Ela
Média
4,4
3744 notas

448 Críticas do usuário

5
283 críticas
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Sandro P.
Sandro P.

7.485 seguidores 572 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 14 de outubro de 2015
Me preparei para assistir o filme esperando ser bem cansativo, mas não, a loucura da história prendeu a minha atenção do começo ao fim... Excelente roteiro! Um filme profundo e ótimo para reflexão...
Sidnei C.
Sidnei C.

127 seguidores 101 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 23 de fevereiro de 2014
Vagamente situado num "futuro" próximo, onde sofisticados Sistemas Operacionais evoluem, a partir de uma programação inicial e na interação com seus usuários, o filme Ela não pode ser classificado como uma ficção científica convencional. A realidade que ele retrata, de pessoas dependentes da tecnologia, que vai a um nivel afetivo-emocional, já é a realidade que vemos e vivemos no mundo atual, basicamente a crítica de seu enredo.

Nesta história buñuelesca, Theodore (Joaquin Phoenix) é um solitário que se apaixona por Samantha, que não é uma pessoa de verdade, mas um sistema operacional tão avançado e inteligente que parece compreendê-lo e atender suas necessidades como nenhuma outra mulher que conheceu em sua vida, nem mesmo sua ex-esposa, de quem ainda reluta em formalizar o divórcio.
Reduzir o filme a uma interpretação de comédia surreal que busca fazer uma crítica ao estado dos relacionamentos virtuais que vimos surgir no mundo atual seria simplificá-lo demais. O originalíssimo roteiro de Spike Jonze vai muito mais além, embora inicie com esta premissa. O que vemos ao longo do filme é quase uma tese antropológica. Afinal, o que faz de todos nós sermos humanos, e nos diferencia de todas as outras criaturas vivas? O que é o homem além de um ser capaz de amar, se apaixonar, se relacionar, sonhar, iludir-se, decepcionar-se, sofrer e superar a dor? Em um momento do filme, Samantha pergunta a Theodore: Como é possível compartilhar uma vida com outra pessoa? Questões assim e outras mais surgem ao longo do filme, mas não de uma maneira didática e chata, mas ao contrário, de forma extremamente divertida e inteligente. Há muitas cenas que provocam o riso na plateia, principalmente aquelas "protagonizadas" pelo boneco do videogame que Theodore costuma jogar em casa, ou pelo jogo está sendo desenvolvido por sua vizinha, Amy (Amy Adams).

Scarlett Johansson apenas empresta sua voz à Samantha, mas de uma forma inusitada sua interpretação torna imprescindível assistir ao filme em sua versão original, com legendas. Não posso imaginar o estrago que uma versão dublada faria ao filme, visto que sua voz é um elemento primordial para a realização bem-sucedida do filme. Joaquin Phoenix está sensacional, interpretando praticamente sozinho na maioria das cenas, expressando uma extensa gama de emoções e sentimentos.

Se de fato não é nada novo em uma narrativa personagens que se apaixonam e se envolvem com objetos inanimados, desde o clássico Pigmalião (que se apaixonou pela escultura que ele mesmo criou), Ela é um filme moderno e extremamente contemporâneo em sua abordagem e temática, com um roteiro que é um achado de originalidade, e ao mesmo tempo leveza cômica de sua proposta. Além da atuação impecável dos atores principais, o filme conta com elementos de cena e fotografia que ajudam a ressaltar a solidão e o estado de espírito das personagens. O apartamento de Theodore é amplo e absurdamente "clean", sem personalidade, com grandes janelas de onde se pode vislumbrar as luzes de uma grande cidade opressiva e sem vida. A desconexão de Theodore com outras pessoas se estende à sua desconexão (e dos outros habitantes desta Los Angeles do futuro) com a natureza, símbolo de nossa sociedade moderna e tecnológica que virou as costas para uma vida em convívio com o meio ambiente. No elevador de seu prédio há somente imagens translúcidas de árvores, numa cidade sem lugar para o verde. O único pedacinho de natureza que a cidade de Theodore apresenta é uma estreita faixa de areia de uma praia superpovoada.

