Star Wars: Os Últimos Jedi
Média
4,3
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cinetenisverde
cinetenisverde

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5,0
Enviada em 14 de dezembro de 2017
Uma série de filmes que mantém uma mitologia sobre uma energia vital no Universo por décadas precisa ser atualizada de tempos em tempos para não perder o compasso com a Ciência. Se na primeira trilogia a Força era algo mais espiritual e na segunda trilogia algo mais biológico, essa terceira trilogia acertadamente a coloca como nem uma coisa nem outra: é algo metafísico. E com isso estabelece pela primeira vez uma base que se pode trabalhar com as diferentes camadas de realidade. Não só mais falamos sobre política em SW (essa dualidade esquerda/direita já cansou), mas sobre filosofia, moral, valores, etc. Quem diria que Star Wars chegaria em sua fase adulta?

cinetenisverde.com.br
Phellype Morissette
Phellype Morissette

1.689 seguidores 480 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 17 de dezembro de 2017
Que Saga é está? Simplesmente, a a cada filme, sendo um melhor doq o outro, dá pra entender o porq desse sucesso, por gerações, filme mais doq espetacular! A luta do bem contra mal é épico, mágico e envolvente, a esperança sempre renasce, não importa como as coisas estão, sempre haverá a esperança! Quero ser cada vez mais fã dessa saga extraordinária, Amei.
Ravi Oliveira
Ravi Oliveira

24 seguidores 510 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 17 de setembro de 2024
Sinopse:
A tranquila e solitária vida de Luke Skywalker sofre uma reviravolta quando ele conhece Rey, uma jovem que mostra fortes sinais da Força. O desejo dela de aprender o estilo dos Jedi força Luke a tomar uma decisão que mudará sua vida para sempre. Enquanto isso, Kylo Ren e o General Hux lideram a Primeira Ordem para um ataque total contra Leia e a Resistência pela supremacia da galáxia.

Crítica:
"Star Wars: Os Últimos Jedi" é um filme que desafia convenções e expande o universo da saga de maneiras verdadeiramente inovadoras. A direção de Rian Johnson traz uma abordagem audaciosa, misturando ação espetacular com momentos profundos e reflexivos. O filme se destaca por sua capacidade de subverter expectativas: personagens que antes eram arquetípicos, como Luke Skywalker, são explorados em profundidade, revelando suas vulnerabilidades e complexidades.

A narrativa é rica em temas como a esperança, a redenção e o sacrifício, que rebatem de forma impactante com o legado de Star Wars. O desenvolvimento de Rey, Finn e Poe se expande, mostrando não apenas seus poderes, mas também suas lutas internas. A dinâmica entre eles e a interação com os personagens clássicos adiciona uma camada emocional que ressoa com o público.

Visualmente, "Os Últimos Jedi" é um banquete para os olhos. As sequências de ação são de tirar o fôlego, combinando efeitos especiais impressionantes com uma cinematografia que captura a grandiosidade e a intimidade das batalhas. Cada planeta visitado, desde a beleza de Ahch-To até a paisagem desoladora de Crait, é visualmente deslumbrante e cheia de detalhes.

Além disso, o filme aborda os dilemas morais da guerra e as consequências de nossas ações, tornando-o mais relevante do que nunca. Os momentos de humor são habilmente dosados, proporcionando alívio cômico sem desvirtuar a seriedade da trama.

"Os Últimos Jedi" também se destaca por seu enfoque na diversidade e na inclusão, apresentando personagens variados que refletem um público contemporâneo. Essa escolha enriquece a narrativa, fazendo com que mais pessoas se vejam representadas neste vasto universo.

A atuação de Carrie Fisher é notável, carregando a narrativa com uma mistura de força e vulnerabilidade, tornando Leia um ícone de resistência e compaixão. Embora tenha sido sua última aparição na tela, a presença de Leia em "Os Últimos Jedi" serve como um tributo emocionante à sua contribuição ao legado de Star Wars e à força da personagem. Sua influência perdura, reafirmando que, mesmo em tempos difíceis, a esperança e a determinação podem prevalecer.

