O filme tem uma fotografia que detesto em filme brasileiro, remete à ingenuidade de uma casinha de criança em um filme bem adulto por sinal. Reforça o esteriótipo gay feminina em uma história boba que parece se perder às vezes. Gorete é falante e mais parece uma releitura da personagem Valéria do Zorra Total. A piada é o gay. Colocaram Letícia Spiller no papel de Drag Queen, que pra mim é o mesmo que pintar um branco para interpretar um negro. Gorete precisa casar para receber a herança do seu pai homofóbico e pra isso cria uma competição. Você quase nunca ouve o campeão da competição falar, aliás, a personagem falante nunca deixa. No final, o beijo gay (o filme gira em torno da homossexualidade dos personagens principais) é boicotado, prestando um total desserviço à comunidade LGBT e reforçando preconceitos.
Filme bem cliché que explora de maneira caricata a imagem dos homossexuais e transexuais. Apesar disto propicia boas discussões e reflexões sobre as sexualidades. Mesmo arrancando várias gargalhadas do público, considero um filme dramático, dada às diversas dificuldades que a personagem principal enfrenta.
Esperava muito mais. O melhor do filme são os coadjuvantes Tadeu Melo (Domitila) e Ataíde Arcoverde (Marivalda). E LEticia Spiller tpa muito bem de drag queen falando com um ovo na boca edevaneando sobre a vida, onde a vida passa, o passaro passa, o ferro passa, o ônibus passa.....
O filme não pretende ser realista, longe disso. As cores são berrantes, a música é farsesca, e o tom infantil lembra as produções dos Trapalhões, que exploravam cenários rurais para construir fábulas ingênuas e moralizantes. Aqui, a ideia é a mesma: explorar personagens atrapalhados em cenários bucólicos e de classe baixa, podendo rir alegremente de todos os estereótipos que essa configuração pode oferecer: o caipira burro mas malandro, o galã apenas burro, o padre boca-suja etc. O roteiro explora com vigor as piadas físicas, a escatologia e as inverossimilhanças – a exemplo do pai moribundo e homofóbico que exige ver o seu filho casado com outro homem, e de reviravoltas absurdas relacionadas ao marido de Gorete.O diretor Paulo Vespúcio não tenta criar nenhuma imagem engraçada em si, preferindo transferir a responsabilidade do humor aos diálogos e à cenografia. Por isso, todo o ritmo é baseado em piadas verbais (e como se fala nesta comédia!), com personagens gritando e se sobrepondo à estética exagerada dos figurinos, da fotografia e dos cenários. O Casamento de Gorete segue a linha recente de humor histérico consagrada por Leandro Hassum e Paulo Gustavo. Rodrigo Sant’anna fala sem parar, grita com todos ao redor, dá chiliques a cada instante, seguindo a regra de que mais é melhor.
Excelente filme! Muito engraçado, é extremamente hilário! Recomendo! Em sua estréia como ator principal no cinema, Rodrigo Sant'Anna mostra que sua marca de humor foi traduzida muito bem para as telas do cinema.
Péssimo! Saí na metade do filme: uma "zorra total" onde Valéria é uma Gorete piorada. Comédia????vocabulário baixo, cenas que não poderiam ter censura 12 anos!
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