As cores no filme também exercem um papel importante. É possível encontrar significados e sugestões nas próprias roupas que Theodore veste, suas camisas coloridas, ora vermelho ora amarelo, transmitem seus sentimentos para os quais ele não encontra palavras, embora, paradoxalmente, seu trabalho seja sugestivamente escrever cartas para os outros. Esta talvez seja outra característica inerente ao ser humano: sabemos tanto sobre o outro, mas tão pouco sobre nós mesmos.
Jonathan G
Jonathan G

50 seguidores 92 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 18 de fevereiro de 2014
O filme é tocante e preciso, Joaquin e Scarlet acabamtendo uma quimica que achei que não fosse possivel entre um homem e uma máquina. O filme passa e sentimos a alegria, a dor e a tensão dos dois. O que acaba sendo um pouco pesaroso é o ritmo do filme. Muito bom
MAGRAOBL
MAGRAOBL

29 seguidores 402 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 5 de janeiro de 2025
[05/01/2025 Prime Video]

O filme é muito bom, bem dirigido e bem produzido.
Temos uma ótima atuação do Joaquin Phoenix e também uma boa atuação, se assim posso dizer, da Scarlett Johansson.
Dito isso, vi alguns comentário sobre o filme ser uma discussão filosófica sobre o amor.
Infelizmente não me pegou como um lindo filme de romance, apesar de ser um bom filme, não fiquei convencido do amor de um humano pra com uma inteligência artificial.
Sei que isso é meio Black Mirror e pode se tornar realidade com os avançando da I.A no nosso mundo presente, mas, não consegui ter esse convencimento de amor entre humano e máquina e toda a artificialidade que envolve isso...
David R.
David R.

14 seguidores 1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 4 de maio de 2014
Que filme fantástico, que roteiro e que narrativa agradável... limpa e forte. Estou sem ar até agora... como conseguiram contar uma história tão louca e impactante com tanta delicadeza. As provocações sutis estão por todo o filme, spoiler: como na cena em que o protagonista está na praia lotada, mas completamente alheio das pessoas que estão ali (talvez não do ambiente)
. Sem dúvida um obra prima do cinema!! Boa para reflexão e melhor ainda para diversão.
Marcio A.
Marcio A.

165 seguidores 134 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 17 de janeiro de 2014
É impressionante a capacidade técnica do Diretor Spike Jonze, muito conhecido principalmente por adaptar o inadaptável como fez por exemplo em Quero ser Jhon Malckovich. Neste filme em que um homem comum se apaixona por um sistema operacional com a voz sexy de Scarlet Johanson, ele desfila o seu estilo e ritmo com o sempre costumeiro toque de originalidade que não falta em seus filmes. Este filme aclamado pela crítica Americana e que está pouco a pouco sendo descoberto, é realizado por um visionário que sabe abordar um tema sem apelar para clichês. A solidão e o vazio - mesmo sem maiores explicações sobre o futuro de Jonze - apelam para o refúgio virtual diante da inaptidão de se relacionar socialmente. Pessoalmente, fiquei impressionado com a definição que Samantha - o sistema operacional que é foco da paixão do protagonista - deu em relação a uma composição musical: "Um retrato revelado de um pedaço de nossos sentimentos". Merecida indicação de melhor filme devido a originalidade da história; talvez um dos filmes mais interessantes e originais da história do cinema moderno.
anônimo
Um visitante
4,0
Enviada em 28 de janeiro de 2018
concordo com as críticas do site, mas não a pronto de cinco estrelas. e sim um filme encantador, porém não a ponto de ser absolutamente memorável.
Guillermo M.
Guillermo M.

54 seguidores 103 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 9 de fevereiro de 2015
A idéia do filme é boa, mas o egocentrismo dos personagens prejudicou a proposta.
Roberto O.
Roberto O.

26 seguidores 59 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 5 de novembro de 2014
Filme salienta a importância do diálogo em meio à comunicação.

