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Willian M.
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4,0
Enviada em 10 de abril de 2015
Particularmente, a música acompanha-me em quase tudo. Desde atividades corriqueiras como tomar banho, até mais complicadas como trabalhar. A música rege meu estado de espírito, pois, sem ela meu mau humor vai às alturas. A música faz minha vida ter movimento, e talvez, seja seu objetivo principal, gerar energia para o movimento quase petrificado dos nossos dias, dar movimento para pensamentos e sentimentos escondidos e mexer com nossos sonhos. Talvez, Nietzsche estivesse certo quando disse que sem a música, a vida seria um erro.
Talvez seja essa a premissa do filme Mesmo se nada der certo, pois, apesar de a música estar presente na vida de todos os personagens, ela não se faz presente como deveria, resultando na estática rotina diária e na robotização de pensamentos e ideias.
Na trama, todos os personagens envolvidos na banda têm essa mesma premissa, pois, conhecem de música, fazem música, mas não vivem para música. É um recomeço para todos, e o mais interessante é que o filme não se importa em responder se essas ações vão dar certo, o intuito nunca foi esse, quando certas coisas como sucesso financeiro são deixados de lado, a felicidade entra em campo, e o dinheiro é somente consequência.
Ninguém tem aquela superação emocional e espiritual e aquela descoberta da algo melhor para si. O interessante é ver que se pode fazer diferente, sem a preocupação se vai dar certo ou se vai ter retorno. A chance de se fazer diferente se torna maior do que o resultado final.
O filme faz uma critica aos grandes estúdios de música, onde o que interessa é o comum, o mais feito, ou o mais corriqueiro, pois fica mais fácil transformar em algo bonito e atraente para a maioria. A questão de remuneração do artista também é criticada, pois, quase todo o dinheiro da venda de um produto que quase veio de graça para o estúdio, ainda sim, o estúdio ganha 90% de todo o dinheiro.
Curiosamente, um escritor muito bom chamado Juremir Machado, certa vez me disse que ele prefere vender 1milhão de livros e-books por um real do que vender mil exemplares a cinquenta reais com a etiqueta da editora.
Portanto, o filme se mostra interessante em vários aspectos e o mais importante, não traz a história de superação através da música e sim uma história de auto conhecimento. Se você conhece sua arte, ela vai se fazer presente.
Em 2007, Apenas uma Vez iluminou a carreira do diretor/roteirista John Carney, trazendo uma espécie de musical independente com comédia romântica, o que trouxe um inovador gênero ao seu público. Esse ano, John Carney retorna com Mesmo se Nada Der Certo, uma apaixonante obra-prima que reúne o sensível mundo de uma jovem cantora que perdeu o namorado e a desesperada e deprimente jornada de um produtor musical falido, cujas histórias se reúnem dentro do roteiro brilhante de Carney que afugenta personagens em busca de si mesmos, tentando buscar abrigo na romântica e moderna Nova York, o universo da desilusão e do amor.
Com uma história semelhante á Apenas uma Vez, é possível ver referências ao filme a todo o momento, inclusive em seu final. No entanto, mais uma vez, Carney mostrou seu talento como cineasta e surpreendeu a platéia com uma nova aventura romântica e musical, que é capaz de emocionar incondicionalmente a quem acompanha suas cenas.
Na dupla central, Keira Knightly (no papel de uma cantora britânica desiludida amorosamente depois de descobrir a traição de seu namorado) brilha num emotivo desempenho acompanhado pela personagem de Mark Ruffalo (um produtor musical divorciado, que vive em condições precárias e um tanto preocupantes devido ao seu fracasso no trabalho) e um elenco instantâneo e produtivo, que progressivamente sobressai como se cada ator fosse preparado automaticamente para seu personagem, tornando a história ainda mais real, apesar da mesma utilizar alguns truques que merecem destaque para fugir do clichê das comédias românticas hollywoodianas, já que o diretor utiliza (genialmente) técnicas presentes em filmes independentes, tais como algumas posições únicas da câmera, a fotografia, e outros meios semelhantes á produção de um filme caseiro. É um estilo metódico de reciclagem do gênero cinematográfico.
Então, a qual conclusão chego após assistir a essa deliciosa e divertida comédia romântica? Uma nota 10 seria pouco para reconhecer a contundente obra de arte ao tamanho do filme, que mistura drama e romance, comédia e musical, num estilo independente de filme independente, e que foge do clichê, apesar de tratar de uma história tão clichê, e o poder do diretor de reciclar histórias é o mais interessante observado em todo o filme. A forma de como os 104 minutos do filme são usados para causar impressões tão profundas e sentimentos tão divergentes de forma a fazer com que o público entre no ritmo das canções de amor em uma versão ultra-hipnótica. Mesmo se Nada Der Certo é (possivelmente) um dos melhores filmes do ano de 2014, uma obra-prima das comédias românticas modernas, uma jornada de compaixão, encontros e desencontros, que alucina e apaixona, dança e canta e abraça seu público.
