Planeta dos Macacos: O Confronto
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4,4
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197 Críticas do usuário

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William di Souzah
William di Souzah

59 seguidores 9 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 25 de julho de 2014
Entre medíocres (e em alguns casos: abismais) remakes e reboots de clássicos da ficção científica, 'Rise of the Planet of the Apes"(Planetas dos Macacos:A Origem) foi um filme raro que se destacou. Pode se dizer que é um filme com cérebro e coração. Além de uma abordagem original para um material bem conhecido, o filme tem grandes efeitos visuais. Dito isto, 'A Origem' praticamente perde a cor em comparação a sequência dirigida por Matt Reeves, 'Dawn of the Planet of the Apes'(Planeta dos Macacos:O Confronto). Posso dizer sem medo de errar: o filme é uma obra-prima da Ficção Científica.

A ousadia de "O Confronto", é não ser como os blockbusters dos dias atuais, onde o que importa é ação desenfreada. Ele volta ao estilo do filme original de 1969(que pelo pouco recurso da época focou no roteiro), onde a história contada é tão importante quanto a ação.

Dez anos após os acontecimentos do primeiro filme, a raça humana está ameaçada. Uma doença, dizimou grande parte da população mundial. Sem energia elétrica, um grupo de sobreviventes liderados por Malcolm (Jason Clarke) precisará entrar na floresta dos chimpanzés para negociar com César (Andy Serkis) para tentar reativar uma usina localizada no território dos primatas.

Embora este filme envolve o início de uma guerra entre humanos e macacos, esta guerra poderia representar qualquer guerra entre dois clãs ou facções, com a diferença de ser ideológica, cultural ou ate mesmo pela cor de sua pele.

Um pouco mais lento que "A Origem" o filme mergulha no coração de uma questão que tem nos atormentado há séculos: Por que lutar uns contra os outros? Por que sair do nosso caminho para matar uns aos outros? Como estamos respeitando esse espaço territorial? Como é que as nossas ações dão origem a conflitos e nos levam a enfrentar nossos vizinhos? Nossa crise existencial parece ter nos consumido tanto que estamos sempre devastados pela guerra, sempre em conflito. "O Confronto" é um vislumbre do monstro dentro de nós mesmos. Um espelho para nossas ações no passado e no presente.

Com um ótimo roteiro, "O Confronto" enfeitiça do começo ao fim, desde a sua abertura, cheio de angústia ao seu espetacular clímax, cheio de ação. Eu sou normalmente muito crítico em relação ao uso exagerado do CGI, mas o nível de habilidade exibida aqui, simplesmente tem que ser admirado. O CGI é absolutamente fenomenal, há cenas que são quase inteiramente em CGI(como os macacos caçando veados para alimentar a comunidade), mas tudo parece incrivelmente real e vivo. O design de produção dos diferentes ambientes também é excepcional, outra coisa que separa a sequência do original de 2011, que foi menos fantástico.

O trabalho de Reeves e seu exército de artistas de efeitos visuais é excepcional, tanto em termos de realismo dos macacos e quanto do que é visto em todas as cenas. Mas o que é mais importante, não é apenas a qualidade dos próprios efeitos visuais, mas como efetivamente eles são usados ​​para contar a história de "O Confronto".

É bem claro desde o início que os macacos são os verdadeiros astros do filme, enquanto que os seres humanos são como antagonistas casuais. Os personagens humanos, interpretado por Jason Clarke, Gary Oldman, Kodi Smit-McPhee, Keri Russell e Kirk Acevedo, não acrescentam muito. Quando o foco do filme muda para o campo humano, é difícil manter o máximo interesse.

O desempenho surpreendente de Andy Serkis como César é de se questionar quando ele vai ganhar o merecido Oscar?

Essa nova franquia do "Planeta dos Macacos" tem potencial para se tornar uma daquelas trilogias raras como "O Senhor dos Anéis" ou a trilogia original "Star Wars". Espero que o terceiro filme possa reviver o título de "Battle for the Planet of the Apes" porque isso é realmente o único rumo que a história pode ir a partir daqui.

