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Eduardo D
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62 críticas
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1,5
Enviada em 17 de julho de 2016
Talvez se a história de fundo (o lançamento do foguete e o relacionamento questionável do exército com o interesse privado) fosse melhor trabalhada, o diretor salvaria o filme. Mas ter um assunto tão denso e preferir usá-lo de forma tão despretensiosa para focar nos romances fracassados do militar Brian Gilcrest é o que torna esse um dos piores trabalhos de Cameron Crowe. Nem a seleção de excelentes atores salva o filme. A dica é preparar e apreciar a pipoca.
No papel, Sob o Mesmo Céu era um filme perfeito. Uma comédia romântica dirigida e escrita por Cameron Crowe e estrelada por Bradley Cooper, Emma Stone, Rachel McAdams e John Krasinski, com participações especiais de Bill Murray e Alec Baldwin. Entretanto, ao rolarem os créditos finais da obra, fica aquela sensação de que faltou algo para o filme se destacar e o problema maior de Sob o Mesmo Céu está no seu roteiro e na escalação equivocada de Emma Stone para o papel de uma havaiana nativa (a atriz não tem a etnia asiática que é característica do local).
A história do filme é centrada em Brian Gilcrest (Bradley Cooper), um militar que abandonou o front de batalha e, agora, trabalha nos bastidores fazendo lobby para uma grande empresa fabricante de armamentos. Sob o Mesmo Céu coloca esta personagem novamente em um local que fez parte de sua história pessoal (o Havaí), de forma a que ele tenha uma nova chance para consertar erros do seu passado e construir o seu futuro novamente.
Neste sentido, Cameron Crowe coloca Brian em um relacionamento direto com duas mulheres que representam, justamente, essas duas possibilidades: Tracy Woodside (Rachel McAdams) e a Capitã Allison Ng (Emma Stone). E é por meio do flerte e da tensão entre eles que Sob o Mesmo Céu encontra os seus melhores momentos.
O grande problema de Sob o Mesmo Céu está na forma como a sua trama paralela, que envolve a negociação entre Brian e um povoado havaiano, bem como a atuação da Força Aérea norte-americana naquela área, é conduzida. Essas cenas quebram o ritmo de um filme que deveria ter apostado no caráter paradisíaco do local em que se passa para abordar aquilo que ele tem de melhor: o romance.
Não acontece absolutamente nada até a metade do filme e logo no início já é possível prever o desenrolar da trama. Elenco de peso para um roteiro arrastado, chato e cansativo até o final. Não é por menos que não arrecadou o valor custo do filme. Até mesmo Rachel McAdams, que conhecida por filmes românticos como Diario de uma paixão, Questão de tempo, Para Sempre foi capaz de salvar o filme. Caso queira se deliciar com um do gênero, fica a dica de três ótimas sugestões.
[...] “é muito mais prazeroso assistir a um filme sem saber tanto sobre ele, seja da sua história na frente ou atrás das câmeras”.
