Batman
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4,1
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Nelson J
Nelson J

51.034 seguidores 1.978 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 3 de março de 2022
Excelente roteiro, ator principal e coadjuvantes. Pattinson manda bem, embora eu mesmo não esperasse, sombrio, rústico, refém de Alfred e Gordon como figuras paternas e morais. O filme o mostra evoluindo da vingança para a esperança, uma Mulher Gato muito determinada e um vilão de pimeira, o Charada e a expectativa de ascenção do Pinguim. Não perca! Nada cansativo. Boas recordações do Batman grande detetive furtivo dos anos 60 que aprisionava e embolava os capangas dos vilões,mas desta vez nada pop.
Kamila A.
Kamila A.

7.941 seguidores 816 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 2 de setembro de 2022
“Batman”, filme dirigido e co-escrito por Matt Reeves, nos coloca diante de mais uma tentativa de repaginação de uma das personagens mais emblemáticas do universo do entretenimento. Aqui, estamos diante de um Batman diferente: menos glamuroso, menos elegante, menos playboy. Entra em cena um homem sombrio e recluso.

Este tom reflete também a Gotham City que encontramos em tela e que também retrata o seu lado mais sinistro: uma cidade violenta e dominada pela corrupção e pelo abuso de poder. A ascensão do Batman como um vigilante solitário nesta localidade não tem como foco a salvação da cidade e a sua reconstrução/renovação. A sensação que temos é a de que, não só ele, como seus aliados, principalmente os da polícia (representados pelo, então, Tenente James Gordon), estão apagando incêndios um dia de cada vez.

“Batman” coloca o herói (interpretado por Robert Pattinson) diante de um vilão bastante engenhoso, o Charada (Paul Dano). E é aqui que temos mais um elemento que entrelaça essa trama: com o propósito de desmascarar a verdade sobre a já combalida Gotham City, o Charada não quer também a reconstrução/renovação do local, e sim a sua completa destruição. Ou seja: a descoberta da verdade não vem como um elemento de libertação, e sim como uma forma de aniquilação, de devastar o que já está em frangalhos.

Como se pode perceber, “Batman” é um filme que tem uma coesão muito forte - seja na maneira como o roteiro foi concebido, como também na forma como a história nos é apresentada visualmente. No final, estamos diante de uma obra em que a jornada serve como um instrumento de autoconhecimento para o herói. Batman tem consciência de que pode ser um homem que poderia estar fazendo muito mais pela sua cidade. A transformação, o entendimento do que se espera dele, acontecem como uma consequência de tudo que ele vive aqui.

Como uma obra de repaginação, neste sentido, “Batman” funciona muito bem como um prólogo. Um prólogo um pouco mais longo do que deveria ser - diga-se a verdade. Porém, um prólogo que cumpre muito bem o seu papel de antecipar que a parte principal deste caminho ainda está por vir.
Daniel Novaes
Daniel Novaes

7.774 seguidores 873 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 23 de abril de 2022
Sombrio, tenso, menos romântico (principalmente na origem do batman e de sua família)... que filme, que surpresa com esse ator interpretando o homem morcego... Palmas.
Rodrigo Gomes
Rodrigo Gomes

6.171 seguidores 973 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 2 de março de 2022
Não gostei! O longa está com uma vibe muito gótica, lembrando em momento o filme "O Corvo". Pattinson não convence no personagem, demonstrando fraqueza e medo nas cenas, que não combinam com o herói e o conjunto não agrada. Dificilmente será superado pelos antecessores. Até a caracterização é ruim. O ponto alto vai pra trilha sonora, bem escolhida.
Felipe F.
Felipe F.

