de abril de 2019
Esperava mais desse filme que levou tantos Oscar. Mas vale a pena conferir pela reflexão que faz sobre os atores que acham que nunca vão envelhecer. Claro que Milchael Keaton dá um show de interpretação e mereceu o Oscar de melhor ator fazendo crítica de forma leve até à sua própria carreira, já que o ator interpretou o Batman na telona. Um tanto quanto cansativo, mas vale pela reflexão sobre a crítica que o filme faz ao próprio cinema. Destaque para a edição do filme que não dá pra perceber onde existem os cortes de cena, parece que foi filmado do início ao fim ininterruptamente.
Isis Lourenço
Isis Lourenço

7.622 seguidores 772 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 24 de setembro de 2016
O filme é narrado pelo ponto de vista do protagonista que tem uma luta interna com seu eu artístico e uma crítica ao Teatro,ao cinema e a necessidade de ser querido a todo custo que temos através das redes sociais,é criativo,não é maçante mas a realidade também se mistura com a ficção.
Eduardo Santos
Eduardo Santos

340 seguidores 183 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 11 de fevereiro de 2015
Alejandro Gonzáles Iñarritu é um cineasta com filmografia bem interessante. Seus filmes sempre tratam de conflitos pessoais, buscando reflexões acerca de escolhas e dilemas que grande parte das pessoas passa, fazendo com que o espectador facilmente se identifique e se interesse por suas histórias. Aqui não é muito diferente, embora seja um filme bem distinto se comparado ao restante de seus longas que são conhecidos por abusarem da tristeza, melancolia e dramas pessoais de forma bem dura. Pela primeira vez ele cria uma comédia dramática em sua essência, mas com um humor bem raro e interessante. Um ator de cinema no ostracismo aposta toda sua carreira e seu dinheiro em uma peça da Broadway com o intuito de mostrar que é muito mais que Birdman, personagem que lhe deu dinheiro e fama no cinema há mais de 20 anos atrás. Não vale a pena detalhar mais sobre o filme. Basta dizer que se trata da melhor performance da carreira de Michael Keaton, no papel de sua vida. E os outros atores do elenco não ficam muito atrás, já que o roteiro dá margem para todos darem pequenos shows à parte, principalmente Edward Norton (que também estava precisando dar uma diversificada maior, pois com exceção de suas participações nos filmes recentes de Wes Anderson, ele parecia estar parado no tempo) e a talentosíssima Emma Stone. Zach Galifianakis (outro que está bem diferente do que normalmente faz) e Naomi Watts também merecem destaque. O roteiro do filme é bem original, por vezes causa estranheza e segue uma forjada, contudo interessante, continuidade temporal de cenas. Um filme que causa reflexão, flerta com a fantasia nonsense e que por fim causa uma interessante sensação de bem estar. Sua cena final pode ser meio broxante para muita gente, mas é poética e coerente em relação ao que foi mostrado anteriormente. Pode não ser uma obra prima genial, mas é um filme extremamente belo e interessante, e que foge um pouco da mesmice reinante.
Eduardo D
Eduardo D

27 seguidores 62 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 26 de janeiro de 2015
Vamos lá: o favoritaço ao Oscar (ora sim ora não) é tecnicamente perfeito.

As cenas que aparentam ser sem cortes, os planos sequências, a psique de cada personagem, a discussão entre a atual decadência versus perseguição pelo sucesso ou vice-versa, a batida da trilha, além da excepcional fotografia e do seu Iñárritu mostrar-se cada vez mais versátil na Direção, são dignos de aplausos.

E, apesar de tudo isso, Michael Keaton não parece mais tão favorito ao Oscar de melhor ator e Boyhood corre firme pela estatueta de melhor filme (sem minha torcida também).