Em suma, "Star Wars: Os Últimos Jedi" é uma obra corajosa que celebra a tradição da saga enquanto abraça a inovação. É um filme que provoca discussão, emocionando e desafiando o espectador a repensar o que significa ser um herói. Seu impacto será sentido por gerações, solidificando seu lugar como um capítulo essencial na história de Star Wars.
Bruno Campos
Bruno Campos

630 seguidores 262 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 27 de janeiro de 2018
Excelente. Ambientação à perfeição - bichos esquisitos, cenários belíssimos, 3D em alto nível - e elementos clássicos homenageando os primeiros episódios (especialmente "O Império Contra-Ataca"). As lutas "à distância" são o destaque do filme. A única nota ruim é o exagero de canastrice de Mark Hamill (o Luke).
Vitor S.
Vitor S.

49 seguidores 64 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 15 de dezembro de 2017
O Início de Star Wars começa tenso e com forte emoção . O 1º ato foi fascinante, fica meio confuso as explicações em relação ao passado, mas
com o passar das cenas você vai encaixando as explicações. Além disso percebemos
a Rey si desenvolvendo rapidamente, porém ainda é muito confuso em relação a suas
habilidades, não posso adiantar nada, entretanto essas dúvidas dela tornam tudo mais
interessante, o mesmo ocorre com o Ben Solo (Kylo Ren). Também vemos momentos
mais leves e a interação do Chewbacca com os "pássaros" locais que é muito
engraçado enquanto isso em algum canto da galáxia um piloto faz uma piada
sarcástica com alguém da 1° ordem que é bem engraçada.
obs.: no 1° ato tem uma cena da nossa querida princesa Leia que é simplesmente INCRÍVEL quem for
ver irá ficar bem surpreso com o que ela fez
Já no 2º ato percebemos a evolução dos poderes da Rey a forma que isso foi
colocada foi muito bem-feita. A forma que é retratado os dois lados da força é simples
e direto e que faz você entender o todo. Enquanto isso em um outro lugar kkkk, vemos
o Finn e amigos em busca de alguém para ajuda-los, o lugar que eles vão é bem chique
só há gente com rendimento alto além disso conhecemos alguns detalhes do passado de uma das pessoas que estão com ele e sua personalidade mais a fundo além de um objeto do incio do filme esta ligado a essa pessoa que esta com o Finn.
O final do 2° ato foi sublime, ver o líder Snoke como ele é foi sem palavras, pois ele é
um mestre na força, persuasivo, uma ser a si ter medo, Ele demonstrou como ele
manipulou a situação inteira de uma forma fantástica nem nos melhores momentos do
Palpatine (Imperador) teria tanto êxito, entretanto o barco vira surpreendentemente
cheguei até a ficar chocado com o que o kylo fez. Muitos achavam que os últimos Jedi
seriam algo equivalente ao império contra-ataca ou o retorno de Jedi, eu digo que foi
uma síntese dos dois que misturou o desespero e o medo com a esperança, criando
assim algo jamais visto nos episódios anteriores, foi um caldeirão de incertezas e de
emoções até o fim lindo que é emocionante eu chorei no final do filme
Por fim a uma linda homenagem a Carie Fisher nossa Eterna Princesa Leia que nos
deixará muita falta.
Os efeitos especiais estavam incríveis como sempre não tenho o
que dizer contra este filme foi simplesmente uma obra cinematográfica perfeita no meu
ponto de vista.
João Carlos Correia
João Carlos Correia

19 seguidores 60 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 27 de janeiro de 2018
Esta é uma história para lá de conhecida, mesmo por quem não é cinéfilo ou nerd ou ambos, mas sempre vale a pena recordar: Há pouco mais de 40 anos, quando um jovem cineasta com apenas dois filmes em seu currículo veio até os produtores de cinema com uma ideia maluca para um filme de ficção-científica, ninguém levou-o a sério e vários estúdios bateram-lhe a porta na cara.

