Até o Último Homem
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Mariano Soltys
Mariano Soltys

2 seguidores 35 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 21 de março de 2023
Filme “Até o último homem” e a arte da guerra

Desde alguns estudos recentes, quando pesquisava sobre Convenção de Genebra, sobre a Cruz Vermelha e ações humanitárias em guerras, como crimes de guerra e Tribunal Penal Internacional, até o filme que assisti de forma didática essa semana, chamado “Até o último homem”, que relata médico que esteve na Segunda Guerra Mundial, sem pegar na arma ou treinar tiro, mostram o aspecto do pacifismo. Também em “A arte da guerra”, livro de Sun Tzu, mostra outro aspecto, mais oriental, da guerra e estratégias relacionadas e ela, além de outros aspectos da vida.

Diz o livro A arte da guerra que “A arte da guerra é questão vital para o Estado”. Nisso vem muito o chamado patriotismo, que alguns filósofos já questionaram ao seu tempo, entendendo serem cidadãos do mundo. Hoje toma nova força esse patriotismo, e o filme mostra americanos lutando mortalmente contra japoneses, nessa operação com nome de “Serra”, que seria pelos soldados escalarem em uma serra ou paredão. Já o filme mostra o soldado Desmond T. Doss, de ideologia pacifista, chegar a ser agredido por colegas soldados, haja vista não querer colaborar com a guerra, mas sim salvar pessoas e servir como médico. Nesse ato, ele chegou a salvar em torno de 90 soldados, em meio a campo de batalha, e do mesmo modo servindo a vida, e não a pátria ou mera nação. Cristão que era, ele evidenciava o mandamento de Deus: “não matarás”. O Estado sacrifica por outro lado, muitas pessoas. A fim de manter uma economia estável, não raro inventa guerras a fim de garantir petróleo, como ocorreram em últimas décadas, do mesmo país ou Estado. Raimon Panikkar disse que a competição será a última guerra que acabará com o mundo. Disse Ralph Maxwell Lewis que “Sou culpável de provocar a guerra quando creio que o Deus que eu concebo é o único que os outros têm de aceitar”. Isso apareceu mais nas guerras contra países de religião islâmica, ademais, e se mostrou confuso. No filme se percebe uma guerra injusta, com navios e canhões americanos, bem como de túneis em japoneses e um sentido limitado, onde a paz ou mesmo se cuidar da vida e a salvar foi o caminho acertado, no caso de Doss. Ele inclusive participa já idoso de comentário sobre o ocorrido, ao final da produção de Mel Gibson, que deixou o filme com cara de Paixão de Cristo de guerra, com certo sangue e fé.


Por fim, semelhante a soldado Desmond Doss, um herói de guerra, ou de paz, se mostram organizações como a Cruz Vermelha, bem como regras de guerra, preservando civis e pessoas que não merecem sofrer ou morrer em meio a arte da guerra. Sun Tzu dizia que “Na guerra, preze pela vitória rápida”. De fato, o melhor caminho seria a paz, superando diferenças culturais e religiosas, usando diplomacia e negociações, mesmo tratados de paz. Mas, por fim, o filme é uma boa opção a se analisar a vida militar, sua disciplina e heróis que morreram em prol do Estado, em um patriotismo que nem sempre se justifica. Atualmente, a guerra ideológica vem também matando pessoas, seja socialmente, seja existencialmente. Sejamos o último homem a se lutar pelos pobres, e pela paz, afastando as armas de palavras ofensivas em redes sociais.

Mariano Soltys, professor e advogado - autor de livro Filmes e Filosofia
Jocelio C.
Jocelio C.

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3,5
Enviada em 16 de maio de 2022
Apesar se baseado em fatos reais, ficou meio exagerado. Salvar pessoas ok, mas não consigo imaginar um só homem fazer exatamente como mostrou o filme.
Jacqueline Oliveira
Jacqueline Oliveira

