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Helena M.
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5,0
Enviada em 21 de setembro de 2014
Desnude Público A jovem e talentosa atriz Elena Costa foi para os Estados Unidos em busca de seu grande sonho, sonho esse que ruiu mediante a solidão e a dor que sua personalidade sensível não puderam suportar. Petra vai ao encontro da figura da irmã pelas ruas de Nova York, munida com uma câmera de celular, seus depoimentos pungentes e as fitas de áudio e vídeo que haviam sido gravadas por Elena ao longo de sua breve vida. Tais recursos fazem a produção, além de ter um custo reduzido, apresentar uma atmosfera confessional. Mergulhamos nas memórias familiares através dos filmes caseiros nesse ambiente extremamente intimista e pessoal, fazendo com que a aproximação com o espectador seja quase obscena em flagrantes de cenas tão particulares, dentre as quais se destacam as danças leves, provocativas e poderosas de Elena como elemento de transição para um mundo onírico. A admiração profunda que Petra nutre pela irmã e a tentativa irrefreável de buscar o seu mundo trazem à tona a temática da intensidade do amor fraterno. O próprio fato de Petra ter seguido os passos da irmã, metafórica e literalmente, nos provoca o entendimento de quanto o filme é visceral em sua delicadeza. Ao apresentar os depoimentos de sua mãe sobre o dia do suicídio de Elena e a leitura de sua carta de suicídio e atestado de óbito, Petra torna nossa a dor da irmã e nosso também o sofrimento de sua mãe. Somos tragados, entre compadecidos e desconcertados, pelas tormentas dessas três inquietas e intensas mulheres. Petra busca sua própria identidade na transição da infância para a vida adulta e em Elena encontra seu referencial, tendo semelhanças notáveis com ela. Confundem-se em imagens desfocadas e distorcidas que trazem as lembranças de Elena, ainda tão presente na memória daqueles que a conheceram, mesmo após tantos anos. O fantasma da tragédia familiar está sempre presente, quase palpável, rondando a juventude de Petra e deixando tensos os que acompanham seu desabrochar. E a jovem se expõe, desnuda-se em público, atira-nos sua dor. O documentário, poético demais para receber tal classificação, é sua catarse, a expiação de seu sofrimento. A encenação de suas mortes na água, símbolo da purificação e do renascimento, nos mostra que o processo que acompanhamos Petra passar durante o filme a liberta. E ela pode então finalmente dançar pelas ruas de Nova York.
Encantada. Apaixonada. Não sei descrever o que sinto nesse momento. É como se eu tivesse assistido algo que me invadiu, me persuadiu e me fez mais leve. E ao mesmo tempo, tomada por um sentimento de vazio.. me faço em água. Enfim, assistam, mas assistam com a mente e o coração aberto. Não iram se arrepender.
Tocante, sensível, me emocionei muito. Indicação para salas de estudos aprofundados da Psicanálise e Psicologia (salas que levem a sério os estudos da alma, traumas, etc). Fotografia sensacional. Embora um documentário, me lembrou Lars Von Trier em alguns momentos. Parabéns, Petra. Elena (sem o meu 'H') está te iluminando, com toda certeza.
Elena, uma menina que tudo o que queria fazer era arte, e nada mais na vida. Procurava a felicidade através da autossatisfação e quis ir longe com isso. A partir dessa historia verídica foi desenvolvido o documentário pessoal dirigido por uma das personagens do filme.
O vídeo foi feito seguindo uma tendência artística pop que consiste em olhar para o passado e admirá-lo, isso se mostra principalmente na fotografia, onde os filtros envelhecedores são usados em abundância, as cores são apagadas e o recurso de desfoque é tão explorado que chega a incomodar. Também são usados vídeos originais amadores, dando uma atmosfera mais vintage ainda ao filme.
Esses elementos até um certo ponto, atrelados à narrativa, causam a reação esperada no público. Sente-se o filme, junto à trilha sonora e a voz doce da narradora. Mas a partir do clímax e do desfecho final, o longa ganha um ar monótono e todos os elementos que pareciam contribuir para uma boa experiência cinematográfica se mostram fracos e sem sentido. A história não prende mais a atenção e o filme aposta unicamente nas sensações, explorando o sentimentalismo e uma falsa poesia. Mas a hora de emocionar já passou, e isso se enrola por mais de 30 minutos.
A fotografia do filme é impecável, mas tendo uma historia tão interessante em mãos, acho que poderia ter sido feito um filme mais à altura, bem menos monótono.
Ainda em estado de choque e graça com o filme Elena. Acabei de chegar da sessão, estou zonza e feliz. Chorei muito. O filme é lindo e me tocou profundamente. É impossível não perder o ar em alguns momentos, e ganhar o fôlego em seguida, através de uma poesia que liberta. O filme é extremamente poético e envolvente. Dignifica a existência de quem não sobreviveu às dores da alma e representa em si o fruto da dor e de uma busca corajosa e feliz, apontando novos caminhos...um super filme!
Muito além de ser um filme de ficção, ou ser um documentário, ou ser uma simples obra audiovisual, Elena é uma experiência cinematográfica, das mais arrebatadoras possíveis. Eu não sei o que Petra Costa fez ali, só sei que conseguiu me enternecer de tal maneira que eu posso dizer, com todas as letras e expressões possíveis que foi nesse longa aqui o momento em que mais chorei numa sala de cinema. E não foi um choro simples... Fiquei em prantos. Eu não sou de chorar em filmes, dá pra contar nos dedos os filmes em que eu tenha me emocionado a esse ponto, porém, Elena é transcendental. Vou levar pra vida.
Não perdendo nada a grandes e antigos filmes, clássicos do drama, que eu já vi em toda minha vida de cinéfilo, a história triunfa de tal maneira que consegue envolver com a poesia de toda aquela história, misteriosa, sombria... sem parecer pedante. E é um êxito gigantesco, muitos filmes que têm essa pretensão, não escapam desse tipo de erro. É assombroso que o filme se garanta.
Estou até meio atônito pra escrever sobre Elena. Até porque, o melhor a se fazer é ir pra sessão sabendo nada. Ou pouco. O menos possível. Eu vi o trailer, imaginei que estragasse a experiência como tantos outros, mas não: só instiga, como um bom trailer tem que fazer. E é gratificante demais que o filme, não só corresponda, como ultrapasse com muito vigor as expectativas nos trazendo surpresas e novidades.
Estamos aqui diante de um dos grandes filmes do ano, de uma verdadeira obra-prima. Sensorial, emocionante, sedutor, extasiante. Onde o difícil é voltar à vida normal depois de sua exibição.
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