O estúdio 20th Century Fox acabou por concordar em bancar essa ideia, mas, desconfiado com o roteiro (filmes de ficção-científica estavam por baixo na época), agiu como se dissesse "Não me envolva nisso, por favor". Seu desejo foi satisfeito, mas em troca, o cineasta pediu para ficar com os direitos autorais da obra, incluindo o merchandising - camisetas, brinquedos, HQs, etc. O estúdio concordou, pois não levava muita fé no projeto, embora tivesse esperança de, pelo menos, recuperar o investimento.

O jovem cineasta era George Lucas e o projeto maluco que estava a realizar era Star Wars, que, não só recuperou o dinheiro investido, como conquistou sete Oscars; tornou-se, na ocasião, o filme de maior bilheteria de todos os tempos e, com os direitos de autor adquiridos em seu nome, o diretor principiante tornou-se um milionário. Com Star Wars, Lucas consolidou a era dos "Blockbusters" ("Arrasa-Quarteirões", os filmes campeões de bilheteria), transformou-se em gênio do cinema, produtor de sucesso e guru geek. Muito do que se faz na indústria do cinema hoje em dia está ligado, direta ou indiretamente, a esse filme.

A saga que esse diretor imaginativo criou sobre os cavaleiros Jedi, os Sith e o clã Skywalker ultrapassou as fronteiras do cinema, dos estudos acadêmicos e hoje faz parte da cultura mundial. Não existe uma pessoa neste planeta que já não tenha ouvido falar sobre algum dos filmes e seus personagens. Pouquíssimos trabalhos tiveram uma influência tão grande a um nível tão amplo. Por isso, nada mais adequado que, no ano no qual se comemorava os 40 anos do lançamento dessa película genial, fosse lançado mais um episódio da odisséia ocorrida há muito tempo atrás em uma galáxia muito, muito distante, Star Wars: Os Últimos Jedi.

A tirânica Primeira Ordem encontra o planeta onde estão escondidos os integrantes da Resistência liderados pela General Leia Organa (a estadunidense Carrie Fischer, de Loverboy - Garoto de Programa) e lança-se ao ataque. Um contra-ataque liderado pelo Comandante Poe Dameron (o guatemalteco Oscar Isaac, de Ex Machina: Instinto Artificial) é bem sucedido, mas a um preço muito alto, o que faz com que seja rebaixado pela General Organa.

O Líder Supremo Snolke (o inglês Andy Serkis, da saga O Senhor dos Anéis), castiga o General Hux (o irlandês Domhnall Gleeson, da franquia Harry Potter) por ter deixado os resistentes fugir, mas o oficial usou um rastreador para seguir as naves e a perseguição começa. Kylo Ren (o estadunidense Adam Driver, de Paterson), lidera um novo ataque, mas hesita em atirar na nave onde está sua mãe, Leia. Caças da Primeira Ordem atiram e a nave explode. Graças à Força, Leia consegue sobreviver, mas fica muito ferida. A Vice-Almirante Amilyn Holdo (a também estadunidense Laura Dern, de Coração Selvagem) assume o comando e ordena a fuga em naves de escape, o que contraria Poe.

Poe e Finn (o inglês John Boyega, de Detroit em Rebelião) consultam Maz Kanata (a queniana Lupita Nyong'o, de Doze Anos de Escravidão) para saber se há alguém que possa quebrar o código do rastreador da Primeira Ordem. Maz diz que há um na cidade de Canto Bight. Finn, o dróide BB-8 e a mecânica Rose Tico (a estadunidense Kelly Marie Tran, de XOXO: A Vida é Uma Festa) vão até Canto Bight, são presos e, na cadeia, encontram o vigarista DJ (o porto-riquenho Benicio de Toro, de Che) que afirma saber como quebrar o código.

Rey (a inglesa Daisy Ridley, de Assassinato no Expresso do Oriente) chega à ilha do isolado planeta Ahch-To e lá encontra o Mestre Jedi Luke Skywalker (o estadunidense Mark Hamill, de Kingsman - Serviço Secreto). Rey pede a Luke para juntar-se à Resistência contra a Primeira Ordem. Mesmo após Rey contar-lhe sobre o assassinato de Han Solo por Kylo Ren, Luke, ainda assim, recusa o pedido da moça. Porém, ao perceber como a Força é grande nela, decide ministrar-lhe o treinamento Jedi.