Imagine a sensação de estar dormindo em uma cama confortável enrolado em um cobertor quentinho. Pois essa é a sensação de assistir ‘Sob o Mesmo Céu’ (Aloha). Trata-se de um filme, mesmo considerando todos os seus defeitos, bastante agradável de assistir. Sob o Mesmo Céu não tenta ser mais do que se propõe. Com diálogos rápidos, confusos e desconexos, o filme aborda uma questão que cada vez mais exacerbada na era da internet e seus curtos tuites: a falta de palavras. Mesmo que todo mundo queira dizer algo, muitas vezes nada é dito. Woody (John Krasinski) é a personificação disso. Todos os dilemas, todos os problemas do longa se dão pelo fato de que ninguém fala exatamente o que quer dizer, o que repercute em relacionamentos quebrados; tanto pessoais quanto de negócios.Tudo acaba ficando nas entrelinhas. Diversos jornalistas atacaram principalmente a escalação de Emma Stone para o papel de uma descendente de havaianos, por não possuir semelhança física/étnica alguma com eles. Cameron Crowe veio a público pedir desculpas àqueles que se sentiram ofendidos com a escalação da atriz, e afirmou que tinha a melhor das intenções em escolhê-la para dar vida à jovem que é ¼ havaiana e que possui uma salada de nacionalidades em sua árvore genealógica, mas que é extremamente orgulhosa de sua pequena fração de sangue asiático-americano. Seja por influência das polêmicas ou não, ‘Sob o Mesmo Céu’ já é o filme mais fracassado de Cameron Crowe criticamente. Porém, ele está longe de ser essa bomba que a crítica especializada está dizendo que é. Erra a mão em alguns momentos, principalmente no último ato, que mistura a missão de Brian com o romance e o drama e o resultado parece uma confusão de gêneros, mas esse escorregão não chega a comprometer o filme por completo. ‘Sob o Mesmo Céu’ é bastante agradável e tem as marcas do diretor estampadas do início ao fim: a trilha sonora de presença, uma bela fotografia e senso de humor. Leave Aloha alone! Crowe pode não ter acertado por completo com ‘Sob o Mesmo Céu’, mas o filme não perde sua importância em determinar o peso das palavras - tanto àquelas que foram ditas quanto as que ficaram presas e nunca saíram.
“Palavras não ditas carregam um peso tão grande quanto as que são proferidas.”
Na trama, o personagem de Cooper é um militar que depois de fracassar em uma missão retorna ao Havaí, sua terra natal, para um novo trabalho. Lá, ele passa a se ver dividido entre dois amores, uma paixão do passado e uma piloto da Força Aérea. O elenco estrelado é o que garante um pouco de consistência ao longa. Stone se mostra tão confortável no papel da divertida Alisson que é difícil imaginar outra atriz em seu lugar. Intencional ou não, a escolha do cineasta se mostrou acertada pelo menos no campo da atuação e a interpretação da atriz propiciou divertidos momentos ao longo do filme. E quanto aos méritos, devemos mais uma vez ressaltar o quão excelente trilheiro nosso amigo Crowe é. Numa cena de festa onde Murray e Stone se acabam na pista desfilam hits de Tears for Fears e Daryl Hall & John Oats, no que deve ser a "melhor cena nada a ver com o resto do filme" do ano; se tem algo onde Crowe nunca erra é na soundtrack, e aqui não é diferente. Algumas boas cenas se destacam como a criativa e interessante cena onde os personagens de Cooper e John Krasinski interagem sem dizer uma só palavra (legendas aparecem descrevendo o "diálogo" sem palavras). As cenas cômicas e românticas são alternadas de modo orgânico. E por serem muito boas (salvo poucas exceções), o filme se torna gostoso de assistir. Uma grata surpresa do roteiro de Crowe é a quantidade de referências à cultura do país – as crenças desempenham um papel muito importante e são praticamente um personagem do filme -; Cameron as trata com o devido respeito e ainda abre espaço para uma ou outra rápida crítica à relação EUA x Havaí. É quase uma carta de amor à ilha. Em resumo, Aloha não se contenta em ser o filme mais fraco de Cameron Crowe, então faz questão de ser, também, um dos mais ambiciosos. A lição que aprendemos é que é melhor levar uma trama despretensiosa de maneira fantástica do que levar uma trama complexa de maneira insuficiente.
Acertei de novo, antes dos primeiros dez minutos percebi que seria um filme horrível, uma enorme perda de tempo, acertei em cheio. so assisti ate o final porque não gosto de deixar as coisas pela metade, mas ao contrario de muitos outros filmes bons, este é um que jamais voltarei a ver, nunca.
Respirações ofegantes, frases inauditas, maturidade em superar fantasmas do passado, é o que fazem dessa comédia de rico elenco um longa divertido e empolgante, para quem pensa fora da caixa que gosta de reviravoltas, recomendo esse filme com expressões singulares.
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