3.725 seguidores 758 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 13 de março de 2022
O Batman de Matt Reeves sem dúvidas é uma obra prima do gênero de super herói. A atmosfera criada é algo impressionante, as atuações são sensacionais, Robert Pattinson é a melhor interpretação do Batman, Zoe Kravitz é a melhor Mulher-Gato, Paul Dano faz um Charada fenomenal. Em diversos momentos o filme lhe arrepia, ou no meu caso, fiquei com um sorriso bobo de satisfação estampado no rosto.
A trilha sonora e a fotografia são excelentes, filme denso, sombrio na medida certa e muito, mas muito bem realizado, era o filme do Batman que queriamos e que precisávamos, excelente.
Phellype Morissette
Phellype Morissette

1.689 seguidores 480 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 3 de junho de 2022
Primeiramente tenho que enaltecer a Warner Bros. por sempre se destacar como uma das melhores dublagem em seus filmes e séries! Wendel Bezerra arraza na voz de Robert Pattinson sendo o Batman ou Bruce Wayne, e como sempre o fez. Confesso que não sou fã do Morcegão e de seu universo, porém nessa adaptação, temos uma imersão melhor sobre "Gotham" e suas peculiaridades... O elenco é um deleite aos fãs dos seus próprios atores ou personagens! Essa nova dupla em cena é muito boa, Pattinson e a Kravitz estão maravilhosos! Andy Serkis como Alfred é um primor! Enfim o filme se destaca pela ótima fotografia e roteiro melhor adaptado, trilha sonora impecável e a trama tem uma boa crescente e a ação está na medida certa ao meu ver! O drama é existente mas é bem inserido, a história é bem contada sobre os Wayne's, é sim um dos melhores filmes atuais.
Adriano Silva
Adriano Silva

1.614 seguidores 482 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 1 de maio de 2022
The Batman

O mais novo "Batman" é dirigido por Matt Reeves (Planeta dos Macacos O Confronto e A Guerra), que escreveu o roteiro com Peter Craig (Jogos Vorazes: A Esperança Parte 1 e O Final). É estrelado por Robert Pattinson como Bruce Wayne / Batman, ao lado de Zoë Kravitz, Paul Dano, Jeffrey Wright, John Turturro, Peter Sarsgaard, Andy Serkis e Colin Farrell. O longa nos mostra uma nova história do Batman, que luta contra o crime em Gotham City há dois anos, descobrindo a corrupção e buscando a vingança, enquanto persegue o Charada (Paul Dano), um enigmático serial killer que tem como alvo a grande elite de Gotham.

De antemão já adianto que este filme do "Batman" junto com "Batman: O Cavaleiro das Trevas", do Nolan, são os dois melhores filmes do Homem-Morcego que eu já assisti em toda a minha vida.

Realmente não é nada fácil contar um nova história do Batman hoje em dia, visto que o super-herói já teve inúmeras adaptações para as telonas ao longo desses quase 60 anos. Foi um desafio muito grande para o diretor Matt Reeves e o roteirista Peter Craig, mas eu devo admitir que eles mandaram super bem, fizeram um trabalho completamente fantástico e satisfatório, beirando a perfeição. O novo "Batman" é incrivelmente bom, mais uma vez a DC/Warner acertou a mão (como fez em Mulher Maravilha e Coringa), e olha que não é sempre que isso acontece, pois ao mesmo tempo que os studios nos entregam verdadeiras pérolas das adaptações das HQs, também temos diversas bombas (olá Liga da Justiça).

Matt Reeves nos traz um Batman diferente, totalmente sombrio, com uma pegada mais dark, mais obscura, mais mórbida, a própria Gotham City está repaginada e imersa nesse clima gótico, tenebroso, denso, escuro, o que nos dá uma dimensão do que esperar do novo protagonista. Exatamente nesse mesmo clima que entra o nosso protagonista, pois aqui temos uma nova versão do Batman, dessa vez mais frio, mais introspectivo, mais tenebroso, cada vez mais o Cavaleiro das Trevas, com um ar melancólico e depressivo mas sempre brutal e implacável.
O próprio filme nos é apresentado em praticamente 100% do seu tempo em um estilo mais sombrio e obscuro, o que favorece diretamente o Batman, pois aquela Gotham City mais escura e com a chuva forte caindo, e o personagem aparecendo de fundo com sua nova armadura escurecida e aquele seu ar mórbido, é uma cena que podemos chamar de obra-prima das adaptações (como várias cenas que tivemos ao longo da trama e principalmente a cena inicial da primeira aparição do Homem-Morcego).

