Carol
Média
4,3
795 notas

66 Críticas do usuário

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Mateus L.
Mateus L.

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5,0
Enviada em 6 de junho de 2016
É difícil ver um filme que te faz pensar e repensar sobre seus conceitos, mas esse realmente me 'paralisou' no bom sentido. Filme magnífico, para mim realmente foi diferente, me fez pensar nos pré-conceitos que temos ( que eu tenho). Diferente de tudo que já vi.
Bruno S.
Bruno S.

4 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 4 de abril de 2016
Eu não tenho críticas negativas do filme, porém, queria que o final durasse mais. O filme Carol tem uma demonstração lúcida sobre os sentimentos, o filme nos dar uma percepção otimista perante o amor e parante a vida. Vi duas mulheres loucamente apaixonadas e dispostas ao amor, amor esse que foi interferido por preconceituosos e também pela imoralidade injusta que naquela época continha, ainda sim o filme não deixou de se destacar a sua originalidade sentimental. Parabenizo as atrizes e os atores que participaram do filme, assim como os diretores e todos os profissionais que, trabalharam para que o filme chegasse a uma grandeza considerada. Vejo o filme Carol como um exemplo... Diga não ao preconceito! Ame, mas ame incondicionalmente. Ame, mas ame logicamente. spoiler:
Camila A.
Camila A.

1 seguidor 4 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 25 de março de 2016
Um dos poucos filmes LGBT que gosto. Atuações tocantes, adaptação tão bem produzida, fotografia linda, filme bom de se ver. Vida longa á essa obra magnífica!
Elizabeth A.
Elizabeth A.

6 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 4 de março de 2016
Carol já nasceu clássico uma obra prima conta uma linda história de amor com beleza, sensibilidade e delicadeza.
Impossível não se deixar levar pela história e seus personagens com elenco impecável com destaque para a diva Cate Blanchett e Rooney Mara maravilhosa como Therese Belivet.
Toddy Haynes dá um show na direção para completar fotografia, figurino e roteiro perfeitos.
Kelly Hayd
Kelly Hayd

22 seguidores 2 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 1 de março de 2016
Ao esperar uma obra padrão de uma história de amor proibida, me deparei com a surpresa de um filme minunciosamente elaborado. Não foi a primeira obra traduzida para o meio cinematográfico e, com o andar da carruagem, não será a última. Se até Alfred Hitchcock se rendeu aos escritos de Patrícia Highsmith, em “Pacto Sinistro” de 1951, só pode significar que as obras tem seu valor.

Patrícia foi uma mulher reclusa e bastante misteriosa. Não á toa que Joan Schenkar dedicou um bom tempo de pesquisa para desvendar os maiores segredos da autora e publicar em seu livro “A Talentosa Highsmith“. A escritora utilizou de suas próprias experiências para criar suas personagens e envolver os mais desconfiados leitores. Nada mirabolante demais, nem dramático em demasia, tudo na medida certa.

Em “Carol”, a começar pela história adaptada, o filme tece um sutil entrelaçamento de expectativa e sutileza. É fato que todo filme da temática gay tenta ser o mais sutil o possível com o intuito de convencer até as mentes mais retrógradas de que não passa de uma história de amor. “Carol” vai além. A sutileza está na interpretação do diretor Todd Haynes e não no roteiro, que desde o princípio deixa claro o problema central do filme.

A paixão entre Carol Aird (Cate Blanchett) e Therese Belivet (Rooney Mara) não é avassaladora. Não é um amor a primeira vista. É a intriga com o que existe por trás do olhar de cada uma que as une, as envolve e as marcam. Vindas de realidades completamente opostas e tendo Therese, que nunca antes se apaixonou por uma mulher, como alvo dos caprichos de Carol, o romance entre as duas era mais que improvável. Mas ainda não é isso que nos prende.

O ritmo do filme chega a ser contraditório. Ao mesmo tempo em que tudo vai acontecendo na vida de Carol, em relação à guarda de sua filha Rindy e o divórcio com Harge (Kyle Chandler), a relação entre Therese e Carol, apesar das rápidas escolhas de estarem cada vez mais próximas, caminha lentamente. É a leitura de uma poesia em meio ao turbilhão de uma metrópole. E é a expectativa do que está por vir que nos mantém reféns da tela do cinema.

Tanto Cate Blanchett como Rooney Mara estão impecáveis no filme, mas é Cate quem surpreende. Seu olhar austero e ao mesmo tempo sedutor, sua postura imponente que chega a intimidar, ao mesmo tempo que convida à proximidade. Belíssima e intrigante, Cate nos conduz dentre seus mistérios e desejos, nos envolve em suas angústias e nos obriga a perdoá-la por suas escolhas. É uma mistura de amor e paixão, dedicação e abdicação.

