É possível um filme envolver humor negro, trama policial e drama sentimental e ser um ótimo filme? Se for feito como Wes Anderson fez em O Grande Hotel Budapeste, sim! A trama de um gerente de hotel, Gustav H., que se envolvia com mulheres mais velhas, principalmente com a Madame D, e que começa uma incomum amizade com um garoto que trabalhava como mensageiro, chamado de Zero. Após a notícia da morte de Madame D, Gustav e Zero vão até a mansão dela e la ficam sabendo que ela deixou a maior herança para ele: o quadro do menino com a maçã. Mas seu filho, furioso com o fato de ela ter feito isso, arma uma grande conspiração, o que leva a ser preso e ter de contar com a ajuda de outros prisioneiros e a de Zero, para juntos, descobrirem a verdade e desmascarar o verdadeiro culpado pela morte de Madame D. E tudo isso contado na forma de uma história dentro de outra história e dentro de outra história (parece totalmente confuso dizer assim, mas vendo o filme verá que foi simplificado e explicado), começando com o Autor contando a história de quando conheçeu o dono do hotel e o mesmo contou a história de como se tornou dono do hotel. Isso é mais um dos motivos pro filme ser tão elogiado e diferente de tudo já visto, alem de que em cada uma dessas 3 partes, para representar cada época diferente, o filme fica com 3 formatos diferentes, uma idéia original e brilhante a meu ver.
Ralph Fiennes com ótima atuação, assim como o estreante Tony Revolori no papel de Zero, e sem contar as participações, mesmo que algumas bem pequenas mas essenciais pra trama de grandes atores como Jude Law, F. Murray Abraham, Edward Norton, Adrien Brody, Willem Dafoe, Jeff Goldblum, Harvey Keitel, Bill Murray e Owen Wilson. Totalmente diferente de tudo já visto e com belo cenário e figurino (não a toa que ganhou o oscar de melhor figurino) e com um jeito simples mas excelente de filmar, Wes Anderson acertou em cheio ao realizar O Grande Hotel Budapeste, totalmente merecedor da repercussão e criticas favoráveis.