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Valdirene Zupa
1 crítica
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4,0
Enviada em 2 de janeiro de 2026
*Minha reflexão sobre o filme:* *O Castelo de Vidro*
Esse filme revela o quanto uma mente perturbada pela hipocrisia de uma sociedade capitalista pode se tornar excêntrica ao ponto de uma família viver na mais absoluta pobreza.
Como os abusos sofrido na infância transforma a vida de um homem numa fuga da realidade.
O personagem se mascara numa falsa imagem de idealista, em busca de liberdade, que foge do capitalismo... Mas na verdade, ele próprio vive se escondendo de seus traumas. Sua verdadeira fuga é do medo de encarar seus próprios fantasmas...
Seus medos o leva a fugir com sua família. Os faz acreditar que estarão seguros se viverem apartados dessa sociedade hipócrita e doentia. Imagem que ele criou para justificar sua fuga. Pra não ter que assumir seus verdadeiros motivos de fuga.
Mas ao perceber seu fracasso em prover o básico para os filhos, volta se esconder atrás da da própria família. Encontra na bebida a fulga que o tira da obrigatoriedade de cuidador e que o isenta da culpa...
Por outro lado, a história mostra um lado criativo e inteligente de como esse pai direciona seus filhos. Os manipula mentalmente para não perceberem o quão miseráveis realmente são. Os faz acreditar que levam a melhor vida que existe. Que causam inveja nas pessoas. Que são os únicos que sabem ser felizes de verdade.
Uma manipulação consciente e coberta de um amor egoísta. Onde ameniza o sofrimento dos filhos com a crença de estarem vivendo uma grande aventura seguida de uma expectativa de criarem seu próprio castelo.
Sim. Uma mente doente, em fuga da realidade vivida na infância. Que busca proteger os filhos do mundo ao seu redor.
Além disso mostra uma atitude bruta de ensinar a sobrevivência, a coragem, a manipulação e a audácia a seus filhos. Isso funciona por um tempo. Mas ele próprio ensina os filhos serem auto suficientes. Serem pensadores...
Em meio a esse caos estabelecido surge 4 crianças espertas e corajosas. Determinadas a mudar suas vidas por conta própria. Crianças que aprendem sobreviver primeiro e viver depois.
Conforme o tempo passa aquelas crianças se tornam pessoas independentes mas ligados pelos laços da cumplicidade vivida juntos. Vivem uma mistura de sentimentos confusos e perdidos no tempo, mas o sentimento que sobrevive é o amor. A confirmação de que o sentimento mais puro esteve presentes na vida de cada um deles apesar da manipulação incorreta e obsessiva desse amor ter causado tanta dor.
No fim, era esse mesmo sentimento que fez de cada um o que se tornaram na vida adulta. As lições prendidas se tornaram verdadeira armadura de proteção contra a hostilidade do mundo real.
E esse amor falou mais alto ao final desse história marcante da vida real.spoiler:
O filme traz uma leitura profunda sobre constelação familiar e vínculos disfuncionais. Os pais vivem de forma negligente, alheios às responsabilidades, enquanto os filhos precisam se adaptar emocionalmente a esse caos. A filha, marcada pela ausência e pela dor, desenvolve ódio pelo pai e, paradoxalmente, acaba repetindo traços dele, mostrando como os padrões familiares se perpetuam.
O desfecho é sensível e simbólico: ao compreender seu lugar dentro da família, a protagonista encontra uma forma de paz e aceitação. É um filme bonito, intenso e carregado de memórias, que conta a história de uma família cheia de falhas, mas também de humanidade e afeto imperfeito.
Os efeitos sonoros e fotografia são ótimos. Mas, na minha opinião, a romantização que fizeram, principalmente para quem sobrevive a traumas, é absurda. Simplesmente absurda, retrata a realidade bem de longe e com lentes de contos de fadas.
O filme retrata uma história sobre uma família que enfrentam inúmeras adversidades. E a sua construção narrativa é ótima, envolve o telespectador e ao final emociona muito. Me surpreendi bastante, de forma positiva.
O livro retrata muitooo melhor toda a história. O filme é “leve” em questão da negligência dos pais com as crianças, achei que “passou pano” demais. A história detalhada no livro, tem nuances de “choque”, uma realidade escrita aos olhos de uma criança evoluída. Mas que os adultos entendem o quão grave foi.
Eu assisti por indicação. Vim ler as críticas e entendi pq é tão bom. O filme relata a história da escritora Jheny, entre passado e presente. Os pais dela são problemáticos e odeiam o capitalismo. Por causa disso, eles vivem uma vida de miséria. Muito bom todo tipo de pessoas assistirem. Quem deu nota baixa é pq odiou a realidade de encarar um socialismo na prática.
Denso, bem interpretado, com enredo bom. Mostra uma realidade que tem quem não goste, mas sabe que existe. Naomi está excelente no papel. As crianças também.
O filme merece ser visto. É sensacional, perturbador e emocionante. Você julga aquele pai e aquela mãe o tempo todo. São uns irresponsáveis! Mas não é só isso. Não é um ponto final. Os filhos precisam se afastar deles para viver, se desenvolver. Mas parece que ofereciam o que tinham. Tem momentos que achei que o pai devia ser preso por negligência, daí você descobre como era a mãe dele, não que justifique...enfim...o filme é instigante, desafiador, sufocante. Merece aplausos.
O filme te prende do começo ao fim, no início tem uma pegada meio "Capitão Fantástico" e na sequência caminha pra outro lado!! Embora o filme seja baseado na história real de uma família tem seus momentos fantasiosos, normal!!A mensagem é bem bacana e o elenco estelar!Super recomendo...
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