É um lindo filme, no entanto triste. O filme conta a história de uma garotinha chamada Liesel, de origem alemã, que sobrevive as violências da guerra. O filme mostra que mesmo durante a escuridão, é possível manter uma luz. Essa luz, ela encontrava cada vez que lia os livros que pegava na biblioteca, entre os terrores do nazismo, enfrentando holocausto e bombardeios.
O roteiro é bastante fiel ao livro (o que, naturalmente, me agradou muito – assim como certamente agrada quem é fã de carteirinha da literatura), os cenários são lindos e os personagens, muito bem interpretados. Geoffrey Rush e Emily Watson (que fazem Hans e Rosa Hubermann) dão um verdadeiro show, bem como o menininho branquelo e espuleta que interpreta Rudy, o alemão Nico Liersch. Minha única ressalva com relação ao elenco recai sobre a protagonista, interpretada por Sophie Nélisse. Não é que a mocinha seja ruim – muito pelo contrário, ela é muito talentosa –, mas ela simplesmente não é Liesel Meminger. Doce demais, fofa demais, bonita demais. Faltou-lhe a força e o quê de rebeldia que a personagem exigia. Mas nada que prejudicasse demais a história.
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