Não importa o quão bom tenha sido o primeiro filme, sequências não serão coisas que virão sem preocupações. Mas, de certa forma, eu particularmente não apresentei medo ou dúvida alguma em relação à "Dawn of the Planet of the Apes". Desde início, eu já sabia que este seria um ótimo filme. E fato, ele é, tanto quanto uma sequência, quanto também um todo.
Mas, novamente, comecemos do início. Aqui a primeira coisa que se nota, sem dúvida, é o mundo apocalíptico que a Terra se tornou. A versão do diretor Matt Reaves é bem feita, e consegue representar este novo mundo de forma muito caprichada.
Assim como "A Origem" teve muitas inspirações no quarto filme da franquia original, "A Conquista do Planeta dos Macacos" (1972), este novo longa teve igualmente (e dessa vez, diga-se de passagem, mais frequentes) inspirações no quinto filme da franquia, "A Batalha do Planeta dos Macacos" (1973). Mas, eu posso dizer com toda autoridade, que esta última semelhança entre ambos os filmes foi realmente grande, e quase podemos considerar "O Confronto" como um 'remake', ainda que o mesmo esteja longe disso.
Na parte de atuações, pode-se dizer que o filme continua com qualidades, assim como anterior, apesar de quase todo o elenco ter mudado. Andy Serkis é simplesmente um monstro, um mar de excelentes atuações. Aliás, ele sim merece um reconhecimento da Academia, isso vem desde sua captação de movimentos com o Smeagul, ou seja, não é de hoje. Jason Clarke faz a sua parte, ele não é um grande ator, ou seja, suas atuações ficam neutras, ainda que tenha menos carisma que James Franco. E por fim, Gary Oldman, um dos meus atores favoritos, que ao contrário de como mostrava os 'trailers' do filme, o mesmo não aparece com muita frequência, mas as suas cenas são memoráveis.
Por fim, "O Planeta dos Macacos: O Confronto" é uma continuação séria, de um filme que entrou no meu coração em 2011, e que, com a sua sequência, conseguiu repetir o feito. O longa tem uma história magnífica, inspirada nos filmes antigos e consertando furos do mesmo, ainda que seja unicamente um 'reboot'. Ou seja, é um excelente programa, um ótimo filme, e que, quem sabe, possa ser reconhecido pela Academia no começo do ano que vem.