Um sucessor, brilhantemente realizado para um reboot sólido da franquia. "Dawn of the Planet of the Apes" mostra o que pode ser feito quando um diretor talentoso, com um roteiro e elenco forte, cria um blockbuster de verão que não sente a necessidade de apelar para atingir o sucesso.

Ao escrever a resenha de "Transformers:A Era da Extinção" questionei: Será que a 'era da extinção' do título se refere a falta de bons roteiros e originalidade que paira Hollywood nos últimos anos?

"Planeta dos Macacos: O Confronto" me mostrou que não.
Diego R.
Diego R.

24 seguidores 13 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 22 de julho de 2014
O filme é bom com boas cenas de acão mas o pouco cansativo pelos diálogos dos macacos, e o 3d nem existe, esses filmes estão fazendo a gente de besta com esses 3d inexistente.
Rodrigo P.
Rodrigo P.

13 seguidores 1 crítica Seguir usuário

4,5
Enviada em 20 de julho de 2014
Épico! sem duvida faz jus ao clássico original. Roteiro bem elaborado e ação na medida certa.
Paolo De Corleone
Paolo De Corleone

10 seguidores 42 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 20 de junho de 2015
Não importa o quão bom tenha sido o primeiro filme, sequências não serão coisas que virão sem preocupações. Mas, de certa forma, eu particularmente não apresentei medo ou dúvida alguma em relação à "Dawn of the Planet of the Apes". Desde início, eu já sabia que este seria um ótimo filme. E fato, ele é, tanto quanto uma sequência, quanto também um todo.

Mas, novamente, comecemos do início. Aqui a primeira coisa que se nota, sem dúvida, é o mundo apocalíptico que a Terra se tornou. A versão do diretor Matt Reaves é bem feita, e consegue representar este novo mundo de forma muito caprichada.

Assim como "A Origem" teve muitas inspirações no quarto filme da franquia original, "A Conquista do Planeta dos Macacos" (1972), este novo longa teve igualmente (e dessa vez, diga-se de passagem, mais frequentes) inspirações no quinto filme da franquia, "A Batalha do Planeta dos Macacos" (1973). Mas, eu posso dizer com toda autoridade, que esta última semelhança entre ambos os filmes foi realmente grande, e quase podemos considerar "O Confronto" como um 'remake', ainda que o mesmo esteja longe disso.

Na parte de atuações, pode-se dizer que o filme continua com qualidades, assim como anterior, apesar de quase todo o elenco ter mudado. Andy Serkis é simplesmente um monstro, um mar de excelentes atuações. Aliás, ele sim merece um reconhecimento da Academia, isso vem desde sua captação de movimentos com o Smeagul, ou seja, não é de hoje. Jason Clarke faz a sua parte, ele não é um grande ator, ou seja, suas atuações ficam neutras, ainda que tenha menos carisma que James Franco. E por fim, Gary Oldman, um dos meus atores favoritos, que ao contrário de como mostrava os 'trailers' do filme, o mesmo não aparece com muita frequência, mas as suas cenas são memoráveis.

Por fim, "O Planeta dos Macacos: O Confronto" é uma continuação séria, de um filme que entrou no meu coração em 2011, e que, com a sua sequência, conseguiu repetir o feito. O longa tem uma história magnífica, inspirada nos filmes antigos e consertando furos do mesmo, ainda que seja unicamente um 'reboot'. Ou seja, é um excelente programa, um ótimo filme, e que, quem sabe, possa ser reconhecido pela Academia no começo do ano que vem.
Menelau J.
Menelau J.

