Êxodo: Deuses e Reis
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3,7
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Rodrygo R.
Rodrygo R.

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2,5
Enviada em 28 de dezembro de 2014
Os deuses incompreendidos
Qual a importância e a função de um ser humano quando ele é parte integrante de um plano traçado pelo próprio Deus? Esse é o questionamento que move todos os eventos apresentados em Êxodo: deuses e reis, recente trabalho de Ridley Scott. O plano divino é uma ação resgate do povo hebreu mantido escravo no Egito, e o indivíduo que o integra é Moisés, vivido por Christian Bale na película.
Mas Moisés nada sabe sobre ser peça-chave da libertação hebreia de sob a mão do faraó promovida por Deus. Ele é jogado dentro de acontecimentos que mais o confundem sobre seu papel em tal empreendimento. Aliás, uma das propostas do filme é a subtese de que, entre os deuses etéreos e os reis terrenos do título, não há possibilidade de comunicação, por mais que se tente. É o que mostra a sacerdotisa egípcia que assevera a “possibilidade” não garantida de respostas que a análise, infrutífera por sinal, das vísceras de uma ave morta fornece para prever o futuro resultado de uma batalha. Assim também ocorre nos diálogos entre Moisés e Deus, representado por uma criança (recurso cênico para substituir uma entidade espiritual já utilizado por Scorcese no filme A última tentação de Cristo), onde um não parece compartilhar do plano do outro sobre como extirpar a escravidão.
Assim, a contribuição de Moisés ao tal projeto de libertação se dá com a única coisa que ele pode oferecer: o ensino de táticas de guerra e manuseio de armas aos escravizados. Para Moisés, o povo hebreu se libertaria dos egípcios pelo confronto bélico, o que não garantia a integridade física de todos os hebreus. Mas Deus, que não revela o Seu plano a Moisés, nem a sua função nele, tem outros horizontes em vista: sugere que ele apenas “assista” ao que irá ocorrer em seguida. É quando no filme as pragas tomam lugar definitivo como maneira de enfraquecer o poderio do dominador, e com efetiva preservação dos escravizados. As pragas acometem apenas aos egípcios, e podem até inicialmente ser compreendidas como frutos de um desequilíbrio do ecossistema cujo elemento estruturante seja o rio Nilo, mas em suas manifestações finais não mais deixam espaço para qualquer explicação científica.
Mas é nos diálogos com Deus onde pode ser visto o esforço dos roteiristas em devolver a humanidade do personagem Moisés, quase inexistente no relato bíblico. Ao menos neste aspecto Escrituras e roteiro se aproximam: com Deus, Moisés revela ter medo e estar confuso, estados de alma que ele não partilha com mais ninguém no filme, nem com o pai faraó por quem nutria respeito, quando este indaga os motivos do semblante preocupado do filho.
De resto, o filme padece do inexorável “mal pós-moderno” que acomete as produções cinematográficas, que é lançar valores e pontos-de-vista que não pertencem à época retratada na obra. Exemplos desse defeito são as explicações de Ramsés saídas dos exemplares de economia do século XIX de Adam Smith e David Ricardo para não permitir a libertação dos escravizados. Contribuem para a anacronia do enredo as conotações moderno-burguesas do matrimônio de Moisés e Zípora, amparado no amor incondicional e exclusivo simultâneo à valorização do núcleo familiar, bem como o paralelo traçado entre os hebreus cativos no Egito e os judeus concentrados em guetos e dizimados no Holocausto nazista séculos depois ( tratamento possivelmente dado por Steve Zaillian, que também roteirizou A lista de Schindler).
A atuação morna de Joel Edgerton como o faraó Ramsés, com efeito, não promove com Bale o mesmo contraponto visto entre o Commodus de Joaquin Phoenix e o Maximus de Russell Crowe em outro filme do próprio Scott, Gladiador. Nem tudo, porém, se perdeu com os anos. A competência de Scott em filmar batalhas críveis, com sangue, sujeira, músculos tensionados e lâminas em riste captadas pela câmera frontal, mais que dispensam as sequências panorâmicas que, reféns da computação gráfica, artificializam a diegese do gênero épico. No mais, a nova produção se trata de uma eficiente sessão de cinema religioso onde, o mais divertido é descobrir em que pontos o que está sendo exibido é fiel ao texto bíblico, conhecido de não pequena parcela de espectadores.
Cilene S.
Cilene S.

1 crítica Seguir usuário

2,0
Enviada em 11 de janeiro de 2015
Já assisti melhores, muito demorado e a imagem de Deus passou com um ser vingativo.....
PrNilton J.
PrNilton J.