Ao ler-se o resumo da trama acima, a impressão que passa é a de um filme comprido. A impressão é correta, aliás este é o mais longo de toda a saga. Mas, Star Wars: Os Últimos Jedi flui tão bem na tela que não se sente o tempo passar, mesmo com tantas tramas paralelas.

A saga sempre criticou, seja de modo aberto ou sutil, a ordem estabelecida, as ditaduras, o imperialismo, a corrupção e o sistema capitalista que geram problemas como intolerância, preconceito, racismo e xenofobia e levam os seus personagens não apenas a uma batalha do Bem contra o Mal, mas a uma verdadeira guerra de classes. Basta lembrar da cena na qual a Capitã Phasma (a inglesa Gwendoline Christie, de O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus) chama Finn de "escória rebelde".

Em pleno século XXI, o mundo - e, em particular, o Brasil - está novamente às voltas com o trabalho escravo e Star Wars: Os Últimos Jedi não deixa de criticar essa prática odiosa (o que já havia sido feito no Episódio I) mostrando os escravos, a maioria meninos e meninas, de Canto Bight, uma cidade-cassino frequentada por "coxinhas do espaço" e bandidos de todo o tipo, inteiramente corrompida e decadente que disfarça essa corrupção e decadência com um manto de luxo feito com o suor e o sangue dessas crianças escravizadas e com o dinheiro da jogatina. E, ainda assim, consegue seduzir os tolos com a miragem da riqueza.

Como é de praxe, acompanhando o sucesso, vem as polêmicas e a saga Star Wars as têm, em particular as de cunho religioso como o esoterismo da Força, o nascimento de Anakin Skywalker sem a presença física de um pai, o que fez muitos seguidores de crenças diversas - principalmente os fundamentalistas - protestarem; e a semelhança do personagem Chirrut Imwe, de Rough One - Uma História Star Wars, com a figura bíblica Nicodemos.

Em Star Wars: O Último Jedi, o Mestre Jedi Luke Skywalker juntou doze discípulos para ensinar-lhes o caminho da Força. Dentre esses discípulos estava Ben Solo, que traiu seu mestre indo para o lado negro e tornou-se Kylo Ren. Um mestre, doze discípulos e um traidor entre eles? Soa familiar...

Porém, Star Wars: O Último Jedi não é apenas denúncia e polêmica, também é diversão no mais alto nível com suas cenas de ação, humor harmoniosamente intercaladas e entrosadas com as de comoção e romance, o que mostra que a decisão de chamar o cineasta estadunidense Rian Johnson (de Looper: Assassinos do Futuro) para dirigir o filme foi acertadíssima. Rian conduz a direção com maestria, sendo fiel ao que foi feito nos anos anteriores e colocando, também, seu toque pessoal (é o autor do roteiro). Foi um trabalho tão bem feito que fica difícil escolher um momento marcante entre tantos que a película tem.

George Lucas baseou a sua obra, desde o primeiro filme, na leitura do livro O Herói de Mil Faces, do professor universitário e mitologista (especialista em mitos) Joseph Campbell (1904-1987). Foi nesse livro que Lucas descobriu o conceito do "Monomito", também conhecido como "Jornada do Herói", que pode ser resumido assim: o herói vive tranquilamente em seu mundo quando lhe é dada uma missão. A princípio, ele reluta - ou mesmo recusa - em assumir essa responsabilidade, pois não quer abandonar sua zona de conforto. Porém, ao encontrar um mentor, ele atende ao chamado. Em sua jornada, encontra aliados e enfrenta testes, provações, inimigos e até mesmo a morte, mas, após passar por grandes sofrimentos, vence, cumpre a sua missão e retorna ao seu mundo transformado.

Simples, não é? E profundo. E essas simplicidade e profundidade são a linha-mestra de Star Wars: Os Últimos Jedi. Mas se você pensa que o herói, ou melhor, heroína, é Rey, está redondamente enganado. O herói é justamente aquele que iniciou a sua jornada 40 anos atrás, Luke Skywalker - mais especificamente o seu intérprete, Mark Hamill.