Os vários momentos de entrada e saída em atos nesse filme e os diversos elementos trabalhados pelo Diretor em cena por vezes dispersam o expectador. Por vezes, a dúvida do que é dramatização e realidade perde o sentido. Tanto que, mesmo com um final aberto, é no fechamento do filme que o Diretor resolve trazer de vez a discussão de que a perseguição pelo eterno sucesso em Hollywood pode ser apenas mais uma atuação, quase fantasiosa. Aliás, isso comprova-se quando Keaton anda de cueca pela rua a fim de entrar em cena novamente e fazer uma performance magistral.

O ponto negativo é a personalização desnecessária do Birdman. Não acrescentou nada ao filme e se trabalhado de forma mais sutil poderia ter dado maior relevância ao final.

Mas como no filme, a dramatização é mais interessante que a realidade, sempre.
Icaro G
Icaro G

21 seguidores 42 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 2 de março de 2015
O fascínio do filme é a metalinguagem, ficar imaginando como poderia ter sido filmado algo praticamente sem cortes ou pelo menos que desse a entender que não houve cortes, como um teatro, tudo feito "na vera", na hora, sem erros. É de se admirar a parte técnica, mas pessoalmente, não faz meu estilo "essa merda de falatório, deprimente, filosófico" (isso é um spoiler rsrs, mas pode ficar despreocupado ;) ). É dinâmico, um pouco previsível, as vezes cansativo, todavia, é bom no geral.
Lucas M
Lucas M

18 seguidores 41 críticas Seguir usuário

0,5
Enviada em 18 de fevereiro de 2016
nota 0 (zero) filme monótono, chato, sem história, sem emoção, um lixo de 2015. não sei o que tem de bom nesse filme.
Rodrigo C.
Rodrigo C.

15 seguidores 21 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 28 de abril de 2015
Birdman,o grande vencedor do Oscar 2015, não poderia ser um filme qualquer. Com críticas intensas a indústria cinematográfica, ao próprio público e a cultura atual, Birdman incentiva ao telespectador a ver o mundo do cinema de outra forma, sem glamour, sem encanto e sem magia.

Michael Keaton protagoniza Riggan Thomson, um ator que fez sucesso na década de 90 ao interpretar o herói Birdman, mas que, após recusar o papel para o terceiro filme, acaba caindo no esquecimento cinematográfico. Para tentar alavancar novamente sua curta carreira de ator de sucesso, Thomson decide roteirizar, dirigir e estrelar uma peça teatral para Broadway. Porém, o reconhecimento tão almejado, pode ser difícil de ser alcançado.

A sinopse parece se confundir com a carreira de alguns atros do cinema. A começar pelo próprio Michael Keaton. Para quem não se lembra, ele foi o Batman em 1989 e em 1992, ambos dirigidos pelo famoso Tim Burton. Apesar de nunca ter ficado de fora do cinema, sua participação como protagonista e até em filmes de destaque foi decaindo.

O diretor Alejandro González Iñárritu não economiza ao criticar os filmes de heróis ou os blockbusters, que hoje fazem parte do calendário atual do cinema. O público não se interessa mais por filmes com boas discussões, nas próprias palavras de Birdman "[...] eles querem sangue, explosões e ação." A crítica vai mais além. Os egos inflados, tão presentes nesse universo, também são alvos da análise do diretor. Ultimamente, parece que todos querem a fama, o reconhecimento, querem ser celebridades, lembrados por seus feitos, e buscam isso até o ultimo minuto de sua existência.

Além de uma boa discussão acerca da própria personalidade humana, "Birdman" tenta ser diferente até mesmo na sua trilha sonora ou no seu plano sequência. A trilha sonora é composta somente de uma bateria. Mas utilizada de uma maneira fantástica. Com uma sincronia incrível entre as emoções, sentimentos e as próprias ações dos personagens, podemos sentir um pouco do caos que é o relacionamento e a vida de Thomson. O plano sequência longo, contínuo sem cortes dão outra característica interessante ao filme. A câmera está sempre ali, acompanhando nossos personagens aonde quer que vão, tentando não perder cada detalhe da vida deles. Um experiência incrível pra quem realmente gosta de cinema.

