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Marcelo Durvi III
4 críticas
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3,0
Enviada em 17 de fevereiro de 2026
Frankenstein começou muito bem até a explosão que Victor ocasionou no castelo, depois virou Cavaleiro Solitário, ficou brevemente como a Bela & a Fera, e finalizou como o Abominável Homem das Neves... ficou muito cansativo e não me surpreendeu. Pouco a falar!
escolhi a este filme sem muitas expectativas, achando que seria “mais um” clichê, algo sem profundidade, apenas para passar o tempo…logo nos primeiros minutos percebi que estava completamente enganada: um filme extremamente bem escrito, desenvolvido, com ótimas atuações; e os diálogos!? ahh, o que dizer dos diálogos…apenas que dispensam comentários. É uma obra que vai lhe emocionar, impressionar e o que mais considero: irá lhe trazer pelo menos uma boa reflexão acerca da vida e suas dádivas. Vale mais do que à pena assistir a tamanha arte. São poucos os filmes atuais que carregam tamanha beleza e qualidade.
Depois da Forma da Água, esse diretor tomou o meu coração todo! Esse filme é muito bonito. A fotografia está linda. Os personagens bem construídos. Não é envolvente, mas surpreende de uma forma muito positiva e cute. Gostei!
O cientista Victor Frankenstein desafia as leis da natureza e a morte criando uma criatura indestrutível.. Del Toro coloca a criatura como protagonista que narra a versão dos fatos depois de Victor, nasce sem maldade, busca compaixão, mas é rejeitada e quer vingança. Diferente do original, Elizabeth não é sua noiva, e sim do irmão. A cena clássica onde o monstro consegue um amigo, um ancião cego é preservada. Atmosfera gótica, buscando um terror sofisticado em vez de sustos.
Sinopse: Um cientista brilhante, mas egoísta, traz uma criatura monstruosa à vida em um experimento ousado que, em última análise, leva à ruína tanto do criador quanto de sua trágica criação.
Crítica: "Frankenstein", de Guillermo del Toro, apresenta uma reinterpretação intrigante da clássica obra de Mary Shelley, trazendo à tona temas atemporais sobre a ambição humana e suas consequências. O enredo gira em torno de Victor Frankenstein, interpretado por Oscar Isaac, cuja busca por desafiar a morte cria um dilema moral profundo, refletindo a luta entre a genialidade e a egocentria.
As atuações são um dos pontos altos da produção. Jacob Elordi, como a Criatura, entrega uma performance que combina intensidade e vulnerabilidade, possibilitando que o público sinta empatia por um ser frequentemente visto apenas como um monstro. Sua transformação através do uso extensivo de maquiagem demonstra um comprometimento notável com o papel, contribuindo para a complexidade emocional que o filme busca transmitir.
O aspecto visual contribui significativamente para a atmosfera gótica da narrativa. Del Toro utiliza cenários reais e efeitos práticos de maneira eficaz, criando um ambiente imersivo que envolve o espectador desde o início. A estética gótica é complementada pela fotografia de Dan Laustsen, que captura a essência sombria da trama com uma paleta de cores cuidadosamente elaborada.
Um dos elementos que merece destaque é a forma como o filme explora as relações entre o criador e sua criação. Essa dinâmica é apresentada de maneira profunda e instigante, levantando questões filosóficas sobre responsabilidade e a busca pelo conhecimento. A narrativa oferece momentos de tensão e reflexão que fazem o público ponderar sobre os limites da ambição humana.
Por outro lado, enquanto a produção é visualmente impressionante e as atuações são bem executadas, mas a uma necessidade de um ritmo mais equilibrado. Existem sequências que, embora bem-intencionadas, podem parecer arrastadas, o que pode comprometer o envolvimento do espectador em determinados momentos.
No geral, "Frankenstein" é uma proposta ousada e bem elaborada que ressoa com os temas centrais do original, enquanto traz uma nova camada de interpretação e reflexão. A combinação de uma direção competente, atuações memoráveis e uma estética cuidadosa faz deste filme uma experiência notável no gênero gótico de ficção científica.
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