Nos quesitos direção, elenco, efeitos, fotografia e trilha sonora o filme não deixa a desejar, o que muito se discute são algumas polêmicas que Ridley Scott (Agnóstico) inseriu no filme. Com isso a obra se torna bem diferente do clássico "Dez Mandamentos" da década de 50. Eu li algo interessante sobre a cena do monte sinai ou a montanha de Deus, que dizia o seguinte: A cena do Monte Sinai é metafórica, com Moisés imerso no barro, como em uma reconstrução do homem, mas também é propositiva na dinâmica Malak/Deus e o novo líder. Há uma descrença entre as partes, certa infantilidade, sentimentos de vingança e ira, que trarão, mais tarde, tanto aos hebreus, como aos egípcios, uma enormidade de problemas."
Sim, a criança não é Deus e sim um mensageiro querubim chamado Malak, mas personificado em Deus, rs (muita gente não gostou do menino). A cena do Nilo em sangue com aqueles crocodilos, apesar de ser totalmente criada, foi interessante, foi melhor do que o rio ficar vermelho do nada (do ponto de vista cinematográfico), e
misturou um pouco ciência/religião, como o vice rei tentando explicar as primeiras pragas. A única parte que não achei legal foi quanto a abertura do mar vermelho, pois alí se cria uma expectativa diferente. É como se esperássemos por aquele momento, e de repente... . O Cajado é lei... rs e a forma como ele abre o mar também, poderia ser exatamente como está na bíblia sem problemas. Outra parte interessante que li em outra crítica de um meio de comunicação importante: "Scott também não hesita em mexer também com o contexto político de uma região. Ainda no início, Moisés é enfático ao defender que a Terra Prometida dos israelitas é, na verdade, terra também de outros povos, que talvez não fiquem felizes com a chegada de 600 mil pessoas." O diretor coloca tudo isso em seu espetáculo, que eleva o ceticismo tanto quanto a própria fé. Ainda se tem muito a falar do filme, se for comparado com a bíblia ao pé da letra. Mas enfim, gostei muito.