46 seguidores 1 crítica Seguir usuário

2,5
Enviada em 27 de dezembro de 2014
A respeito do filme Êxodo: Deuses e Reis, um bom filme, mas, não é bíblico.Concordo que em um filme onde o enredo seja verídico,principalmente, uma história Bíblica, precise de algumas "amarrações" para o desenrolar da história,porém, há questões na história que são inegociáveis e não podem ser substituídas,pois, muda todo o contexto. "Êxodo: Deuses e Reis" não teve amarras e sim uma nova versão da história a gosto do autor,mas, tudo está perdido? Não, os efeitos foram ótimos,com fotografia ótima e boas atuações. Assistam e façam as suas críticas,mas, vá desprendido da história bíblica e assista apenas mais um filme épico. Quem ainda não tiver visto deve ir preparado para um filme de aventura, e não bíblico. Já começa pelo fato de que o Moisés do filme é agnóstico...
Antonio G.
Antonio G.

1 seguidor 1 crítica Seguir usuário

2,5
Enviada em 26 de dezembro de 2014
Uma grande produção, com atores consagrados porem deixou a desejar. O tema escolhido é muito rico e poderia ser muito mais explorado, porem havia uma certa preocupação de desmistificação. Essa preocupação fez com que em determinados momentos o enredo ficasse um pouco confuso. Inicialmente Moisés se torna um rebelde e em seguida o filme toma outra vertente com um Moisés mais pacifico. Algumas situações como o fato de Moisés e o faraó sobreviverem ao impacto da onda no mar vermelho enquanto todos os soldados foram trucidados deixaram o filme sem nexo. Assim diante de um tema tão rico em detalhes faltou competência para explora-lo com maior eficiência.
Diogo R.
Diogo R.

20 seguidores 35 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 26 de dezembro de 2014
Questionar a fidelidade de um filme sobre uma passagem bíblica é temerário, afinal, as próprias religiões que nela se baseiam divergem entre si sobre seus postulados. Ora, nesse caso, por que um roteirista precisa ser absolutamente fiel? É dessa premissa que parte "Êxodo: Deuses e Reis". Usa da liberdade criativa, mas não abusa, como fez "Noé". Isto é, o esqueleto é o mesmo, com algumas pitadas de "é assim mesmo que está escrito?". O tempero final é agradável, mas distante da consagração.
O filme apresenta dois equívocos que merecem destaque, conectados um ao outro, ambos relativos ao tempo. O ritmo é inconstante, resultando em um filme que, de tão longo, flerta com o tédio. Ou seja, várias cenas podiam ser abreviadas, resultando em um filme também mais breve. Não é por surpresa que Christian Bale carrega "Êxodo" do começo ao fim. Não fosse o Moisés de Bale, o resultado poderia ter sido desastroso. Não que o ator estivesse inspirado, não foi seu melhor papel - embora um Bale não inspirado seja melhor que a maioria dos hollywoodianos. Mas é o grande trunfo da obra como um todo. Surpreendentemente, Moisés não é um simples pastor que segue as ordens divinas de forma passiva. Ao contrário, Moisés, nas suas conversas com Deus (esse merece uma observação à parte), o questiona e o enfrenta. Não bastasse isso, a história dá a entender (ainda que não explicite) que Moisés, um grande cético, é ateu. Essa, uma das maiores surpresas: Deus teria escolhido um homem cético, questionador e ateu para cumprir uma missão. Irônico, não? Na verdade, não: Deus deixa claro que é justamente por ser racionalista que Moisés foi escolhido. O que poderia ser um defeito, acaba sendo uma virtude. Ok, é bem verdade que Ridley Scott opta por moldar Moisés dessa forma porque é vantajoso. É muito mais interessante Moisés retratado como um guerreiro estrategista e descrente que o tradicional pastor já mais que conhecido. Isso é ser original, o que não é novidade nem para Bale, nem para Scott. E é por isso que Moisés é quase a grande estrela do filme.
A grande estrela é o pequenino que interpreta Deus, nas conversas com Moisés. Se foi surpresa o Moisés cético, surpresa maior foi colocar uma criança para um papel dotado de complexidade como esse. Não é qualquer criança que seria capaz de dar vida a esta personagem (Deus), contracenando com um dos grandes da atualidade (Bale), e fazendo isso com competência digna dos mais experientes. Talento puro do menino.
Os efeitos podem ser sintetizados como qualidade e competência, sem nada de extraordinário. A bem da verdade, extraordinário é um adjetivo que não cabe para esse filme de Ridley Scott. Nem parece o mesmo Scott responsável por "Gladiador", esse sim, no mínimo, diferenciado (e com algumas semelhanças, como o protagonista marcante e várias cenas de ação).
Seria injusto ignorar as pequenas falhas, como a absoluta insignificância do papel de Sigourney Weaver, a atuação rasa de Joel Edgerton e a participação diminuta e (portanto) frustrante de Ben Kingley (que, por outro lado, nas raras falas, mostra muito bem quem é e o porquê da sua fama). Mas também seria injusto condenar o filme por isso, que, não obstante essas três decepções do elenco, tem um John Turturro como nunca antes visto. Uma participação também pequena (só não podem reclamar disso Bale e Edgerton), mas com sobriedade ímpar. O faraó de Turturro (Seti) fez inveja ao de Edgerton (Ramsés), tanto como papel quanto como atuação. As inconsistências do roteiro precisam ser ignoradas, pois o próprio texto-base (a Bíblia) por si só já é bastante dúbio. spoiler: Dois exemplos: Ramsés matou várias famílias de hebreus, querendo que estes entregassem Moisés, mas eles incrivelmente nada fizeram (não havia sequer um hebreu disposto a livrar as famílias?); e as pragas que tanto mal fizeram aos egípcios inexplicavelmente deixaram intactos os hebreus (exceto quando da morte das crianças, cena que tem explicação).