Mark Hamill é um daqueles casos nos quais o grande sucesso alcançado pelo personagem interpretado tornou-se o seu dilema. Fora da saga, Mark não teve muito destaque, apesar de bons trabalhos como em Agonia e Glória (1980). É verdade que o acidente de carro ao final das filmagens de Star Wars, atrapalhou, mas ele estava tão identificado com o aprendiz de cavaleiro Jedi, que ficou difícil arrumar bons filmes para atuar. Nesses anos todos, o seu principal trabalho foi como dublador, especialmente em Batman, a Série Animada (1992-1995), na qual fazia a voz do arqui-inimigo do Cavaleiro das Trevas, o Coringa.

Em Star Wars: Os Últimos Jedi, Mark - e o Mestre Jedi que encarna - exorciza seus demônios. Ele está simplesmente magnífico como um envelhecido e amargurado Luke Skywalker, que se auto-exila em uma ilha isolada longe tudo e de todos atormentado pelas lembranças, mas, ao mesmo tempo, mostra um senso de humor refinado, bem diferente do jovem Luke dos filmes anteriores. E, ao enfrentar de coração e alma a grande batalha, encerra um ciclo e obtém a redenção, tanto na vida real quanto no universo da saga.

Por essa brilhante atuação, Mark Hamill merecia ao menos uma indicação ao Oscar, mas, ao que aparece, o lado negro da Força influenciou os membros da Academia de Hollywood...

A atlética, bonita e talentosa Daisy Ridley prova a cada episódio que é uma digna sucessora de Hamill. Sua personagem, Rey, tem a mesma coragem e impetuosidade de Luke Skywalker em sua juventude. Porém, ao contrário do fazendeiro de Tatooine, tem uma alma mais complexa, a qual está em uma jornada de autoconhecimento e constante batalha com seu lado sombrio. Graças a Daisy, Rey já é uma das grandes heroínas de Star Wars.

Sempre que John Boyega surge em cena, as pessoas percebem que ele não é, como já disseram, apenas uma versão mais jovem do grande Sidney Poitier (Ao Mestre Com Carinho). Ele tem seu próprio estilo, que melhora a cada trabalho realizado e não são poucos aqueles que acham que será o grande astro dos próximos anos.

No mesmo nível está Adam Driver, que fez com que o vilão Kylo Ren não se tornasse um outro Darth Vader, mesmo sendo seu neto. Uma grande sacada do filme está em provar que um vilão, para ser sinistro, não precisa usar máscara. Mérito de Adam, que mostra Kylo Ren como um personagem atormentado e dividido, sempre em um terrível combate interno contra seu alter-ego, Ben Solo.

Entre os coadjuvantes, há três que são considerados "de luxo" e, portanto, se destacam: Oscar Isaac, Laura Dern e Benicio del Toro.

O personagem de Isaac, Poe Dameron, é como uma mistura do jovem Luke Skywalker com Han Solo e está cada vez mais popular entre os admiradores da saga.

A Vice-Almirante Holdo, interpretada por Laura Dern, é uma mulher forte, independente e que não hesita em usar sua autoridade sempre que necessário, mesmo com aqueles com quem simpatiza e, para mim, pelo impacto que causa, é uma personagem que poderia ter sido melhor aproveitada.

Benicio del Toro tem experiência em interpretar marginais nojentos - já o havia feito em 007: Permissão Para Matar (1989) - e o seu personagem DJ é daqueles que a platéia ama odiar e que dá vontade de estrangular, mas, por outro lado, sempre dá vontade de saber qual será a sua próxima maldade.

É claro que não poderia deixar de falar de uma mulher fundamental da saga: Leia Organa e sua intérprete, Carrie Fisher. Assim como em Rough One, sua presença em Star Wars: Os Últimos Jedi é comovente e sua atuação é serena e marcante, também digna de um Oscar, como se soubesse o que iria acontecer em breve. Assim como Hamill, Carrie também encontra sua redenção no filme. Ao vê-la em cena, é difícil acreditar que não se encontra mais entre nós. De minha parte, prefiro pensar que, tal qual a Princesa de Alderaan, Carrie foi salva pela Força e encontra-se nos braços de um grande amor.

