O Som ao Redor
Média
3,7
470 notas

78 Críticas do usuário

5
13 críticas
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Aieser A.
Aieser A.

26 seguidores 28 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 24 de setembro de 2013
Quando li a crítica do filme, fiquei super animado , e esse deve ter sido o problema,,,esperei demais do filme, e me decepcionei bastante.
Quando vejo um filme, eu não espero dormir, e foi isso o que aconteceu comigo.. eu dormi!! Muito fraca a história e quando acho que as coisas vão melhorar o filme simplesmente acaba.
Lidiana C.
Lidiana C.

24 seguidores 10 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 12 de outubro de 2013
Filme de 2012 dirigido e escrito por Kleber Mendonça Filho conhecido por produzir curtas como: Vinil Verde, Eletrodoméstica e Recife Frio, este é o primeiro longa de ficção do cineasta que sem sombra de dúvidas conseguiu a façanha de refazer o cinema, retratando a classe média como nunca tinha sido mostrada.
Trata-se sim de uma crítica à sociedade. Mas não a sociedade dos morros, do tráfico de drogas, dos presídios, como estamos acostumados a ver em filmes como Carandiru, Tropa de Elite e tantos outros que expõem tão bem os problemas de um Brasil oprimido e que levianamente são criticados por quem acha que cinema nacional resume-se a: favela, palavrões, tráfico, seca do nordeste.
O Som ao Redor mostra o cotidiano de uma rua de classe média no Recife. Aparentemente o que vemos realmente é o dia-a-dia dos personagens, nada demais. No entanto, logo no início do filme nos deparamos com fotos em preto e branco mostrando trabalhadores rurais, plantações de cana-de-açúcar, casarões antigos, e em seguida um condomínio moderno cheio de crianças brincando. É o ponto de partida da história e um belo contraste social!
A chegada de seguranças particulares muda a rotina da vizinhança. Uma vizinhança que parece ser comandado por um coronel dos tempos antigos: Sr. Francisco (Waldemar José Solha) que é dono de vários imóveis na região e exerce grande influência entre os moradores.
Talvez tudo que eu escreva aqui já tenha sido escrito antes. E não é para menos, eu realmente nunca tinha visto a classe média como ponto central em um filme brasileiro. Geralmente vemos o imigrante nordestino, o bandido, a polícia, o morador de rua. Não que isto seja ruim, mas retratar um outro grupo de pessoas preocupado com a sua segurança, preocupado com o recebimento intacto da Revista Veja, é algo realmente novo.
A obra de Mendonça Filho tem essas nuances que podem passar despercebidas, mas que merecem ser discutidas.
Um outro ponto curioso é o do menino que escala as casas. Ele é mostrado em duas cenas: a primeira é quando Bia, incomodada com os latidos do cão, perde o sono e vai para a varanda. Ela então vê um garoto escalando os telhados de uma casa.
Na outra cena, a filha de Bia sonha com vários meninos que sobem em árvores e em casas. Ela fica apavorada!
Há uns anos atrás no Recife de fato existiu um "menino-aranha" que roubava os apartamentos escalando-os. Tiago João da Silva foi morto a tiros com 18 anos. Kleber Mendonça Filho recria essa personalidade que ficou tão popular no Recife, transformando-a em uma figura quase fantasmagórica. É o medo da classe média que vê sua segurança abalada, ou medo da ascensão dos que sempre foram oprimidos?
Quando o neto do Sr. Francisco vai visita-lo no antigo engenho podemos entender as fotos que são mostradas no início do filme e como Sr. Francisco conseguiu tantos imóveis. E o mais curioso, é que seu neto, o personagem mais simpático da trama é quem tem um pesadelo com a cachoeira da fazenda. Ele sabe que o patrimônio do avô e que um dia será dele, foi construído às custas de trabalhadores que deram o suor e certamente a vida pelo engenho.
Realmente não sei se consegui escrever uma crítica a altura do filme. Depois de assisti-lo entendi porque tem sido tão falado e esta sendo cotado para representar o Brasil no Oscar 2014.
O que posso afirmar é que se você tem aqueles velhos conceitos contra o cinema nacional, esta perdendo uma grande chance de assistir grandes obras como O Som ao Redor. Com Oscar ou sem Oscar não tenha dúvidas de que Kleber Mendonça Filho revela-se como um cineasta promissor e de que seu primogênito é uma reviravolta no nosso cinema.
Yanko Rodrigues
Yanko Rodrigues

369 seguidores 254 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 17 de janeiro de 2020
Que filme difícil, eu sinceramente não entendo porque tem tantos elogios. A onde um latido de cachorro é bom, se o Brasil continuar indicando esses filmes, para o Oscar nunca vai ganhar. Me segue no Adoro cinema para não perder nenhuma crítica minha.
Paula A.
Paula A.

