O Som ao Redor
Média
3,7
470 notas

78 Críticas do usuário

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13 críticas
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18 críticas
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Carlos Henrique S.
Carlos Henrique S.

13.791 seguidores 809 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 31 de dezembro de 2019
As grandes cidades brasileiras e sua poluição sonora aumentam cada vez mais,seja pela indústria ou seja pela população,esse é o tema principal a ser tratado em O Som ao Redor,um filme que tem como um foco o nosso cotidiano.Escrito e dirigido por Kléber Mendonça Filho,o roteiro segue uma região de classe rica de Pernambuco onde vem sofredo com constantes assaltos,assim um grupo de segurança privada chega para resolver o problema,paralelamente a isso Bia tem problemas de sono graças ao barulho do cachorro de seu vizinho.Não é um filme que vai servir como um entretenimento para todos,o filme foca no nosso dia dia e aproveita para nos oferecer uma experiência sensorial cheia de cenas longas que é um prato cheio para quem curte os aspectos técnicos de qualquer obra.Aqui marca a estreia de um bom diretor,um novo talento,Kleber Mendonça Filho dirige o filme com qualidade,vemos aqui um geito já particular de direção que ficou em seus filmes posteriores como as técnicas de uso de câmera,aqui ele gosta de usar os Zoons e Contra zoons e faz bastante tracking shots bem bacanas.Mesmo com um baixo orçamento e a divisão de atores profissionais e não profissionais,o longa consegue fugir do tosco e é bem realista.O roteiro acha vrechas para falar de segurança pública também e mesmo com poucos acontecimentos narrativos ele te prende com bons diálogos e ainda flerta com o suspense que eu gostaria ter visto mais.Já a qualidade técnica é inegável,temos uma experiência espetacular de som com uma edição e mixagem precisa do conturbado cotidiano das capitais brasileiras,e também a manipulação da câmera eficiente.As atuações são boas com destque maior para Irandhir Santos,o resto está bem também temos Waldemar José Solha,Gustavo Jahn e Maeve Jinkings.O Som ao Redor é um filme para se sentir,ser trazido para a realidade,tecnicamente é muito bom é bem dirigido mas falha em sua duração e ritmo.
Nabokova
Nabokova

16 seguidores 112 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 25 de junho de 2020
Fiquei mais impessionada com a nota do Adorocinema que com o filme. Tem q usar muita droga pra dar 5 estrelas. Daria 5 pela excelente atuação de todos os atores, comportamentos realistas, a reunião de condomínio é uma aula de atuação e direção, extremamente realista e natural, como se tivessem recebido só 1/3 do roteiro e o resto tivessem que incorporar. E só. Não fosse isso não sei nem se eu dava nota 2. É um conjunto de cenas tediosas, idênticas a uma vida real de um bairro com gente aborrecida. E que não acrescenta nada. Sempre na espectativa de uma grande reviravolta. Até que só na última cena você finalmente tem alguma revelação, que não chega nem perto de valer a pena tanta espera sonolenta. Segundo o Adorocinema é a primeira experiência de ficção do diretor. É, ficou nítido. É como se ele tivesse feito um documentário sobre nada. Assistir a esse filme duas vezes deve ser uma tortura. Tem uma coisa sagrada, que não se pode desrespeitar ao fazer um filme: você pode até ter os melhores atores, grandes interpretações, mas o filme tem que envolver o espectador. Não perca seu tempo com esse , muito melhor ver Bacurau então, do mesmo diretor.
Arno C.
Arno C.

4 seguidores 11 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 19 de dezembro de 2013
Lembra uma Lucrecia Martel melhorada. Tem jeito de documentário, pois não há um desfecho que justifique essa história sobre o cotidiano. É para pensar, não para entreter ou rever.
Juarez Vilaca
Juarez Vilaca

2.918 seguidores 393 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 23 de dezembro de 2013
O filme trata da vida de três personagens que moram em uma rua, do bairro da Boa Viagem, em Recife. O tema e o enredo são interessantes, a qualidade não, embora tenha sido feito com muito esforço, cuidado e atenção. Algumas cenas ficaram soltas e sem sentido e o som poderia ter sido melhor em outras. Também, não poderíamos esperar uma obra de arte vindo de um lugar sem tradição na arte do cinema, embora seja um bom começo. Eu diria que Maeve Jinkings, como Bia, foi perfeita. Irandhir Santos, como Clooaldo, Gustavo Jahn, como João estão ótimos, Waldemar José Solha, como Francisco, não. A simplicidade do enredo exige uma superação na qualidade das interpretações e direção, que não aconteceu, embora, repito, tenha havido muito esforço para isso.
Charly L.
Charly L.

