São Paulo, inverno de 1971. João Pedro (Emílio de Mello) é um diretor de teatro que está bastante atarefado com os ensaios para uma nova peça. Nas folgas do trabalho ele recebe ocasionalmente a visita de um integrante do Partido Comunista, que não compreende as opções estéticas e políticas da peça, parcialmente financiada pelo partido. Paralelamente, Getúlio (Geraldo Rodrigues) e a namorada Lilian (Júlia Ianina), ambos idealistas, decidem colaborar com a resistência à ditadura militar, abrigando dois fugitivos. Eles decidem escondê-los na casa do avô (Walmor Chagas) de Lilian, um militar da reserva.
2,5
Regular
Cara ou Coroa
O mal invisível
por Bruno Carmelo
Este filme brasileiro começa em tom literário e nostálgico, lembrando as "tardes úmidas e sem sol", evocadas por um narrador com voz emocionada. O período sobre o qual ele fala, no entanto, não costuma evocar boas lembranças para os brasileiros: a ditadura militar, em particular o ano de 1971. Como sugere o título, Cara ou Coroa opera entre chaves opostas: a opressão do governo contra a solidariedade dos indivíduos, a repressão cultural contra a multiplicação de formas alternativas de arte e de sociedade. A ditadura, como sugere o filme, foi uma época de contrastes.
A grande surpresa desta produção aparece não com o tom leve, mas com a distância que o filme adota em relação aos horrores da ditadura. No momento em que a juventude queria ir às ruas, esta história se passa quase inteiramente em espaços fechados, como casas e teatros isolados. Não se vê o governo, nem uma única imagem de tor
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1:48

Filmagens
As filmagens aconteceram entre julho e agosto de 2010.
Nacionalidade
Brasil
Distribuidor
Vinny Filmes
Ano de produção
2012
Tipo de filme
longa-metragem
Curiosidades
1 curiosidade
Orçamento
4 000 000 USD
Idiomas
Português
Formato de produção
-
Cor
Colorido
Formato de áudio
-
Formato de projeção
-
Número Visa
-
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