Crítica “Ela”
- Ok, então ta. Éh... eu assisti um filme muito bom. Excelente, aliás.
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- O nome é “Ela”.
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- Sim, rsrsrs. Se passa no futuro onde, pelo que eu percebi, a informática está ainda mais evoluída. Não tem teclado, e o computador responde a comandos de voz.
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- Pois é. Bem legal! E, ainda, é possível você interagir com personagens do vídeo game enquanto joga.
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- Acompanha um cara chamado Theodore (Joaquin Phoenix, excelente ator) que trabalha escrevendo cartas em nome de outras pessoas, e que vem passando por um período de solidão após o divórcio com sua mulher Catherine (Rooney Mara, que tem uma pequena participação, porém suficiente para mostrar a personalidade da personagem).
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- Sim. Parece simples, mas não é. Por se sentir muito solitário, ele adquire um sistema operacional com inteligência artificial (Scarlett Johansson) que pode interagir e se relacionar como um ser-humano.
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- Kkkk. Mas o filme é lindo! É um romance muito inventivo. Traz diálogos interessantíssimos, e prende sua atenção pelas duas horas de duração.
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- Joaquin Phoenix mais uma vez está espetacular. Ele faz um cara complexo emocionalmente e muito sensível, o que faz com que ele seja o melhor na sua função.
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- Exatamente. E por ser uma pessoa difícil de ser compreendida – até por ele mesmo -, há muito tempo ele não se envolve em um relacionamento. Daí que vem a afinidade com o sistema operacional Samantha.
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- E o relacionamento dos dois vai evoluindo de uma forma muito natural. Graças a ótima performance de Scarlett – só a voz, o que não impediu que eu me apaixonasse, ainda mais, por ela. Assim como o desenvolvimento do sistema vai acontecendo à medida que ela vai interagindo com ele, e adquirindo personalidade própria; vontades, desejos, ciúmes. Com direito a relação sexual. E de uma forma muito romântica.
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- O filme ainda conta com a participação de Amy Adams, como Amy, a melhor amiga de Theodore. Ela, também, está muito bem, e divide ótimas cenas com Joaquin, onde ambos se sentem muito à vontade para se abrir um com o outro. Amy acaba sendo o relacionamento humano mais presente na vida de Theodore.
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- A fotografia é belíssima, e demonstra a melancolia do personagem com um ambiente frio e nebuloso.
Assim como a trilha sonora com temas tristes e bastante viscerais.
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- É o primeiro filme de Spike Jonze, que eu vi. E, baseado nisso, vou atrás de outros trabalhos.
Por um momento vai parecer que você está assistindo a um filme do Malick, tamanha a sensibilidade mostrada na tela.
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- É uma história sobre relacionamentos. Sobre pessoas querendo ser aceitas e compreendidas por alguém – ou alguma coisa; e sobre amor de verdade, independente de como seja, ou com quem seja.
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- É isso. Vá assistir. Vale à pena!
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- Ok. Beijo e tchau! ;)