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Marcelo H.
5 críticas
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2,5
Enviada em 12 de abril de 2017
RAZOÁVEL... O filme tem seus altos e baixos, uma trilha sonora impecável, porém com um desfecho que era pra ser emocionante, mas ficou raso... A atuação dos atores é boa, com destaque para a menina Dora. A fotografia é excelente e, para seu primeiro longa, a diretora se sai muito bem. Infelizmente a apresentação dos personagens é feita de uma forma que somente quem leu o livro entende, além da primeira parte do filme ser um pouco corrida. Não é uma obra prima como o livro, mas não deixa de ser uma adaptação válida. Nota: 6.8/10
Achei o livro tão maravilho, em todos os aspectos que devem ser avaliados em uma boa literatura, Jorge Amado é incrivel. Mas o filme, sua adaptação, muito fraca. Muito vago. Os capitães de area até que aturam bem. Mas não indico o filme. Se é pra adaptar, que a dqueção seja fiel pelo menos em caracterizar os atores de acordo como é descrito no livro.
Na noite misteriosa das macumbas os atabaques soam como clarins de guerra. (Jorge Amado
Comparar um filme a um livro é, geralmente, uma crueldade contra o primeiro. Neste caso não é diferente. Capitães da Areia, obra maravilhosa do gigante Jorge Amado, tentou-se traduzi-la para o cinema. Cecília Amado, neta do autor, lançou-se à difícil missão: parafrasear a poesia viva das palavras do avô. Uma infelicidade, indubitavelmente.
O livro, desde as primeiras páginas, nas notícias acerca do grupo de meninos de rua, é poderoso em suas palavras. Amado, em sua capacidade de fazer refletir com sensibilidade a causa dos marginalizados e de fazer sentir as lágrimas secando nos olhos do Sem-Pernas, é sobrenatural. O tendencioso da imprensa, o cruel das autoridades, a falta mesma de afeto abatendo os Capitães, tudo nos afeta na escrita do baiano.
Além disso, entre o branco da página e o preto da tinta, está o colorido da Bahia. As imagens de litoral, os bares frequentados pelos meninos, o Gantois, a feira. Interessante observar que a nitidez no texto parece, o tempo todo, sobrepor-se à imagem em si, do filme. Conquanto em Cecília se veja tudo na facilidade que salta aos olhos, em Amado cada sintagma parece peneirar-se à retina. Como se o escritor pintasse, no papel, as cenas.
Mesmo que se trate de tentar promover novamente o clássico, a cineasta não obtém sucesso. Talvez seu grande acerto tenha sido dar oportunidade a meninos oriundos do abandono. A atuação, lógico, não é de superstars, mas é extremamente válida. Iniciativas como essa não deveriam ser tão raras. Entretanto, não é suficiente para fazer brilhar o trabalho. Nem o romance de Pedro Bala e Dora é, nele, capaz de captar a atenção; no livro tudo capta a atenção e o coração.
Há, sem dúvida, grandes clássicos transportados para a telona com maestria. Ainda assim, nunca terão o poder de palavra. Na solidão do livro, quando nos volvemos a nós, a crítica e a reflexão nos alcançam. Nas imagens fugidias, no jogo de luzes e falas, nem sempre. Capitães de Areia é um fenômeno em poucas páginas que devem ser lidas e relidas. Escapar delas para qualquer reinterpretação é um pecado que não se pode purgar.
Regular!! Ao mesmo tempo que ver o meu livro preferido ganhar um filme me traz contentamento, me traz angustia ver o filme ser tão superficial quanto aos personagens. Como todo filme baseado em um livro tem suas limitações e como não sou do meio não sei dizer que tipo de linguagem literária é mais difícil para uma adaptação. Capítulos tão ricos como o do Carrossel, e personagens tão ricos como o sem-pernas, ficou faltando. Mas ainda pra quem ama o livro vale os breves 40 e tantos minutos.
Adorei o filme, ontem foi que assisti na tv a cabo no fox. muito bom me fez relembrar Salvador esta cidade maravilhosa que me acolheu por 03 anos. os atores foram ótimos em particular o lindíssimo Jean Luiz Amorim .
É triste, como um livro tão maravilhoso pode ser retratado de uma forma tão fraca? Quem leu o livro, certamente não deve assistir o filme! Uma adaptação muito mal feita, do livro só tem os nomes.. Desde quando Dora e Pedro Bala são morenos? Cade o espírito de liderança do Bala? Detalhes cruciais esses que deixaram a desejar!
O pior é que a pessoa mais desinformada vê ao filme e se acha apta à criticar a literatura.
Ótima adaptação do livro. O filme não foge muito daquilo que é narrado por Jorge Amado, porém, é claro, é muito mais proveitoso ler a obra e depois assistir a adaptação ao cinema.
Um bom filme com boa interpretações e um belo cenário. A adaptação, como quase sempre acontece em filmes cujos roteiros são baseados em obras literárias, limita um pouco o romance de Jorge Amado. Mas, neste caso, não desfigura a obra - pelo contrário, a ilustra com sensibilidade.
Triste mesmo é a realidade que ele retrata: a infância jogada na lata do lixo, o crime tratado com naturalidade, o sexo como meio de ganhar a vida, a exploração infantil tolerada, as autoridades corruptas e a vida vivida bem longe da ideia e da presença de um Deus pessoal.
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