Ela, o novo filme escrito e dirigido pelo sempre contundente Spike Jonze, de Quero Ser John Malkovich (1999) e Adaptação (2002), é uma fábula contemporânea, uma ode à comunicação (ou à falta dela) e um grito de socorro diante das contradições da era digital, uma época em que se tornou possível se comunicar online com alguém que esteja até do outro lado do mundo, enquanto o hábito de dialogar pessoalmente tem se mostrado cada vez mais raro e obsoleto.
O filme nos apresenta um futuro muito, muito próximo, em que empresas do ramo de comunicação se ocupam em oferecer a seus clientes – incapazes de expressar seus sentimentos pessoalmente – o serviço de escrever cartas a seus entes queridos ou pares românticos. Em comum com a personagem vivida soberbamente por Fernanda Montenegro no brasileiro "Central do Brasil", (1998) de Walter Salles, está a sensibilidade necessária para entender de relacionamentos, e se colocar no lugar das pessoas, ao redigir tais cartas. Detalhe: aqui as cartas não são mais digitadas, e sim ditadas pelo escritor, e imediatamente "lidas" pelo software, uma tendência que, segundo atestam comunicólogos, em questão de mais alguns anos deverá fazer parte de nossa sociedade de maneira massiva. Um desses funcionários de tal empresa é Theodore (vivido com apropriada vulnerabilidade por Joaquim Phoenix), que escreve lindas cartas de amor para pessoas que nunca vai conhecer pessoalmente (e as ajuda a se aproximarem), ao passo que, ironicamente, quando sai do trabalho se vê diante de sua atual situação, um processo de divórcio doloroso (eles sempre são) e a solidão de seu apartamento, para o qual volta desoladamente todas as noites. Apesar de ser uma pessoa sociável, como se percebe facilmente em seu ambiente de trabalho, em que interage com grande naturalidade com todos à sua volta, sua incompletude – nada mais do que um reflexo inerente a todo ser humano – é inegável.
A reviravolta na vida de Theodore acontece quando ele “conhece” Samantha, um sistema operacional que, mais do que organizar sua vida, passa a fazer-lhe companhia. O entrosamento entre eles se dá inicialmente pelo alto grau de "humanidade" que o programa apresenta, possuindo uma personalidade autêntica, com suas próprias ideias e opiniões, o que afasta completamente a noção de que, na verdade, Theodore estaria apenas interagindo com uma “máquina”. O esplêndido trabalho de Scarlet Johansson ao fazer a voz de Samantha só contribui para atingir em cheio o objetivo requerido pelo roteiro (que ganhou o Oscar) de simpatizarmos com ela. A extrema naturalidade e espontaneidade com que Samantha fala, somada à doçura de sua voz, rapidamente vai preenchendo Theodore com a sensação de completude que lhe faltava. Mas esse sentimento a princípio bizarro não é tão espantoso assim, pois Samantha também demonstra "sentir" algo por ele, e essa cumplicidade não difere de nenhum outro relacionamento "à distância", em que momentos de felicidade são facilmente perceptíveis, bastando para isso às vezes apenas uma simples conversa, ainda que por meio das ferramentas digitais que “aproximam as pessoas”.
A aparentemente fácil inter-relação homem-máquina, bem como suas consequências nos âmbitos moral, social e ético, é ilustrada neste longa de maneira a nos convidar para uma ampla reflexão acerca de como será o nosso futuro. Mais do que isso, nos alerta a enxergar a realidade que já está diante de nós, basta sairmos à rua para observarmos pessoas caminhando obsessivamente concentradas no que vêem nas telas touchscreen de seus smartphones. Quantos anos nos separam do que é visto nesta projeção? E, talvez a pergunta mais relevante que o filme se propõe a nos fazer: o futuro aproximará ou afastará as pessoas? Que ainda reste sensibilidade suficiente no mundo para haver, ao invés de mais comunicação, mais diálogo.
Emanuel F.
Emanuel F.

25 seguidores 15 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 23 de novembro de 2014
Posso dizer que este é o melhor filme de romance da década, é simplesmente apaixonante e intrigante, todas as cenas são aproveitadas ou para humor, tensão, amor não há desperdício!!!
Um ponto importante mas não menos relevante, a tilha sonora, é perfeita, do inicio ao fim!
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