Seria uma transgressão se não falássemos do elenco, afinal, Michael Keaton não está sozinho. Edward Norton (ex-Hulk) interpreta de forma magistral Mike Shiner, um ator famoso, com o ego um pouco inflado, de difícil temperamento, mas que pode salvar a peça de Thomson. Norton quase rouba a cena, mostrando que ainda está em plena forma, com uma atuação impecável. Emma Stone (ex- Gwen Stacy) é Sam Thomson a filha meio revoltada de Riggan. Seus diálogos com o pai são sempre ótimos, bem-humorados e alguns reflexivos. Stone parece a alguns passos do Oscar. Completando o elenco temos Naomi Watts que já emplacou diversos sucessos no cinema como "King Kong", "O Impossível", "Diana" e agora na "Série Divergente", encarna Lesley uma atriz que almeja o sucesso e o reconhecimento; Zach Galifianakis (o gordinho Alan Garner de "Se beber, não case") como Brandon, um advogado/empresário estressado que tenta dar sentido a vida de Thomson, apesar do papel pequeno, Galifianakis mostra que tem o dom da boa atuação.

"Birdman" é muito mais que um filme. É uma reflexão sobre o cinema atual, sobre a cultura, sobre a personalidade humana, sobre nossa constante busca de reconhecimento e nossa necessidade de ser reconhecido.

Por fim, entendo todo o filme como uma crítica do diretor ao cenário atual do cinema. Sendo uma opinião, podemos concordar ou discordar.

Na minha humilde opinião, vejo o cinema como uma forma de entretenimento. Os diferentes gêneros e possibilidades nos dá diferentes formas de entretenimento. "Birdman" é um filme mais introspectivo, um drama que ao final nos faz refletir e pensar. Os inúmeros filmes blockbusters como "Os Vingadores", "Velozes e Furiosos", "Jurassic Park" e outros que estão por vir, são filmes que tem o único e exclusivo objetivo de divertir seu público, e também não vejo mal nenhum nisso. São diferentes propósitos, e devem ser vistos como tal.

Acredito que o cinema tem espaço para todas essas discussões, para todos os gêneros e para todos os filmes. Se ele for bom, tiver roteiros coesos, trilhas sonoras fantásticas, cenários incríveis, efeitos surpreendentes e atuações impecáveis, e se, antes de tudo, fizer parte do universo do telespectador (pois não adianta nada você não gostar, por exemplo, de ficção científica e assistir "Interestelar", com certeza a sua opinião vai estar embasada na sua péssima experiência de assistir a um gênero que você não gosta) ele deve ser visto. Então, acho válido ir ao cinema sim ver "Vingadores", "Star Wars", "Mad Max" e todos os blockbusters que estão por vir, se for para te entreter, compre o ingresso, e tenha um bom filme.
Elson Leonardo
Elson Leonardo

11 seguidores 55 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 5 de março de 2015
Sim, "Birdman" é o melhor filme de 2015 e mereceu vencer o Oscar. O filme é sensacional e tem interpretações muito boas do elenco principal. O filme é original e interessante desde seu roteiro a sua incrível edição. Você se sente extremamente envolvido dentro daquela atmosfera e embarca nos delírios do personagem do Michael Keaton. Sensacional...
Se você curte filmes como "Transformers", "Velozes e Furiosos" ou blockbuster em geral, nem se atreva a assistir este longa. "Birdman" é um filme pra poucos...
Luis R.
Luis R.

24.054 seguidores 759 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 25 de agosto de 2016
Filme é conduzido de maneira muito boa e interessante,a trama agrada com roteiro bem equilibrado,que prende a atenção do telespectador com situações do real e surreal.
Sandro P.
Sandro P.

7.485 seguidores 572 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 18 de fevereiro de 2016
Esperava mais do filme... mesmo assim é imperdível. Excelente a atuação do Michael Keaton. Muito doido! Destaque também para a trilha sonora, de muito bom gosto.
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