007 - Sem Tempo Para Morrer
Média
4,1
482 notas

69 Críticas do usuário

5
12 críticas
4
10 críticas
3
20 críticas
2
11 críticas
1
11 críticas
0
5 críticas
Organizar por
Críticas mais úteis Críticas mais recentes Por usuários que mais publicaram críticas Por usuários com mais seguidores
Billy Joy
Billy Joy

4 seguidores 51 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 6 de outubro de 2021
A maior vulnerabilidade de seu protagonista se tornou algo marcante na filmografia de Craig como 007. Contudo, é realmente aqui que isso assume um verdadeiro caráter de valoração desses sentimentos afetivos em detrimento da espionagem em si. Nesse sentido, Sem Tempo Para Morrer acaba sendo muito mais uma tragédia romântica do que um filme de ação.

A sequência pré-créditos entre Bond e Madeleine já articula o tom do filme. É uma cena que possui todo o dinamismo na encenação violenta, característico da franquia, mas que se encerra numa nota melodramática ao melhor estilo Brief Encounter. Interessante perceber que, mesmo com toda a inovação tecnológica que a mise-en-scène de ação contemporânea carrega, o romance agregado a isso ainda encontra força na simplicidade de uma despedida de trem.

A atitude de Bond no filme evidencia muito essa maior preocupação com o lado afetivo e, se por um lado funciona muito bem no melodrama, por outro prejudica o envolvimento mais próprio na ação frontal do filme. Não me parece um filme que consegue se renovar tão bem na progressão do aspecto cênico da ação. São poucas as cenas que realmente conseguem sobreviver pela peculiaridade dos cenários ou mesmo pela imprevisibilidade do que acontece. Talvez o grande momento nesse sentido seja a sequência que se inicia na casa de Madeleine e resulta no confronto na floresta.

Isso se torna problemático tanto por sua longa duração, quanto pela grande quantidade de personagens que passam em tela, nem sempre mantendo a narrativa num ritmo que realmente envolva. Na verdade, o tamanho do filme acaba se justificando muito mais pelo alongamento das despedidas, progressivamente inevitáveis, do que pela ação intrincada e de difícil resolução.

Com certeza o melhor aspecto do filme de Fukunaga está na maneira como ele concilia o senso de dever, característico de Bond, com uma atitude bastante evidente de maior preocupação com o que é periférico aos seus objetivos como agente. "Será rápido" é uma frase frequentemente proferida aqui pelo protagonista em situações aparentemente complicadas. Seus gestos e expressões evidenciam um descolamento daquela ação imediata, uma preocupação com algo que não se manifesta frontalmente, um lado mais humano e, de modo progressivo, mais importante.

Podemos perceber isso já na anteriormente citada sequência pré-créditos, durante a cena de tiroteio no seu carro blindado. A atitude de Bond não se justifica somente pela postura calculista de um agente experiente. Sua inação momentânea sugere um devaneio causado pela suposta traição afetiva que teria motivado tudo aquilo. A ação violenta do filme entra numa espécie de suspensão que é bastante peculiar, como se fosse necessário um momento de reflexão ao que tudo aquilo significa para o protagonista.

Mas é na sequência final que essa ideia se consolida. Chama a atenção como a mise-en-scène e a montagem conseguem articular bem essa situação de personagem ilhado. Com todas as suas ajudas e elos afetivos já distantes e seguros, Bond se entrega a uma ação como purgação final de seu personagem e, por fim, ao fatalismo da impossibilidade de volta.

Do vilão principal até seus agregados, há uma importância apenas superficial. O próprio discurso final do personagem de Malek é muito mais sobre Bond do que sobre ele mesmo. Seu discurso e a composição visual do quadro nesse cenário saído de uma tragédia grega trabalham para ressaltar o melodrama fatalista.