O roteiro é outro ponto que me agradou muito!
Achei um roteiro bem pensado, bem idealizado, em decidir seguir por uma lado mais investigativo e não mergulhar na ação desenfreada, o que me remete diretamente em filmes como "Seven", pelo seu tom investigativo e policial, e até a própria franquia "Jogos Mortais", pelo seu tom mais macabro e sombrio praticado nos assassinatos - eu achei essa ideia genial. Outro ponto que preciso destacar, o direcionamento que a história seguiu desde o seu início, pois este não é um filme de origem mas de amadurecimento, dado aos acontecimentos passados dos pais do Bruce Wayne, e até pelo fato do próprio Bruce Wayne ainda ser jovem e está enfrentando reviravoltas e acontecimentos em sua vida, que até então soava como descobertas para ele, tanto pelo lado dos seus poucos aliados quanto pelo lado dos seus inimigos. Considero um ponto de enorme acerto do longa, pois já somos mergulhados diretamente em uma história do novo Batman em seu segundo ano de luta contra o crime em busca de vingança, e não em um novo início de tudo, nos mostrando mais uma vez todos os seus acontecimentos, como no maçante "Batman Begins" (também do Nolan).

Tenho que exaltar a direção de Matt Reeves, pois temos um trabalho afiadíssimo, muito competente. Todo o trabalho de câmeras de Reeves nos impressiona, desde os focos em ângulos mais aberto da cidade sombria, até os takes mais fechados entre os diálogos das idas e vindas do Batman e da Mulher-Gato. As cenas de lutas foram bem coreografadas e a câmera acompanhava precisamente cada detalhe, isso pode parecer bobo mas conta muito para a nossa imersão em cada cena. A fotografia de Greig Fraser (recentemente campeão do Oscar por Duna) é um trabalho absurdo, estonteante, pois aqui temos uma fotografia mais escura, com um tom mais denso, que nos maravilhou em 100% das cenas. A trilha sonora de Michael Giacchino (Planetas dos Macacos e Rogue One) é delicada e voraz, é tímida e suave, é densa e sombria, praticamente tudo se misturando em diferentes pontos da trama - uma trilha sonora muito bem acertada.

O Batman é o anti-herói mais famoso de todos os tempos e teve diversas interpretações no cinema. Ao todo foram sete versões do Cavaleiro das Trevas em filmes live-action, passando por: Adam West, Michael Keaton, Val Kilmer, George Clooney, Christian Bale, Ben Affleck e chegando no então Robert Pattinson. Pattinson ficou marcado negativamente por "Crepúsculo" ao longo de sua carreira (pelo menos aqui no Brasil), mas isso foi algo que ficou para trás e assim como a Kristen Stewart, que nos entregou o seu papel da vida recentemente em "Spencer", ele nos entrega o seu papel da vida nesse "Batman. Pattinson está magnificamente bem, uma atuação que surpreendeu à todos, muito pelas críticas que ele recebeu em sua escolha para viver o novo Homem-Morcego. Um Bruce Wayne introspectivo, complexo, depressivo, sombrio, macabro, que luta para alcançar respostas infindáveis em suas inúmeras questões familiares. Um Batman frio, tenebroso, brutal, implacável, que enfrenta tudo que pairar em sua frente, que luta por justiças almejando a vingança. Eu achei a atuação do Robert Pattinson perfeita, até mais sendo o Batman do que o Bruce Wayne, ele deu o ritmo certo, deu o tom certo, pra mim entra na lista do top 3 melhores Batmans dos cinemas, junto com Michael Keaton e Christian Bale.

Zoë Kravitz (Mad Max: Estrada da Fúria) é a nova Selina Kyle / Mulher-Gato, esta icônica personagem que já passou pelas mãos de Julie Newmar, Lee Meriwether, Eartha Kitt, Michelle Pfeiffer, Halle Berry, Anne Hathaway e Camren Bicondova. De fato Zoë não é a melhor Mulher-Gato de todas (posto este que sempre foi ocupado pela a minha preferida, Michelle Pfeiffer) mas deu o seu melhor na pela da personagem ao lado do Batman. Ela também tinha seus traumas e questões do seu passado em aberto, e também estava em busca de respostas, sempre se portando com uma figura forte e durona, ao mesmo tempo que se mostrava mais introspectiva e menos carismática, mas no fim eu achei que casou bem com o Batman, ainda não rolou aquela química mas está no caminho certo. Ainda falta um pouquinho para a Zoë Kravitz incorporar esse lado mais 'Bad Ass', mais 'Femme Fatale', que foi uma marca da personagem ao longo das produções passadas, mas com certeza ela vai ganhar bagagem nessa personagem e ainda vai nos surpreender, ela é uma ótima atriz.

