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cinetenisverde
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1.122 críticas
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3,0
Enviada em 17 de janeiro de 2017
Antes de tudo, a interpretação de Thiago Mendonça é primorosa do começo ao fim ao estabelecer o "Renato" do filme não apenas como a sombra de um ídolo, mas a própria persona se construindo através de suas referências culturais. O uso de sua voz é um dos pontos fortes: usando aos poucos entonações que vão aos poucos revelando o Renato Russo que os fãs conhecem, é uma surpresa agradável poder observar sua própria evolução como cantor, engrossando a voz aqui e ali, tentando encontrar o seu estilo. Isso nos aparece de forma completamente natural e discreta. A música e poesia das letras do vocalista parecem sair prontas do seu intelecto, e parte dessa experiência é devido ao interessante roteiro de Marcos Berstein (Central do Brasil) com a colaboração de Victor Atherino que vai construindo as situações e expressões de suas poesias no dia-a-dia casual.
O Renato durante o filme todo foi um mero adolescente. Poucos puderam ver um Renato 'tão jovem' como ele e todo o rock brasiliense fora. E é aí onde reside o sucesso do filme, não há invenção de história. No entanto, falha e, pra mim, falha grave por ser manipulado e omitir muita coisa que não seria muito agradável; personagens importantes são omitidos (Negreti, p.e.) e isso é sério.
Nunca fui fã da Legião Urbana, mas reconheço a qualidade principalmente das letras elaboradas por Renato Russo. Neste filme somos apresentados a vida do cantor no começo de sua vida artística. A atuação do ator Thiago Mendonça realmente é o ponto alto do filme. O filme se passa no fim dos anos 70 e início dos 80. A ditadura está presente. Nesse contexto somos apresentados ao nosso protagonista que vivia em Brasília em busca de um rumo em sua vida e que sonhava em ser um astro do rock. A partir daí é a história. Ao analisarmos o filme temos como destaque absoluto o ator Thiago Mendonça que desenvolveu tão bem esse protagonista que conseguiu marcar gerações. É incrível como vemos o ator ser Renato Russo. A maneira como ele dança é idêntica à qual assistirmos durante o Legião Urbana. Até na hora que arriscar a cantar, o ator consegue atingir em tons graves uma voz semelhante a dele. É importante também ser imparcial e nessa parte acho que o roteiro acerta. Renato Russo não era nenhuma figura fácil de se lidar e isso é apresentado no filme, porém a nostalgia reina e junto com a composição realizada pelo ator conseguimos participar do começo da vida artística de um dos melhores letristas do Brasil. Assim como há pontos de acerto no roteiro, acredito que há pontos pouco desenvolvidos. Por exemplo, (não sei por que) seus casos homossexuais não são tão avançados como é nos contado a história de amor dele com Ana Claudia (Laila Zaid). O roteiro também não consegue passar o clima em que Renato Russo viveu. Apesar de sempre dizer que está se passando na ditadura, tirando uma cena ou outra não conseguimos sentir realmente a temperatura da época. Em minha opinião a fotografia poderia ser mais anos 70/80, pois ajudaria mais a entrarmos naquela época. Como exemplo, cito o filme No que tem uma fotografia que é muito semelhante à época em que os protagonistas vivem. Um filme que nos conquista principalmente por termos uma composição feita com tanta dedicação pelo ator e por sentirmos tanta falta da figura de Renato Russo que saiu de cena ainda cedo.
O filme peca em falar apenas do Renato Russo como Cantor e esquecendo de aprofundar em sua vida pessoal,Da doença a Homossexualidade,outro ponto negativo foram as frases -que muitas das vezes soava forçado- que eram tiradas das musicas para se aproximar com o um geral pode agradar (talvez os fãs mais acidos que esperavam algo mais aprofundado tenham se decepcionado) A trilha sonora com as musicas de legiao urbana embalando as açoes dos personagens foi um bom ponto positivo.-Recomendo-
Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana. Bom filme , boa história e boas atuações recomendo nota 8.5
Thiago Mendonça está excelente no papel! Achei bacana demais algumas situações que explicam a criação de uma canção e outra, mas infelizmente entre as falhas do roteiro, o filme termina incompleto... peraí... não tem nada a ver com a ideia do filme ser brasileiro, antes que comentem! Pra um filme que se propunha a contar a vida de Renato Russo, terminar quando a Legião Urbana começa a fazer sucesso! Como assim? A vida dele terminou aí?
No máximo um filme bom,Não falo isso pois é uma produção Brasileira Comos muitos julgam filmes BRS como filmes ruins e monótomos.....Ele é uma boa biografia de Renato Russo mas não tão boa quanto o Livro.
“Somos os filhos da revolução, somos burgueses sem religião, somos o futuro da nação”. Renato Russo traduzia aquilo que os jovens da “Geração Coca-Cola” queriam dizer. Era uma personalidade complexa do rock’n roll além de um ser humano muito sofrido. Me recordo que Legião evitava fazer aquilo que a maioria das bandas faziam como ir a Programas de Auditório com frequência e Festivais; a verdade é que eles não adotavam procedimentos impostos por gravadoras na época. Acredito que esse foi o grande diferencial da banda, o que a tornava autentica e carismática. Ouvir Eduardo e Mônica na rádio era fora do comum já que a música durava quase oito minutos. A partir do álbum “Dois” de 86 até “As Quatro Estações”, de 89, é perceptível a maturidade da banda e a inspiração de Renato Russo.
Logo, o filme, de forma sutil, nos mostra essa ascensão da banda, e nos faz compreender um pouco por que Renato Russo se expressava de maneira tão sentimental, rebelde, às vezes neurótica. Impossível ficar indiferente às músicas, que cresci ouvindo, e à atuação de entrega de Thiago Mendonça. Há falhas no roteiro, é evidente, bem como interpretações pífias do elenco de apoio, porém o filme envolve, especialmente a galera que curtia o som da Legião. A abertura do filme é forte e nos deixa com um nó na garganta. Vale assistir desarmado, pra matar a saudade do que nos fez tão bem quando éramos tão jovens!
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