A fotografia não podia ser mais peculiar. Sempre nos provocando a ansiedade de saber o que encontra-se do outro lado para onde a câmera está a nos levar vagarosamente. Fundamentada em seus detalhes que nos aproximam das sensações das personagens, nos repetitivos reflexos de Therese nos vidros de trens e carros que nos faz pensar se ela age por ela mesma ou por consequência de sempre dizer “sim” a tudo. A cena de intimidade nunca será como “Azul é A Cor Mais Quente”, mas porque não quer. Não é a intenção e não teria sentido uma imagem tão explícita em um contexto já tão transgressor. Novamente a sutileza da leitura bate à porta e nos deixa embasbacados com a representação do amor, e não do sexo.

Vale ressaltar que os figurinos são obras de ninguém menos que Sandy Powell, indicada 11 vezes e vencedora de 3 estatuetas da academia por suas brilhantes criações. Os detalhes em “Carol” não deixam a desejar. As cores que evoluem conforme a intensificação da sedução, o vermelho vibrante de Carol em meio a uma multidão de tons de cinza, o ar de doçura e pureza de Therese que também se transforma quando ela decide dar andamento ao seu sonho de tornar-se fotógrafa.

O filme, como dito no começo do artigo, é minunciosamente elaborado. Cada elemento complementa o outro de forma única e necessária. É o que faz necessário que você assista a este filme.

H.K.
Breno Rossini C.
Breno Rossini C.

2 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 29 de fevereiro de 2016
Não é daquele tipo de filme "agitado" sabe, mas de alguma maneira ele te prende e te deixa cada vez mais interessado em saber no que vai dar, a história é muito bem desenvolvida, foca na relação entre as duas personagens sem omitir o preconceito presente na sociedade. outro detalhe é que a trilha sonora é muito bonita e os cenários são muito ricos também, Cate e Rooney Mara dão um show na atuação, em alguns momentos elas falam apenas com o olhar, as personagens das duas são bem intrigantes, o filme no geral é interessante, bonito e bem produzido, vale a pena assistir.
Kamila A.
Kamila A.

7.941 seguidores 816 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 26 de fevereiro de 2016
Apesar do filme ser chamado Carol, a verdade é que a grande jornada vivida durante o filme dirigido por Todd Haynes é a experimentada por Therese Belivet (Rooney Mara, numa performance indicada – erroneamente – ao Oscar 2016 de Melhor Atriz Coadjuvante). Na cidade de Nova York, na década de 1950, Therese trabalha como vendedora em uma grande loja de departamento e possui um namorado (Jake Lacy) que a pressiona a se casar. Entretanto, ao observarmos a personagem de uma forma mais atenta, sentimos que ela ainda está em busca de algo – de si mesma e daquilo que ela realmente deseja para a sua vida.

É certo dizer que o mundo de Therese se expande a partir do momento em que ela cruza olhares com Carol Aird (Cate Blanchett, numa performance indicada ao Oscar 2016 de Melhor Atriz), uma das clientes da loja na qual ela trabalha. Carol tem uma aparência magnética, elegante e que atrai e seduz Therese. Logo, as duas estreitam o seu relacionamento e Carol, uma mulher mais experiente e certa daquilo que ela é, conduz Therese em caminhos de descobertas próprias em busca do seu verdadeiro eu.

Dirigido com elegância, classe e sutileza por Todd Haynes, Carol é um filme que se torna marcante pela competência do seu elenco (que ainda conta com as maravilhosas performances coadjuvantes de Sarah Paulson e de Kyle Chandler) e de sua parte técnica – com destaque para a trilha sonora de Carter Burwell, que preenche os muitos vazios advindos da personalidade introvertida de Therese Belivet e que, em muitas cenas, parece nos revelar toda a gama de emoções que a personagem estava sentindo.

Carol ainda acerta em suas tramas paralelas. Baseado num livro escrito por Patricia Highsmith (conhecida pelos livros da série estrelada por Thomas Ripley), o filme consegue mostrar bem como era desafiadora a rotina de uma mulher como Carol Aird, que largou um casamento com um homem bem-sucedido para viver a sua vida da maneira que ela gostaria, enfrentando, muitas vezes, a hipocrisia de uma sociedade que só sabe viver de aparências.
Eduardo Santos
Eduardo Santos

