Críticas mais úteisCríticas mais recentesPor usuários que mais publicaram críticasPor usuários com mais seguidores
Filtrar por:
Tudo
Mateus Moratorio
2 críticas
Seguir usuário
4,5
Enviada em 2 de janeiro de 2024
Filme repleto de camadas que vão sendo desveladas em um ritmo perfeito. Atuação impecável dos atores que fizeram da complexidades de suas personagens um prato cheio de reflexões e interconexões. Me surpreendi positivamente. Recomendo!
Um filme cheio de enigmas e boas surpresas, num roteiro promissor, mas que possui alguns exageros que dificulta seu bom andamento, possui bom desfecho. Vale a pena conferir.
A atuação de todos os atores é tão fenomenal que pareceu-me estar assistindo a um reality. A fotografia e a direção conseguiram expressar todas as emoções do drama. Confiram!!
Filme interessante, porém com algumas falhas técnicas. Temos uma paciente em coma HÁ 8 MESES, sem causa definida (ingestão de detergente ? - não levaria ninguém ao coma) , num hospital em leito / quarto básicos, sem monitorização de sinais vitais evidente (saturação O2, etc), sem sonda nasogastrica, sem sonda de gastrostomia, sem entubação oro-traqueal e com aparente eutrofia muscular. Intencionalmente fica em aberto, como suspense, a origem das escoriações (não mostradas) no abdome. De resto, excelente desempenho dos atores, em especial das crianças!
Não entendo como há gente dando nota máxima pra esse filme, não entendem muito de cinema pelo jeito. O filme eh legal em sua maior parte, porém erraram feito no final. spoiler: Simplesmente não teve final, deixaram no ar se a mulher leu ou não os e-mails, não mostraram se a funcionária realmente enviou os e-mails pra mulher dele que tentou o suicídio. E ainda terminam com ele no quarto do hospital...assim do nada, simplesmente terminam o filme. Esse péssimo final deixou o filme ruim. Me arrependi de ter visto!
Drama amargo. Conta uma dessas histórias que, vez por outra, sabemos ter ocorrido com pessoas que nunca conhecemos. Circunstâncias de vida que fazem o mundo parecer um roteiro sádico. Diferente de "Lua de Fel" (Polanski), aqui o amargor vai sendo lentamente inoculado. Traições, questões mal resolvidas, sofrimento de inocentes, mal uso da liberdade. E, como na vida, termina sem outro sabor.
O Passado é uma emocionante, envolvente, sentimental, brilhante e eufórica obra-prima do iraniano Asghar Farhadi, diretor aclamado de A Separação. O inspirador drama é um retrato do rompimento familiar a partir da separação de um casal, e de um suposto caso conjugal existente na vida da ex-mulher, que afetou a relação de um outro casal. O Passado narra o desenvolvimento da relação de Marie, uma farmacêutica francesa e seu ex-marido, o iraniano Ahmad. Em meio ao conflito familiar dissolvido pelo filme, notamos a relação de Ahmad com a filha de Marie, a culpada Lucie, que se sente desconfortável dentro de uma situação tão complicada a qual se divide. Em torno de uma história entrelaçada pelo seu rico e bem-desenvolvido material dramático, O Passado, assim como a obra anterior de Farhadi, A Separação, narra o rompimento de uma família através de um conflito desenvolvido entre ambas situações que se cruzam em meio a formação da história. E então, surge o mesmo resultado de A Separação: uma obra de arte belíssima caracterizada pelo divórcio e pelo conflito humano subdesenvolvido dentro de relações familiares. A francesa-argentina Berenice Bejo é significantemente astuta e verissímil em O Passado, no papel da desolada, porém conservadora e dividida Marie. O elenco, composto formalmente por Tahar Ramim, Ali Mosaffa, Pauline Burlet e Sabrina Ouazani é divinamente íntegro em relação ao desenvolvimento do filme. Lançado em Cannes e indicado ao Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro, sendo submetido a uma indicação ao Oscar 2014 na categoria de Melhor Filme Estrangeiro, O Passado é uma sensível, visionária, forte, intensa, reacionária, realista, memorável e tocante obra de arte do diretor Ashgar Farhadi, que brilha na sua genialidade dramática!
O filme não reflete um drama entre nacionalidades distintas: ele iraniano, ela francesa. É baseado na linguagem privada do casal, quando esta se perde. São 3 casais envolvidos. Um deles, dissolveu-se pela separação de fato e encaminha-se para a oficialização do divórcio. É notável a construção da trama porque aponta para o fato de que, ao se perder a capacidade de comunicação com o outro (impulso mais primitivo do ser humano), a indiferença se instala. Iniciando, assim um perigoso quadro depressivo. É também um reflexo do novo arranjo familiar: os meus/os seus/os nossos, em termos de relação parental. Mostra o poder curativo do diálogo nos relacionamentos. Filme que traduz um olhar extremamente sensível pelo roteiro e pelo argumento. Muitas vezes, o que se condiciona chamar de PASSADO pode não caber nessa expressão pelo fato de ainda fazer parte do PRESENTE.spoiler: spoiler:
Este é um belíssimo filme. A maneira como as personagens ganham densidade e o enredo toma forma e complexidade impressiona. No primeiro momento somos apresentados a família em cenas cotidianas marcantes, conhecemos as pessoas e suas questões. Há fortes desdobramentos nos papéis das personagens. spoiler: Marie é Mãe, ex-esposa e noiva, Ahmad é ex-marido e também padrasto, Samir é noivo, pai e Comerciante. Estes papéis comuns em qualquer enredo, nesta trama tem grande densidade, as questões que surgem reconfiguram os valores associados a estes papéis a medida que novos pontos de vista são colocados. O clima de suspense que surge em relação a esposa de Samir é o ponto alto do filme que torna-se irresistível desde então. Assistam!
Caso você continue navegando no AdoroCinema, você aceita o uso de cookies. Este site usa cookies para assegurar a performance de nossos serviços.
Leia nossa política de privacidade