Filme emocionante, com uma atmosfera sufocante e uma narrativa que nos faz entrar no filme. Os leitores do livro deverão vê-lo com cuidado, pois a leitura é algo pessoal tão quanto a visão da direção e criação dos personagens pelos atores, em alguns momentos nos surpreendem, mas em outro fica a desejar em comparação ao livro. Pontos negativos são os personagens alemães alternando inglês, na grande maior parte, e o alemão no hinos ufânicos da Alemanha, algo holywoodiano, mas que faz com que demoremos a entrar no filme. Os pontos positivos são a forma singela que o filme é contado, lembrando em alguns momentos alguns filmes como "a vida é bela" e "o menino do pijama listrado". Recomendo as mulheres que levem lenços, pois o filme pega pesado em alguns momentos. Eu indico.
Obviamente, como em 99% das produções baseadas em livros, "A Menina que Roubava Livros" não consegue fazer jus à versão original impressa, porém, na minha opinião, trata-se de um belo filme! A atriz Sophie Nélisse, com seus olhos tão expressivos, personificou com perfeição a Liesel que povoou a minha imaginação na época em que li esse livro, tão bem escrito e que diz tanto à emoção! Geoffrey Rush, um dos melhores atores de sua geração, tem, como sempre, uma atuação incrível, emocional e emocionada! É uma história imperdível, que nos traz à memória os horrores da 2ª Grande Guerra, mas também mostra belíssimos exemplos de humanidade, solidariedade, amizade e amor ao próximo!
O filmes faz jus ao livro, conseguiram captar a essência da história sem distorções graves, o terror da 2ª guerra com a delicadeza da das atitudes de Liesel me encantou, a atuação dos atores Sophie Nélisse (Liesel) e de Geoffrey Rush (Hans) foram impecáveis!
Muito bom o filme, agora quero ler o livro, pra ver se foi fiel a adaptação para as telas... Mas eu gostei, é triste e prende a atenção em suas 2 horas e 10 minutos de duração.
Como já era de se esperar, fui ao cinema com os dois pés e os dois braços atrás, já achando que eu ia detestar tudo. Qual não foi minha surpresa quando eu percebi, logo após alguns minutos de filme, estar diante de uma produção muito bem elaborada, redondinha e bela. O roteiro é bastante fiel ao livro (o que, naturalmente, me agradou muito – assim como certamente agrada quem é fã de carteirinha da literatura), os cenários são lindos e os personagens, muito bem interpretados. Geoffrey Rush e Emily Watson (que fazem Hans e Rosa Hubermann) dão um verdadeiro show, bem como o menininho branquelo e espuleta que interpreta Rudy, o alemão Nico Liersch. Minha única ressalva com relação ao elenco recai sobre a protagonista, interpretada por Sophie Nélisse. Não é que a mocinha seja ruim – muito pelo contrário, ela é muito talentosa –, mas ela simplesmente não é Liesel Meminger. Doce demais, fofa demais, bonita demais. Faltou-lhe a força e o quê de rebeldia que a personagem exigia. Mas nada que prejudicasse demais a história.
spoiler: Uma das coisas que me surpreendeu e agradou foi o fato de eles terem misturado diversos discursos e expressões em alemão em meio às falas dos personagens – os próprios personagens, aliás, apesar de falarem inglês, carregam bastante no sotaque, como se fossem, de fato, originalmente alemães. Bem bacana, ajudou a tirar um pouco aquela cara americanizada que 90% dos filmes de guerra possuem. Além disso, a fotografia, repleta de tons sóbrios e sombras, deu à filmagem a atmosfera perfeita. Sehr gut!
O excelente trabalho de adaptação de Michael Petroni aliado à direção precisa de Brian Percival garantiram um tiro certeiro no alvo. É um bom filme, que certamente vai agradar tanto o pessoal que não leu o livro quanto a galera que já leu – o que é algo realmente raro de acontecer.
Na maneira poética e inspirada em que o filme é narrado, eis que nasce uma identificação quase que insustentável pela trajetória de Liesel, Que antes de roubar os livros - ou pegar emprestado - como afirma a protagonista deste belíssimo filme, conquista o espectador e revela as qualidades inseridas no livro pelo qual o filme foi adaptado. É impossível não se emocionar com certos momentos que remetem a uma verdadeira declaração de amor a literatura, em total sincronia com as imagens que mesmo nos silêncios parciais, são capazes de encantar - e produzir um efeito interessante e ao mesmo tempo contrastante, visto que até nos momentos mais tensos é possível detectar um toque de poesia. Esta parte fica muito bem representada por Rush - que brilha muito como pai de Liesel - e principalmente pela inocência e personalidade imprimida pela intérprete de Liesel (Sophie Nélisse). A direção de Brian Percival, recorre a grande sacada de oferecer olhos ao espectador no que tange a odisséia narrativa proposta por ele; e é exatamente esta opção que o leva a um delicioso acerto. Simplesmente lindo!
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