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Cinema em Cena
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Cada revista ou jornal tem seu próprio sistema de avaliação, que será adaptado ao sistema AdoroCinema, de 0.5 a 5 estrelas.
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Cinema em Cena
Homenagem não só à Vera Sílvia, mas a todos que enfrentaram a ditadura e foram por ela destruídos, "A Memória que me Contam" é uma pequena obra-prima que toca não só por seus méritos artísticos, mas também políticos.
A Tarde
Sonhos coletivos e projeções esperançosas são os ingredientes que acabam abrindo espaço de diálogo entre estes maduros ex-militantes e seus filhos, a nova geração [...] Força e lirismo estão entre as qualidades desta narrativa, cheia de humanismo e importantes reflexões.
Cinema com Rapadura
Em meio ao debate sobre a falência das utopias, sobre a liberação sexual e sobre a construção de mitos, refletimos um pouco sobre um país dito sem memória e aprendemos a lidar um pouco melhor com ela por meio da dor, do amor, e do riso.
O Globo
A cineasta não deletou suas convicções ideológicas. Porém, sem esquecer traumas da guerrilha e da repressão, dramatiza seus reflexos nas figuras (ficcionais) de companheiros que reagem de formas diversas às mutações das últimas décadas.
Preview
Lúcia fez uma obra intimista, em que não esconde a culpa por ser "uma sobrevivente" e ainda abre espaço para a geração seguinte, da liberação sexual e da indiferença política.
CineClick
"A Memória que me Contam" me fez repensar em o quanto nosso cinema ainda tem dificuldades de contar a história de pessoas, seu dia-a-dia e vivências, e, ao mesmo tempo, falar de política com naturalidade e sem um tom solene e didático, que no filme de Murat é mal disfarçado.
Estado de São Paulo
Como o fardo é um tanto pesado, não espanta que o filme sofra entraves em certos momentos. Mais ainda porque a autora, se tem o privilégio de conhecer por dentro todo o processo, parece às vezes ter seus problemas de distanciamento.
Folha de São Paulo
Em definitivo, o jogo do poder não acabou para Murat. E o cinema é um instrumento dessa luta. [...] Por vezes, no entanto, o cinema escapa a esse discurso de poder, momentos em que o filme se torna mais interessante.
Instituto Moreira Salles
"A Memória que Me Contam" é um acerto de contas legítimo, necessário e oportuno, que traz em sua própria textura as marcas (eu quase dizia as chagas) de sua excessiva aproximação com um objeto ainda ardente, espinhoso, radiativo.
Zero Hora
"A Memória que me Contam" aborda temas – alguns deles de forma premonitória – quentes no Brasil contemporâneo: do episódio Cesare Battisti à Comissão da Verdade. [...] O painel de interesses do filme é amplo, e talvez resulte dessa ambição a irregularidade da narrativa.