No início não dei muita atenção.. achei bem estilo "Sessão da Tarde", mas a história é muito bonitinha, e o filme como um todo é muito fofo e empolgante, do tipo que você quer dançar junto! A gente se envolve na história e torce pelos personagens, embora não aconteça nada de extraordinário. Pessoas simples, história simples e muito viável (creio que aconteça com várias pessoas, inclusive). No final ainda voltei pra rever o comecinho. Amei!!! Assistiria de novo infinitas vezes, até decorar as falas e canções.
Se você julgar “Mesmo Se Nada Der Certo / Begin Again” (2014) pelo pôster ou o trailer, vai pensar que é mais uma comédia romântica genérica, entre as muitas lançadas nos últimos anos. Entretanto, se existe um romantismo no filme não é no sentido novelesco da palavra, não espere por beijos, piadas manjadas e um final óbvio acerca de um casal que encontra o amor (preste atenção nos créditos finais, que complementam esta visão). Mais do que tudo é um longa-metragem sobre musicalidade como expressão e modo de vida, onde as canções são tão imprescindíveis quanto o enredo e os personagens.
O diretor John Carney conseguiu um Oscar de Melhor Canção Original com a música "Falling Slowly" no filme “Apenas uma vez / Once” de 2007, composta pelos músicos/atores Glen Hansard e Markéta Irglová. Desta vez ele aposta em Keira Knightley, Mark Ruffalo (que tem muita química em tela) e o músico Adam Levine, também conseguindo uma indicação para a música “Lost Stars”. E o que os dois filmes tem em comum é que ambos versam sobre uma forma cada vez mais escassa de se fazer e descobrir música, pois eles remontam ao tempo em que os talentos eram compostos por dons musicais e descobertos pelo ouvido e a experiência de um produtor e não pelo número de curtidas nas redes sociais e canais de vídeo.
Gretta (Knightley) é uma compositora inglesa que se muda para Nova York e cria canções para o namorado Dave (Levine), um cantor pop em ascensão, que termina o relacionamento quando alcança os louros da fama. Dan (Ruffalo) é um produtor musical, já calejado e quase esquecido, que passa por problemas pessoais e profissionais que o levaram ao alcoolismo. Os caminhos dos dois se cruzam em um bar onde o personagem de Mark ouve a de Keira cantar uma de suas músicas a pedido de um amigo Steve (James Corden). Keira Knightley esteve em outro bom exemplo do gênero comédia-romântica recentemente, ao lado de Steve Carell, “Procura-se um Amigo para o Fim do Mundo / Seeking a Friend for the End of the World” de 2012, que apesar de não ser destaque por uma trilha original, teve uma ótima seleção musical e talvez tenha provado para a produção de “Begin Again” quem seria a escolha ideal para viver sua personagem principal. Em Mesmo Se Nada Der Certo ela interpreta várias canções, explorando mais esta característica como atriz. Scarlett Johansson chegou a ser cotada para interpretar Gretta, mas a opção por Knightley deu a chance de descobrirmos mais este talento dela. Sua interpretação oferece toda a delicadeza, charme e sentimento que a personagem requer.
Keira Knightley and Mark Ruffalo in "Begin Again"
Mark Ruffalo vem se destacando positivamente por seus trabalhos, a cada filme que participa. Suas recentes atuações em “The Normal Hearth” e “Foxcatcher”, ambos de 2014 foram muito elogiadas. Seu desempenho na caracterização de personagem é o que mais subverte preconceitos e torna o filme imprevisível. Não temos como ver seu aspecto de bêbado depressivo, quase de mendigo, sem prejulgá-lo logo de cara e não nos surpreendermos com a mudança da nossa própria visão sobre ele, no decorrer da narrativa.
Desde o documentário “À Procura de Sugar Man / Searching for Sugar Man” (2012) uma produção cinematográfica não tinha uma trilha sonora que embalasse tão bem o ritmo de um filme. Tivemos outros ótimos exemplos nos últimos anos, como “Inside Llewyn Davis: Balada de um Homem Comum” de 2013, “As Vantagens de Ser Invisível / The Perks of Being a Wallflower” (2012) e “Drive” de 2011. O diferencial de Mesmo Se Nada Der Certo, e é por isso que ele figura entre os indicados ao Oscar é que a maioria das músicas foram compostas e escolhidas para complementar de forma intertextual a narrativa do filme, o que geralmente é uma característica de musicais. Em filmes cantados, como “Os Caminhos da Floresta / Into the Woods” (2014), que também concorre ao Oscar 2015 e “Os Miseráveis / Les Miserables” (2013) que concorreu em 2014, as falas são substituídas por canções, para contar a história como diálogos musicados. Em “Begin Again” as canções tornam as falas quase desnecessárias em muitos momentos, conseguindo comunicar de forma eficiente através de cada música entoada. Entendemos os sentimentos de cada personagem pela forma que se expressam musicalmente.
