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Diogo Codiceira
26 seguidores
969 críticas
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4,0
Enviada em 20 de novembro de 2025
Frankestein é um terror/drama que contou com a direção e roteiro de Guillermo del Toro. Na trama, acompanhamos um cientista Victor Frankenstein (Oscar Isaac) brilhante e ambicioso, que procura realizar pesquisas pra evitar a morte. Com ajuda financeira de um ex-médico Harlander (Christoph Waltz), Victor consegue traz uma criatura monstruosa à vida. Porém, tal criatura (Jacob Elordi) coloca em risco à vida de Victor. Convenhamos que a obra literária de Frankenstein, de Mary Shelley era algo que faltava para del Toro fazer no cinema. A narrativa do filme segue linhas temporais diferentes e visões distintas tbm. Inicialmente temos o presente, na região polar, em que Victor é encontrado ferido por uma embarcação que está presa no gelo e acaba contando toda a sua história ( da infância até tal momento em que foi encontrado). A parte 2 do filme é contada pela visão da criatura que invade o barco e conta a história para o Capitão Anderson (Lars Mikkelsen) que é o ouvinte de ambas as narrativas. A trama segue a cartilha da obra, mas adicionamos o tempero macabro em diversas cenas que é bem típico de del Toro. Precisamos destacar o bom elenco, e aqui acrescento a belíssima Mia Goth, que tem uma repulsa por Victor e uma ingênua atração pela criatura. Por falar nisso, a atuação de Jacob Elordi como a criatura foi muito boa. Outro ponto do filme é que a criatura em nenhum momento é taxada como monstro, mas vítima da insensibilidade do seu criador. Tal ato nos faz refletir quem é o verdadeiro monstro no filme. Outro ponto a se pensar é: quando a criatura não ficou mais dependente de Victor, o seu criado, soube se virar sozinha e parou de adora-lo. Mas quando viu o seu criador frágil, resolveu perdoa por entender que é capaz de errar ( e errou ao brincar de Deus).
O filme Frankenstein surpreende por ser muito mais do que uma história de terror, trazendo uma carga emocional forte e momentos realmente tocantes. É um filme que consegue emocionar e surpreender, mostrando o lado humano e a beleza por trás de um clássico.
A fotografia é boa, mas a história longa demais, entediante e MUITO diferente da original. O Frankenstein fitness e a romantização da relação dele com o criador, foi bem forçado. Me incomodou muito que, em nenhum momento o filme falou sobre a verdade criadora do Frankenstein, a mulher que o escreveu e de fato o inventou, achei que a Mia Goth faria esse papel. Pra mim, o pior de tudo foi o Frankenstein mesmo, sem condições. Mas a pesar de tudo, ate a metade do filme me prendeu!
Tudo incrível! Guillermo Del Toro deu seu nome nesse longa metragem. Espetacular em termos de técnica, roteiro e fotografia. Jacob Elordi me surpreendeu completamente, com uma grande maestria conseguiu dar veracidade e sentimentos a um monstro que é ícone na literatura e cinema. Assistam, vocês não vão se arrepender.
A adaptação de Frankenstein dirigida por Guillermo del Toro funciona como uma leitura sensível e profundamente humana do clássico. O que mais se destaca é a capacidade do filme de provocar emoção sem recorrer a exageros: ele constrói momentos de dor, empatia e estranhamento com uma delicadeza que pesa. A narrativa é coesa, com um fio dramático claro que guia o espectador do início ao fim, e isso reforça o impacto emocional das cenas mais intensas. Apesar dessa força, alguns detalhes parecem pedir um pouco mais de polimento, certos trechos poderiam ter sido melhor aprofundados, no desenvolvimento de personagens secundários e na transição entre alguns eventos-chave, que às vezes soam rápidos demais para o peso que carregam. O ponto mais alto, porém, é a performance do ator que interpreta o monstro. Ele entrega uma mistura de vulnerabilidade, brutalidade e inocência que sustenta todo o filme. É uma atuação que não depende apenas de maquiagem ou postura, mas de nuances emocionais que fazem a criatura realmente existir, com sentimentos contraditórios e uma presença que domina a tela. No conjunto, é uma adaptação que honra o espírito da obra original, mas com a marca autoral de del Toro: sombria, poética e capaz de despertar uma gama intensa de sentimentos.
Uma boa fotografia e só. Inserções forçadas, como a leitura do poema Ozymandias de Percy Shelley, ou a tentativa de adaptar personagens para os padrões atuais fracassaram. Não há muito que dizer: é uma péssima adaptação do romance de Mary Shelley, para quem leu o livro ou assistiu a adaptação cinematográfica do romance, estrelada por Robert Deniro em 1994, é uma decepção.
Este filme é um assombro metafísico. Ao mesmo tempo que ele desperta horror, nojo, é sensível e muito emocionante ao mesmo tempo. Se Jacob Elordi não ganhar um Oscar, desista!
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