10 seguidores 19 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 26 de novembro de 2016
Achei o início difícil de assistir, pois não dava pra perceber nenhuma trama ou história, apenas fatos aleatórios que vão acontecendo. Mas não desisti, e com o tempo fui gostando de tudo isso é queria ver até onde ia dar, e me senti recompensado com o final.
Neto S.
Neto S.

30.587 seguidores 773 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 6 de março de 2014
A presença de uma milícia em uma rua de classe média na zona sul do Recife muda a vida dos moradores do local. Ao mesmo tempo em que alguns comemoram a tranquilidade trazida pela segurança privada, outros passam por momentos de extrema tensão. Ao mesmo tempo, casada e mãe de duas crianças, Bia (Maeve Jinkings) tenta encontrar um modo de lidar com o barulhento cachorro de seu vizinho. E difícil ver bons filmes nacionais como esse , depois de muitos fracassos esse ano o. Brasil acerta com som ao redor com atuações ótimas as e uma história interessante recomendo nota 9.0
Lucas D. Carmo
Lucas D. Carmo

2 críticas Seguir usuário

0,5
Enviada em 30 de março de 2020
Não sou crítico. Sou usuário. E como entretenimento o filme é simplesmente péssimo. Talvez seja uma boa obra de arte...
Domingos M.
Domingos M.

41 seguidores 1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 8 de janeiro de 2013
assisti hoje no cinema ao filme pernambucano: "o som ao seu redor", que além de muito premiado, foi elogiado pelo N.Y. times.
gostei tanto, que resolvi escrever sobre o filme.
o que mais me chamou a atenção foi o nível de realismo da obra. o "power-mega-hiper-realismo", chegou a me lembrar de alguns entre os melhores filmes iranianos. até o tempo do filme parece o tempo real.
a imprevisibilidade também se destaca. sem muitas pistas falsas, o roteiro vai construindo a história e em nenhum momento eu previ o que viria em seguida. acho que isso tem a ver com o compromisso dos criadores com a verdade. nossos olhos estão acostumados com tiros e explosões, com o glamour e os efeitos... a comida previamente mastigada.
a despretensão estética dos planos, chega a passar despercebida, tamanha a minha imersão na catarse.
sem atores famosos, primeiro longa do diretor e um orçamento de 2 milhões, (considerado baixo por alguns...) o filme mantém os sentidos aguçados, diante de situações cotidianas, que parecem caminhar com uma estranha delicadeza, para o colapso.
o filme mostra um novo olhar sobre o nordeste desenvolvido. um nordeste que passa longe da seca e da miséria. um preciso retrato social, que apresenta novos arquétipos, sem nenhum tipo de clichê.
essa tardia, porém feliz mudança de assunto, agrega um frescor muito peculiar ao filme. eu ri, me emocionei, fiquei tenso e envolvido.
nenhuma novidade tecnológica, nenhum conceito estético novo, nada... apenas uma mudança radical de assunto e de olhar, que fazem do filme, um retrato atual do povo brasileiro, sobretudo do nordestino.
recomendo muito para quem gosta de cinema brasileiro, para quem cansou dos fogos e efeitos hollywoodianos, ou que simplesmente querem comer algo com novo sabor. gosto muito de filmes que me fazem pensar ou mudam algo em mim.[spoiler]
Maria Inês A.
Maria Inês A.

20 seguidores 1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 6 de janeiro de 2013
Estou impactada. Uma imagem vale mais que mil palavras, o som é muito mais que fundo. É central, tem voz, é presença marcante. Ritmo singular, roteiro sem progressões previsíveis. Tem humor, tem amor e tem a violência como linguagem corrente do ser humano e especialmente do Brasil desigual em que vivemos.
cinetenisverde
cinetenisverde

29.473 seguidores 1.122 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 17 de janeiro de 2017
O Som ao Redor não é o tipo de filme que a gente consiga descobrir através da sua história qual o tema e a opinião do diretor sobre o que ocorre na tela. A coisa toda está mais como um espelho, onde nossa observação dos fatos e a sua interpretação — sobretudo moral — é que irá inserir um significado. Mesmo assim, dadas as devidas proporções, todo filme possui essa liberdade de interpretação. Do contrário, nem existiria crítica, pois todas as respostas estariam no filme, e não haveriam perguntas.
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