Média
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Fotograficamente, é belíssimo. A direção de Heitor Dhalia é consistente. Ele é um diretor bastante correto e sabe bem o que faz. O filme, no entanto, peca muito na montagem, que é um verdadeiro desastre em certos momentos. Tenho certeza que essa história vai crescer quando transformada em minissérie, porque o filme sofre com a pouca duração que tem. Os dois protagonistas estão bem, mas quem arrasa no filme são Sophie Charlotte e Wagner Moura. Ela, por dar uma volta no cima bastante linda na carreira, entregando uma excelente performance em TV com Sangue Bom, e agora, no Cinema, ao fazer uma puta (sic) com uma entrega sensacional. Adorei o sotaque aliás, mesmo as exageradas no carioquês fizeram sentido à trajetória da personagem (vale lembrar que não conhecemos seu passado). Moura, por outro lado, destrói numa construção de personagem ímpar. Num filme onde todos os 'bad guys' fazem o mesmo tipo 'tresloucado' ele consegue reciclar o próprio estereótipo e usar a favor de si mesmo, narrativamente e interpretativamente falando. É o único personagem que transmite algum temor à plateia. Só acho que é um tantinho sabotado por um twist (extremamente mal explicado) que há no final. Mas isso é um dos problemas do filme, que raramente vai além de 'bom'.
Para quem aprecia um bom Filme com um ótimo roteiro, belo tratamento de imagem, ótima direção de fotografia e edição de áudio impecável deve assistir o filme. Além disso a atuação de Juliano Casarré e Júlio Andrade perfeitas. Dificilmente encontraríamos atore que ficassem tão bem nos personagens como eles ficaram. Para quem aprecia o gênero comedia Também o filme não deixa o público decepcionado a senas que rançam o risos da plateia facilmente. Contando a recente história do nosso pais o filme situa o espectador no tempo e espaço dos anos 80 sem deixar de contextualizar as mudanças que ocorreram no pais nesse período.
Porém deixa claro que o tempo na Amazônia, Pará , não seguia o mesmo tempo do restante do pais. Com um pensamento critico a direção do filme consegue discutir as relações humanos e até quando a amizade sobrevive sendo colocada a prova diante do dinheiro e o poder. Como também questionar o quanto o home é capaz de abandonar seus valores e ideais em busca de dinheiro. Talvez o enredo peça do espectador um pouco de raciocínio, pois ao contraria das comédias baratas campeãs de bilheteria, não é um filme feito apenas para ir em quanto o espectador digere o seu jantar, mas sim propõe uma reflexão sobre o ser humano e seus valores existências em fim faz o espectador sair do cinema refletindo sobre si e sua contribuição para a mudança do nosso pais.
Porém deixa claro que o tempo na Amazônia, Pará , não seguia o mesmo tempo do restante do pais. Com um pensamento critico a direção do filme consegue discutir as relações humanos e até quando a amizade sobrevive sendo colocada a prova diante do dinheiro e o poder. Como também questionar o quanto o home é capaz de abandonar seus valores e ideais em busca de dinheiro. Talvez o enredo peça do espectador um pouco de raciocínio, pois ao contraria das comédias baratas campeãs de bilheteria, não é um filme feito apenas para ir em quanto o espectador digere o seu jantar, mas sim propõe uma reflexão sobre o ser humano e seus valores existências em fim faz o espectador sair do cinema refletindo sobre si e sua contribuição para a mudança do nosso pais.
Filme tipicamente brasileiro, com músicas nordestinas, linguajar de baixo calão e aquilo que se espera das mazelas da sociedade regada e envolvida ao dinheiro fácil. Só que não mais um filme brasileiro, os fatos como pano de fundo da história enriquecem o conflito do filme e dão mais valor a cada personagem em si. Criatividade é o seu ponto mais forte.
Um filme a ser visto e apreciado, tanto pela carga cultural, como pelo olhar crítico da ambição do ser humano e o mundo que envolvem em si e os molda como pessoas.
Um filme a ser visto e apreciado, tanto pela carga cultural, como pelo olhar crítico da ambição do ser humano e o mundo que envolvem em si e os molda como pessoas.
Miséria + poder + a utopia de ganho rápido e fácil = Serra Pelada, local onde o homem é testado até o seu limite. Bem realista o filme. Vale conferir!
um filme baseado em cenas reais sempre me prende, e não foi diferente com Serra Pelada, achei as interpretações ótimas, Juliano Cazarré está demais como o "grandão", assim como os outros atores são especiais, gostei da história, da produção, do filme todo!!!!
História e ficção juntos, numa envolvente trama sobre amizade, traição e poder, com base no que foi a realidade da Serra Pelada.
Bom!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Bom filme com uma boa fotografia e atuação primorosa de Wagner Moura e Juliano Cazarre.
Para quem não viveu ou era criança no início da década de 80 (meu caso), "Serra Pelada" é uma aula de história ao apresentar a serra brasileira localizada no estado do Pará, que se tornou muito conhecida durante a década de 80, quando houve uma "corrida do ouro", o que acabou tornando o local o maior garimpo a céu aberto do mundo, de onde foram extraídas, oficialmente, 30 toneladas de ouro.