Rian Johnson chamou um velho chapa com quem trabalhou em seus outros filmes para realizar a fotografia: Steve Yedlin (Terremoto: A Falha de San Andreas), que faz jus à confiança depositada seja mostrando a natureza exuberante da bela ilha de Skelling Michael (pertencente à Irlanda, que possui um mosteiro construído no século VI d.C., e foi nomeada Patrimônio da Humanidade pela ONU), ou na aridez rígida de Salar de Uyuni (o maior deserto de sal do mundo, localizado na Bolívia).

O que posso falar do grande mestre das trilhas sonoras, John Williams (Superman, o Filme) que já não tenha sido dito? Muito da identidade de Star Wars se deve à soberba trilha sonora composta por ele. Aos 85 anos de idade, nem pensa em se aposentar e já confirmou que irá compor a trilha do Episódio IX (que, novamente, terá a direção de J. J. Abrams, do Episódio VII). O fãs de cinema do mundo inteiro agradecem.

Assim como no filme anterior, em Star Wars: Os Últimos Jedi há várias referências ao episódios anteriores, principalmente aos Episódios V e VI. Homenagens? Talvez. Mas, acredito que seja também uma ligação tanto para os episódios anteriores quanto para a próxima trilogia, cuja produção já foi confirmada pelos estúdios de Walt Disney e com datas de lançamento ainda a serem confirmadas.

Alguns fãs mais radicais chegaram a criar uma petição na internet para que Star Wars: Os Últimos Jedi seja retirado do cânone de Star Wars por ser "diferente demais". Bobagem. Este Episódio VIII é um daqueles filmes que se tornam clássicos instantâneos e, para mim, após os Epísódios IV e V (não necessariamente nessa ordem), é o melhor de toda a saga. Porém, eu até compreendo essa atitude. É o medo da perda, de não poder ver mais todos aqueles personagens que tanta alegria trouxeram às nossas vidas.

Embora seja triste não poder ver mais pessoas a quem se ame ou se afeiçoe, seja na realidade ou na fantasia, é preciso seguir adiante. A vida é assim. Em Star Wars: Os Últimos Jedi certos personagens lembram a lenda do pássaro que, pouco antes de morrer, entoa um canto tão belo que o mundo inteiro interrompe o que está a fazer para ouvir a linda melodia e Deus sorri no céu.

E nós, aqui na Terra (ou mesmo em uma galáxia longínqua), continuamos a ir em frente, sem olhar para trás e ouvindo, cada vez mais longe, o canto nostálgico desse pássaro.
Vinícius M.
Vinícius M.

14 seguidores 54 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 15 de dezembro de 2017
Ahhh o grande dia finalmente chegou!!! A expectativa tava la nas estrelas!!! Essa semana inteira para onde olhava via uma galáxia muito muito distante!! Ja se passaram 2 anos depois do episódio 7 e voltar para a saga mais amada da cultura pop de todos os tempos foi uma experiencia nova!!

Star Wars The Last Jedi, do Diretor Rian Johnson, inicia logo após o Despertar da Força (2015, J.J. Abrams), e começa com o encontro de Luke (Mark Hamill) e a Rey (Daisy Ridley) na ilha remota aonde nosso mestre Jedi esta recluso e amargurado. A Primeira Ordem esta no encalço dos rebeldes e logo de cara mostra todo seu poderio e impiedade!! Nessa perseguição temos o ousado Poe Damaron, (Oscar Isaacs) - A Hell of a Pilot - e o Finn (John Boyega) fazendo de tudo para escapar das mãos do novo império!!

Nossa amada Princ….digo General Leia (Carrie Fisher), sente cada perda dos rebeldes e busca aliados para manter a esperança da Republica acessa…os rebeldes estão encurralados…o Supremo Líder Snoke (Andy Serkis) sente que o fim esta próximo e seu discípulo, o maldito Kylo Ren (Adam Driver), conduz a perseguição final…Rey precisa convencer Luke a ajuda-los…não esta fácil para nossos heróis….é nesse tom de opressão que o novo filme começa.

