Após assistir Starwars 8 por 2 vezes, resumo o filme a uma palavra:
E S P E T A C U L A R !!!!!
Antes de escrever este texto, visitei vários sites e observei as críticas feitas ao filme, tanto pelos especialistas, como pelos internautas em geral e, na minha opinião, percebo que as mesmas se baseiam mais em frustrações de expectativas particulares do que erros reais que o filme possua.
O episódio 7( O Despertar da Força), injustamente criticado, fez algo de uma ousadia absurda, que passou despercebida pela maioria das pessoas e que causou um impacto relevante no episódio 8: A República foi destruída.
Não é simplesmente o desaparecimento de 3 ou 4 planetas, mas sim a aniquilação de todo o suporte humano e tecnológico que a Resistência possuía, inclusive quanto às questões de relações exteriores com outros sistemas. É muita coisa para quem já sofria para fazer frente à 1ª Ordem.
Neste episódio 8, a Rebelião tem pouquíssimas naves( situação que será agravada por um erro de estratégia e um ataque da 1ª Ordem), além de algo em torno de 400 pessoas( incluindo pilotos e equipe operacional).
Em resumo, o filme sempre passa a mensagem de urgência, pois a Resistência está sendo implacavelmente perseguida pela 1ª Ordem e não pode mais se dar ao luxo de contar com os outros sistemas( como fica claro no final do filme), tampouco com os X-Wings, que foram aniquilados.
Quanto aos personagens:
Snoke: onde estava escrito que o Snoke era “essa coca-cola toda” e que ele precisava, necessariamente, ter uma explicação de suas origens? Como dito acima, isso era o que algumas pessoas gostariam que acontecesse, mas que em nada prejudica o enredo do filme.
Kylo Ren e Rey: Simplesmente, eles levam o conceito da Força para um outro nível( como também é explicado pelo Luke), ou seja, ninguém é totalmente bom ou mau. O segredo é o equilíbrio ou, como se diz no filme, the balance. Além disso, os dois consolidam suas posições dentro da saga, no final do filme.
Finn: As críticas a ele são tão hilárias quanto a própria essência do personagem. Ele é e sempre será um dos alívios cômicos do filme, mesmo quando se empenha em ajudar os rebeldes em suas missões, ou seja, ele é o que deve ser e não aquilo que alguns desejam.
Luke: Entre outras coisas, faz uma das revelações mais importantes sobre a Força: Ela não é propriedade de ninguém, nem dos Jedi, nem dos Sith, ou seja, ela está à disposição daqueles que forem sensíveis a ela. Isso explica o fracasso anterior dos Jedi, inclusive o dele, pois foram dominados pela soberba, prepotência, orgulho e vaidade, no tocante à suposta propriedade sobre a Força.
Quanto à luta final: nunca, nenhum outro Jedi, nem mesmo o Mestre Yoda, realizou o feito épico de Luke. Essa é uma das cenas mais icônicas da história de todo o cinema, inclusive pelo cenário, onde o solo tingido de vermelho simboliza todo o sangue derramado em anos e anos de guerras.
Rose: Muitos meteram o pau na personagem, esquecendo-se que ela abriu nossos olhos para uma triste realidade de nossos dias: a vida nababesca que alguns poucos desfrutam depende da destruição de países e escravização/exploração de pessoas( inclusive crianças) e animais. De outra parte, foi protagonista de uma das cenas mais lindas da saga Starwars onde, com um gesto e poucas palavras, expressou o que significa, de fato, amar alguém, ao contrário daquele romancezinho patético da Padmé com o Anakin.
Poe Dameron: piloto fantástico e estrategista desastroso.
Em resumo, vá assistir o filme, mas deixe de lado duas coisas:
a) teorias nerds: não prestam para nada, a não ser para render “likes” para seus autores.
b) expectativa que o filme seja como você quer: tenha em mente que, se dependesse de nós, o filme teria “trocentos” enredos diferentes, pois cada um tem suas preferências e gostos pessoais, ou seja, nunca teríamos um filme. O importante é que a obra seja fiel à saga e isso o filme faz com excelência.
Não se esqueça que Starwars é, antes de tudo, fantasia.
Permita-se voltar a ser criança e apenas curtir o filme.