Se há um membro da galeria de vilões do Batman que é claramente seu arqui-inimigo, bem, esse é o Coringa. Ainda assim, o Charada é definitivamente um dos oponentes mais valiosos do Homem-Morcego, com seu intelecto e estratégias muitas vezes provando ser um verdadeiro oponente para o maior detetive do mundo. Um personagem que já foi vivido por ninguém menos que o grande Jim Carrey, dessa vez dá espaço para o sempre genial Paul Dano (12 Anos de Escravidão), que também impõe a sua marca no personagem. Gostei bastante do Paul como Charada, ele soube ditar o ritmo certo do seu personagem metódico, sempre em uma medida correta e sem exagerar, o que poderia facilmente o transformar literalmente em uma piada. Porém ele me ganhou bastante com sua atuação, principalmente nas últimas partes do filme, onde eu acho que ele ganhou ainda mais relevância.

Colin Farrell (Demolidor - O Homem Sem Medo) é outro que nos chama bastante atenção, com seu enigmático Pinguim, papel que também já foi eternizado pelo icônico Danny DeVito. Destaque para o belíssimo trabalho de maquiagem feito no Colin Farrell, o deixando mais envelhecido e praticamente irreconhecível (tem um vídeo dessa transformação que é bizarro). Jeffrey Wright (007 - Quantum of Solace) como o inseparável James Gordon, muito bem no papel, deu uma grande contribuição para à trama sempre ao lado do Batman. John Turturro (da franquia Transformers) como o meio antagonista Carmine Falcone, que possui um fato curioso na história de vida da Selina Kyle. Outro que esteve bem, Turturro tem uma veia mágica para fazer esses tipos de personagens. Andy Serkis (eternamente esnobado pela academia, isso não é um filme é uma constatação) como o eterno mordomo Alfred, papel imortalizado pelo gênio Michael Caine na trilogia Nolan. E completando com Peter Sarsgaard (recentemente esteve em A Filha Perdida) como Gil Colson, que teve uma breve participação, mas sempre de forma imponente.

Realmente "Batman" foi um grande acerto da DC/Warner, um filme que a princípio eu não dava nada, mas me surpreendi positivamente por contar com uma ótima direção, um bom roteiro, ótimos efeitos visuais, uma boa cenografia, uma boa direção de arte, uma linda fotografia, bem montado, bem editado e bem atuado. De fato as quase 3h de duração não me incomodou em nenhum momento, ao contrário, não vi o tempo passar, pois o filme me prendeu em todos os milésimo de segundos.
Agora é aguardar ansiosamente as duas sequências que estão planejadas e as duas séries de televisão spin-off que estão em desenvolvimento para o HBO Max. [29/04/2022]
Anderson  G.
Anderson G.

1.369 seguidores 397 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 14 de maio de 2022
"The Batman" tem como seu principal acerto o roteiro, a ideia do batman ser um detetive funciona muito bem, o charada servindo como um anarquista funciona perfeitamente e se encaixa na construção de um roteiro político que visa mostrar a fraqueza da corrupção do poder, ainda nesse entorno conseguimos encaixar a origem do batman e a construção do pinguim, um acerto muito grande de escolhas narrativas, a direção também é boa, com uma paleta escura, uma trilha eclética, bons efeitos visuais e uma ótima mixagem de som, por outro lado tive muitas dificuldades de comprar o Robert Pattinson como Batman, não é pelo passado do ator, e sim pelo seu uso como Bruce Wayne que é péssimo e mal construído, por outro lado Paul Dano está incrível como charada. 7/10
Carlos P.
Carlos P.