Incrível como a saga voltou com tanta força após a aquisição da Disney e mais incrível ainda é como ela esta sendo bem tratada. Não são “só” os maravilhosos trailers que instigam, apresentam o novo mas ao mesmo tempo mantem todo o mistério do filme, não são “só” os personagens carismáticos e apaixonantes como a Rey (Daisy Ridley), o Finn (Jhonn Boyega) e o Poe Damaron (Oscar Isaacs). Existe todo um cuidado com a nova saga impressionante que nem mesmo George Lucas poderia imaginar que ela alcançaria esse patamar!!

Todo esse cuidado com a serie tem um nome. A produtora dos novos é filmes Kathleen Kennedy!!! Ela é o Kevin Feige de Star Wars mas posso afirmar que nem mesmo ele consegue tratar o universo Marvel tão bem como a Kathleen cuida da saga Star Wars!!

É um filme corajoso que leva a saga adiante ao mesmo tempo que respeita e honra sua historia passada. A passagem de bastão é feita de maneira imprevisível e canônica com a historia da serie. O foco da história são Kylo Ren, Rey e o Luke!! Alias como o Mark Hamill evoluiu nesses anos todos…é o melhor personagem do filme!! Não curti muito o Snoke e a personagem nova Rose (Kelly Marie Tran), ela esta um pouco acima do tom. Uma grata supresa foi a Vice Almirante Holdo (Laura Dern), uma atriz a altura do ótimo elenco. Um pouco de justiça para a Capitã Phasma (Gwendolne Christie) mas ainda assim ela continua sendo o Boba Fett da vez…

Por fim ESQUEÇA todas as bobagens de teorias da internet!! NADA de Jedis “cinzas”!!
Até a despedida da nossa amada Princesa foi diferente de tudo o que imaginamos. Esse filme avança a historia para a nova geração trazendo algo novo inclusive para os velhos de guerra que acompanham desde o primeiro filme ate aqui. Não é o Império Contra Ataca (1980) mas é tão bom quanto!! Nota DEZ!!!

Ps.: Assista na maior e melhor tela possível. A fotografia desse filme é espetacular!!
Filipe N.
Filipe N.

28 seguidores 52 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 18 de dezembro de 2017
Sensacional! Tudo que um verdadeiro fã de Star Wars poderia esperar. Filme mto bem feito, em todos os detalhes, o que é raro de se ver hj em dia. Pode ir ver sem medo de ser feliz.
Jonas B
Jonas B

5 seguidores 29 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 18 de dezembro de 2017
Rian Johnson teve uma tarefa mais difícil do que a de J.J. Abrams em O Despertar da Força: transformar a maneira de se contar uma história Star Wars, utilizando todos os elementos disponíveis com habilidade, coerência e o respeito que os fãs antigos merecem. Ao mesmo tempo, Os Últimos Jedi é um filme moderno e sintonizado com o agora, que mira e acerta nas próximas gerações de fãs que serão responsáveis por perpetuar a franquia mais importante da história do cinema. Com o balanço ideal de emoção, humor e técnica, este é um produto calcado no passado, pensado como um filme do presente e com os olhos voltados para o futuro. Em suma, é o Star Wars que o mundo de hoje merece. É o melhor Star Wars deste século, entrega todos os elementos que amamos de uma maneira criativa e renovada, que fará você vibrar, rir e se emocionar. Alguns fatos se desenrolam rapidamente e sem muita explicação e as tramas paralelas não tem tanto peso na história principal, mas nada que atrapalhe o resultado épico. The Last Jedi é uma ópera espacial de escala colossal que resgata o senso de cinema espetáculo de modo pouco visto hoje em dia. Uma ótima preparação de terreno para a conclusão da nova trilogia. Temos um clássico!
RodolfoNEO
RodolfoNEO

25 seguidores 28 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 17 de dezembro de 2017
Um dos filmes mais originais da saga. Estou buscando palavras ainda depois da pré-estreia mas acredito que atingiu todas as minhas expectativas com suas surpresas e desfechos.
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