340 seguidores 183 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 1 de fevereiro de 2016
Todd Haynes é um cineasta que parece estar acostumado a tratar dos dramas cotidianos de uma maneira bastante interessante. Seus personagens costumam ser fortes e têm de lidar com dilemas contundentes, afrontando padrões sociais das épocas em que vivem. Aqui, em Carol, ele mais uma vez narra uma história extraordinária de maneira bastante delicada e sensível. Baseado no romance The Price of Salt, de Patricia Highsmith (mesma autora de O Talentoso Ripley), o filme conta a história de Carol Aird (a incrível Cate Blanchett), uma linda senhora, ainda casada com Harge (o ótimo Kyle Chandler) e mãe de uma adorável menina, que se encanta pela jovem Therese (Rooney Mara, também excelente) ao entrar numa loja de departamento. Não convém falar muito mais da trama, não que ela tenha inúmeras surpresas, mas vale a pena perceber as entrelinhas da câmera de Haynes sobre tão distintas personagens. Aliás, um dos maiores trunfos desta produção é justamente como o talentoso diretor consegue transmitir as nuances das personagens com tanta classe, sofisticação e doçura, fugindo da obviedade e explicitação nos diálogos e imagens. Tudo bem que a escolha do extraordinário elenco ajuda muito. A sempre competente Blanchett compõe uma protagonista forte, apaixonante e atrevida, que mesmo em meio a suas inseguranças, transmite uma feminilidade e encanto acachapantes. Já Mara também brilha com sua inexperiente e adorável Therese. A química entre as duas atrizes é excepcional, e isso é imprescindível para que haja toda essa cumplicidade transmitida em seus olhares e na forma gradativa em que as duas se aproximam e se apaixonam. Chandler, como o marido apaixonado que se transforma na pedra do sapato do romance entre as duas, também atua com grande destaque. E Sarah Paulson, como amiga confidente de Carol, também tem seus bons momentos. O roteiro é cativante, com diálogos belos e bem construídos que prendem a atenção a todo instante. E a parte técnica também não fica pra trás. Fotografia, direção de arte, figurino, trilha sonora... tudo cria um clima envolvente. Trata-se de um filme singelo, delicado e que trata um romance entre duas mulheres com naturalidade, maturidade e beleza, algo que se mostra raro no cinema. É do tipo de filme que faz com que torçamos para que tudo dê certo, para que fiquemos na torcida pelas protagonistas e que mostra que o amor não tem sexo, nem idade, nem preconceitos. Ele por si só vale a pena ser vivido. Praticamente uma ode ao amor livre de estigmas.
Celso F.
Celso F.

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5,0
Enviada em 27 de janeiro de 2016
Está aberta a temporada dos bons filmes americanos que vão ao Oscar 2016, com prévia, neste próximo final de semana (10/01/2016), para o Globo de Ouro. E dei uma boa largada assistindo o campeão de indicações ao Globo 2016, cinco ao todo, Carol, com Cate Blanchett e Rooney Mara.

O filme é uma destas impecáveis produções, com presente direção, atrizes espetaculares, construção de época linda e roteiro bem amarrado. Pronto, já usei todos os adjetivos necessários para desmoralizar uma resenha de respeito! Mas, a película vale cada minuto.

Carol conta a história de duas mulheres que se cruzam em uma loja de departamento nos anos de 1950 em Nova York. Nasce um interesse mútuo que vai gradativamente aumentando, pouco a pouco, em olhares e gestos milimetricamente postos, tendo seu ápice em uma cena de amor forte, ardente e - sim! - delicada.

O personagem título é interpretado por Cate que está lindíssima em todas as cenas. Incrível! Por outro lado, Rooney, na pele de Therese, se mostra uma moça insegura, mas curiosa onde tudo aquilo vai dar. Algumas sequências são mesmo de tirar o fôlego. Fiquem de olho: na cena de amor (já comentada); quando Carol está na sala dos advogados com o marido para decidir o futuro da sua filha e; na última, que sem nenhuma palavra emociona e consagra as atrizes e a sutileza do diretor ao contar essa história.

O diretor Todd Haynes não tem muitos filmes, mas na sua maioria são bons. Inclui ai Longe do Paraíso, aquele estrelado por Julianne Moore. O impressionante nesta sua montagem é trabalhar com planos pequenos, tudo milimetricamente enquadrado, com a câmera fechada em mãos e olhares para detalhar a delicadeza dos sentimentos latentes e verdadeiros. Sinceramente, fiquei com a impressão que o diretor trabalha com uma rigidez nas interpretações e enquadramento até a cena de amor entre as personagens para justificar a sutil aceitação de ambas (e do público).

Carol tem estreia prevista para o dia 14/01, mas está em pré-estreia em algumas salas. É, sem dúvida, um concorrente de peso aos prêmios americanos, incluindo filme, direção e atrizes - as duas estão concorrendo ao mesmo prêmio no Globo de Ouro.

Deve ser visto para quem gosta de um bom filme!
Mirelly C.
Mirelly C.

2 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 26 de janeiro de 2016
Ótimo filme! atuação impecável. O filme consegue passar para o telespectador o que de fato elas tiveram de enfrentar com relação a não aceitação e ao preconceito e ao mesmo tempo mostra um lindo romance. Super adorei.
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