O cara que disse que o humor deste filme é inteligente deve ser uma porta. O que se tem nesta coisinha fraca são diálogos capengas, interpretações irregulares e completa falta de lógica no comportamento dos personagens (esse não era o propósito, se fosse não tinha problema). O pior de tudo é que é uma produção nacional que paga um tributo miserável (e ainda incompetente) às comédias românticas roliudianas: tem o baile, tem o tribunal com martelinho de madeira, tem a maldita cena romântica do aeroporto e, pra fechar, os personagens encontram a felicidade montados em um monte de grana. Nota: já é difícil lidar com os paradoxos da viagem temporal, mas neste filme é ridículo, tem muita coisa sem sentido.
Sem dúvida o segundo melhor filme Brasileiro já feito, só fica atrás de Tropa de Elite. Atores muito bons e a trilha sonora nem se fala. Se todos os filmes nacionais seguissem este padrão certamente bateriamos de frente com os americanos.
Confesso que foram necessários 14 anos até que eu tivesse coragem de ver esse filme e o fato do Wagner Moura estar hoje em evidência deu uma forcinha. Minha maior relutância era sobre o tema clichê e já bastante explorado pelos enlatados norte-americanos: viagem no tempo, mudar o passado e voltar antes do fim da novela das 20hs. Mas ao concluir de assistir, essa dúvida cedeu lugar a uma pergunta: como pude levar tanto tempo para ver um filme tão bom? O Homem do Futuro é leve, alegre, bem executado e tudo isso na medida certa.
Caso você continue navegando no AdoroCinema, você aceita o uso de cookies. Este site usa cookies para assegurar a performance de nossos serviços.
Leia nossa política de privacidade