Implacando...
Associar filmes de ação com atores de bom histórico no que diz respeito a interpretações dramáticas nem sempre é alvo comum, principalmente por se tratar de situações inóspitas. Evidente que astros do naipe de Tom Cruise, Denzel Washington e até mesmo Lian Neeson sejam regularmente listados como astros de ação. E isso não é por menos, já que são responsáveis por obras rentáveis na telinha.
Na terceira parte da franquia protagonizada por Lian Neeson, o alvo da vez é sua ex-esposa, mas não para ser "abduzida" pelos vilões, mas assassinada. Isso dá um teor mais caótico ao filme, já que a personagem vem sendo utilizada, ainda que pouco, desde o primeiro episódio. Como se não bastasse, o protagonista Bryan Mills acaba acusado do crime e, evidentemente, foge para provar sua inocência, usando assim, todos os meios ao alcance do ex-agente do governo.
A correria estilo gato e rato promovida pelo roteiro faz com que Mills se depare com um duelo em duas frentes, uma com os vilões de fato outra com a polícia, ainda que este segundo atue em uma linha correta. Este dueto, se é que podemos chamar assim, acaba se tornando divertido, pois a tensão em lidar com ambos faz com que Mills tenha que se safar de diversas situações enquanto fica atento à outra instância.
Embora tente seguir uma linha similar aos dois primeiros, com um ex-agente do governo capaz de usar qualquer tipo de intervenção para solucionar seus problemas, este terceiro episódio é mais comedido, mantendo a linha de ação mais tradicional possível. Apesar de ter sequências até interessantes, como a do container (estranhamente editada) e a "fechada" do porsche no ato final até se diferem em seu conteúdo, inclusive convencendo do ponto de vista estético.
Mesmo sendo um filme nitidamente de ação, o roteiro ainda tenta, dado seu ponto de partida, ser dramático, algo que acaba falhando, já que o melodrama se hospeda quando os personagens tentam lembrar do ocorrido, sem pontuar em nada tal circunstância. Neeson até cumpre bem seu papel, mas drama é algo que o filme não precisava de modo algum... ainda mais com a chata da Maggie Grace mais uma vez mostrando não ter nada de atriz.
Apesar do roteiro previsível, incluindo ainda uma premissa já bem batida, Busca Implacável 3 acaba divertindo pelas boas cenas de ação e, claro, pela presença sempre notável do irlandês Lian Neeson. O diretor Olivier Megaton não acrescenta muito à franquia neste episódio, mas ainda sim seus pouco menos de 2h de duração conseguem entreter de maneira modesta, mas eficaz.