Paradoxalmente, o final da saga de Craig não é, então, sobre o que acontece com seu personagem, e sim sobre o legado que ele deixa. As escolhas dramáticas e estéticas de Fukunaga trabalham num melodrama não como mero subproduto da ação característica, mas como razão para existência da mesma.
Vitor Nazareno
Vitor Nazareno

2 seguidores 9 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 3 de outubro de 2021
Bom filme. Quem assiste um filme do 007 já sabe muito do que vai encontrar, é uma fórmula pronta, mas que entretém. Filme com boas cenas de ação (em especial algumas que parece que o espectador faz parte da cena com takes contínuos), boas cenas de romance, embora o enredo seja um pouco genérico e alguns diálogos poderiam ser reduzidos.
Lucas Souza
Lucas Souza

2 seguidores 10 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 23 de outubro de 2021
Mais que merecido essa despedida para Daniel Craig que elevou o patamar da franquia 007, boa sorte para o próximo ator pois estará na sombra de um ícone, que até parece que nasceu para interpretar James Bond. O filme é ótimo e irá surpreender positivamente a grande maioria dos apreciadores da série.
Anderson Sousa
Anderson Sousa

1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 17 de outubro de 2021
Muito bom pq é uma visão diferente de todos os outros filmes e um final inesperado. Vale a pena
Burgos
Burgos

1 crítica Seguir usuário

4,5
Enviada em 11 de novembro de 2021
Valeu mesmo, apesar de achar que fosse um pouco melhor. O ator é excelente e o filme transcorre com bastante ação. Se nã fosse tanta mentira, eu daria nota 5.
Vmeschick
Vmeschick

3 seguidores 35 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 30 de novembro de 2022
Em comparação com os outros filmes da franquia 007 deixa um pouco a desejar. Ocorre que é um filme de despedida de Daniel Craig e, como sempre, a atuação desse ator é impecável. Vale a pena assistir.
Edson R
Edson R

1 seguidor 15 críticas Seguir usuário

1,5
Enviada em 10 de maio de 2022
Olha, quem achar que esse filme é o melhor de 007, não chega nem perto de saber, ou muito menos conhecer, James Bond, pois há muito, em troca de merchandising, do politicamente correto, mas nem tanto tiraram as características que tornavam 007 único. Agora ele virou um simples lutador de MMA, como tantos outros que o tentaram imitar, tipo Jason Startham, Bounier, etc., ou seja, só sai por aí dando porada, para no final dizerem para ele que tudo mudou e nada daquilo que ele lutou valeu a pena. Dentro desse ciclo de mudanças, trazem lixos para a sétima arte. Inventam que o próximo 007 seria mulher, preto, chinês, etc como se essas características fossem coisas de outro mundo. Agora, pode ser qualquer um, pois o mito 007 morreu, desde o último James Bond sagrado nas telas por Pierce Brosnam. O que veio depois nem chega a ser novidade ou diversão pois é igual a tantos outros que tem por aí. Quem quiser ver James Bond na su
a essência assista aos filmes de Pierce Brosnam para trás, aí podemos conversar.
Danilo Tedros
Danilo Tedros

1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 2 de outubro de 2021
muito bom de maissssssssssssssssssssss
vai ganhar o óscar
007 é vida
007 é brasil e o mundo em que vivemos
Fernando Silva Cruz
Fernando Silva Cruz

6 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 9 de fevereiro de 2025
De certa forma gostei da atuação final do Daniel Craig como o agente 007(James Bond) só achei que algumas histórias que foram adicionadas a essa trama tinham que ser melhor elaboradas, mas no meu ver ainda é um bom filme de ação.
Rogerio Scialo
Rogerio Scialo

2 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 12 de outubro de 2021
Este ficaria entre o 5º ou 6º melhor da série existente deste personagem.
Ian Fleming, criou um personagem que fez gerações se divertirem, este deste filme, pode mudar a sequência de emoções que estamos acostumados com o 007.
Não vou dar spoiler, bons atores, mas alguns ficaram devendo muito.
Quer ver mais críticas?
  • As últimas críticas do AdoroCinema
  • Melhores filmes
  • Melhores filmes de acordo a imprensa