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3,0
Enviada em 5 de janeiro de 2021
queria assitir o filme mas nao entra sera que pode me ajudar por favor se puder melhorar vou agradecer
anônimo
Um visitante
3,0
Enviada em 15 de julho de 2019
Um ótimo retorno de Mel Gibson à direção após um período conturbado em sua vida pessoal. Hacksaw Ridge é um mais que eficiente drama de guerra a moda antiga que conta com uma edição excelente, sequências de ação de tirar o fôlego, e uma atuação notável de Andrew Garfield. Gibson sempre teve essa abordagem visceral da guerra vindo de Coração Valente, que aqui cabe perfeitamente, principalmente no tocante a relação que o personagem principal tem com a violência, esse aspecto do filme eu achei bem tocante. Pode chamar de purista e excessivamente panfletário religiosamente, mas nenhum tema abordado ao longo do filme soa fora de lugar, é tudo perfeitamente coerente com a História e essência de Desmond Doss. O filme só vai um pouco além de que deveria no melodrama e o final é um tanto anti climático para a construção narrativa de escalada de conflitos e havia sido construída até ali. Apesar de alguns problemas, um belo filme.
InvistaSA
InvistaSA

5 seguidores 37 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 4 de julho de 2019
Apesar de ser baseado em fatos reais, acredito que houve um excesso do tipo americano patriota e vitoriosos. Segundo leitura que fiz na Wikipédia, spoiler: dessa vez parece que os estadunidenses realmente venceram

O contexto do filme não me agrada muito, não gosto de filmes de guerra, esse mata-mata, tiro para tudo que é lado chega a ser exaustivo. Contudo a moral do filme de um homem honrar seus princípios é louvável.
Graziele B.
Graziele B.

1 seguidor 16 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 13 de maio de 2019
O filme é bonito sim, sou louca do gênero, então quando lança um que presta quero ver, não são muitos no ano.
Vi no ano que lançou, gostei bastante é um filme tranquilo de se assistir, mas não bate nem de longe alguns do genêro.
Fica como um dos melhores de uns 3 anos pra cá, já que não se lança mais nada de guerra...
Sabrina L.
Sabrina L.

1 crítica Seguir usuário

3,5
Enviada em 24 de janeiro de 2018
É bem interessante pois conta uma história real, de uma maneira totalmente realista. Porém, realmente é um filme bem forte, contendo cenas "pesadas" envolvendo muita morte etc.
Entretanto, é um filme que, se quisermos, podemos tirar muito proveito; afinal, nós vemos o quanto aqueles soldados sofreram e também podemos tirar como exemplo a fé do soldado Doss, que o ajudou em todos os momentos.
Jc V.
Jc V.

17 seguidores 60 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 11 de agosto de 2017
A guerra é um lugar que transforma homens em animais, corrompe o coração de todos os soldados e a única forma de sobrevivência é matando. Se você pensa assim precisa muito assistir esse filme.
A história de Hacksaw Ridge seria infantil, insana e digna de total descrédito... Se não fosse uma história real! Com o tom religioso e sangrento que marca a obra de Gibson, as aventuras de Desmond Doss e seus ideais são inspiradoras pra qualquer pessoa que tenha um coração mais ou menos operante. Como não se comover quando alguém tão puro é injustiçado e, após dura provação, ergue-se entre os valentões como um herói? Repito, é uma história inacreditável, parece mentira.
O que estraga o filme são as cenas de violência grotesca, não por seu impacto visual, e sim por serem totalmente gratuitas e exageradas fora do contexto de outras cenas. Quando um soldado pega o tronco desmembrado de um colega morto e usa como escudo pensei até que era um filme do Tarantino... Muito sem sentido, coisas que estão lá só pra agradar o público "baixo".
Andrew Garfield é excelente, um pouco teatral demais às vezes, mas em grande nível. Vince Vaughn traz um humor perfeito pra história em um dos seus melhores papéis. Muitos filmes de comédia não são tão engraçados quanto seu personagem é.
Por fim, apesar uma série de erros cinematográficos e escolhas duvidosas o que fica ao espectador é a mensagem excelente de paz e retidão personificada na figura de um herói de guerra como nunca havia sido mostrado no cinema.
Rafael J.
Rafael J.

1 crítica Seguir usuário

3,5
Enviada em 23 de julho de 2017
Filme ótimo , bom para reflexão para a vida!!!
Coragem resume a atitude de um indefensável mas que possui uma Fé incomparável.
Vlad A.
Vlad A.

3 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 11 de junho de 2017
Mel Gibson , sempre inteligente na direção. E conflitante, levando o espectador a refletir. Boas atuações.
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