Longe de ser ruim, muito longe de ser ótimo, "Êxodo: Deuses e Reis", analisado como um todo, não empolga, nem decepciona; não entedia, nem emociona. É apenas mais um filme a ser visto, com o condão de entreter sem ficar na memória por muito tempo. Talvez o desafio fosse grande demais para uma história tão repetida (do tipo "um filme sobre Moisés, de novo?"). Um desafio maior que a competência indiscutível de Scott e Bale. Valeu a tentativa.
Bruno N.
Bruno N.

7 seguidores 1 crítica Seguir usuário

2,5
Enviada em 23 de dezembro de 2014
O filme foi bom, esperava mais por estarmos no século 21.Porem a atuação do Christian Bale como personagem principal, foi extraordinariamente esplêndido. (7,0)
Alan David
Alan David

17.183 seguidores 685 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 3 de janeiro de 2015
Ao terminar de assistir o filme, não tem como deixar de comparar com Noé, filme épico com personagens da bíblia em forma de ação, e assim como em Noé... o filme falha, a história toda distorcida, origem de Moisés toda errada, o personagem de Ramses é fraco, aliás o ator Joel Edgerton é fraquinho, tem cara de chorão, você não conseguia enxerga-lo como Rei, não sei como um cara carimbado e de sucesso como Riddley Scott escolhe esse ator para ser protagonista junto com Bale, esse sim foi bem, naquele estilo de atuação do Bale, esse longa tem um pouco mais de ação do que Noé, tem inicio interessante e só, você já vai percebendo o quanto eles mudam a história, o problema não é mudar, e sim como você mudou, tirou qualidade, até as pragas do Egito eles mudaram algumas coisas, apesar de serem bem feitas, é uma parte importante da história que eles poderiam ter seguido a risco da história original.

Mais do filme, a ideia de pegar trechos da bíblia e transformar em filmes de ação já é um tanto conturbado, porque você tem que distorce demais a história, imagina se você ainda quer dar toques de humor, o longa tenta de forma desastrada fazer isso com o personagem Ramses, tem alguns pontos positivos, os efeitos são bons, fotografia e ambientação também, mas o destino da história deixa a desejar, continuidade também é um problema no filme, parece esquetes, que nenhuma cena esta ligada a outra, assim... acontece algo forte e em seguida acontece outra parece que ignorando o que aconteceu anteriormente (tirando as pragas do Egito, apesar que feito mais ou menos também), você não sente que esta tudo ligado, a ideia de mostrar a travessia no deserto, mar vermelho, pragas do Egito e mar se abrindo era tão grande que depois parece que eles não sabiam como terminar, fora que arranjaram um Deus criança com sangue nos olhos, deixou a desejar assim como Noé, eles deviam deixar essa ideia de transformar épicos bíblicos em filmes de ação de lado, ou primeiro trabalhar com afinco no roteiro para depois pensar em porradaria e efeitos, o filme só ficou regular.
Flavio L.
Flavio L.

3 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 4 de janeiro de 2015
É um filme desorganizado. Esperava demais com seu trailer espetacular, mas com um filme decepcionante.
Lilian F.
Lilian F.

9 seguidores 1 crítica Seguir usuário

2,5
Enviada em 4 de janeiro de 2015
O filme realmente é uma adaptação da história bíblica. Pode-se dizer que é inspirado nela, mas não se empenha em retratá-lá, pois importantes aspectos da história são deixados de lado. Não assista na expectativa de ver a história bíblica porque a frustração será certa.
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