70 seguidores 1 crítica Seguir usuário

4,0
Enviada em 19 de julho de 2014
Mantém o suspense do original e metaforiza questões importantes sobre a evolução. Vale a pena.
anônimo
Um visitante
4,0
Enviada em 25 de dezembro de 2014
Depois de longos anos,macacos e seres humanos se reencontram,mas de uma forma não muito amigável.César (interpretado pelo o fantástico ,Andy Serkis),consegue manter sua boa liderança entre o grupo de primatas.Onde mantém a ordem,e conseguem ser o grande responsável por todos os atos de seus companheiros.Esse novo filme de Matt Reeves consegue manter o bom nível do anterior,e mostra a história bem pensada,de acordo com aquela que terminou em Planeta dos Macacos-A Origem.Temos um novo elenco,que traz Jason Clarke,Gary Oldman e a linda Keri Russell.A fotografia destruída da cidade impressiona juntamente com os tons escuros de dias de chuva,e tudo isso com bons momentos de confronto entre animais de diferentes espécies.
Felipe G.
Felipe G.

6 seguidores 23 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 24 de julho de 2014
É complicado encontrar uma sequencia que supere seu antecessor. E este filme é uma dessas raridades. Por mais que Planeta dos Macacos: A Origem (2011) seja um ótimo longa, essa continuação o supera em vários sentidos.

O filme consegue agradar o público, com o excesso de ação, e a crítica especializada, com seu drama emociante que não se perde em meio aos acontecimentos da trama.

O César de Andy Serkis retorna mais espetacular, se destacando no meio das outras atuações (que não deixam de serem ótimas). Os efeitos surpreendem e tornam os macacos quase reais. O filme supera as expectativas e é, sem dúvidas, um dos maiores filmes do ano!
Marcelino G.
Marcelino G.

12 seguidores 21 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 26 de julho de 2014
É bacana quando você sai do cinema e percebe que o filme valeu o ingresso. Filme de enredo bem amarrado, não dá sono, sem cenas desnecessárias, bom elenco e com cara que vai ter continuação. Apesar de ser Ficção Científica possui muitas cenas de ação, drama e aventura. Efeitos especiais ótimos e me pareceu que este segundo foi ainda melhor do que o primeiro. Recomendo.
Cássio d.
Cássio d.

9 seguidores 3 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 27 de julho de 2014
Três anos após o renomado "A Origem", "O Confronto" trás questões parecidas, porém mais evoluídas por assim dizer sobre a humanidade que há em si. O filme inicia-se mostrando como se tornou a vida dos macacos vivendo em sociedade e apenas cerca de quinze minutos depois ouvimos uma voz humana no filme, não que seja chato, na verdade qualquer um que já viu o filme tenho certeza que poderia passar o filme inteiro sem humanos.

Os dois núcleos(macacos e humanos) são mostrados como um espelho. "Como assim?" você me pergunta. César(Andy Serkis) é o líder imponente, o macaco mais forte, inteligente e talvez mais racional do grupo gigantesco que ele lidera( spoiler: realmente gigantesco pois não importa as duzias de macacos que morram, seu numero sempre parece o mesmo ou aumenta
), temos Koba(Toby Kebbell) o macaco que a partir de um ponto do filme se torna vilão(não que isso já não fosse esperado), Maurice(Karin Konoval) em minha opinião é o macaco mais interessante pois parece ser o mais humano(o mais próximo aos macacos apresentados no longa de 1968). Do outro lado temos Malcolm(Jason Clarke) que assim como César acredita na vida pacifica entre macacos e humanos, liderando a equipe de cientistas do filme, Dreyfus(Gary Oldman), parece-se com Koba ao querer a guerra entre as raças mais do que tudo, e assim funciona o espelho.

Porém, se o núcleo dos símios é aproveitado da forma mais intrigante possível, o dos humanos parece ser quase esquecido, mostrando mais Malcolm por ser o protagonista(mas nós não ficamos sabendo muito sobre ele, porém detalhes que parecem ser esquecidos com o tempo são expostos), como eu já expliquei com o espelho, ele parece-se muito com César, até pelo modo de vida, com sua namorada e seu filho, do mesmo jeito que César tem sua parceira e seus dois filhos. Gary Oldman não ganha muito destaque no filme(como já era esperado por muitos, inclusive eu), porém ele só realmente ganha importância no filme na cena final(literalmente no final) e não vale a pena desenvolve-lo. Trazer o núcleo de Dreyfus com seu filho infectado pela gripe símia explica parte da raiva que ele sente, spoiler: mas ele é completamente irrelevante até a cena que ele ajuda a matar Koba com a sua bomba que não serve para nada
.