266 seguidores 431 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 25 de abril de 2022
Eu gostei da ideia do filme, dessa nova 'pegada' do Batman, algo mais detetive, um pouco mais obscuro.
Não apenas o Batman, mas o filme todo - o Charada nada tem a ver com o Charada verde do Jim Carrey hehe.
Charada aliás se mostrou um ótimo vilão. Alguém capaz de gerar o caos, mas qde forma diferente do Coringa.
O Coringa normalmente se mostra alguém mais manipulador, esse Charada se mostra alguém perdido em sua própria loucura.
Outro ponto positivo foi que a Mulher Gato ganhou um pouco mais de desenvolvimento com relação aos filmes anteriores.
Mas faltou algum elemento ainda para considerar um bom filme.
Talvez por alguma comparação inevitável com a trilogia anterior, a qual ainda não está perto.
Ou por não justificar as 3 horas de filme.
spoiler: O que eu mais senti foi que normalmente nesses filmes modernos de super héroi há uma virada de chave na cabeça do herói onde o mesmo percebe que precisa agir diferente para combater o vilão(ou enfim, combater o crime, etc.). E essa virada normalmente acontece no meio do filme, onde o personagem consegue se recompor e agir. Nesse filme essa virada de chave veio no final e acabou assim, fazendo com que o foco do filme tenha sido apenas o desenvolvimento pessoal dele.

Irei assistir a sequência com certeza, mas analisando puramente esse filme, faltou um pouco.
Alvaro Triano
Alvaro Triano

98 seguidores 97 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 6 de março de 2022
The Batman de Matt Reeves (trilogia Planeta dos Macacos e Cloverfield - Monstro) é o melhor filme de 2022. Falo isso facilmente e sem titubear e não só por Something in the way do Nirvana. O novo filme do "Homem-Morcego" consegue a façanha de se "assemelhar" ao maior filme de herói já feito até hoje (Batman - O Cavaleiro das Trevas de Christopher Nolan) não somente pelo realismo apresentado em ambas produções, mas pelo vislumbre de mostrar um Batman (Robert Pattinson entrega muito como sempre) que anda na linha tênue entre ser herói ou vilão. Na verdade, se parar para pensar e analisar, vamos chegar a conclusão que o Homem - Morcego sempre teve essa dualidade e isso é muito bem explorado nesse novo longa que traz mais do lado psicológico e detetive do personagem. Esse é um dos grandes acertos de Reeves, que consegue explorar um Batman ano 2, início de carreira praticamente, nunca antes visto no cinema, e o mais impressionante é como ele consegue narrar a mente de um playboy "surtado", um sociopata funcional que sai nas noites vestido de morcego para bater em bandido (seria o Batman um fascista?). Acredito que nesse ponto, a brutalidade presente nesse filme é muito mais sombria que o "Cavaleiro das Trevas". O filme em si é bem mais sombrio desde sua identidade visual em vermelho, a narração do Batman como alguém que causa medo (vingança), sai das sombras com passos pesados - pela excelente trilha sonora de Michael Giacchino - ao brilhar do bat-sinal, além da concepção de um antagonista como o Charada (excelente Paul Dano), onde o diretor aqui subtrai toda a caricatura do vilão e o transforma em um psicopata, literalmente, retirado de um dos filmes de David Fincher, mais um acerto do roteiro de Matt Reeves e Peter Craig que consegue agregar bons takes de filmes Noir que trabalham de forma magistral com essa temática de investigação policial. Matt Reeves é um excelente diretor, seus enquadramentos (cena do Batmóvel com o Batman invertido é excepcional), toda essa composição consegue trazer algo novo com várias referências do herói em HQs e mídias diversas. Outro ponto bem cru, além da violência (cena da boate é pancadaria pura), é como o diretor consegue transpor para a tela pautas do mundo real, não só a psicopatia dos personagens, mais a questão de comunidades em redes sociais, fóruns que se assemelham ao neonazismo, onde pessoas doentes se reúnem com ideias extremistas e de extermínio - o clímax final é muito "Cavaleiro das Trevas, porém é muito bom, muito bom mesmo! Para mim, The Batman é fora da curva, vai além de um filme de super-herói, assim como "Coringa" de Todd Phillips que mais parece com algo artístico e autoral (obra de arte), cinema bem feito. Filmaço em todos os sentidos!

10/10 - EXCELENTE
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