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Um filme totalmente teatral , conta uma peça de teatro de Shakespeare, filme diferente , se passa num presídio., os atores são os próprios presos , inclusive bons atores , é algo inovador , mas nada de especial .
Os irmãos Taviani realizam uma obra muito mais documental do que cinematográfica. Onde mostram que mesmo em um lugar em que não parecia ter salvação ela existe e nos mostra como é possível uma integração de criminosos em meio á sociedade.
A história se passa dentro de um presídio, no pavilhão de alta segurança, onde criminosos cumprem pena por diversos delitos. Dessa maneira temos homicidas como narcotraficantes. Temos homens condenados à prisão perpetua ou por alguns anos. Todo ano tem uma encenação de uma determinada peça. Basta quem quiser se escrever e passar pelo crivo dos organizadores quanto as suas habilidades de interpretação.
Assim somos introduzidos dentro daquele presídio durante um pouco mais de uma hora. A peça a ser encenada é a de Julio Cesar, escrita por Willian Shakespeare. Passamos a testemunhar diferenças entre eles próprios e que mesmo não sendo verdadeiros atores, no mínimo tem veia para serem. Um exemplo é Sasà Striano condenado a 14 anos e 8 meses de prisão por extorsão e atividades à Camorra. Ele demonstra uma verdadeira arte dramática e busca a cada momento de seu dia memorizar o texto e a interpretar o seu papel de Brutus. Temos também aquele ser humano que parece ser um cidadão calmo, porém que está ali cumprindo prisão perpetua por homicídio. Este caso é o de Cosimo Rega que interpreta Cassio e que percebe depois de tudo o quanto o teatro é importante para que ele continue sua vida.
Nossos diretores buscam através de cores e imagens passar-nos como eles se sentem. Usa cores para representar os momentos importantes na vida daqueles prisioneiros e com sobreposição de imagens quer nos dizer algo, como uma cena em que se inicia com uma imagem de um mar e uma ilha em preto e branco e após o fim dessa cena a mesma imagem terminando em cores sobreposta pela imagem do presídio, que surge até tomar a tela por completo. Mostra que apesar de estarem juntos, apresentam diferenças entre eles e que às vezes essas diferenças vem a tona com as interpretações.
A mensagem aqui não é a de que todos têm salvação, mas que agir dessa maneira pode transformar a vida de vários seres humanos que até então viviam a margem da sociedade.
A história se passa dentro de um presídio, no pavilhão de alta segurança, onde criminosos cumprem pena por diversos delitos. Dessa maneira temos homicidas como narcotraficantes. Temos homens condenados à prisão perpetua ou por alguns anos. Todo ano tem uma encenação de uma determinada peça. Basta quem quiser se escrever e passar pelo crivo dos organizadores quanto as suas habilidades de interpretação.
Assim somos introduzidos dentro daquele presídio durante um pouco mais de uma hora. A peça a ser encenada é a de Julio Cesar, escrita por Willian Shakespeare. Passamos a testemunhar diferenças entre eles próprios e que mesmo não sendo verdadeiros atores, no mínimo tem veia para serem. Um exemplo é Sasà Striano condenado a 14 anos e 8 meses de prisão por extorsão e atividades à Camorra. Ele demonstra uma verdadeira arte dramática e busca a cada momento de seu dia memorizar o texto e a interpretar o seu papel de Brutus. Temos também aquele ser humano que parece ser um cidadão calmo, porém que está ali cumprindo prisão perpetua por homicídio. Este caso é o de Cosimo Rega que interpreta Cassio e que percebe depois de tudo o quanto o teatro é importante para que ele continue sua vida.
Nossos diretores buscam através de cores e imagens passar-nos como eles se sentem. Usa cores para representar os momentos importantes na vida daqueles prisioneiros e com sobreposição de imagens quer nos dizer algo, como uma cena em que se inicia com uma imagem de um mar e uma ilha em preto e branco e após o fim dessa cena a mesma imagem terminando em cores sobreposta pela imagem do presídio, que surge até tomar a tela por completo. Mostra que apesar de estarem juntos, apresentam diferenças entre eles e que às vezes essas diferenças vem a tona com as interpretações.
A mensagem aqui não é a de que todos têm salvação, mas que agir dessa maneira pode transformar a vida de vários seres humanos que até então viviam a margem da sociedade.
Achei entediante. Ensaiei sair duas vezes com na certeza que não iria perder muito.
O novo filme dos irmãos Taviani é puro experimentalismo! E assim como quase todos os filmes conceituais, há coisas que funcionam, e outras que não. A premissa de misturar realidade e ficção dentro de uma cadeia, com os proprios detentos encenando uma peça é notável, mas não prende por todo o tempo, e, mesmo sendo bem curto, chega a cansar em alguns momentos. Pode ser o texto clássico, mas que cansa, ah... cansa. A fotografia aliada aos planos maravilhosos dos diretores deixam tudo com um ar mais "real", e contribuem para os momentos de sucesso pleno do filme. São sensacionais as cenas em que no meio da encenação, os atores começam a voltar para a realidade ou quando o, aparentemente, diretor da peça simplesmente para as cenas. É uma tentativa de desnortear o espectador, e no filme o resultado é simplesmente sensacional.
Embora eu questione o uso do preto e branco no filme, porque é completamente desnecessário, os filtros usados durante todo o filmes são bem bonitos e dão um aspecto completamente diferente e único.
Só elogios à trilha-sonora também. O tom que ela deixa em cada sequencia é tamanho que, sem ela, o filme seria fraco.
Os "atores", surpreendentemente conseguem encarnar muito bem essa brincadeira de encenar e não encenar, e, apesar de nenhum deles merecerem destaque (talvez apenas o que interpreta Bruto), funcionam muito bem como parte do todo.
Num geral, achei que o prêmio de Berlim foi um pouco superestimação demais. Os diretores têm obras mais interessantes e pertinentes. No entanto, nunca deixa de ser um bom filme, apesar de deixar a impressão que poderia ser um pouco melhor explorado.
PS: talvez os meus momentos favoritos no filme sejam os que compõem a "seleção" dos atores, muito bom.
Embora eu questione o uso do preto e branco no filme, porque é completamente desnecessário, os filtros usados durante todo o filmes são bem bonitos e dão um aspecto completamente diferente e único.
Só elogios à trilha-sonora também. O tom que ela deixa em cada sequencia é tamanho que, sem ela, o filme seria fraco.
Os "atores", surpreendentemente conseguem encarnar muito bem essa brincadeira de encenar e não encenar, e, apesar de nenhum deles merecerem destaque (talvez apenas o que interpreta Bruto), funcionam muito bem como parte do todo.
Num geral, achei que o prêmio de Berlim foi um pouco superestimação demais. Os diretores têm obras mais interessantes e pertinentes. No entanto, nunca deixa de ser um bom filme, apesar de deixar a impressão que poderia ser um pouco melhor explorado.
PS: talvez os meus momentos favoritos no filme sejam os que compõem a "seleção" dos atores, muito bom.
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