A Menina que Roubava Livros
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4,5
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343 Críticas do usuário

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Eduardo Santos
Eduardo Santos

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2,5
Enviada em 16 de fevereiro de 2014
Comecei a ler o livro há algumas semanas atrás, mas não cheguei a concluí-lo, não exatamente por não considerar boa leitura, e sim por não ter tido muito tempo disponível para dedicar-me a terminá-lo. Decidi então assistir ao filme. Bem, posso dizer que houve uma escolha certeira do elenco, sem sombra de dúvida. Não imaginaria atores mais apropriados para os papeis de Mama Rosa e Papa Hans. Emily Watson tem sem dúvida a melhor interpretação do filme, como a carrancuda mãe substituta de Liesel. Por ser a grande e talentosa atriz que é, já comprovado em outros trabalhos, ela consegue como ninguém criar uma caracterização precisa, com a junção perfeita de dureza e afeto que a personagem pede. Já Geoffrey Rush, ator de primeira e já ganhador do Oscar, não fica muito atrás na sua personificação do simpático patriarca postiço, com amabilidade e ternura que são percebidas somente com o seu olhar. A bela e desconhecida Sophie Nélisse é talentosa e mostra vigor ao interpretar a protagonista com afinco, assim como o simpático Nico Liersh como seu vizinho e amigo. Enquanto isso, Ben Schnetzer é o único que parece completamente deslocado e não convence como Max, um personagem de destaque que precisava de um ator mais carismático e seguro. A parte técnica do filme é muito bonita, incluindo aí direção de arte, figurino e fotografia. A aspereza e a frieza mostradas na tela tornam o ar da película mais verossímil tendo em vista a amargura de várias situações mostradas. Felizmente uma das coisas mais interessantes do livro permaneceu no filme: a narração da história é feita por ninguém mais ninguém menos que a morte. Uma sacada genial do Markus Zusak, autor do best seller que deu origem ao filme, que mostra não haver ninguém mais apropriado e conveniente que a própria morte para narrar uma história que marca uma das maiores atrocidades que a humanidade já enfrentou. Na verdade, as falas da morte são as melhores partes do filme, principalmente no que se refere à emblemática cena final, que causa arrepio até nos mais insensíveis dos seres humanos. Várias pessoas que eu conheço e viram o filme disseram ter chorado nas cenas mais tristes. Não foi o meu caso. Acho que o filme apela sim para o sentimentalismo barato, e a frieza das imagens (talvez devido a tanta neve), não me causou essa comoção toda. Não querendo fazer comparações tolas, mas já as fazendo, acho que se compararmos ao desfecho de O Menino do Pijama Listrado, o efeito deste último foi bem mais devastador e cruel, causando, este sim, um nó na garganta. No caso de A Menina Que Roubava Livros, a impressão que fica é de se tratar de mais uma história cruel sobre a dureza dos reflexos da Segunda Guerra Mundial, com cenas belas e comoventes, mas que ainda assim soam ingênuas e sem novidades. É um filme previsível, que manda uma mensagem bonita e otimista da vida, assim como mostra uma realidade dura e desumana. Mas convenhamos, há muitos outros filmes que fizeram com bem menos momentos muito mais tocantes. Não sei se estou me tornando insensível com tudo que vemos por aí todos os dias, ou se a mesmice deste tipo de filme tem afetado meu senso de humanidade, mas o que me parece é que este filme nada mais é que um belo exemplar da pasteurização do elemento humano numa simplificada forma de comover pelos meios mais fáceis e óbvios. Nem sempre essa fórmula funciona, ou pelo menos não com todo mundo. Basta olhar o filme com um pouquinho mais de cuidado para perceber a fragilidade de um roteiro bem raso, com poucos momentos de real impacto, e sobra de melaço. Puro efeito de uma dosagem exagerada de açúcar e falta de uma pitada de ousadia.
Joyce R.
Joyce R.

9 seguidores 1 crítica Seguir usuário

2,0
Enviada em 15 de fevereiro de 2014
Não faz meu estilo de filme. Mt sem desenvolvimento da história. Poderiam ter melhorado.
Aurelio Cardoso
Aurelio Cardoso

82 seguidores 97 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 2 de fevereiro de 2014
Mais um drama tendo por fundo a II Guerra Mundial e o regime Nazista na Alemanha. Um drama que se perde em nuances pouco profundas com certo lirismo forçado e com linguagem com cara de mini série global. Poderia ser assinada por Jayme Monjardim. A atriz é ótima, a reconstituição de época é ótima, mas é muita embalagem para pouca novidade. Mais um capitulo de povo sofrido durante a Guerra e seus dramas e uma narração da morte que mais atrapalha que ajuda.
Roberto R.
Roberto R.

22 seguidores 12 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 1 de fevereiro de 2014
Adaptações cinematográficas, são sempre uma grande incógnita. Os fãs esperam um filme fiel ao livro, e os produtores desejam algo que seja acessível ao grande público. Nesse “embate” quem sai perdendo são sempre os fãs. “A Menina que Roubava livros”, ao contrário do que se imaginava é bastante fiel ao livro. Porém, talvez seja essa fidelidade, o maior problema do filme.