As questões sociais trazidas são talvez as mais interessantes desde um documentário que traria Nelson Mandela ou Martin Luther King como cânone. Na questão de(como diz César no desfecho) todos serem iguais, a humanidade acaba com tudo e os macacos aparecem para reinventa-lo, porém eles caminham para o mesmo futuro que os humanos, será que no fim todos perdem a sua humanidade e não há diferença entre humanos e símios em geral? César parece muito com um filosofo ao trazer estas questões nas entrelinhas em uma de suas ultimas falas.

César poderia ter morrido neste filme sem problemas, spoiler: não do jeito que quase aconteceu, que foi aceitável se ele tivesse realmente morrido
, mas na minha opinião o arco dele já está acabado, e eu não veria problema em ver uma continuação com um de seus filhos ou outro símio como protagonista.

"Macaco jamais matará macaco", no filme de 1973 essa é a frase mais ouvida no filme, ela é trazida a tona algumas vezes durante este, spoiler: e no final até César burla essa regra quado mata Koba dizendo que ele não é macaco, o que parece ser parte de desistir de sua "humanidade", mas se ele não tivesse feito aquilo, Koba não teria parado e vem-se a velha do questão do bem comum
. As semelhanças com os filmes originais começam a ser notadas neste filme e eu ainda espero que o desfecho final desta nova saga do planeta dos macacos seja o enterro da estatua da liberdade, e acredite, estão caminhando pra isso. Neste filme já vimos a divisão entre raças, os chimpanzés são os lideres, inteligentes e responsáveis, os gorilas, brutamontes, são os guardas e os orangotangos como Maurice são os filósofos, ensinam as crianças e etc.

A captura de movimento é absolutamente sensacional, o filme abre e ficha com uma visão dos olhos de César e eu duvido que alguém consiga apontar uma parte daqueles olhos que não pareça real, quando o exercito de macacos liderados por Koba marcha sobre San Francisco é inacreditável ver tantas pessoas em uma só imagem de captura de movimento.

"Planeta dos Macacos: O Confronto" traz questões sociais e cenas de ação que batem de frente com "Tranformers: A Era da Extinção", também por conta do sucesso de público dos dois e pelo segundo ter sido lançado antes e o primeiro ter de correr atrás.

Muitos compararam o filme a "Dark Knight" que é um filme que funciona sozinho, você também pode ver "O Confronto" sem se preocupar se viu o primeiro filme, porém a comparação entre os dois é quase que incontestável, do mesmo jeito que Harvey vai perdendo sua humanidade e se transformando em duas caras em "Dark Knight", o mesmo acontece com quase todos em "O Confronto", sorte de Gary Oldman estar nos dois. Uma pancada de semelhanças pode ser achada entre os dois filmes como coringa e Koba por exemplo.

O filho mais velho de César, Olhos Azuis é assim como Maurice um dos mais interessantes e também o personagem mais explorado do filme, é incrível como consegue-se construir tanta coisa com tantos poucos detalhes em um filme só. Olhos Azuis é o tipico filho que vai assumir o posto do pai e precisa aprender para se tornar "o homem da casa", mas ele acaba sendo meio que persuadido por Koba durante o filme e precisa tomar decisões interessantes de se ver.

Eu espero que mais de um filme ainda seja produzido, pois não tem como terminar essa história com só mais um capítulo, eu quero ver a origem da zona proibida, o enterro da estatua, a evolução dorsal dos símios e mais.
Pedro H.
Pedro H.

2 seguidores 13 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 12 de dezembro de 2015
O filme tem tudo pra ser bom.
spoiler: E no poster o César está segurando um filhote, será que é dele?
Só assistindo pra saber!
Eu assisti esse filme e achei ótimo para quem gosta tipo de The Walking Dead (WTF).
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