O que conhecia da história de Serra Pelada, havia sido apresentado no filme "Os Trapalhões na Serra Pelada" (1982), onde a trupe dos Trapalhões aprontavam altas confusões na região. Vi este filme nas sessões da tarde quando era criança, no entanto, este longa é o décimo filme de maior público da história do cinema brasileiro.
Com um roteiro de ficção bem elaborado e uma produção digna, Heitor Dhalia nos apresenta uma possível história real de dois garimpeiros, Juliano (Juliano Cazarré) e Joaquim (Júlio Andrade), grandes amigos que ficaram empolgados ao tomar conhecimento de Serra Pelada, e deixaram São Paulo na busca do tão sonhado ouro de Serra Pelada. Ambos vão narrando a história e nos apresentando como funcionava aquela estrutura, bem como as mudanças que foram acontecendo com o passar do tempo.
Sem perder muito tempo, chegamos ao maior garimpo a céu aberto do mundo, localizado no estado do Pará. No entanto, vemos claramente a personalidade de Juliano mudando na ânsia pelo poder, enquanto que Joaquim, que era professor da rede pública e prezava por alguns valores, aos poucos vai cedendo e caindo no redemoinho de amoções provocados pela busca pela riqueza e bens materiais. O drama de Joaquim que deixou uma esposa grávida, chega a ser comovente. A amizade vai se declinando com o passar do tempo, e o roteiro conduz bem essa perspectiva.
O elenco está muito bem. Juliano Cazarré e Júlio Andrade estão em excelentes atuações. Fico imaginando o que Wagner Moura teria feito no papel de Juliano... O ator, que também produziu o longa-metragem, permaneceu no elenco, interpretando um papel menor que se adequasse dentro de sua agenda de trabalho. Seu personagem mais uma vez é icônico. Sophie Charlotte que estreia no cinema neste filme, também faz uma excelente atuação. Isso sem falar que ao todo foram usados cerca de 1600 figurantes durante as filmagens...
A produção caprichou inclusive na recriação do garimpo de Serra Pelada, na cidade de Mogi das Cruzes, em uma antiga mineradora que tinha uma cava equivalente a dois campos de futebol e com 100 metros de profundidade. Os cenários da vila, prostíbulos e bares foram filmados em Belém, no estado do Pará para prestigiar a região, muito justo por sinal. Já o acampamento dos garimpos foi rodado em um aterro sanitário localizado no pólo cinematográfico de Paulínia, São Paulo. Algumas imagens reais também foram inseridas, comprovando o cuidado que houve inclusive com as pesquisas de produção.
O que conhecia da história de Serra Pelada, havia sido apresentado no filme "Os Trapalhões na Serra Pelada" (1982), onde a trupe dos Trapalhões aprontavam altas confusões na região. Vi este filme nas sessões da tarde quando era criança, no entanto, este longa é o décimo filme de maior público da história do cinema brasileiro.
Com um roteiro de ficção bem elaborado e uma produção digna, Heitor Dhalia nos apresenta uma possível história real de dois garimpeiros, Juliano (Juliano Cazarré) e Joaquim (Júlio Andrade), grandes amigos que ficaram empolgados ao tomar conhecimento de Serra Pelada, e deixaram São Paulo na busca do tão sonhado ouro de Serra Pelada. Ambos vão narrando a história e nos apresentando como funcionava aquela estrutura, bem como as mudanças que foram acontecendo com o passar do tempo.
Sem perder muito tempo, chegamos ao maior garimpo a céu aberto do mundo, localizado no estado do Pará. No entanto, vemos claramente a personalidade de Juliano mudando na ânsia pelo poder, enquanto que Joaquim, que era professor da rede pública e prezava por alguns valores, aos poucos vai cedendo e caindo no redemoinho de amoções provocados pela busca pela riqueza e bens materiais. O drama de Joaquim que deixou uma esposa grávida, chega a ser comovente. A amizade vai se declinando com o passar do tempo, e o roteiro conduz bem essa perspectiva.
O elenco está muito bem. Juliano Cazarré e Júlio Andrade estão em excelentes atuações. Fico imaginando o que Wagner Moura teria feito no papel de Juliano... O ator, que também produziu o longa-metragem, permaneceu no elenco, interpretando um papel menor que se adequasse dentro de sua agenda de trabalho. Seu personagem mais uma vez é icônico. Sophie Charlotte que estreia no cinema neste filme, também faz uma excelente atuação. Isso sem falar que ao todo foram usados cerca de 1600 figurantes durante as filmagens...
A produção caprichou inclusive na recriação do garimpo de Serra Pelada, na cidade de Mogi das Cruzes, em uma antiga mineradora que tinha uma cava equivalente a dois campos de futebol e com 100 metros de profundidade. Os cenários da vila, prostíbulos e bares foram filmados em Belém, no estado do Pará para prestigiar a região, muito justo por sinal. Já o acampamento dos garimpos foi rodado em um aterro sanitário localizado no pólo cinematográfico de Paulínia, São Paulo. Algumas imagens reais também foram inseridas, comprovando o cuidado que houve inclusive com as pesquisas de produção.
Filme que mostra a corrida ao ouro e toda a desgraça que pode acontecer advindo dessa ganancia, mortes, traicoes, emboscadas, amores possiveis e paixoes selvagens, um retrato do Brasil da época e que pouco mudou comparado aos dias atuais!!
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