Narrado por Roger Allam, que também faz o papel de “morte”, à adaptação da obra de Marcus Zusak, se passa durante a Segunda Guerra Mundial, onde uma jovem garota chamada Liesel Meminger (Sophie Nélisse) sobrevive fora de Munique através dos livros que rouba. Ajudada por seu pai adotivo (Geoffrey Rush), ela aprende a ler e partilhar livros (proibidos na época), com seus amigos, incluindo um judeu (Ben Schnetzer) que vive na clandestinidade em sua casa, e Rudy (Nico Liersch), colega de classe da mesma. Além de sofrer com a adaptação à nova família, ela ainda tem que lidar com sua temperamental mãe adotiva (Emily Watson).

A excelente ideia do livro, de colocar frente à frente à morte e Liesel, é mal aproveitada pelo filme. No total são 3 encontros entre ambos, por menorizados no filme, com narrações em off, sem qualquer apelo dramático. Dessa forma, é difícil compreender o porque do tom adotado pelo narrador (já que o filme adotou outro estilo). Ainda que seja sarcástico e de humor negro, a sensação é a de que se ela não existisse, não faria diferença nenhuma para o resultado final. Subaproveitar um argumento como esses, é o menor dos problemas com o roteiro.

Para termos de comparação, o filme de Brian Percival, lembra muito “O Menino do Pijama Listrado” de Mark Herman. Ambas as obras se passam durante a Segunda Guerra Mundial, e tem como protagonistas jovens, que são obrigados à amadurecer por causa da guerra. E nesse ponto cabe um elogio à Sophie Nélisse. Sua atuação, ainda que sofra com problemas no roteiro, é realmente ótima. Ela consegue expressar muito bem todo tipo de emoção, sem exagerar, sempre no tom correto, conseguindo fazer frente à outros tantos ótimos atores no elenco. Porém, o tom melodramático adotado por Percival é o mesmo de Herman, e por isso, ambos pesam a mão no principal ato do filme, à conclusão, prejudicando não só às atuações, bem como a própria história.

Se por um lado, tudo seja muito bem conduzido ao longo de boa parte do filme. Parece que o final, foi feito de forma acelerada. Ao invés de aproveitar seus dois principais talentos em tela, Geoffrey Rush e Emily Watson, Percival simplifica e atenua o impacto de seus acontecimentos. Dessa forma, é evidente que a direção e roteiro foram para lados opostos. A metáfora sobre a paz, se perde na mera literalidade das palavras, sem qualquer efeito no filme.

No que tange o aspecto técnico, “A Menina que Roubava Livros” é realmente incrível. A fotografia muda de acordo com o ambiente e época do ano (cinza e azul no inverno, branco e amarelo no verão). O som, na maior parte das vezes pianos, modificam totalmente à percepção de algumas sequências (não é a toa que foi indicado ao Oscar). E o figurino, extrapola muitas vezes o que nós vemos. A cor das peças simbolizam sentimentos, emoções e acima de tudo, expressam opiniões (tal como a roupa utilizada por Ilsa Hermann).

O Best Seller de Markus Zusak, tinha tudo para ser uma das melhores adaptações literárias, mas esbara justamente nos mesmos erros de outros filmes. Um lindo argumento sobre a paz, acaba perdido dentro de tanto melodrama. Nessa linha de raciocínio ”A Menina que Roubava livros” não passa se um transposição sem alma, do que temos no livro. O cinema, ainda tem muito que aprender nesse tema. A guerra, seja ela qual for, não pode se limitar à contar histórias de vida ou morte, e sim questionar: do que realmente se trata viver ?
Brennda V.
Brennda V.

5 seguidores 1 crítica Seguir usuário

2,0
Enviada em 17 de janeiro de 2014
O Filme deixou muito a desejar quanto a fidelidade aos fatos do livro em que se baseia. falta um pouco de drama verdadeiro nas cenas críticas . na minha opinião as atuações foram fracas.
Willians A.
Willians A.

3 seguidores 3 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 16 de janeiro de 2014
Acabei de assistir e confesso que deixa muito a desejar; para quem não leu o livro é um filme que não atrairá olhares,de certa fora, críticos, mas para quem teve a oportunidade de apreciar a Obra de Markus Zusak perceberá que muitos detalhes foram omitidos ou modificados. Esperava muito mais, nota 7.
anônimo
Um visitante
2,0
Enviada em 14 de janeiro de 2014
No período de guerra,ainda existe esperança dentro de Liesel (Sophie Nélisse).Uma garota que vive aos cuidados de seus pais postiços,em uma pequena casa coberta de a cidade vive aos comandos de militares,ordenado por a cada cena,e em cada janela,pode se ver bandeiras fotografia é constante no filme,onde é naturalmente linda,pela a cor branca da neve que cai sem a história,é lenta e sem emoçã maioria das vezes,vivendo apenas de diálogos bem esticados,que não faz nenhuma mudança na vive apenas na personagem principal,Liesel,e suas atividades constantes em seus passeio,com seu amigo.
Thomas Jefferson
Thomas Jefferson

192 seguidores 133 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 28 de março de 2014
A Menina que Roubava Livros não passar de um simples filme. Uma produção encantadora, farta e forte. Não chega a ser uma magnifica produção, mas é uma ótimo filme, cujo tem os elementos que forma uma produção dignar de aplausos. O elenco farto e duro, feito pra amolecer nossos corações. A Menina que Roubava Livros não se tornar um filme insuportável e extremamente entediante pelo simples fato de ter uma trilha sonora belíssima e uma fotografia linda e ambiciosa. Diante disto, não caímos em sono profundo, apenas entramos mais e mais dentro deste mundo simples e encantador.
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