15 seguidores 1 crítica Seguir usuário

1,0
Enviada em 7 de setembro de 2013
A direcao fica meio perdida, a atuacao dos atores, varios deles amadores, e excelente
O telespectador fica todo o tempo aguardando um desfecho q ao final não chega
Fernando M.
Fernando M.

33 seguidores 51 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 19 de abril de 2015
Em tempos que os filmes brasileiros se resumem a globochanchadas, é preciso que uma película venha lá de Recife, feita por um diretor estreante, para nos mostrar que... ainda há esperanças para o cinema nacional.

Várias histórias paralelas que se cruzam, que se entrelaçam. Histórias com pessoas comuns, dessas que até parece que a gente conhece, mas... que também têm seus segredos cabulosos.

Kleber Mendonça Filho dirigiu o filme com pulso firme e domínio de técnica e, ao mesmo tempo, deixou a narrativa leve, fluida, gostosa, com uma tensão arrepiante em cada movimentação de câmera, cada gesto.

Violência é o que se respira nesse longa, crianças brincando por trás de alambrados, adolescentes namorando no canto deserto dos prédios. Uma vida medrosa se desenha por trás do concreto levantado pela corrida imobiliária, onde as pessoas moram próximas, mas pouca gente se conhece.

Mas a câmera consegue se deter a pequenos detalhes que estalam aqui e ali como pequenas bolhas de poesia, que arejam a atmosfera sufocante que toma conta de um bairro residencial da zona metropolitana de Recife.

O filme foi muito feliz em associar um suspense com um humor sutil, em ter uma fotografia belíssima, uma construção narrativa muito original e um desfecho impressionante.
Alexandre O.
Alexandre O.

1 crítica Seguir usuário

0,5
Enviada em 22 de abril de 2014
Olá, me decepcionei com o filme, não vou repetir o que já escreveram, apenas reforçar: um filme em que nada acontece em 130 minutos... muito cansativo e a única expectativa passou a ser a hora dele acabar, levantar e ir embora... frustrado. Um filme literalmente chato.... mas algo de positivo foi mostrar as relações entre patrão e suas empregadas... além da concentração de renda de uns... Mas será que este era o mote do filme??? outro dia li de uma pessoa criticando o sudeste... que em SP se constrói apartamentos com quartos para empregadas... Este cidadão deveria ir conhecer Recife e as relações que supostamente disse só acontecer em SP...
Maressa B.
Maressa B.

12 seguidores 7 críticas Seguir usuário

1,5
Enviada em 8 de abril de 2014
Achei cansativo e chato, não aguentei terminar de ver!
Praxedes, M.
Praxedes, M.

25 seguidores 6 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 28 de fevereiro de 2014
O filme de Kleber Mendonça Filho traz à tona algo que é caro ao cinema nacional, principalmente o atual, algo que chamo de “legítimo drama”. Os aqui referidos “legítimos dramas”, são filmes sem closes excessivos e sem diálogos forçados (diferentemente dos filmes que têm como base o estilo brasileiro de se fazer novelas), deixando apenas os diálogos típicos do cotidiano, sem exageros. O título “O Som ao Redor” faz muito sentido quando se vê a película, já que, em pelo menos algum momento de quase todas as cenas, senão todas, é possível evidenciar algum ruído, como sons de carros passando, buzinas e cachorros latindo, mostrando, desta forma, o caos que é a vida urbana contemporânea. Outra crítica que o filme de Mendonça Filho faz a sociedade atual é o medo exacerbado da violência e de assaltos, que os cidadãos de grandes cidades, e até os de pequenas atualmente, sentem, fato este é o gerador da narrativa.
“O Som ao Redor” não é um filme que terá uma legião de fãs, nem perto disso, mas não é algo de se estranhar. É um filme que possui uma beleza e franqueza difícil de se “degustar”, principalmente para a população que se acostumou a Michael Bays e repudia quase tudo que a isso foge.
Marcos A.
Marcos A.

95 seguidores 123 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 9 de janeiro de 2013
Filme nacional sensacional, vindo de Pernambuco e mostrando que tem muita coisa boa sendo feita em todo país. Colocar o som como um personagem crucial na história só torna o filme mais maravilhoso, e ainda tem drama, suspense, vingança e sustos. Infelizmente, foi lançado na ultima sexta-feira somente em algumas salas do Rio, SP e Pernambuco. Um filme que merece ser visto.
Ricardo L.
Ricardo L.

63.291 seguidores 3.227 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 2 de março de 2021
Kleber Mendonça já demonstrava o grande diretor que era, numa direção formidável, com um roteiro incrível, bem distribuídos em três atos ótimos, um elenco compenetrado e muito compromissado com a história. Grande filme.
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