O maior mérito do longa está no fato de todos os envolvidos tratarem a narrativa musicada de forma muito sutil, sincera e expressiva. O produto final é quase uma poesia sonora e visual, se somados a trilha e as locações. A nova York em que se passam as locações é uma cidade sonora e realista na representação de sua diversidade cultural. Cada gravação expressa um sentimento muito parecido com os relatados em depoimentos de músicos, que vão para lá em busca do sonho de conseguir ganhar a vida com seus talentos. A produção cinematográfica como um todo é uma homenagem a música em geral. Prova disso é a presença do músico CeeLo Green (Gnarls Barkley) e do já citado Adam Levine (Maroon 5), assim como do ator James Corden, que recentemente interpretou o tenor Paul Potts, vencedor do Britain's Got Talent, no filme Apenas uma Chance / One Chance de 2013, outro bom exemplo do gênero musical.
Gostei muito desse filme porque foge do convencional, onde ha maior parte é apelação sexual. O que mais me chamou atenção foi que no final o cara volta para sua família.. Isso foi totalmente fora do comum... se fosse mais um filme o cara se apaixonaria pela moça que ele estava ajudando a gravar o cd. Na minha opinião o filme leva nota máxima pelos princípios!
Sem dúvidas, 2014 me deixou extremamente surpreso com filmes que não me recuperei até hoje. Do inicio do ano até o meio, eu assisti a alguns lançamentos do próprio ano e alguns outros filmes de anos atrás e com a chegada de Setembro que é um dos meses que mais gosto por ser meu aniversário, fui presenteado com esse filme. O que dizer sobre um dos, se não o melhor filme musical que vi até hoje? Primeiro, agradecer aos atores, autores e toda a equipe participante, porque esse filme me deixou realmente sem palavras, em total êxtase e sinceramente esse virou o meu filme musical favorito. Acho que esse filme se torna um ótimo filme, porque ele não conta a história de alguém que queria ser cantor e do nada virou um astro da música como já é de se esperar, esse filme mostra a diária luta de uma cantora recém descoberta por um produtor falido, que acabou de saber que foi traída por seu namorado e que não tem ninguém a não ser seu amigo que também é cantor, só que de rua. É aí que a história vira, e esse tal produtor falido resolvi investir nela como uma forma de mostrar que é competente e resolvem começar a gravar músicas de uma forma muito criativa. Sinceramente, eu acredito que o filme sirva de grande exemplo de que se temos um sonho devemos correr atrás dele e não desistir por nada e se você procura tal inspiração assista " Mesmo se nada der certo "e aprenda que fama, nem dinheiro, nem sucesso valem mais do que você é, aprenda com Gretta que durante as dificuldade devemos sempre olhar pro lado positivo seja ele qual for. Sabendo de tudo isso, embarque nessa louca e linda história musical, que envolve cenários lindos, músicas de altas qualidade e uma história tão bem bolada que na minha opinião o tornou sendo um dos melhores filmes musicais de todos os tempos.
Gretta (Keira Knightley) é uma cantora e compositora, que não almeja muito a fama e que teve um relacionamento recente frustrado, Dan (Mark Ruffalo) foi um produtor de sucesso e agora está amargando o fracasso, enquanto o Dave (Adam Levine) é o namorado de Gretta, um cantor Pop que está começando o sucesso, Clichê? Pra uma sinopse sim, mas o filme nos pega de surpresa.
O legal de Begin Again, é que não temos muita expectativa, mas o filme nos surpreende com o passar do tempo, com uma narrativa excelente, uma trilha sonora ótima e performances no ponto.
O diretor do filme e roteirista é o John Carney, ex-baterista da banda de rock The Frames, não conhecia o trabalho dele até aqui, mas confesso que me interessei muito. A narrativa do filme é excelente, o filme tinha todas as razões do mundo para ser clichê ou piegas, mas Carney envolve o público aos poucos, fazendo que com nos apeguemos aos personagens e a esse roteiro delicioso, além de tirar boas performances de quase todo mundo. O modo como ele filma me agradou muito também, câmera na mão em algumas cenas, além de ter uma bela fotografia.
O roteiro, também é bem feito, Carney escreve bem, com uma ou outra reviravolta e boas nuances, nos apegamos aos poucos pelos personagens e quando percebemos, já estamos torcendo pra um ou pra outro, fazia tempo que um filme nesse gênero não me fazia xingar os personagens em uma ou outra situação.
O elenco também está ótimo, Keira Knightley, duas vezes indicada ao Oscar, mostra a que veio, segura bem nas cenas dramáticas e carrega bem o filme, é bom ver uma protagonista indo tão bem assim. Mark Ruffalo e Hailee Steinfeld estão muito bem também, os dois perfeitos para os papeis, Adam Levine não destoa, mas poderia estar melhor, principalmente em sua cena final..
A trilha sonora é muito boa, com um pop leve e algumas músicas mais acústicas, além das letras bem escritas, tem como não amar Lost Stars na voz da Keira? Ou em Like a Fool? Não tem. A voz do Adam também combina perfeitamente com as músicas.
Mesmo se Nada der Certo vem como quem não quer nada, comendo pelas beiradas e tendo um resultado final excelente, com boas performances, roteiro afiado, direção no ponto certo e uma trilha sonora impecável. Aguardaremos ansiosos pelo próximo trabalho do John Carney.
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