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Cinema em Cena
Retornando à iconografia religiosa ao trazer Desmond “curando” um soldado da cegueira e ao parecer elevar-se aos céus em outro ponto da projeção, "Até o Último Homem" é um ótimo exemplo do que acontece quando o material certo cai nas mãos de um realizador sintonizado com seus temas.
Quarto Ato
Mel Gibson mais uma vez mostra a sua direção arrojada em trabalhar bem com as trivialidades. Enquanto "O Resgate do Soldado Ryan" de Steven Spielberg dispõe de uma abertura espetacular, Gibson separa o que há de melhor para o final.
Cinema com Rapadura
Se tecnicamente, com uma montagem eficiente e elementos sonoros realistas e bem equalizados o filme é primoroso, fica um pouco desequilibrado ao falarmos das atuações.
Cinemação
Muito em “Até o Último Homem” é grandioso, grandiloquente e enaltecedor. [...] Enquanto Andrew Garfield vive o protagonista com a doçura necessária para seu papel, Hugo Weaving consegue dar toda a carga dramática necessária para pai dele.
Collider
Embora o filme simplifique a posição do personagem que não quer sequer tocar numa arma, a violência que o cerca [...] torna "Até o Último Homem" uma história fascinante que não tem uma resposta certa sobre significado de ser um não-combatente no meio de um combate.
Omelete
O diferencial de "Até o Último Homem" é que Gibson nunca abandona o registro desafetado e documental de sua História Real, ao mesmo tempo em que recorre a essas licenças poéticas raivosas de obliteração.
Preview
Como disse o próprio diretor em entrevistas, "Até o Último Homem" não é um filme de guerra, mas sim de homens na guerra. Assista aos créditos finais, que trazem cenas reais de Desmond Doss.
The Guardian
Como um veículo desenhado especialmente para o retorno de Mel Gibson à cadeira de diretor, "Até o Último Homem" não poderia ser mais perfeito [...] o diretor acerta em cheio.
The Hollywood Reporter
De volta ao jogo com "Até o Último Homem", Mel Gibson prova mais uma vez que é um narrador competente que sabe exatamente como elevar a tensão, incrementar a emoção e construir intensidade até atingir picos explosivos.
Washington Post
“Até o Último Homem" acaba sendo um grande filme de entretenimento que também é um retrato eficiente da fé, da espiritualidade e da decência humana básica.
Cinemascope
[...] o grande legado de "Até o Último Homem" é o reconhecimento pela admirável certeza das convicções de Desmond Doss e de seus feitos como um homem comum que salvou dezenas de vidas e não tirou nenhuma.
Papo de Cinema
A intensidade da longa sequência da tentativa de tomada da colina realmente impressiona, ainda que alguns detalhes digitais – o sangue resultante de tiros – destoem dos inúmeros efeitos práticos e do espetacular trabalho de dublês.
Screen Rant
Gibson dedica bastante tempo para explicar o tema das implicações religiosas em "Até o Último Homem" durante a primeira metade, antes de investir numa segunda metade tão brutal quanto assustadora, mas mesmo assim impressionante.
Boston Globe
Mel Gibson é um cineasta de crenças fortes, e uma delas é a crença nos poderes redentores da violência e da dor espetaculares e voyeurísticas [...] É um filme épico em seu escopo, íntimo em seus detalhes e surreal em suas dimensões...
Ccine10
Gibson nos expõe às cenas de violência e barbárie e, a partir delas, realça sua visão heróica da guerra. Até mesmo Desmond chega a ser paradoxal a ponto de idealizar a prática da guerra como defesa de sua nação.
Chicago Sun-Times
[...] Andrew Garfield entrega uma ótima performance. "Até o Último Homem" é fiel à história real de Desmond Doss em todas as acepções desta palavra.
Cineplayers
A tarefa foi cumprida e seu nome [de Mel Gibson] está de volta ao topo, talvez não com um filme tão vigoroso como poderia, mas suficientemente convincente em sua tentativa de retomar a imagem de bom moço.
Cinepop
Mel Gibson mantém sua ótica de forma exemplar, tenta mostrar ao público várias emoções e situações que são importantes para nosso entendimento e envolvimento com a trama. É um belo trabalho de Mel na direção, mesmo o roteiro ajudando em somente partes da história.
Cineweb
A sequência que mostra a batalha definidora da vida de Doss, ponto alto do filme, é marcada por um impressionante realismo, dando a medida da crueldade da luta, que durou dias...
Estado de São Paulo
Há a guerra, a ação propriamente dita, onde se espera que Mel Gibson vá melhor. E vai mesmo. [...] O modus operandi de Gibson é às vezes fronteiriço do sadismo. Fora isso, o filme é bom.
Folha de São Paulo
Gibson filma esse caso real de moral exemplar como um diretor de Hollywood faria nos anos 1940, equilibrando ação e emoção em doses calculadas, explorando os tempos dramáticos com precisão e levando sua mensagem a quem desconfia dela.
New York Times
Desmond Doss era calmo, humilde e corajoso, qualidades estas que Mel Gibson honra, mas das quais não compartilha. É possível se sentir tocado e inspirado pelas aventuras de Desmond ao mesmo tempo em que suas convicções parecem ter sido exploradas, e até mesmo traídas.
Observatório do Cinema
A dor e a violência são uma forma de justificar aquela história e mostrar sua importância, como se diante daquele horror pode ser apresentado uma espécie de iluminação, um milagre divino diante do caos humano. O filme de Mel Gibson tem, aparentemente, uma justificativa divina para filmar a guerra.
Screen International
"Até o Último Homem" retoma as temáticas que sempre motivaram pessoal e profissionalmente Mel Gibson durante toda sua vida; ele nunca foi sutil, mas sempre foi certamente efetivo em entregar suas mensagens poderosas.
The Playlist
Gibson, cuja falta de sutileza na direção e talento para as cenas de ação atingem o ápice neste filme, não se contenta em contar a grande história de Desmond Doss e sua fé corajosa e inabalável. Ele quer nos convencer que a fé do personagem, de fato, é a verdade.
Télérama
O contraste entre a carnificina da batalha (o filme é muito violento) e o puro heroísmo do soldado é empolgante. Existem muitas cenas contestáveis. Mas a energia e a paixão do filme conseguem conferir a este oposto de "Sniper Americano" um sopro lírico.
Variety
Como seus filmes anteriores, "Até o Último Homem" é o trabalho de um diretor possuído pela certeza da realidade da violência como uma verdade profana, porém inevitável.
Veja
Inspirado em uma história real, combina momentos de graça e romance na primeira fase para, em seguida, jogar o espectador num realista campo de batalha. Trata-se da emocionante trajetória de um herói esquecido nos livros mas, sensatamente, resgatado por Mel Gibson...
Critikat.com
"Até o Último Homem" tinha a oportunidade de fazer o retrato de uma anomalia humana em plena comunhão guerreira. Neste sentido, ele é um fracasso, mas um fracasso acadêmico, ou seja, com certo interesse em algumas cenas.
Críticos.Com.Br
Mel Gibson explora os corpos dilacerados como se fossem a cereja sangrenta do bolo de carne humana que as cenas se deliciam em expor. [...] O que domina o filme é a exploração do dilaceramento dos corpos: não é para estômagos fracos nem para pessoas sensíveis.
O Globo
O filme tem muito de reverência ao herói biografado e pouco de invenção. O embate entre a fé e o instinto de preservação [...] acaba perdido em meio a uma exibição, às vezes desmedida e sem muita necessidade, das virtudes do personagem e também de cenas gráficas da guerra.